Parte Peter
Passei uma das melhores noites da minha vida ao lado dela, foi algo inacreditável, simplesmente incrível.
Eu passei parte da madrugada simplesmente a olhando, velando o seu sono, assim como eu tinha ficado apenas algumas horas na nossa primeira vez, mas desta vez, eu tive o prazer de acordar com ela, acordar sentindo o seu cheiro, tendo o seu rosto como a primeira visão do dia. E como eu queria que esta fosse a minha primeira visão diariamente por muitos, e muitos dias. Só eu sei como queria.
E eu não posso esquecer, que o melhor de tudo aconteceu, tive a confirmação de que ela ainda me ama, ou nunca deixou de amar, assim como eu a amo, ou nunca deixei de amar.
Não nos falamos no sábado depois que ela saiu daqui, e preciso confessar que já estava morrendo de saudades do seu cheiro, do seu toque, dos seus lábios, enfim, daria qualquer coisa para te-la aqui novamente. Por isso, quando o Eric inventou de fazer um almoço aqui, com a esposa, as meninas, o Phil com a Urbana, e as crianças, eu aceitei logo de cara, e claro, disse que convidaria a Cris.
No domingo pela manha quando liguei para ela, combinamos que ela viria com a doutora Liz, e a filha dela, já que elas já tinham marcado de saírem juntas. Tudo bem, e melhor do que nada, e eu gosto da doutora Liz, e uma ótima pessoa, alem de indiretamente me ajudar sempre.
§
-A melhor parte da família chegou!-Eric sorriu adentrando a sala.
-Mentira, a melhor parte da família já vive nesta casa!-sorri. Mas vocês são um ótimo complemento, assumo!
-Vai a merda Peter!-sorrimos ao nos abraçarmos.
-Como esta meu irmão?
-Ótimo! Liguei para o Phil, e ele eta vindo com a Urbana, as crianças. Como esta o meu sobrinho?
-Dormindo, ele acordou muito cedo hoje!E voçe em minha princesinha?-peguei a minha sobrinha no colo. Toca aqui rapaz!-cumprimentei o Liam.
-E assim mesmo! Ela esta ótima!-minha cunhada sorriu.
-Ele ainda troca a noite pelo dia?
-Muito pouco, ate que ele me deixa dormir bem, da para aproveitar a noite!-principalmente este sábado, como eu aproveitei.
Era mais ou mais ou menos 11:50 da manha, quando a Cris chegou com a amiga, todos já tinham chegado, e só faltavam elas mesmo. Afinal, as minhas irmas não vieram, cada uma tinha algo mais importante do que ficar com os irmãos delas, depois não quero reclamação, dizendo que eu não ligo para elas.
-Nossa como esta linda!-sorri a encarando. Na realidade as duas!-a abracei beijando o seu rosto simplesmente, e depois abraçando a Liz.
-Obrigada, voçe também esta lindo!
-Obrigado pequena! Corrigindo, as três! Voçe deve ser a Alicia, correto? -olhei para uma menininha que estava agarrada as pernas da Liz.
-Sim, esta e a minha filha! Diz oi amor!
-Oi!-disse de forma tímida, e eu me abaixei na sua frente.
-Oi, tudo bem?-ela balançou a cabeça positivamente. Voçe e muito linda sabia? -ela afirmou novamente nos fazendo sorrir. E muito convencida, esta certíssima!
-E voçe sabe muito bem o que e isso não e meu amor?-ela sorriu, e eu a encarei. Amor? Ela disse isso mesmo?
-E claro, amor próprio tudo na vida! Amor!-sorri, a deixando se jeito. O tio pode ganhar um beijo desta mocinha linda?-ela olhou para mãe.
-Vai filha!-ela sorriu me abraçando forte.
-Que abraço gostoso!-me levantei com ela no colo. Fiquem a vontade, estão em casa!-me aproximei da cris passando a mão no rosto dela, e dando um beijo proximo ao seus lábios, morrendo de vontade de beija-la.
-Cade o Dylan?-questionou-me.
-Dormindo, daqui a pouco voçe baba nele!-sorri me distanciando delas com a pequena ainda em meu colo.
Não poderia estar me sentindo mais empolgado com a presença dela na minha casa novamente, pena não podermos ficar a sós.
§
Estávamos todos conversando animadamente esperando o almoço ser servido, por incrível que pareça o assunto estava correndo solto, e logo as mulheres já estavam intimas, e marcando social umas com as outras.
Eu não consegui esconder a alegria de te-la no meu convívio, dela estar mais próxima de mim, eu sinto que teremos um futuro pela frente, não sei decifrar, ou nomeá-lo, mas eu sei que teremos.
-Como estão as coisas meu irmão, voçe sabe, desde a partida da Pâmela?
-Estou melhor, os primeiros dias foram difíceis, mas agora estou muito melhor! E começando a planejar o meu futuro!-sorri olhando diretamente para a Cris, que sorria enquanto conversava com a Urbana.
-Ei, ela é casada!-Phil me cutucou.
-Não por muito tempo!-afirmei com convicção.
-Voçe não vai destruir o casamento dela não e?
-Eu não! Tudo o que ela fizer sera de livre e espontânea vontade! Assim como foi na noite de sexta pra sábado, na qual passamos juntos.
-O que?-Eric me encarou surpreso. Vocês transaram?
-Sim, eu amo a Crystal, e ela me ama!
-Calma ai, eu to confuso!
-Foi isso mesmo que vocês ouviram, eu não quero, e não vou pressiona-la a nada, apenas a apoiarei.
-Ela vai se separar?
-Eu espero que sim!
-Espera?-meu irmão me encarou.
-Ela me explicou, e é mais complicado do que parece.
Expliquei a eles o que ela tinha me falado, sobre a adoção, e eu resolvi esperar, resolvi esperar ela resolver a vida dela, não quero ser o causador do divorcio dela, e a perda da possibilidade dela adotar a menina. Eu jamais faria algo para prejudica-la, e mesmo sendo difícil o que ela me pediu, eu farei um esforço para espera-la, afinal o que são alguns meses, para quem já esperou por onze anos?
-Peter!- a ouvi me chamar!
-Sim!
-Sera que eu poderia ver o Dylan?-sorriu como uma menininha pedindo um doce.
-Se voçe prometer não acorda-lo, sim!
-Prometo!-sorriu abertamente.
-Vamos la em sima!-cedi a passagem a ela, enquanto subíamos as escadas, e assim que entramos no corredor eu segurei o seu braço a fazendo me encarar. Desculpa, mas e muito mais forte do que eu!
A pressionei contra a parede selando os nossos lábios apressadamente, estava cheio de saudades da sua boca, do eu corpo, do seu cheiro, do seu toque, tinha apenas algumas horas do nosso ultimo beijo, e eu sei que daria qualquer coisa para te-la novamente aqui, e agora.
-Saudades de voçe meu amor!-disse entre selinhos.
-Eu também estava com saudades, não posso negar!-me arrepiei ao sentir as suas unhas passeando pelo meu couro cabeludo.
-Queria tanto poder te levar para este quarto de novo, e repetir tudo o que fizemos naquela madrugada. Te foder com vontade novamente, seria perfeito. Só de entrar ali, eu sinto o seu cheiro, isso me deixa louco, e completamente excitado!
-Não fala assim amor! E uma pena que infelizmente isso não sera possível!
-Caralho!
-Por falar naquela noite, sera que voçe poderia me devolver a minha lingerie? Aquele conjunto e o que eu mais gosto!
-De forma nenhuma, ela esta sendo muito útil para matar a minha saudade de voçe!-ela me encarou abrindo levemente os lábios. O que foi?
-Voçe esta se...
-Masturbando? O que é que tem, e saudável, e na sua falta, e o que me resta não?-a abracei novamente sentindo o seu cheiro.
-Louco!-segurou em meu rosto distribuindo selinhos, e em seguia selando o nossos lábios.
Entramos no quarto do Dy, apos mais alguns beijos no corredor, mas achei por bem, encerrar ali mesmo antes que ficasse impossível me controlar, e a arrastasse para aquele quarto novamente. E ai, só Deus sabe quando iriamos sair dali!
Ela estava linda, olhando para o meu pequeno que dormia tranquilamente em seu berço. Definitivamente, havia algo muito intenso entre eles.
Agradeço muito pela Pâmela ter me dado o Dy de presente, mas admito que eu seria o homem mais feliz deste mundo, se o meu filho fosse da mulher que eu amo. Ela o olha com tanto carinho, admiração, com tanto amor, sinto que ela sera uma mãe maravilhosa, não só para a menininha que ela esta adotando, mas para o meu filho também.
Me aproximei a abraçando por trás, colocando os seus cabelos para o lado, beijei o seu pescoço, e acomodei o meu queixo na curva do mesmo, e apenas aproveitei com eles o silencio de suas palavras que saiam do coração.
Parte Cris
O Almoço na casa do Peter foi a quase três semanas atras, foi maravilhoso, mas eu já sinto uma saudade louca dele, não só dele, como obviamente, do pequeno Dy também. Naquele dia ele ficou boa parte do tempo comigo depois que acordou do seu tranquilo sonhinho. Era tão segura-lo, ficar sentindo o seu cheirinho, a sensação de te-lo nos meus braços era indescritível. E isso me fazia lembrar da Ari, eu iria fazer mais algumas visitas a ela, para isso eu precisava da boa vontade do Rafael.
§
O dia dos namorados aqui nos Estados Unidos foi no dia 14 de fevereiro, a uma semana atras, e eu recebi um presente lindo do Peter, ele me mandou flores, e um lindo par de brincos, ele tinha muito bom gosto para joias. Nem vou falar que me deixou toda derretida.
O Rafa, me presenteou com um colar, e flores também, mas não passou nem perto da mesma coisa que era antes, do carinho, do afeto, da sua real presença nos detalhes. Bem, o meu relacionamento com o ele esta indo, não esta bom, esta suportável. Ele anda distante, e eu não reclamo já que pretendo pedir divorcio, e esta distancia só entre nos dois, só vai nos ajudar com o processo todo. Acho que ninguém sairá tão magoado. Eu acho.
Eu recebia umas mensagens do Pete as vezes, estava evitando vê-lo com frequência, acho que seria pior para disfarçar a minha cara de idiota, sempre que o via para o Rafael.
Tínhamos saído apenas uma vez depois do almoço na sua casa, ele me pegou na clinica com o Dy, e fomos almoçar fora, o máximo que aconteceu foram uns beijos no carro, e nada mais. Sinceramente, eu já estou morrendo de saudades dele.
-Que cara e esta?-Liz entra na minha sala sem aviso prévio. Novidade.
-Nada!-respiro profundamente vendo ela sentar a minha frente.
-Nada? Ate parece!
-Estou com saudades dele, assumo!-disse baixinho.
-Dele, e da surra que levou não e?-sorriu maliciosamente.
-Cala a boca!-sorri. Estou com saudades de tudo. Ai Liz, eu estou me sentindo com 16 novamente, estou completamente apaixonada de novo! Eu estava fugindo tanto disso, e olha como estou!
-Ai amiga, se eu fosse voçe já tinha pulado fora deste casamento!
-Não posso! Mesmo querendo, por que eu não acho justo com ele, eu não posso!
-Eu sei! Tomara que esta adoção saia logo!
-Tomara amiga! Não vejo a hora de ter a minha menina em casa, de cuidar dela, de dar carinho!-senti os meus olhos marejarem.
-Estou louca para conhecer a minha sobrinha!
-Voçe vai ama-la! Por falar em sobrinha, como vai a minha filha?
-Aprontando todas na escolinha! Ai amiga, ela não esta me dando uma folga!-sorrimos. Mas eu prefiro ela assim, do que amuadinha e adoentada.
-Sem duvidas! Assim que pegar a Ariel, voçe vai fazer uma bateria de exames nela, quero a minha filha totalmente assistida, em todos os sentidos!
-Eita mãe coruja!
-Mãe! Nossa!-ouvi o meu celular apitar anunciando uma mensagem. "O Dy, esta morrendo de saudades de voçe! Peter"-li a mensagem alta, a fazendo sorrir.
-Sei, o Dy!-ela disse me encarando.
-Ele adora colocar a desculpa no Dylan!-sorri enquanto escrevia uma resposta sempre lendo em voz ata para a minha amiga. "Fala pra ele, que eu também estou morrendo de saudades dele! Cris" E eu adoro me fazer de desentendida!-gargalhamos.
-Vocês dois hem!-respirei fundo.
-Queria que as coisas fossem mas fáceis!
-Se as coisas fossem mais fáceis, a conquista não teria graça!
-"Ele perguntou quando voçe vai vir jantar conosco novamente! Com direito a entrada, prato principal, sobremesa, e cafe da manha, é claro! Peter"
-Meu Deus, ele quer um novo jantar!
-"Fala para o pequeno Dylan, que eu estou de dieta, cortei o jantar das minhas refeiçoes diárias! Cris"
-Que malvada!-gargalhamos.
-Ai amiga, só eu sei como queria ir!
-Safada!-sorrimos, e o meu celular tocou. Deve ser ele!
-Não! -olhei no visor. E a minha advogada!
-Doutora Sanches?
-Doutora García! Bom dia!
-Bom dia doutora, esta tudo bem?-perguntei um pouco receosa.
-A senhora que vai me dizer! Adivinha o que esta na minha mesa agora?
-Não sei!-senti o meu peito acelerar.
-A guarda provisoria da Ariel, em seu nome, e do seu marido!
-Mentira!
-Verdade, acabei de receber do juizado! Voçe já pode pega-la, e leva-la para casa a hora que quiser...
-MENTIRA!-coloquei a mão no rosto começando a chorar.
-O que foi amiga?-ela me olhou temerosa.
-Hoje, agora, eu quero pega-la, agora!
-Meu Deus!-ela sorriu começando a chorar assim como eu já estava em prantos.
-Tudo bem, eu vou te encontrar na porta do orfanato, esta bom assim?
-Esta perfeito, maravilhoso. Meu Deus, a minha filha!
-Parabéns Doutora García!
-Muito obrigada doutora Sanches! Eu devo tudo a senhora!
-Imagina doutora García! Ate logo!
-Ate! desliguei o aparelho. Eu sou mãe! LIZ, EU SOU MÃE!
-Parabéns amiga!-deu a volta me abraçando forte enquanto eu não conseguia parar de chorar.
-Eu preciso falar para o Peter!-peguei o celular vi uma mensagem dele. "Como voçe e ma!Peter" sorri. "Eu vou ser mãe, a guarda provisoria saiu, eu vou buscar a minha filha amor! Cris" Eu preciso arrumar as minhas coisas!-eu estava completamente esbaforida, eufórica, e ansiosa.
-Não vai avisar ao Rafael?
-Vou, vou ligar para ele!-sorri abertamente ligando em seguida. Rafa?
-Oi, acontece alguma coisa?
-Sim! A doutora Sanchez me ligou dizendo que a guarda provisoria da Ariel saiu! Ela já pode ir para a nossa casa, isso não e maravilhoso?
-Sim, e muito bom! Parabéns amor!-ele parecia normal, nenhum pouco animado, como se tivesse recebido a noticia mais insignificante do mundo.
-Voçe vai comigo busca-la não e?
-Hoje?
-Agora!
-Não posso, estou ocupadíssimo! A noite em casa, eu a vejo! Tudo bem?
-Tudo, sem problemas!
-Beijo, ate mais!
-Beijo!-desliguei. Ele não vai!
-Tudo bem, o importante e voçe ir!
-Claro!-olhei no celular, e vi outra mensagem. "Serio amor? Isso e perfeito, parabéns, voçe merece! Estou tão feliz, feliz por voçe, feliz por mim, por nos! Quando vou conhece-la? Peter"
-Amiga, que diferença, parece que ele será o pai!
-E o pai mesmo, nem ligou!-a encarei.
-Falta pouco amiga!
-Falta! "Serio meu amor, eu estou tão feliz! Muito obrigada, e em breve, voçe vai conhece-la, eu juro! Cris" -enviei a mensagem e guardei o meu celular na bolsa. Amiga, eu vou indo!
-Vai la, e parabéns, mais uma vez!
-Muito obrigada! Vou avisar a Sam para desmarcar tudo agora a tarde, e a partir de amanha, eu só venho no período da tarde!- a abracei fortemente.
Sai da clinica o mais rápido que consegui, eu estava mais do que feliz, estava radiante, eu estava... Sem palavras. O choro corria livre em meu rosto, eu mal poderia acreditar que enfim, graças a Deus, e aos meus esforços, eu vou realizar o meu grande sonho. Eu vou ser mãe.
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