sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Tomando uma atitude! cap 31

O caminho de apenas um minuto ate a minha sala, nunca fora tão silencioso ao lado de alguém, definitivamente estávamos precisando conversar.

-Senta!

Apontei a cadeira a frente da minha mesa, e ao invés de me sentar do outro lado, eu me sentei ao seu lado ficando de frente para ele. Nos encarávamos sem falar uma palavra sequer, e aquele silencio era muito desconfortante. Definitivamente este clima era extremamente estranho entre nos dois.

-Me desculpa.-ele respirou fundo apos falar.

-Pelo que Peter?

-Pela minha grosseria com voçe no dia da morte da Pam.

-Já disse que esta tudo bem, isso e passado! Peter voçe estava abalado, tinha acabado de perder a sua companheira, a mãe do seu filho. Precisava colocar a culpa em alguém...

-Deveria ter sido em qualquer um, menos em voçe.

-Esquece isso!

-Como posso esquecer se voçe não esqueceu?

-Quem disse que não?

-Voçe não fala mais comigo, não me liga, e a unica vez que mandou mensagem para mim, perguntou sobre o Dylan logo de cara!

-Eu disse que estava com saudades. E eu já te disse que agora ele e prioridade. Peter, eu juro.-me aproximei colocando a mão em sua coxa. Esta realmente tudo bem, eu só achei que voçe queria passar o seu luto em paz.

-Ele teria sido menos difícil se voçe tivesse no minimo falando comigo.-colocou a sua mão sobre a minha.

-Me desculpa, eu realmente não fazia ideia!

-Tudo bem.

-Me fala a verdade, tirando isso, esta tudo bem?

-Mais ou menos, já disse! Estou me virando em mil, sendo pai, mãe, recreador, baba, trocando fraldas, dando mamadeiras, e sendo pediatra nas horas vagas!-sorrimos.

-Relaxa, ele esta lindo, e isso e sinal de que voçe esta se saindo muito bem, o melhor pai do mundo.-sorrimos.

-Estou me esforçando. Não e o mesmo como se a mãe dele estivesse aqui, mas acho que da para o gasto.

-Voçe sente falta dela não e? Fale a verdade!

-Sinto. Pior que eu sinto, no final das contas ela era uma ótima pessoa, mesmo que o nosso relacionamento não tivesse mais futuro, as brigas fossem constantes, e já não nos entendêssemos como antes, eu não queria que ela se fosse.

-Eu compreendo. Imagino a saudade.

-Um pouco! Com o Dylan pequeno, eu não tenho tempo para mais nada!Se é que me compreende.-sorrimos.

-Vai arruma!. Mas e melhor voçe dar um jeito de conseguir agora que ele ainda e pequeno, por que depois, acredite, ele vai exigir ainda mais de você!

-Mais?-sorriu. Infelizmente quem eu quero ao meu lado não pode estar, não e?-o meu sorriso desapareceu.

-Peter.-soltei o ar com força.

-Relaxa, eu já sei a sua resposta de cor!

-Eu vou ser mãe!-sorri abertamente mudando de assunto descaradamente, e ele me encarou seriamente.

-Voçe?-olhou para a minha barriga, e eu sorri.

-Eu vou adotar uma menina!

-Ah, nossa levei um susto, voçe disse que era estéril!

-Pois é. Ainda não recebi nem a guarda provisoria, mas eu sinto que agora vai Peter, eu sinto que enfim, eu vou ter a minha filha!

-Que bom pequena, fico muito feliz por voçe!

-Obrigada.

Ficamos por alguns segundos nos olhando sem ter o que falar, ou apenas sem vontade de falar nada, somente apreciando a maravilhosa presença um do outro. Os seus olhos pareciam estar grudados nos meus, e os meus não queriam se desgrudar dos seus, e mais uma vez eu me peguei pensando se a minha vida não seria diferente se eu tivesse com ele, ao invés de estar com o Rafa.

-E se no lugar dele fosse voçe?-disse baixo, mas não o suficiente para que ele não escutasse.

-Eu seria o homem mais feliz do mundo!

-Voçe ouviu isso? Me desculpa!-me levantei.

-Hey, esta tudo bem!-segurou em minha mão. Eu já me peguei varias vezes pensando nisso, e em todas as vezes eu me via muito feliz, eu sinto que seriamos muito felizes juntos, só eu sei como queria que isso fosse possível Cris. Eu, voçe, e os nossos filhos!-se aproximou um pouco mais passando a mão em minha cintura, me fazendo arrepiar.

-Nossos filhos?-sorri.

-Sim! O Dylan, e a sua menininha linda!

-Peter...

-É serio, eu não queria nada mais na minha vida, eu já tenho o Dylan! E tendo ele, e voçe, a minha vida seria completa!-ele passou a mão em meu rosto, e eu fechei os olhos.

-Eu... Eu...

-Eu... Odeio quando voçe pensa demais, fica ainda mais linda, mas eu odeio!-me puxou contra o seu corpo. Eu prefiro a ação.


A unica coisa que senti foi o seu halito de menta batendo contra o meu rosto, e logo o calor dos seus lábios nos meus, em um selinho demorado, senti a sua língua em meus lábios, em um pedido mudo de abrigo, e sem nenhuma relutância eu cedi. Confesso que senti saudades dos seus lábios, como senti. Do seu toque, do seu cheiro, das suas caricias.
Ele segurou firme em minha cintura, me suspendendo fazendo com que eu me sentasse na minha mesa.

-A mesa de novo?-perguntei entre um beijo.

-Uhum! Senti saudades dela também!-sorrimos.

Segurei na sua nuca aprofundando o beijo, com a outra mão segurando na gola de sua camisa, a puxando contra mim, deixando os nossos corpos completamente colados.

-Se continuar assim, eu não vou responder por mim!

A sua boca se perdia em meu pescoço me fazendo arrepiar. Maldita hora que eu vim de calça, ou foi a minha salvação?
Envolvi as minhas pernas em sua cintura, o sentindo começar a endurecer entre as minhas pernas. Neste momento a minha calcinha estava completamente encharcada, e o meu corpo completamente arrepiado de tesão.

-Como eu te quero Cris!

-Peter, eu vou para o inferno por sua causa!-disse ofegante.

-Admite, voçe vai feliz.-olhei em seus olhos.

-Muito!

Demos alguns selinhos antes de começarmos a nos beijar novamente enquanto as nossas mãos exploravam os nossos corpos com vontade e desejo. A sala começava a ficar abafada, a nossa respiração forte e descompassada, e pela minha cabeça já se passavam coisas que a alguns meses atras eu as repudiariam, mas que agora, me deixam louca de vontade.
Porem, como nada para mim e fácil, e sempre tem algo para me alertar de que eu estou fazendo a coisa errada, ouvimos batidas na porta.

-Não, eu não acredito nisso. E muito azar!-ele respirou fundo.

-Não da nem para deixar batendo!-disse baixinho com os lábios colados nos dele, ainda lhe dando selinhos.

-Por que?-mordeu o meu lábio inferior.

-Pode ser a Liz com o Dylan!

-Verdade!-ele me encarou mais serio enquanto eu ainda estava enebriada com o seu beijo.
.
-Esta tudo bem, respira fundo, e se acalma.-fechei os olhos fazendo o mesmo, e logo o encarei. O seu sangue precisa ir para o lugar certo!-sorrimos e ele sentou.

-Desculpa atrapalhar!-abri a porta depois de ajeitar a minha roupa, e a Liz em encarou desconfiada.

-Esta tudo bem, voçe não atrapalha! Ainda mais voçe não e meu amor?-sorri o pegando no colo, logo o acomodei em mus braços, e ela entrou em seguida.

-Ele esta ótimo Bruno, eu já lhe apliquei a medicação, e já receitei novas medicações para se caso ele voltar a ter febre em casa.

-Muito obrigado Liz.-pegou a receita de suas mão.

-Espero que tenham conversado bastante!

-Conversamos!-sorri sentindo o cheirinho do bebe em meus braços que dormia quietinho.

-Sim, da para sentir o cheiro... Da conversa!-eu apenas a olhei de rabo de olho. Eu só não fiquei mais com ele, por que tenho um paciente agora, se não, eu juro que ficava para vocês "conversarem" mais!-descaradamente deu enfase a palavra.

-Esta tudo bem Liz. Obrigada!- a cortei.

-Eu sei, já estou indo! Qualquer coisa e só me ligar Bruno.

-Tudo bem, muito obrigado doutora!

-Mais uma vez, me desculpem!-sorriu. Amiga, o batom esta borrado!-disse baixinho perto de mim quando foi beijar o Dylan.

-Voçe e terrível! ela deu um beijinho no Dylan, e saiu, mas não antes de me soltar um olhar do tipo "Voçe vai me contar tudo!" Ela e impossível, somos tão opostas, mas nos damos tão bem!-aproximei o rosto do Dylan, sentindo mais uma vez o seu delicioso cheirinho de bebe, o ninando mesmo que ele já tivesse adormecido.


-Ela e realista! Gosto dela!-nos encarou e sorriu.

-O que foi?-sorri quando ele ficou mudo.

-Vocês são lindos juntos!-ele levantou se aproximando. Parecem uma pitura!-beijou a cabecinha dele, e em seguida me deu um selinho.

-Obrigada!-o telefone da minha mesa tocou.

-Só um minuto. Fala Sam?

-A sua próxima paciente já chegou doutora, posso mandar ela entrar?

-Me da só mais cinco minutinhos!

-Sem problemas!-desligamos.

-Eu tenho uma paciente agora.-lamentei.

-Sem problemas. Podemos continuar a nossa conversa em outro momento?

-Eu...

-E melhor não falar nada!-pegou a bolsa do Dylan. Podemos nos falar pelo menos?

-Sempre!

-Sempre? Estamos evoluindo.-sorriu.

-Seu palhaço! Voçe pode ir, mas ele fica!-brinquei desviando o corpo, para que ele não pegasse o Dylan dos meus braços.

-Se ficar com o filho, vai ter que ficar com o pai também!

-O vida difícil!-sorri. Cuida bem do seu pai ta bom meu amor?

-Já que voçe não quer cuidar, ele cuida!

-Eu não vou te responder.

-Eu adoraria ouvir a sua resposta!-pegou o pequeno em seus braços.

-Pena que agora eu não tenho tempo!

-Nunca tem, vive fugindo de mim, e não adianta falar que não, por que voçe já assumiu!-sorriu.

-Então Dylan, a tia comprou um presentinho pra voçe, e assim que possível eu te dou.-sorri mudando mais uma vez de assunto.

-Se ela continua a fingir da gente assim filho, voçe só vai ganhar este presente no dia do nascimento do meu neto!

-Exagerado!-sorrimos. Eu vou dar sim, em breve.

-Vamos esperar. Ate logo?

-Sim!-me aproximei selando os nossos lábios em um selinho demorado.

-Esta despedida esta bem melhor que a ultima!-sorri.

-Ate Peter!

-Ate pequena.

-Ate Dylan.-beijei a sua cabecinha, e eles foram embora, mas depois de mais um selinho.

Entrei fechando a porta trás de mim, ainda sentindo a suas mãos passearem pelo meu corpo. Me sinto a mulher mais suja do mundo, mas estranhamente não me sinto tão culpada quanto imaginei que ficaria. Eu acho que definitivamente o que eu tinha idealizado durante a minha viagem, vai acabar se cumprindo, eu vou acabar deixando o Rafael de lado, jogando um casamento de anos para o alto, por causa deste homem, que não e um homem qualquer, e o meu primeiro amor.

§

No dia seguinte a "visita" do Peter ao consultório com o Dylan, eu fui com o Rafa para o orfanato ver a Ariel, que nos recebeu com um sorriso lindo nos lábios, dizendo que estava morrendo de saudades. Se ela estava morrendo de saudades, eu estava o que?
Desta vez não saímos para passear, ficamos nas dependências do orfanato, era uma exigência do conselho tutelar. Se quisessem captar algum comportamento fora do normal se deram mal, por que era incrível como a nossa relação tinha ficado forte em apenas um encontro, era como se fossemos realmente mãe e filha.
A tarde foi maravilhosa ao lado da nossa filha, ela nos mostrou as suas bonecas, os ursos, mostrou onde ela gostava de brincar, e nos contou as coisas que mais gostava de fazer. Eu descobri que ela ama as princesas disney, e o seu sorriso lindo foi contagiante quando ela me disse com orgulho que amava o seu nome, por ser o mesmo da pequena sereia. Minha princesa.
Notei que o Rafael estava mais solto ao seu lado, e mais brincalhão do que na ultima vez. Eu parava para olhar pra ele, e era impossível não pensar no que eu estava fazendo com ele, e apesar de estar morrendo de remorso, eu não posso pedir o divorcio a ele agora, ou ao menos pedir um tempo em nossa relação, ela não e a mesma coisa, e eu estando ao seu lado estou mentindo para mim, e para ele, eu não quero isso. E outra, se eu fizer isso, eu posso perder a possibilidade de ter a guarda da Ariel. Eu vou ter que permanecer com ele, ate ela ser legalmente minha filha.
Se eu não tenho vergonha de estar o usando para conseguir algo? Sim tenho! Mas o meu sonho de ter um filho esta falando muito mais alto.

§


Na volta para casa eu estava longe, completamente dispersa olhando pela janela do seu carro. Estava desolada por mais uma vez esta indo para casa sem a minha princesinha, mas eu sei que em breve ela estará indo para casa de vez comigo. desta vez eu precisava conseguir, eu sinto que estou perdendo as esperanças, e eu não quero que isso aconteça.

-Esta ouvindo o que eu to falando amor?

-Oi? Desculpa!-o encarei ao despertar dos emus pensamentos.

-Como sempre esta longe!

-Estou triste por mais uma vez estar indo para casa sem a minha filha.

-Nossa!

-Nossa.

-Em breve a estaremos recebendo em casa de vez, sem visitas!

-Tomara!

-Bem, como eu ia dizendo, amanhã eu vou viajar para o congresso de medicina estética!

-Pra onde?

-Boston!

-Hum!

-Quer ir?

-Não posso, tenho pacientes amanha a tarde.

-Tudo bem.

-Volta quando?

-Domingo.

-Nossa três dias?

-Sim, mas qualquer coisa e só me ligar!

-Tudo bem.

§

"Estou embarcando, espero que fique bem, qualquer coisa me liga, beijos, te amo! Rafa!"

"Vai com Deus, boa viagem, e se cuida! Também. Cris!"

Tínhamos nos despedido esta manhã antes que eu saísse de casa, e ontem quando chegamos, eu fiquei mais ou menos uma hora arrumando as suas malas. Ele e muito chato para roupas, e gosta de tudo muito organizado.

-Já vai pra casa?-Liz me encarou.

-Vou!

-O Rafael já foi?

-Sim, foi esta manha!

-Nem conversamos hoje não e amiga?-a encarei sorrindo.

-Você é sínica hem?-não tínhamos conseguido almoçar juntas hoje.

-Eu?-me encarou fingindo estar ofendida.

-Sim, nos beijamos. Era isso que voçe queria saber?

-Mentirosa! Não foi só um beijo, eu senti o clima.


-Ai Liz! Ta bom, nos beijamos, ele me colocou sobre a mesa, e demos uns amassos. Satisfeita?

-E eu interrompi de novo!

-Relaxa!

-Larga logo o Rafa e fica com ele.-disse como se fosse fácil.

-Não posso!

-Por que?

 -A Ariel! Se eu entrar com pedido de divórcio agora, seremos considerados incapazes de adota-la, e eu a quero Liz, ela e minha filha!

-Eu sei! Mas e ai?

-Eu não sei!

-Voçe realmente pensa na possibilidade de pedir o divorcio?

-Penso! Não somos mais os mesmos, e tão difícil olhar para ele, e o enganar. Eu nem o chamo mais de amor, não me acho digna de dizer isso!

-Deixa rolar então.

-A minha relação com ele esfriou muito, eu não sindo mais nem 50% do que sentia antes, é como se ele fosse apenas um amigo agora entende? Como se eu acordasse para a realidade, e visse que eu me enganei por  anos seguidos, e tudo o que eu senti por ele não passou de carência, ou gratidão.

-Parece que a sua relação subiu no telhado.

-Telhado altíssimo.

-Bem amiga, eu vou indo por que hoje e sexta, dia de jantar fora!-sorrimos.

-Aproveite.

-Vai jantar fora também!

-Sozinha não tem graça!

-Voçe sabe com quem ir!-beijou a minha face saindo em seguida.

Bicha malévola, ela saiu me deixando tentada a realmente fazer isso que ela insinuou. As vezes eu a amo, e as vezes quero mata-la.
Segui para casa, e assim que cheguei disse para a Ana que estava sem fome, e que elas estavam dispensadas pelo final de semana, queria ficar sozinha. Tomei um banho, me troquei colocando uma blusa, e uma calcinha apenas, me deitando em seguida.
Fiquei encarando o teto branco do meu quarto apenas olhando para o nada, e pensando na vida, pensando em como tudo mudou depois do meu encontro com o Peter, e como eu passei a estar infeliz no meu relacionamento sempre que eu olhava no espelho, e via um novo sorriso quando me encontrava com o Peter, e era ai que eu via como a minha vida tinha ficado vaga ao lado do Rafa, eu me sinto como uma marionete ao seu lado, e ao lado do Peter me sinto livre. Pode ser paranoia, mas é exatamente assim quem e sinto.
"Voçe sabe com quem ir!"
Esta frase rodava em minha cabeça, e antes mesmo de pensar duas vezes, eu me vi com o celular nas mão, escrevendo uma mensagem.

"Jantar? Cris"

Enviei a mensagem, e comprimi o celular em minhas mãos, no fundo eu não sabia se queria ler a sua resposta. Mas não demorou muito para que ela chegasse.

"Serio? Peter"

"Seríssimo! Cris"

"Não sei, acho que não rola. Peter"

"Serio? Cris"

"Obvio que não! rsrs Na minha casa? O Dylan ainda não esta 100% da febre. Peter"

"Onde voçe quiser! Cris"

"Em meia hora na minha casa! Peter"

"Uma hora, estou apenas de calcinha e camiseta, demorarei para me arrumar! Cris"

"Não tem como vir exatamente assim? Peter"

"Tarado! Não. Em uma hora, eu estarei ai. Beijos! Cris"

"Ao menos estará trazendo a sobremesa Peter"

"O que você quer? Cris"

"Voçe! Peter"

"Peter! Cris"

Esperei por um tempo a sua resposta enquanto me arrumava. Coloquei um vestido azul marinho com branco, uma sandália baixa, uma jaqueta por sima já que o tempo não estava la estas coisas. Arrumei o meu cabelo o deixando bem leãozinho, uma maquiagem básica, um perfume, um brinco, anel e pulseira, coisas simples, em quarenta minutos estava completamente pronta. Peguei a minha bolsa e ouvi o meu celular apitar uma mensagem.


"Boa noite amor acabei de chegar, e esta tudo bem! Rafa"

"Boa noite, que bom que esta bem! Cris"

"Vou tomar um banho e dormir, estou cansado. Beijo boa noite, amanha nos falamos melhor, tudo bem? Te amo. Rafa"

"Sem problemas, também estou cansada! Beijos, ate amanha. Cris"

"Só falta vinte minutos para marcar uma hora de espera! Peter"

"Estou saindo de casa agora! Cris"

"Ansioso! Peter"

"Ansiosa! Cris"

Sinto que o meu lugar ao lado do capiroto esta garantido, mas o que eu posso fazer, esta sendo mais forte do que eu.

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