Parte Cris
Acordei na manha seguinte sentindo um carinho gostoso nas minhas costas, aqueles dedos passeavam tranquilamente pela minha pele, me causando uma deliciosa sensação.
Me acomodei um pouco mais em seus braços, estava com um pouco de calor, mas estava tão bom, que sinceramente, eu não estava nem ligando para a caloria de minha pele. Me acomodei melhor na cama, e logo senti que estava por sima de alguém. Abri os olhos rapidamente, olhando o quarto ao meu redor, senti o calor do seu peito em meu rosto, e imediatamente me lembrei da minha cicatriz no ombro, mas logo recordei que era no ombro, não tinha como ele ver na posição em que estávamos. Logo levantei o rosto, encarando o seu com um sorriso lindo nos lábios e logo senti a sua mão acariciando o meu rosto.
-Bom dia dorminhoca!
-Não foi um sonho?-sorri, eu sabia que não era.
-E obvio não, mas se caso tenha duvidas podemos repetir!
-Talvez depois que eu sentar em uma banheira de gelo, quem sabe?-sorriu, e eu voltei a deitar em seu peito. Poderia ficar aqui a manha inteira, esta tão bom!-acariciei o seu peito beijando a região em seguida.
-E só ficar!-me apertou um pouco mais contra os seus braços.
-Não posso ficar!-lamentei. Estranho o meu celular não ter apitado a noite toda. Por falar nele, cade?-olhei ao redor.
-Não faço a menor ideia, deve estar na sua bolsa la em baixo.-o encarei.
-Meu Deus, deve estar cheio de ligações, e mensagens!-senti um aperto ao imaginar que o Rafael poderia ter me ligado, ou ate mesmo mandado alguma mensagem. Deixa pra la, depois eu vejo.-me deitei novamente, e ele sorriu.
-Decida!
-Decidi, quero continuar aqui!-beijei o seu peito novamente, enquanto o acariciava distraidamente. E o Dylan?
-Já acordou, mamou, trocou a fralda, e enfim, esta dormindo de novo!
-Nem ouvi! Voçe fez tudo isso?-o encarei.
-Não, ate me levantei para fazer, mas a Rúbia disse que eu estava com uma terrível cara de cansado, e mandou eu voltar a dormir.-sorrimos. Eu nem to cansado, e sei que estou lindo!
-A claro, estas suas olheiras só realçam os seus belos olhos!-sorri.
-Sínica! Te disse ontem que estava no meu território, não disse?
-Disse!
-Ainda posso te castigar sabia?
-Outra surra agora não, eu preciso de uma recuperação intensiva!-sorrimos.
-Serei bonzinho com voçe hoje, e deixarei para outro dia!-segurou o meu queixo selando os nossos lábios. Vamos tomar cafe, estou cheio de fome!
-Não quero levantar, cada centímetro do meu corpo esta doendo!-sorriu.
-Mas preciso repor a minha energia! Alias, precisamos!
-Ta bom! Vou aproveitar para me arrumar e ir embora!
-Pensando bem, pode voltar a dormir se quiser.-sorri.
-Agora eu quero levantar!-me sentei na cama me levantando em seguida.
-Merda!-sorrimos.
Fui ate o banheiro, e me higienizei da melhor forma possível.
Depois de arrumada -mesmo sem a minha lingerie-, eu sai do quarto, notando que estava sozinha, decidi ir ate o do Dylan, e o encontrei dormindo tranquilamente, tão lindo quanto o pai dele. Acariciei o seu rostinho, e ele se mexeu um pouquinho, nada que o fizesse acordar, me despedi dele com um beijo em sua testa, e segui para o andar inferior.
-Peter!-o chamei com voz moderada, não queria chamar a atenção da casa.
-Ele esta no jardim com o Geronimo!-parece que não adiantou muito.
-Ah, bom dia!-era a mesma senhora de ontem a noite.
-Bom dia!-sorriu amigavelmente. E por ali.
-Obrigada!
Peguei a minha bolsa, e segui o caminho que ela me indicou, eu iria me despedir dele, e ir direto para a minha casa.
Saí do interior da sua casa, dando de cara com o seu belo jardim, sorri ao ver o Geronimo, correndo atras de uma borboleta, enquanto o Peter apenas sorria, e o observava.
-Oi!
-Ola meu anjo!-beijou a minha cabeça. Já esta indo?
-Sim!
-Não vai tomar cafe comigo?-me encarou.
-Não, eu vou para casa. Preciso ir!
-Eu pedi para a Rúbia fazer cafe para nos dois.
-Eu sinto muito, mas a casa esta sozinha desde ontem a noite.
-Tudo bem, acho que já te prendi o suficiente aqui!-sorriu sem vontade.
-Sim e verdade, ate confiscou a minha lingerie!
-Sem duvidas, ela e minha agora!-sorriu.
-O que voçe vai fazer com ela hem?
-Não queira saber!-sorrimos
-Ridículo!
-Quando nos veremos novamente?-trocou completamente de assunto.
-Eu ainda não sei!-lamentei ter que responder isso.
-Pronto, estava muito bom para ser verdade!-revirou os olhos.
-Não fale assim Peter. Voçe sabe como e complicado para mim.
-Preciso conviver com isso! Pensei que esta noite tinha mudado algo!
-E mudou, acredite!
-Então peça o divorcio!-o encarei incrédula, mas no fundo, sem duvidas esta era uma das minhas opções.
-Não posso!
-Porra Crystal, voçe não pode nada, que caralho! E assim que voçe diz que mudou algo?-ele alterou um pouco a voz, se afastando alguns passos.
-Peter me entenda, eu estou em processo de adoção, não posso entrar com o pedido de divorcio agora, eu posso perder a possibilidade de conquistar a guarda da minha filha, e se isso acontecer, só posso tentar novamente uma adoção, quando estiver completamente divorciada, e isso demora. E com a demora, eu posso perder a minha filha para outra família!-o encarei. Me entenda, nos duas já nos damos tão bem, eu senti uma conexão incrível quando a vi pela primeira vez, quando nos abraçamos, eu não posso perde-la, por favor, me entenda!!-senti os meus olhos arderem, eu não poderia nem sonhar em perder possibilidade de ter a guarda da Ariel.
-Olhando por este lado, e compreensível!-ele respirou fundo, fechando os olhos.
-Acredite em mim, mudou, esta noite mudou muita coisa em mim!-me aproximei dele novamente. Eu vi que ainda sinto o mesmo por voçe, o mesmo que a onze anos atras.
-O mesmo que a onze anos?
-Sim, a mesma coisa Peter!
-Voçe ainda me ama?-ele olhou dentro dos meus olhos, e neste momento, eu me senti completamente desestabilizada.
Os meus olhos se perderam dentro dos seus, o meu coração acelerou, a minha respiração ficou pesada, e falha, me senti ser transportada para o passado, para a nossa primeira vez, senti a mesma emoção que aquele dia, as mesmas borboletas fazendo revoadas em minha barriga, e foi impossível impedir ser tomada por uma onde de emoção, e nostalgia. Os seus olhos eram apreensivos, e curiosos, os mesmo olhos pelos quais eu me apaixonei a anos atras, os mesmos olhos que eu amei. Ou amo.
-Acho que eu nunca deixei de te amar Peter!-disse em apenas um suspiro, e vi o sorriso mais lindo do mundo se formar seu rosto.
-Eu também nunca deixei de te amar minha pequena! Meu amor!
-Eu te amo! Sempre amei voçe, eu sinto que tudo o eu sentia por voçe só estava escondido, só estava adormecido!-ele segurou o meu rosto com as duas mãos. Eu me estremeço por completo ao seu lado, sinto o meu coração acelerar, a minha boca secar. Me sinto com 16 anos novamente!
-Eu também te amo, e me sinto exatamente como voçe!-selou os nossos lábios carinhosamente.
Acomodei a minha cabeça em seu ombro quando nos separamos do beijo intenso, sentia o meu coração bater forte, bater feliz, bater realizado, eu estava em outro patamar de felicidade naquele momento.
§
Dirigia distraidamente com um enorme sorriso no rosto o Macerati do Rafael, enquanto eu voltava para casa, estava feliz pela noite que tive. Uma noite maravilhosa, com o homem que eu descobri enquanto estava em seus braços, que eu sempre amei. Eu não sabia o que era o verdadeiro amor ate notar que o que eu sentia pelo Peter, era realmente verdadeiro, afinal ele permaneceu aqui por onze anos, estava adormecido por exatos onze anos, e agora ele esta de volta, firme e forte, como se nunca tivesse acontecido nada durante este tempo, mesmo tendo acontecido muita coisa. Com isso, a minha decisão de pedir divorcio ao Rafael, esta mais do que decidida, assim que eu pegar a guarda da Ariel, e ela estiver adaptada comigo, eu vou pedir o divorcio.
Eu estive andando o mesmo caminho que sempre andei
Sentindo falta das fendas no pavimento
E quebrando o meu salto e machucando meus pés
"Há alguma coisa que eu possa fazer por você, querida?
Há alguém para quem eu possa ligar?"
"Não e obrigada, por favor, madame
Não estou perdida, só vagando"
Eu acho que o que eu senti pelo Rafael quando começamos a nos relacionar, foi muito carinho, gratidão, agradecimento, enfim, ele esteve comigo quando eu precisei, foi o meu amigo, meu companheiro nas horas difíceis, foi o cara que esteve comigo na dor da minha recuperação, e eu fui, e sou muito grata por ele ter aparecido na minha vida e me salvado. Mas hoje, eu sinto, que no fundo, eu nunca o amei, que o que eu senti por ele todos estes anos, era um carinho muito forte, pura gratidão, e foi preciso o Peter reaparecer em minha vida, para que tomasse consciência disso em minha vida.
Ao redor da minha cidade natal
Memórias são frescas
Ao redor da minha cidade natal
Ooh, as pessoas que conheci
São as maravilhas do meu mundo
São as maravilhas do meu mundo
São as maravilhas deste mundo
São as maravilhas agora...
Já em casa mexendo em minhas coisas dentro do closet, encontrei o meu diário de anos atras, diário de quando eu sofri o estupro, e tentativa de assassinato, bem a época em que o Rafa e eu nos aproximamos, em que ele começou a me ajudar. Passei algumas folhas, e a cada 10 paginas, três tinha algo sobre o Peter, desde um "Estou louca de saudades" ate simplesmente o seu nome na margem de uma das folhas.
"O meu casamento ontem foi lindo, mesmo ainda com dificuldades para andar, o papai me levou ate o altar. O Rafael estava lindo, com um belo sorriso no rosto, com os olhos brilhando, e a expressão mais feliz que eu já tinha visto.
Não sei se eu estava da mesma forma, provavelmente não, por que na noite passada mais uma vez eu sonhei com o Peter, ele dizia para que eu o esperasse, que não atravessasse a ponte sem ele, pois ele iria me segurar. Eu não sei ao certo o que ele queria dizer, mas eu não podia voltar atras, era a véspera do meu casamento, e mesmo não amando o Rafael, como eu queria amar, eu me casei, eu precisava me casar com ele, eu precisava retribuir todo o carinho e amor que ele investiu em mim, já estávamos a tanto tempo juntos, ele me aceitava como eu estava, nas condições que eu estava, toda ferida, por dentro, e por fora, sem poder ter filhos, sem poder lhe dar uma família completa, seria ate injusto da minha parte, larga-lo no dia do nosso casamento, e sair correndo atras do Peter, ainda mais sem saber se um dia eu vou encontra-lo novamente.
Por isso, eu decidi, que vou me empenhar no meu casamento, que eu vou lutar para ser a melhor esposa possível, a mais carinhosa, companheira, a mais devota que eu puder ser, e quem sabe um dia, eu possa ama-lo como ele merece."

Lendo aquelas palavras que eu escrevi a seis anos atras, me fez ir as lagrimas, me remeteu a tanta coisa, tantas lembranças, sentimentos, e certezas. A maior certeza que eu tive, foi que eu nunca, nunca deixei de amar o Peter, que ele sempre foi o amor da minha vida, e as vezes que eu fugi dele, foi para proteger o Rafael, dos meus sentimentos por ele, afinal ele sempre foi um marido perfeito, acima de qualquer suspeita, sempre me tratou bem, me amou, cuidou de mim, fez de tudo para me fazer feliz, me aceitou com os meus defeitos, com as minhas impossibilidades, com os meus fracassos, as minhas dores, eu não queria estar fazendo o que estou fazendo, fazer o que fiz com ele, mas o meu coração, e o meu amor pelo Peter estão gritando, urrando muito mais alto dentro de mim.
-Eu não posso mais engana-lo, eu não posso ser esta mulher adultera, não posso manter nada disso, eu preciso pedir o divorcio!-eu segurava o meu diário com força entre as minhas mãos. Não!Eu não posso pedir o divorcio!-me entreguei as lagrimas novamente.
Eu vou perder a minha filha se eu fizer isso, eu vou perder a possibilidade de adota-la, de te-la ao meu lado, de realizar o meu grande sonho, eu já me anulei tanto nesta vida, eu só quero ser feliz de verdade mais nada.
Se eu pedir o divorcio, terei que me cadastrar novamente agora como uma candidata solteira, fazer tudo de novo, sera como se estes três anos nesta fila de adoção jamais tivesse existido, sera como voltar ao inicio, sendo que eu já estou no final da estrada.
Me deitei em minha cama encolhendo o meu corpo e chorando como nunca chorei na minha vida, eu tinha uma decisão muito seria a tomar, eu precisava parar de me anular por causa de uma divida de carinho, e começar a ser eu mesma. Mas como fazer isso sem perder a minha filha?
§
Hoje era domingo de manha, e eu tinha acabado de acordar com o meu celular se esgoelando ao meu lado n acama. Abri os olhos a muito contra gosto, e peguei o aparelho, atendendo o mesmo sem nem olhar quem era.
-Oi!
-Que voz de sono e esta meu amor?-abri os olhos quase os esbugalhando.
-Peter?
-Ate o momento sim!-sorriu. Tudo bem?
-Esta sim! Como esta o Dylan? Aconteceu algo...
-Esta bem Cris, relaxa! Por falar nele, queríamos te chamar para para almoçar, conosco aqui em casa!
-Hoje?
-Sim! Queríamos muito que voçe viesse.
-Queriam?-sorri. Cara de pau!
-Qual é, é só almoçar conosco. Os meus irmãos vão estar aqui, o que tem de mais?
-Eu bem que queria ir, mas já marquei de sair com a Liz, e a Alicia para almoçarmos juntas!
-Quem e Alicia?
-E a filha dela, uma menininha linda de quase cinco anos!
-Não tem problema, chama elas para virem também.
-Não sei Peter...
-Diz que sim, por favor?
-Eu vou ver com ela, ta bom?
-Tudo bem, voçe me manda uma mensagem confirmando, ta bom assim?
-Sim senhor!-sorrimos.
-Te quero aqui em meia hora!
-Eu acabei de acordar, preciso de no minimo uma hora!
-Meia hora meu amor, se vira!- sorriu antes mesmo de desligar. Abusado.
Liguei para a Liz, avisando da provável mudança de planos, que ela concordou na boa, e inclusive, ela viria ate a minha casa, para irmos juntas. Tínhamos combinado de almoçarmos juntas no dia anterior, por que o Matt tinha ido para Luxemburgo, para atender um cliente muito importante no dia seguinte bem cedo, no caso segunda feira, e como eu também estava sozinha, combinamos o almoço. É claro que a boxa topou na hora, fofoqueira do jeito que era, ela queria e saber do meu jantar.
§
Tinha terminado de tomar o meu banho, e estava me arrumando quando o meu celular começou a tocar, olhei no visor, a palavra "amor" piscava na tela, terminei de colocar a blusa e o atendi.
-Nossa ate que enfim, pensei que não iria conseguir falar com voçe!-me lembrei que não tinha ligado para ele um dia se quer. O sinal aqui esta péssimo, estão todos reclamando! Fiquei sem celular desde sexta a moite. Só estou conseguindo ligar hoje por que mudamos de cidade.
-Mas que droga!-lamentei por ele, e agradecendo por mim.
-Voçe deve ter tentado me ligar varias vezes não e?-não. Desculpa, a culpa não foi minha.-respondeu antes que eu tivesse chance, ainda bem.
-Não tem problemas, voçe esta bem?
-Estou me arrumando para o ultimo compromisso da conferencia, e mais tarde embarco para casa! E voçe?
-Esta tudo bem! Também estou me arrumando!
-Hum?
-Vou sair! Vou sair para almoçar na casa do Peter com a Liz!-decidi falar a verdade. Ao menos esta verdade.
-Na casa do Peter?-pareceu não gostar, obviamente.
-Sim. Ele me chamou esta manha para almoçar com ele, e a família, e como tinha marcado de sair com a Liz, ela também vai. Eta tudo bem?
-Sim, claro! De a ele os meus pêsames pela Pâmela, e os parabéns pelo bebe.-eu sabia que ele não estava nem um pouco confortável com a situação, afinal ele estava usando um tom sarcástico.
-Eu mando, pode deixar!
-Eu vou indo, se não me atraso! Beijo, bom almoço, a noite estarei em casa, tudo bem?
-Claro! Muito obrigada, e tenha um bom compromisso!
-Te amo Cris!-eu fechei os olhos respirando fundo, eu não queria que nada disso tivesse acontecendo, mas infelizmente eu não posso simplesmente voltar atras agora.
-Também Rafa! Ate mais!
-Ate mais.
Eu queria manter o meu relacionamento com ele assim, mais frio, seria o melhor para nos dois, irmos nos afastando aos poucos, ao menos eu acho que seria melhor assim.
Eu sempre defendi o dialogo, sempre fui a favor de sentar e conversar para tentar vermos onde estávamos' errando, mas desta vez, eu confesso, que não queria concertar nada. Eu posso estar parecendo uma vaca desalmada, mas não e bem assim, desta vez as coisas são mais complexas, e complicadas, afinal, tem uma menininha linda no meio, se fosse somente eu, por mim, olhando pelo meu lado, eu me separaria dele hoje mesmo, mas infelizmente eu não posso.
Fui dispersa dos meus pensamentos pela campainha, e como eu estava sozinha, em casa, eu desci rapidamente para abrir a porta, pois tinha certeza se tratar ser a Liz.
-Liz!-abri a porta me deparando com o seu largo, e amigável sorriso, porem eu sei que o meu estava bem maior.
-Cris!-arqueou a sobrancelha, como se estranhasse a minha recepção.
-Como esta?-me inclinei para abraça-la. Filha!-me abaixei para abraçar a Alicia.
-Oi tia!-beijou a minha face, e observei a Liz sorrir ao me encarar.
-O que houve amiga?-a encarei.
-Nada, só estou reparando que voçe esta com uma cara boa!
-Voçe acha?-coloquei a Alicia no chão, que já se afastou de nos se distraindo com qualquer coisa.
-Sim!-entrou, e eu fechei a porta. Esta com uma cara de quem foi muito bem comida!-a olhei incrédula.
-Liz!- a repreendi.
-Não foi bem comida?- encarou incrédula.
-Não fale assim, eu me sinto suja!
-Sei!!-sorriu. Esta sua cara não engana, a noite foi longa, e voçe vai me contar tudo! Voçe foi sim, e muito bem comida!-gargalhamos.
-O que te leva a pensar que eu transei com o Peter?-a encarei cruzando os braços.
-Varias coisas! Primeiro, voçe esta com um sorriso de orelha a orelha. Segundo, a sua pele esta perfeita, parece que levou um incrível jato de...
-Liz!-ela levantou as mãos sorrindo.
-Terceiro, voçe parece mais relaxada. Quarto...
-Okey, eu já entendi, poderia passar o dia aqui ouvindo a as suas teorias que te fazem achar que eu fui para a cama com o Peter, mas nos precisamos ir!
-Eu sei que e uma pergunta respondida, mas... O jantar foi completo?-arqueou uma sobrancelha.
-Hum?-a encarei me fazendo de desentendida.
-Entrada, prato principal, e sobremesa?-me encarou maliciosamente, e eu sorri.
-Sim Liz!-admiti. E só não teve cafe da manha, por que eu vim embora, e preferi tomar cafe em casa!
-Voçe dormiu la? Safada!-gargalhou
-Dormi!-sorri, e ela colocou as mãos sobre a boca, contendo talvez um gritinho de euforia. Eu o amo Liz!-assumi.
-Eu sei que sim, esta em seus olhos! E agora?
-E agora que eu estou perdida.
Contei a ela como tinha sido a minha deliciosa noite com o Peter, e ela vibrou mais do que as animadoras de torcida nos intervalos dos jogos de basquete.
Depois de mais alguns minutos eu estava enfim completamente pronta. Nos acomodamos no seu carro, e seguimos rumo a casa do Peter.
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