quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Minha menininha. cap 37

No caminho da clinica ate o orfanato, eu decidi ligar para a minha mãe, definitivamente eu não iria conseguir esperar ate o dia seguinte, ou mais tarde para falar com ela, eu estava tão feliz, que não cabia em mim de tanta euforia. Foram três anos de muita espera, para guardar esta noticia maravilhosa por muito mais tempo.

-Mãeeeeeee-disse entre lagrimas assim que ela atendeu, na realidade eu não tinha parado de chorar ainda.

-Filha, o que aconteceu?-ela pareceu ficar nervosa. Fala menina!-sorri.

-Esta preparada?

-Pra que garota? Voçe vai me fazer ter um infarto, ai sim, eu vou estar preparada para o meu enterro!

-Que horror mãe, vira esta boca pra la!

-Então fala logo antes que eu saia daqui, e vá ate a sua casa te fazer falar no tapa!-sorri.

-Eu quero que voçe venha na minha casa sim, mas não para me fazer falar no tapa, e sim para babar muito em sua primeira neta!-ela ficou muda. Mãe?

-Neta?

-Sim mamãe, a guarda provisora da Ariel saiu mãe. Eu sou mãe!

-STEW MEU DEUS!

-O que houve Laura?

-TEMOS UMA NETA, UMA NETA, MEU DEUS, A NOSSA FILHA SERA MÃE! OBRIGADA SENHOR!-ouvi a minha mãe chorar como um bebe do outro lado da linha, nos duas chorávamos copiosamente.

Meu pai pegou o telefone depois de segundo ele, dar água com açúcar para a minha mãe. Ele me deu os parabéns, e disse que estariam vindo na manha seguinte, já que seria sexta feira, eles queriam muito conhecer a neta.
depois de finalizar a ligação, ainda a caminho do orfanato, eu me lembrei que o meu carro não tinha a cadeirinha apropriada para ela, e resolvi parra em uma loja de acessórios automotivos, e comprar uma para colocar no carro. Como eu não tinha a menor ideia do que fazer com aquilo, o funcionário da loja, com a maior paciência do mundo a colocou para mim, e me ensinou basicamente como acomodar a minha filha ali.
Parei em frente ao orfanato, e a primeira pessoa que eu vi foi a doutora Sanches. Sai do carro, e segui em sua direção, que sorriu abertamente para mim, enquanto eu secava as lagrimas ainda restantes em meus olhos.

-Eu já entreguei a nossa parte da papelada para a diretora do orfanato, e eles já estão preparando ela!

-Eu nem sei o que dizer, estou tão feliz que as palavras estão entalando em minha garganta. Só Deus sabe da minha luta, dos meus sonhos, só ele.

-Eu sei que sim doutora! A diretora do orfanato, me entregou o relatório da psicologa, e o histórico da Ariel, voçe sabe que ele só vem agora não e?

-Sim, e para adotarmos as crianças com o coração, e não pelo passado delas.

-Exatamente. E voçe sabe que só fica com ele se quiser, não e?

-Sim! Eu quero, obrigada!-peguei a pasta de suas mãos.

-Eu vou esperar aqui ate ela ser liberada.

-Obrigada!

-Cade o seu marido?

-Ele não pode vir. Teve um compromisso de ultima hora. Isso implica em algo?

-Não, claro que não!

-Se implicar eu vou ate la, e o trago pelos cabelos!-gargalhamos.

-Esta tudo bem, não se preocupe.

Enquanto esperava a Ariel sair do orfanato, eu dei uma olhada nos papeis a minha frente, somente por alto. Na realidade eu estava tão ansiosa, que nada prenderia a minha atenção agora, a unica coisa que eu queria era olhar para os olhos da minha filha, eu queria abraça-la, beija-la, dar-lhe carinho, atenção, e tentar ser a melhor mãe possível para ela.
.
-Olha ela ali!-ouvi a doutora Sanches me avisando.

Elevei o olhar, e vi ela saindo pelo portão de mãos dadas com uma conselheira tutelar. A primeira coisa que vi foi o seu lindo e brilhante sorriso, sorriso mais lindo mundo, olhos mais lindos do mundo. A criança mais linda deste mundo, a minha filha!
O meu peito disparou, era como se eu fosse ter um ataque cardíaco, tudo o que eu queria era abraça-la, sentir o seu carinho, leva-la para casa, e cuidar dela com todo o amor, e dedicação do mundo.

-TIA

-MEU AMOR.

Me curvei abrindo os braços ao vê-la correr em minha direção, ela se jogou em meus braços, e eu a abracei forte a suspendendo em meu colo, e foi impossível impedir que mais lagrimas fossem derramadas, eu estava abraçando a minha filha, a minha menina, a menininha que eu sonhei por anos ter em meus braços, era como sair da maternidade com o meu bebe no colo.
As suas mãozinhas em volta do meu pescoço, acariciavam os meus cabelos, enquanto o silencio entre nos duas expressava muito mais do que mil palavras, tudo o que estávamos sentindo naquele momento.
Ainda entre lagrimas, eu vi a conselheira se aproximar, ela disse que receberíamos a visita deles em alguns dias, para ficar a par da adaptação da Ariel. Eu concordei com tudo, mesmo não prestando atenção em quase nada.
Ela se despediu da minha filha com um carinho nos cabelos, e um beijo na bochecha, no qual ela retribuiu, mas sem soltar do meu pescoço.


-Definitivamente, ela encontrou a  mãe dela. Eu nunca vi a Ariel ficar tão feliz em ir com uma família.-ela disse acariciando os seus cabelos.

-Eu a amo muito.-sorri em meio as minhas lagrimas.

-Vocês são mãe e filha!-apenas concordei com a cabeça. Sejam felizes.

-Obrigada.

-Cade o seu marido?-ela me encarou um pouco contrariada ao notar a sua ausência.

-Ele infelizmente não pode vir, lamentou muito, mas disse que voltaria o mais rápido possível para casa!-menti, eu não queria que nada pudesse atrapalhar a estadia da Ariel comigo.

-Ele e cirurgião plastico, estou certa?

-Sim senhora!

-Ele realmente deve ter a vida bastante atarefada não e?

-Sim, ele tem! Mas isso não vai nos privar de dar carinho, e amor, a Ariel!

-Eu sei que não! Bom, sejam felizes, nos vemos em breve!

-Mais uma vez, muito obrigada! Ate breve!-olhei para a doutora Sanches!

-De nada Doutora!

Me virei indo para o carro com a Ariel no colo, e a sua pequena bolsa -provavelmente com algumas roupas-, em minhas mãos. Abri o carro, a colocando na cadeirinha, coloquei a bolsa ao lado, e a arrumei no acessório a deixando presa, mas bem confortável. Entrei no carro, e antes de dar a partida olhei pelo retrovisor, ela estava me olhando e sorrindo com o seu ursinho nas mãos, o mesmo que eu tinha lhe dado no natal, o seu sorriso era o mais lindo que eu já tinha visto, o sorriso que iluminou a minha vida.

-Voçe nem entrou na minha vida direito, e já me faz a mulher mais feliz deste mundo!

-Então por que esta chorando tia?

-E de felicidade meu amor, voçe não sabe o quanto eu esperei por voçe!

-Eu também esperei muito por voçe!-sorriu novamente me fazendo chorar um pouco mais.

O trajeto ate a minha casa foi maravilhoso, ela falava sobre os amiguinhos do orfanato, mas falava de uma amiga em especial, a Laura, ela dizia que a Laura, era a sua melhor amiga, e que ela gostava muito dela, e era uma das únicas que brincava com la. Ela perguntou se eu tinha amigos, eu disse que sim, que eles eram muito especias para mim, e que em breve ela os conheceria.
Assim que chegamos em casa, eu entrei com o carro no jardim,  parando na porta de casa, olhei para trás, e ela estava olhando pela janela, parecia estar impressionada.

-Estamos aonde?-ela me encarou com os olhinhos arregalados.

-Estamos na sua nova casa!

-Minha?- a sua expressão era ainda mais assustada.

-Sim!

-Eu vou morar aqui?-apontou para fora.

-Sim, eu voçe, e o meu marido.

-E enorme!-foi impossível não sorrir.

-Acho que voçe vai gostar!-sai do carro dando a volta, abrindo a porta de trás.

Ela era super independente, e quando eu me curvei para abrir o cinto de segurança, ele já estava aberto, e ela já estava descendo da cadeirinha. Sorri segurando a porta, vendo aquele cotoco de gente saindo do carro, parecendo uma mocinha dona de si. Peguei a sua bolsinha, fechei a porta, e notei que ela estava parada no mesmo lugar.

-Vamos?-olhei para ela que estendeu a mão para mim, na qual eu segurei com firmeza. Seja bem vinda ao seu novo lar meu amor, espero que voçe seja muito feliz ao meu lado, como eu já estou sendo ao seu.-ela apenas me encarou como se entendesse cada palavra que eu falava.

Entramos em casa, e ela deu uma breve travada quando entramos hall, e demos de cara com a sinuosa escada que nos levava ate o segundo andar. Olhei para ela e acenei com a cabeça positivamente, e só ai, ela deu mais alguns passos adentrando melhor a casa.

-Boa tarde Crystal!-Ana adentrou a sala.

-Boa tarde Ana. Esta e a Ariel.

-Ola Ariel, muito prazer!

-Oi!-sorriu meio que se escondendo em minhas pernas.

-Fica tranquila meu amor, tudo o que voçe quiser, pode pedir a mim, ou a Ana, tudo bem?-ela acenou com a cabeça.

-Por que não me avisou Cris, eu tinha arrumado o quarto dela!

-Fica tranquila, ainda e cedo, da tempo de voçe arrumar ate a hora de dormir.

-Eu vou fazer isso imediatamente.

-Obrigada Ana, enquanto isso, eu mostro a Ariel, a casa.

-Vou pedir para fazerem um lanche para vocês duas.

-Obrigada. Vamos no meu quarto, vou deixar as minhas coisas. -segurei em sua mão enquanto subíamos as escadas. Se caso voçe não se sentir segura para descer ou subir as escadas, e só chamar alguém ta bom? Acho que vou mandar colocar uma grade aqui para não acontecer nada...

Enquanto eu falava, ela soltou a minha mão, sorriu, e terminou de subir sozinha as escadas, e eu fiquei com cara de boba olhando para ela, na realidade eu estava e babando na minha filha.

-Esta tudo bem tia! No orfanato tem muitas escadas.

-Estou vendo que realmente esta tudo bem! -sorri subindo as escadas.

Seguimos para o meu quarto disse que ela ficasse a vontade, e a unica coisa que ela fez foi sentar na minha cama. Coloque a minha bolsa na poltrona, tirei o blazer que usava o colocando no closet, ficando apenas de saia, blusa, e o salto.

-Voçe e tão bonita!-sorri ao vê-la me olhar. Parece a Barbie da Julia, só que morena.-sorrimos

-Obrigada meu amor, voçe também e muito linda!-me abaixei na sua frente passando a mão em seus cabelos.

-Em que voçe trabalha?

-Eu ajudo os bebe a virem ao mundo.

-Trabalha com a cegonha?-me perguntou confusa, e eu apenas sorri.

-Sou a ajudante da cegonha.

-Uau!-me olhou admirada. Quando eu crescer também quero ser a ajudante da cegonha.

-Quando voçe crescer, poderá ser quem voçe quiser.

-Tudo que eu quiser?

-Tudo o que voçe quiser!

-Ate uma princesa?

-Voçe já e uma princesa meu amor!

-Não, eu não tenho um vestido bonito, e nem uma coroa.

-Isso são apenas acessórios, o que te torna uma princesa, e o seu coração meu anjo. Se o seu coração for cheio de amor, carinho, e gratidão, voçe já e uma princesa.

-Então voçe também é!-me abraçou forte.

A cada minuto ao lado da Ariel, era um aprendizado diferente, era uma lição diferente, eu não poderia estar mais feliz ao seu lado.
Depois de um tempo, a Ana apareceu na porta dizendo que o nosso lanche já estava pronto, e que já poderíamos descer. Ela segurou na minha mão, e seguimos para o andar de baixo para lancharmos. A mesa estava linda como em todas a vezes, mas ver o seu rostinho olhando cada coisa na mesa, sem saber o que comer, ou com o que começar, me fez lembrar de quando era criança, e a minha mãe preparava algo novo para uma das refeiçoes, e eu ficava olhando admirada para o alimento, mas logo em seguida simplesmente o atacava.
Apos o lanche, seguimos para a sala, e decidimos ver algum filme que estivesse passando na TV.

-O que voçe estaria fazendo agora, se estivesse la?

-Não sei, acho que dever de casa!

-Meu Deus, voçe fez com que eu me lembrasse da sua vaga no colégio da Alicia.

-Quem e Alicia?

-Sera a sua nova amiguinha, ela e filha da minha melhor amiga.

-Ela e legal?

-Muito, voçe vai gostar muito dela. -ela desviou a atenção para a TV, quando o clip novo do Peter começou a tocar.


-Bruno "Mas"-sorri.

-Voçe gosta dele?

-Muito, eu e mais um monte de coleguinha.-sorri ao ver os seus olho brilhando.


Ela se levantou, e começou a dançar e cantar no meio da sala. Eu nunca tinha visto a minha casa se alegrar desta forma apenas com a presença de uma pessoa.
A Ariel conseguia deixar tudo diferente ao seu redor, tudo mais alegre, mais feliz, ela definitivamente iria me dar mais um lindo, e perfeito motivo para sorrir.
Decidi filma-la enquanto dançava, e mandar para o Peter, eu estava tão feliz, e só queria dividir a minha felicidade cm alguém.

"Parece que voçe já roubou o coração da minha filha! Cris"

Enviei o curto vídeo de 15 segundos por mensagem, e claro para a minha amiga também.

"Olha que coisa mais linda de mamãe! Cris"

Enviei as mensagens, e continuei olhando para ela enquanto ainda dançava. Estava sorrindo enquanto ela se mexia divertidamente de um lado para o outro. Definitivamente, a alegria estava estampada em meu rosto, na minha alma, no meu coração.
Senti o celular vibrar, e logo o peguei vendo uma mensagem do Peter.

"Não acredito que já ganhei a minha pequena também! ... Agora estou ainda mais ansioso para conhece-la. Muito linda nossa menina. Peter"

"Nossa menina" Foi impossível não sorrir com a sua mensagem, definitivamente ele estava sendo mais carinhoso com ela do que o próprio pai, que nem fez questão de ir comigo busca-la, e ate agora ainda não voltou para casa para receber a própria filha. Tudo bem que e somete no papel, mas não importa, ele sera o pai dela.

"Ela e realmente linda Peter, voçe vai ficar apaixonado por ela! Cris"

A musica estava no final quando ela cansou de dançar, e sentou ao meu lado, ofegante.

-Cansou?

-Sim.-passou as mãos em seus volumosos cabelos, tentando doma-los. Voçe nem dançou comigo.-me encarou fazendo beicinho. Linda da mãe.

-Eu não sei dançar, na próxima vez voçe me ensina?

-SIMMM-sorriu com as mãos levantadas.

-Sabia que ele e meu amigo?

-Serio?-me encarou desconfiada.

-Sim! Quem sabe não te levo para conhece-lo qualquer dia.

-Ta bom.

Passamos o resto da tarde nos conhecendo melhor, ela me disse que não lembrava muito bem da avo dela, mas que não gostava dela, por que ela brigava , e gritava muito com ela. Segundo a conselheira, foi a avó quem a deixou no orfanato, a um ano e meio atras.
Depois de mais alguns minutos conversando, a Ana disse que o quarto dela já estava arrumado, e que as coisa dela que vieram do orfanato, já estavam arrumadas no seu closet. Subimos para o seu quarto, e eu admirei os seus olhinhos surpresos ao ver o seu quartinho em tons de verde claro, e lilas.


-Este quarto e meu?-perguntou baixinho, parecendo estar encantada.

-Sim, gostou?

-Eu amei! Muito obrigada Tia.

Ela correu para  acama se deitando em seguida olhando ao redor, com um enorme sorriso no rosto, ela se ajoelhou na cama passando as mãozinhas nas paredes vendo as borboletas pitadas, sobre o fundo verde. Definitivamente, ela parecia ter gostando muito do seu novo quarto. Já eu? Bom, estava simplesmente babando em minha filha.

domingo, 27 de setembro de 2015

Saudade. cap 36

Parte Peter


Passei uma das melhores noites da minha vida ao lado dela, foi algo inacreditável, simplesmente incrível.
 Eu passei parte da madrugada simplesmente a olhando, velando o seu sono, assim como eu tinha ficado apenas algumas horas na nossa primeira vez, mas desta vez, eu tive o prazer de acordar com ela, acordar sentindo o seu cheiro, tendo o seu rosto como a primeira visão do dia. E como eu queria que esta fosse a minha primeira visão diariamente por muitos, e muitos dias. Só eu sei como queria.
E eu não posso esquecer, que o melhor de tudo aconteceu, tive a confirmação de que ela ainda me ama, ou nunca deixou de amar, assim como eu a amo, ou nunca deixei de amar.

Não nos falamos no sábado depois que ela saiu daqui, e preciso confessar que já estava morrendo de saudades do seu cheiro, do seu toque, dos seus lábios, enfim, daria qualquer coisa para te-la aqui novamente. Por isso, quando o Eric inventou de fazer um almoço aqui, com a esposa, as meninas, o Phil com a Urbana, e as crianças, eu aceitei logo de cara, e claro, disse que convidaria a Cris.
No domingo pela manha quando liguei para ela, combinamos que ela viria com a doutora Liz, e a filha dela, já que elas já tinham marcado de saírem juntas. Tudo bem, e melhor do que nada, e eu gosto da doutora Liz, e uma ótima pessoa, alem de indiretamente me ajudar sempre.

§

-A melhor parte da família chegou!-Eric sorriu adentrando a sala.

-Mentira, a melhor parte da família já vive nesta casa!-sorri. Mas vocês são um ótimo complemento, assumo!

-Vai a merda Peter!-sorrimos ao nos abraçarmos.

-Como esta meu irmão?

-Ótimo! Liguei para o Phil, e ele eta vindo com a Urbana,  as crianças. Como esta o meu sobrinho?

-Dormindo, ele acordou muito cedo hoje!E voçe em minha princesinha?-peguei a minha sobrinha no colo. Toca aqui rapaz!-cumprimentei o Liam.

-E assim mesmo! Ela esta ótima!-minha cunhada sorriu.

-Ele ainda troca a noite pelo dia?

-Muito pouco, ate que ele me deixa dormir bem, da para aproveitar a noite!-principalmente este sábado, como eu aproveitei.

Era mais ou mais ou menos 11:50 da manha, quando a Cris chegou com a amiga, todos já tinham chegado, e só faltavam elas mesmo. Afinal, as minhas irmas não vieram, cada uma tinha algo mais importante do que ficar com os irmãos delas, depois não quero reclamação, dizendo que eu não ligo para elas.


-Nossa como esta linda!-sorri a encarando. Na realidade as duas!-a abracei beijando o seu rosto simplesmente, e depois abraçando a Liz.

-Obrigada, voçe também esta lindo!

-Obrigado pequena! Corrigindo, as três! Voçe deve ser a Alicia, correto? -olhei para uma menininha que estava agarrada as pernas da Liz.

-Sim, esta e a minha filha! Diz oi amor!

-Oi!-disse de forma tímida, e eu me abaixei na sua frente.

-Oi, tudo bem?-ela balançou a cabeça positivamente. Voçe e muito linda sabia? -ela afirmou novamente nos fazendo sorrir. E muito convencida, esta certíssima!

-E voçe sabe muito bem o que e isso não e meu amor?-ela sorriu, e eu a encarei. Amor? Ela disse isso mesmo?

-E claro, amor próprio tudo na vida! Amor!-sorri, a deixando se jeito. O tio pode ganhar um beijo desta mocinha linda?-ela olhou para  mãe.

-Vai filha!-ela sorriu me abraçando forte.

-Que abraço gostoso!-me levantei com ela no colo. Fiquem a vontade, estão em casa!-me aproximei da cris passando a mão no rosto dela, e dando um beijo proximo ao seus lábios, morrendo de vontade de beija-la.

-Cade o Dylan?-questionou-me.

-Dormindo, daqui a pouco voçe baba nele!-sorri me distanciando delas com a pequena ainda em meu colo.

Não poderia estar me sentindo mais empolgado com a presença dela na minha casa novamente, pena não podermos ficar a sós.

§


Estávamos todos conversando animadamente esperando o almoço ser servido, por incrível que pareça o assunto estava correndo solto, e logo as mulheres já estavam intimas, e marcando social umas com as outras.
Eu não consegui esconder a alegria de te-la no meu convívio, dela estar mais próxima de mim, eu sinto que teremos um futuro pela frente, não sei decifrar, ou nomeá-lo, mas eu sei que teremos.

-Como estão as coisas meu irmão, voçe sabe, desde a partida da Pâmela?

-Estou melhor, os primeiros dias foram difíceis, mas agora estou muito melhor! E começando a planejar o meu futuro!-sorri olhando diretamente para a Cris, que sorria enquanto conversava com a Urbana.

-Ei, ela é casada!-Phil me cutucou.

-Não por muito tempo!-afirmei com convicção.

-Voçe não vai destruir o casamento dela não e?

-Eu não! Tudo o que ela fizer sera de livre e espontânea vontade! Assim como foi na noite de sexta pra sábado, na qual passamos juntos.

-O que?-Eric me encarou surpreso. Vocês transaram?

-Sim, eu amo a Crystal, e ela me ama!

-Calma ai, eu to confuso!

-Foi isso mesmo que vocês ouviram, eu não quero, e não vou pressiona-la a nada, apenas a apoiarei.

-Ela vai se separar?

-Eu espero que sim!

-Espera?-meu irmão me encarou.

-Ela me explicou, e é mais complicado do que parece.

Expliquei a eles o que ela tinha me falado, sobre a adoção, e eu resolvi esperar, resolvi esperar ela resolver a vida dela, não quero ser o causador do divorcio dela, e a perda da possibilidade dela adotar a menina. Eu jamais faria algo para prejudica-la, e mesmo sendo difícil o que ela me pediu, eu farei um esforço para espera-la, afinal o que são alguns meses, para quem já esperou por onze anos?

-Peter!- a ouvi me chamar!

-Sim!

-Sera que eu poderia ver o Dylan?-sorriu como uma menininha pedindo um doce.

-Se voçe prometer não acorda-lo, sim!

-Prometo!-sorriu abertamente.

-Vamos la em sima!-cedi a passagem a ela, enquanto subíamos as escadas, e assim que entramos no corredor eu segurei o seu braço a fazendo me encarar. Desculpa, mas e muito mais forte do que eu!


A pressionei contra a parede selando os nossos lábios apressadamente, estava cheio de saudades da sua boca, do eu corpo, do seu cheiro, do seu toque, tinha apenas algumas horas do nosso ultimo beijo, e eu sei que daria qualquer coisa para te-la novamente aqui, e agora.

-Saudades de voçe meu amor!-disse entre selinhos.

-Eu também estava com saudades, não posso negar!-me arrepiei ao sentir as suas unhas passeando pelo meu couro cabeludo.

-Queria tanto poder te levar para este quarto de novo, e repetir tudo o que fizemos naquela madrugada. Te foder com vontade novamente, seria perfeito. Só de entrar ali, eu sinto o seu cheiro, isso me deixa louco, e completamente excitado!

-Não fala assim amor! E uma pena que infelizmente isso não sera possível!

-Caralho!

-Por falar naquela noite, sera que voçe poderia me devolver a minha lingerie? Aquele conjunto e o que eu mais gosto!

-De forma nenhuma, ela esta sendo muito útil para matar a minha saudade de voçe!-ela me encarou abrindo levemente os lábios. O que foi?

-Voçe esta se...

-Masturbando? O que é que tem, e saudável, e na sua falta, e o que me resta não?-a abracei novamente sentindo o seu cheiro.

-Louco!-segurou em meu rosto distribuindo selinhos, e em seguia selando o nossos lábios.

Entramos no quarto do Dy, apos mais alguns beijos no corredor, mas achei por bem, encerrar ali mesmo antes que ficasse impossível me controlar, e a arrastasse para aquele quarto novamente. E ai, só Deus sabe quando iriamos sair dali!
Ela estava linda, olhando para o meu pequeno que dormia tranquilamente em seu berço. Definitivamente, havia algo muito intenso entre eles.
Agradeço muito pela Pâmela ter me dado o Dy de presente, mas admito que eu seria o homem mais feliz deste mundo, se o meu filho fosse da mulher que eu amo. Ela o olha com tanto carinho, admiração, com tanto amor, sinto que ela sera uma mãe maravilhosa, não só para a menininha que ela esta adotando, mas para o meu filho também.
Me aproximei a abraçando por trás, colocando os seus cabelos para o lado, beijei o seu pescoço, e acomodei o meu queixo na curva do mesmo, e apenas aproveitei com eles o silencio de suas palavras que saiam do coração.

Parte Cris

O Almoço na casa do Peter foi a quase três semanas atras, foi maravilhoso, mas eu já sinto uma saudade louca dele, não só dele, como obviamente, do pequeno Dy também. Naquele dia ele ficou boa parte do tempo comigo depois que acordou do seu tranquilo sonhinho. Era tão segura-lo, ficar sentindo o seu cheirinho, a sensação de te-lo nos meus braços era indescritível. E isso me fazia lembrar da Ari, eu iria fazer mais algumas visitas a ela, para isso eu precisava da boa vontade do Rafael.

§

O dia dos namorados aqui nos Estados Unidos foi no dia 14 de fevereiro, a uma semana atras, e eu recebi um presente lindo do Peter, ele me mandou flores, e um lindo par de brincos, ele tinha muito bom gosto para joias. Nem vou falar que me deixou toda derretida.


O Rafa, me presenteou com um colar, e flores também, mas não passou nem perto da mesma coisa que era antes, do carinho, do afeto, da sua real presença nos detalhes. Bem, o meu relacionamento com o ele esta indo, não esta bom, esta suportável. Ele anda distante, e eu não reclamo já que pretendo pedir divorcio, e esta distancia só entre nos dois, só vai nos ajudar com o processo todo. Acho que ninguém sairá tão magoado. Eu acho.
Eu recebia umas mensagens do Pete as vezes, estava evitando vê-lo com frequência, acho que seria pior para disfarçar a minha cara de idiota, sempre que o via para o Rafael.
Tínhamos saído apenas uma vez depois do almoço na sua casa, ele me pegou na clinica com o Dy, e fomos almoçar fora, o máximo que aconteceu foram uns beijos no carro, e nada mais. Sinceramente, eu já estou morrendo de saudades dele.


-Que cara e esta?-Liz entra na minha sala sem aviso prévio. Novidade.

-Nada!-respiro profundamente vendo ela sentar a minha frente.

-Nada? Ate parece!

-Estou com saudades dele, assumo!-disse baixinho.

-Dele, e da surra que levou não e?-sorriu maliciosamente.

-Cala a boca!-sorri. Estou com saudades de tudo. Ai Liz, eu estou me sentindo com 16 novamente, estou completamente apaixonada de novo! Eu estava fugindo tanto disso, e olha como estou!

-Ai amiga, se eu fosse voçe já tinha pulado fora deste casamento!

-Não posso! Mesmo querendo, por que eu não acho justo com ele, eu não posso!

-Eu sei! Tomara que esta adoção saia logo!

-Tomara amiga! Não vejo a hora de ter a minha menina em casa, de cuidar dela, de dar carinho!-senti os meus olhos marejarem.

-Estou louca para conhecer a minha sobrinha!

-Voçe vai ama-la! Por falar em sobrinha, como vai a minha filha?

-Aprontando todas na escolinha! Ai amiga, ela não esta me dando uma folga!-sorrimos. Mas eu prefiro ela assim, do que amuadinha e adoentada.

-Sem duvidas! Assim que pegar a Ariel, voçe vai fazer uma bateria de exames nela, quero a minha filha totalmente assistida, em todos os sentidos!

-Eita mãe coruja!

-Mãe! Nossa!-ouvi o meu celular apitar anunciando uma mensagem. "O Dy, esta morrendo de saudades de voçe! Peter"-li a mensagem alta, a fazendo sorrir.

-Sei, o Dy!-ela disse me encarando.

-Ele adora colocar a desculpa no Dylan!-sorri enquanto escrevia uma resposta sempre lendo em voz ata para a minha amiga. "Fala pra ele, que eu também estou morrendo de saudades dele! Cris" E eu adoro me fazer de desentendida!-gargalhamos.

-Vocês dois hem!-respirei fundo.

-Queria que as coisas fossem mas fáceis!

-Se as coisas fossem mais fáceis, a conquista não teria graça!

-"Ele perguntou quando voçe vai vir jantar conosco novamente! Com direito a entrada, prato principal, sobremesa, e cafe da manha, é claro! Peter"

-Meu Deus, ele quer um novo jantar!

-"Fala para o pequeno Dylan, que eu estou de dieta, cortei o jantar das minhas refeiçoes diárias! Cris"

-Que malvada!-gargalhamos.

-Ai amiga, só eu sei como queria ir!

-Safada!-sorrimos, e o meu celular tocou. Deve ser ele!

-Não! -olhei no visor. E a minha advogada!

-Doutora Sanches?

-Doutora García! Bom dia!

-Bom dia doutora, esta tudo bem?-perguntei um pouco receosa.

-A senhora que vai me dizer! Adivinha o que esta na minha mesa agora?

-Não sei!-senti o meu peito acelerar.

-A guarda provisoria da Ariel, em seu nome, e do seu marido!

-Mentira!

-Verdade, acabei de receber do juizado! Voçe já pode pega-la, e leva-la para casa a hora que quiser...

-MENTIRA!-coloquei a mão no rosto começando a chorar.

-O que foi amiga?-ela me olhou temerosa.

-Hoje, agora, eu quero pega-la, agora!

-Meu Deus!-ela sorriu começando a chorar assim como eu já estava em prantos.

-Tudo bem, eu vou te encontrar na porta do orfanato, esta bom assim?

-Esta perfeito, maravilhoso. Meu Deus, a minha filha!

-Parabéns Doutora García!

-Muito obrigada doutora Sanches! Eu devo tudo a senhora!

-Imagina doutora García! Ate logo!

-Ate! desliguei o aparelho. Eu sou mãe!  LIZ, EU SOU MÃE!

-Parabéns amiga!-deu a volta me abraçando forte enquanto eu não conseguia parar de chorar.

-Eu preciso falar para o Peter!-peguei o celular  vi uma mensagem dele. "Como voçe e ma!Peter" sorri. "Eu vou ser mãe, a guarda provisoria saiu, eu vou buscar a minha filha amor! Cris" Eu preciso arrumar as minhas coisas!-eu estava completamente esbaforida, eufórica, e ansiosa.

-Não vai avisar ao Rafael?

-Vou, vou ligar para ele!-sorri abertamente ligando em seguida. Rafa?

-Oi, acontece alguma coisa?

-Sim! A doutora Sanchez me ligou dizendo que a guarda provisoria da Ariel saiu! Ela já pode ir para a nossa casa, isso não e maravilhoso?

-Sim, e muito bom! Parabéns amor!-ele parecia normal, nenhum pouco animado, como se tivesse recebido a noticia mais insignificante do mundo.

-Voçe vai comigo busca-la não e?

-Hoje?

-Agora!

-Não posso, estou ocupadíssimo! A noite em casa, eu a vejo! Tudo bem?

-Tudo, sem problemas!

-Beijo, ate mais!

-Beijo!-desliguei. Ele não vai!

-Tudo bem, o importante e voçe ir!

-Claro!-olhei no celular, e vi outra mensagem. "Serio amor? Isso e perfeito, parabéns, voçe merece! Estou tão feliz, feliz por voçe, feliz por mim, por nos! Quando vou conhece-la? Peter"

-Amiga, que diferença, parece que ele será o pai!

-E o pai mesmo, nem ligou!-a encarei.

-Falta pouco amiga!

-Falta! "Serio meu amor, eu estou tão feliz! Muito obrigada, e em breve, voçe vai conhece-la, eu juro! Cris" -enviei a mensagem e guardei o meu celular na bolsa. Amiga, eu vou indo!

-Vai la, e parabéns, mais uma vez!

-Muito obrigada! Vou avisar a Sam para desmarcar tudo agora a tarde, e a partir de amanha, eu só venho no período da tarde!- a abracei fortemente.


Sai da clinica o mais rápido que consegui, eu estava mais do que feliz, estava radiante, eu estava... Sem palavras. O choro corria livre em meu rosto, eu mal poderia acreditar que enfim, graças a Deus, e aos meus esforços, eu vou realizar o meu grande sonho. Eu vou ser mãe.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O passado vem a tona! cap 35


Parte Cris


Acordei na manha seguinte sentindo um carinho gostoso nas minhas costas, aqueles dedos passeavam tranquilamente pela minha pele, me causando uma deliciosa sensação.
Me acomodei um pouco mais em seus braços, estava com um pouco de calor, mas estava tão bom, que sinceramente, eu não estava nem ligando para a caloria de minha pele. Me acomodei melhor na cama, e logo senti que estava por sima de alguém. Abri os olhos rapidamente, olhando o quarto ao meu redor, senti o calor do seu peito em meu rosto, e imediatamente me lembrei da minha cicatriz no ombro, mas logo recordei que era no ombro, não tinha como ele ver na posição em que estávamos. Logo levantei o rosto, encarando o seu com um sorriso lindo nos lábios e logo senti a sua mão acariciando o meu rosto.


-Bom dia dorminhoca!

-Não foi um sonho?-sorri, eu sabia que não era.

-E obvio não, mas se caso tenha duvidas podemos repetir!

-Talvez depois que eu sentar em uma banheira de gelo, quem sabe?-sorriu, e eu voltei a deitar em seu peito. Poderia ficar aqui a manha inteira, esta tão bom!-acariciei o seu peito beijando a região em seguida.

-E só ficar!-me apertou um pouco mais contra os seus braços.

-Não posso ficar!-lamentei. Estranho o meu celular não ter apitado a noite toda. Por falar nele, cade?-olhei ao redor.

-Não faço a menor ideia, deve estar na sua bolsa la em baixo.-o encarei.

-Meu Deus, deve estar cheio de ligações, e mensagens!-senti um aperto ao imaginar que o Rafael poderia ter me ligado, ou ate mesmo mandado alguma mensagem. Deixa pra la, depois eu vejo.-me deitei novamente, e ele sorriu.

-Decida!

-Decidi, quero continuar aqui!-beijei o seu peito novamente, enquanto o acariciava distraidamente. E o Dylan?

-Já acordou, mamou, trocou a fralda, e enfim, esta dormindo de novo!

-Nem ouvi! Voçe fez tudo isso?-o encarei.

-Não, ate me levantei para fazer, mas a Rúbia disse que eu estava com uma terrível cara de cansado, e mandou eu voltar a dormir.-sorrimos. Eu nem to cansado, e sei que estou lindo!

-A claro, estas suas olheiras só realçam os seus belos olhos!-sorri.

-Sínica! Te disse ontem que estava no meu território, não disse?

-Disse!

-Ainda posso te castigar sabia?

-Outra surra agora não, eu preciso de uma recuperação intensiva!-sorrimos.

-Serei bonzinho com voçe hoje, e deixarei para outro dia!-segurou o meu queixo selando os nossos lábios. Vamos tomar cafe, estou cheio de fome!

-Não quero levantar, cada centímetro do meu corpo esta doendo!-sorriu.

-Mas preciso repor a minha energia! Alias, precisamos!

-Ta bom! Vou aproveitar para me arrumar e ir embora!

-Pensando bem, pode voltar a dormir se quiser.-sorri.

-Agora eu quero levantar!-me sentei na cama me levantando em seguida.

-Merda!-sorrimos.

Fui ate o banheiro, e me higienizei da melhor forma possível.
Depois de arrumada -mesmo sem a minha lingerie-, eu sai do quarto, notando que estava sozinha, decidi ir ate o do Dylan, e o encontrei dormindo tranquilamente, tão lindo quanto o pai dele. Acariciei o seu rostinho, e ele se mexeu um pouquinho, nada que o fizesse acordar, me despedi dele com um beijo em sua testa, e segui para o andar inferior.

-Peter!-o chamei com voz moderada, não queria chamar a atenção da casa.

-Ele esta no jardim com o Geronimo!-parece que não adiantou muito.

-Ah, bom dia!-era a mesma senhora de ontem a noite.

-Bom dia!-sorriu amigavelmente. E por ali.

-Obrigada!

Peguei a minha bolsa, e segui o caminho que ela me indicou, eu iria me despedir dele, e ir direto para a minha casa.
Saí do interior da sua casa, dando de cara com o seu belo jardim, sorri ao ver o Geronimo, correndo atras de uma borboleta, enquanto o Peter apenas sorria, e o observava.

-Oi!

-Ola meu anjo!-beijou a minha cabeça. Já esta indo?

-Sim!

-Não vai tomar cafe comigo?-me encarou.

-Não, eu vou para casa. Preciso ir!

-Eu pedi para a Rúbia fazer cafe para nos dois.

-Eu sinto muito, mas a casa esta sozinha desde ontem a noite.

-Tudo bem, acho que já te prendi o suficiente aqui!-sorriu sem vontade.

-Sim e verdade, ate confiscou a minha lingerie!

-Sem duvidas, ela e minha agora!-sorriu.

-O que voçe vai fazer com ela hem?

-Não queira saber!-sorrimos

-Ridículo!

-Quando nos veremos novamente?-trocou completamente de assunto.

-Eu ainda não sei!-lamentei ter que responder isso.

-Pronto, estava muito bom para ser verdade!-revirou os olhos.

-Não fale assim Peter. Voçe sabe como e complicado para mim.

-Preciso conviver com isso! Pensei que esta noite tinha mudado algo!

-E mudou, acredite!

-Então peça o divorcio!-o encarei incrédula, mas no fundo, sem duvidas esta era uma das minhas opções.

-Não posso!

-Porra Crystal, voçe não pode nada, que caralho! E assim que voçe diz que mudou algo?-ele alterou um pouco a voz, se afastando alguns passos.

-Peter me entenda, eu estou em processo de adoção, não posso entrar com o pedido de divorcio agora, eu posso perder a possibilidade de conquistar a guarda da minha filha, e se isso acontecer, só posso tentar novamente uma adoção, quando estiver completamente divorciada, e isso demora. E com a demora, eu posso perder a minha filha para outra família!-o encarei. Me entenda, nos duas já nos damos tão bem, eu senti uma conexão incrível quando a vi pela primeira vez, quando nos abraçamos, eu não posso perde-la, por favor, me entenda!!-senti os meus olhos arderem, eu não poderia nem sonhar em perder possibilidade de ter a guarda da Ariel.

-Olhando por este lado, e compreensível!-ele respirou fundo, fechando os olhos.

-Acredite em mim, mudou, esta noite mudou muita coisa em mim!-me aproximei dele novamente. Eu vi que ainda sinto o mesmo por voçe, o mesmo que a onze anos atras.

-O mesmo que a onze anos?

-Sim, a mesma coisa Peter!

-Voçe ainda me ama?-ele olhou dentro dos meus olhos, e neste momento, eu me senti completamente desestabilizada.

Os meus olhos se perderam dentro dos seus, o meu coração acelerou, a minha respiração ficou pesada, e falha, me senti ser transportada para o passado, para a nossa primeira vez, senti a mesma emoção que aquele dia, as mesmas borboletas fazendo revoadas em minha barriga, e foi impossível impedir ser tomada por uma onde de emoção, e nostalgia. Os seus olhos eram apreensivos, e curiosos, os mesmo olhos pelos quais eu me apaixonei a anos atras, os mesmos olhos que eu amei. Ou amo.


-Acho que eu nunca deixei de te amar Peter!-disse em apenas um suspiro, e vi o sorriso mais lindo do mundo se formar seu rosto.

-Eu também nunca deixei de te amar minha pequena! Meu amor!

-Eu te amo! Sempre amei voçe, eu sinto que tudo o eu sentia por voçe só estava escondido, só estava adormecido!-ele segurou o meu rosto com as duas mãos. Eu me estremeço por completo ao seu lado, sinto o meu coração acelerar, a minha boca secar. Me sinto com 16 anos novamente!

-Eu também te amo, e me sinto exatamente como voçe!-selou os nossos lábios carinhosamente.

Acomodei a minha cabeça em seu ombro quando nos separamos do beijo intenso, sentia o meu coração bater forte, bater feliz, bater realizado, eu estava em outro patamar de felicidade naquele momento.


§

Dirigia distraidamente com um enorme sorriso no rosto o Macerati do Rafael, enquanto eu voltava para casa, estava feliz pela noite que tive. Uma noite maravilhosa, com o homem que eu descobri enquanto estava em seus braços, que eu sempre amei. Eu não sabia o que era o verdadeiro amor ate notar que o que eu sentia pelo Peter, era realmente verdadeiro, afinal ele permaneceu aqui por onze anos, estava adormecido por exatos onze anos, e agora ele esta de volta, firme e forte, como se nunca tivesse acontecido nada durante este tempo, mesmo tendo acontecido muita coisa. Com isso, a minha decisão de pedir divorcio ao Rafael, esta mais do que decidida, assim que eu pegar a guarda da Ariel, e ela estiver adaptada comigo, eu vou pedir o divorcio.




Eu estive andando o mesmo caminho que sempre andei
Sentindo falta das fendas no pavimento
E quebrando o meu salto e machucando meus pés
"Há alguma coisa que eu possa fazer por você, querida?
Há alguém para quem eu possa ligar?"
"Não e obrigada, por favor, madame
Não estou perdida, só vagando"

Eu acho que o que eu senti pelo Rafael quando começamos a nos relacionar, foi muito carinho, gratidão, agradecimento, enfim, ele esteve comigo quando eu precisei, foi o meu amigo, meu companheiro nas horas difíceis, foi o cara que esteve comigo na dor da minha recuperação, e eu fui, e sou muito grata por ele ter aparecido na minha vida e me salvado. Mas hoje, eu sinto, que no fundo, eu nunca o amei, que o que eu senti por ele todos estes anos, era um carinho muito forte, pura gratidão, e foi preciso o Peter reaparecer em minha vida, para que tomasse consciência disso em minha vida.

Ao redor da minha cidade natal
Memórias são frescas
Ao redor da minha cidade natal
Ooh, as pessoas que conheci
São as maravilhas do meu mundo
São as maravilhas do meu mundo
São as maravilhas deste mundo
São as maravilhas agora...

Já em casa mexendo em minhas coisas dentro do closet, encontrei o meu diário de anos atras, diário de quando eu sofri o estupro, e tentativa de assassinato, bem a época em que o Rafa e eu nos aproximamos, em que ele começou a me ajudar. Passei algumas folhas, e a cada 10 paginas, três tinha algo sobre o Peter, desde um "Estou louca de saudades" ate simplesmente o seu nome na margem de uma das folhas.

"O meu casamento ontem foi lindo, mesmo ainda com dificuldades para andar, o papai me levou ate o altar. O Rafael estava lindo, com um belo sorriso no rosto, com os olhos brilhando, e a expressão mais feliz que eu já tinha visto. 
Não sei se eu estava da mesma forma, provavelmente não, por que na noite passada mais uma vez eu sonhei com o Peter, ele dizia para que eu o esperasse, que não atravessasse a ponte sem ele, pois ele iria me segurar. Eu não sei ao certo o que ele queria dizer, mas eu não podia voltar atras, era a véspera do meu casamento, e mesmo não amando o Rafael, como eu queria amar, eu me casei, eu precisava me casar com ele, eu precisava retribuir todo o carinho e amor que ele investiu em mim, já estávamos a tanto tempo juntos, ele me aceitava como eu estava, nas condições que eu estava, toda ferida, por dentro, e por fora, sem poder ter filhos, sem poder lhe dar uma família completa, seria ate injusto da minha parte, larga-lo no dia do nosso casamento, e sair correndo atras do Peter, ainda mais sem saber se um dia eu vou encontra-lo novamente. 
Por isso, eu decidi, que vou me empenhar no meu casamento, que eu vou lutar para ser a melhor esposa possível, a mais carinhosa, companheira, a mais devota que eu puder ser, e quem sabe um dia, eu possa ama-lo como ele merece."


Lendo aquelas palavras que eu escrevi a seis anos atras, me fez ir as lagrimas, me remeteu a tanta coisa, tantas lembranças, sentimentos, e certezas. A maior certeza que eu tive, foi que eu nunca, nunca deixei de amar o Peter, que ele sempre foi o amor da minha vida, e as vezes que eu fugi dele, foi para proteger o Rafael, dos meus sentimentos por ele, afinal ele sempre foi um marido perfeito, acima de qualquer suspeita, sempre me tratou bem, me amou, cuidou de mim, fez de tudo para me fazer feliz, me aceitou com os meus defeitos,  com as minhas impossibilidades, com os meus fracassos, as minhas dores, eu não queria estar fazendo o que estou fazendo, fazer o que fiz com ele, mas o meu coração, e o meu amor pelo Peter estão gritando, urrando muito mais alto dentro de mim.

-Eu não posso mais engana-lo, eu não posso ser esta mulher adultera, não posso manter nada disso, eu preciso pedir o divorcio!-eu segurava o meu diário com força entre as minhas mãos. Não!Eu não posso pedir o divorcio!-me entreguei as lagrimas novamente.

Eu vou perder a minha filha se eu fizer isso, eu vou perder a possibilidade de adota-la, de te-la ao meu lado, de realizar o meu grande sonho, eu já me anulei tanto nesta vida, eu só quero ser feliz de verdade mais nada.
Se eu pedir o divorcio, terei que me cadastrar novamente agora como uma candidata solteira, fazer tudo de novo, sera como se estes três anos nesta fila de adoção jamais tivesse existido, sera como voltar ao inicio, sendo que eu já estou no final da estrada.
Me deitei em minha cama encolhendo o meu corpo e chorando como nunca chorei na minha vida, eu tinha uma decisão muito seria a tomar, eu precisava parar de me anular por causa de uma divida de carinho, e começar a ser eu mesma. Mas como fazer isso sem perder a minha filha?

§

Hoje era domingo de manha, e eu tinha acabado de acordar com o meu celular se esgoelando ao meu lado n acama. Abri os olhos a muito contra gosto, e peguei o aparelho, atendendo o mesmo sem nem olhar quem era.

-Oi!

-Que voz de sono e esta meu amor?-abri os olhos quase os esbugalhando.

-Peter?

-Ate o momento sim!-sorriu. Tudo bem?

-Esta sim! Como esta o Dylan? Aconteceu algo...

-Esta bem Cris, relaxa! Por falar nele, queríamos te chamar para  para almoçar, conosco aqui em casa!

-Hoje?

-Sim! Queríamos muito que voçe viesse.

-Queriam?-sorri. Cara de pau!

-Qual é, é só almoçar conosco. Os meus irmãos vão estar aqui, o que tem de mais?

-Eu bem que queria ir, mas já marquei de sair com a Liz, e a Alicia para almoçarmos juntas!

-Quem e Alicia?

-E a filha dela, uma menininha linda de quase cinco anos!

-Não tem problema, chama elas para virem também.

-Não sei Peter...

-Diz que sim, por favor?

-Eu vou ver com ela, ta bom?

-Tudo bem, voçe me manda uma mensagem confirmando, ta bom assim?

-Sim senhor!-sorrimos.

-Te quero aqui em meia hora!

-Eu acabei de acordar, preciso de no minimo uma hora!

-Meia hora meu amor, se vira!- sorriu antes mesmo de desligar. Abusado.

Liguei para a Liz, avisando da provável mudança de planos, que ela concordou na boa, e inclusive, ela viria ate a minha casa, para irmos juntas. Tínhamos combinado de almoçarmos juntas no dia anterior, por que o Matt tinha ido para Luxemburgo, para atender um cliente muito importante no dia seguinte bem cedo, no caso segunda feira, e como eu também estava sozinha, combinamos o almoço. É claro que a boxa topou na hora, fofoqueira do jeito que era, ela queria e saber do meu jantar.

§

Tinha terminado de tomar o meu banho, e estava me arrumando quando o meu celular começou a tocar, olhei no visor,  a palavra "amor" piscava na tela, terminei de colocar a blusa e o atendi.

-Nossa ate que enfim, pensei que não iria conseguir falar com voçe!-me lembrei que não tinha ligado para ele um dia se quer. O sinal aqui esta péssimo, estão todos reclamando! Fiquei sem celular desde sexta a moite. Só estou conseguindo ligar hoje por que mudamos de cidade.

-Mas que droga!-lamentei por ele, e agradecendo por mim.

-Voçe deve ter tentado me ligar varias vezes não e?-não. Desculpa, a culpa não foi minha.-respondeu antes que eu tivesse chance, ainda bem.

-Não tem problemas, voçe esta bem?

-Estou me arrumando para o ultimo compromisso da conferencia, e mais tarde embarco para casa! E voçe?

-Esta tudo bem! Também estou me arrumando!

-Hum?

-Vou sair! Vou sair para almoçar na casa do Peter com a Liz!-decidi falar a verdade. Ao menos esta verdade.

-Na casa do Peter?-pareceu não gostar, obviamente.

-Sim. Ele me chamou esta manha para almoçar com ele, e a família, e como tinha marcado de sair com a Liz, ela também vai. Eta tudo bem?

-Sim, claro! De a ele os meus pêsames pela Pâmela, e os parabéns pelo bebe.-eu sabia que ele não estava nem um pouco confortável com a situação, afinal ele estava usando um tom sarcástico.

-Eu mando, pode deixar!

-Eu vou indo, se não me atraso! Beijo, bom almoço, a noite estarei em casa, tudo bem?

-Claro! Muito obrigada, e tenha um bom compromisso!

-Te amo Cris!-eu fechei os olhos respirando fundo, eu não queria que nada disso tivesse acontecendo, mas infelizmente eu não posso simplesmente voltar atras agora.

-Também Rafa! Ate mais!

-Ate mais.

Eu queria manter o meu relacionamento com ele assim, mais frio, seria o melhor para nos dois, irmos nos afastando aos poucos, ao menos eu acho que seria melhor assim.
Eu sempre defendi o dialogo, sempre fui a favor de sentar e conversar para tentar vermos onde estávamos' errando, mas desta vez, eu confesso, que não queria concertar nada. Eu posso estar parecendo uma vaca desalmada, mas não e bem assim, desta vez as coisas são mais complexas, e complicadas, afinal, tem uma menininha linda no meio, se fosse somente eu, por mim, olhando pelo meu lado, eu me separaria dele hoje mesmo, mas infelizmente eu não posso.

Fui dispersa dos meus pensamentos pela campainha, e como eu estava sozinha, em casa, eu desci rapidamente para abrir a porta, pois tinha certeza se tratar ser a Liz.

-Liz!-abri a porta me deparando com o seu largo, e amigável sorriso, porem eu sei que o meu estava bem maior.

-Cris!-arqueou a sobrancelha, como se estranhasse a minha recepção.

-Como esta?-me inclinei para abraça-la. Filha!-me abaixei para abraçar a Alicia.


-Oi tia!-beijou a minha face, e observei a Liz sorrir ao me encarar.

-O que houve amiga?-a encarei.

-Nada, só estou reparando que voçe esta com uma cara boa!

-Voçe acha?-coloquei a Alicia no chão, que já se afastou de nos se distraindo com qualquer coisa.

-Sim!-entrou, e eu fechei a porta. Esta com uma cara de quem foi muito bem comida!-a olhei incrédula.

-Liz!- a repreendi.

-Não foi bem comida?- encarou incrédula.

-Não fale assim, eu me sinto suja!

-Sei!!-sorriu. Esta sua cara não engana, a noite foi longa, e voçe vai me contar tudo! Voçe foi sim, e muito bem comida!-gargalhamos.

-O que te leva a pensar que eu transei com o Peter?-a encarei cruzando os braços.

-Varias coisas! Primeiro, voçe esta com um sorriso de orelha a orelha. Segundo, a sua pele esta perfeita, parece que levou um incrível jato de...

-Liz!-ela levantou as mãos sorrindo.

-Terceiro, voçe parece mais relaxada. Quarto...

-Okey, eu já entendi, poderia passar o dia aqui ouvindo a as suas teorias que te fazem achar que eu fui para a cama com o Peter, mas nos precisamos ir!

-Eu sei que e uma pergunta respondida, mas... O jantar foi completo?-arqueou uma sobrancelha.

-Hum?-a encarei me fazendo de desentendida.

-Entrada, prato principal, e sobremesa?-me encarou maliciosamente, e eu sorri.

-Sim Liz!-admiti. E só não teve cafe da manha, por que eu vim embora, e preferi tomar cafe em casa!

-Voçe dormiu la? Safada!-gargalhou

-Dormi!-sorri, e ela colocou as mãos sobre a boca, contendo talvez um gritinho de euforia. Eu o amo Liz!-assumi.

-Eu sei que sim, esta em seus olhos! E agora?

-E agora que eu estou perdida.

Contei a ela como tinha sido a minha deliciosa noite com o Peter, e ela vibrou mais do que as animadoras de torcida nos intervalos dos jogos de basquete.
Depois de mais alguns minutos eu estava enfim completamente pronta. Nos acomodamos no seu carro, e seguimos rumo a casa do Peter.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Do meu jeito. Cap 34

Ele acariciava as minhas costas, já que tínhamos nos aconchegado de conchinha, enquanto permanecíamos nus sobre a cama, desfrutando da presença, e do color dos nossos corpos ainda suados pós sexo. Eu estava com o olhar um pouco perdido, confesso, tinha receio do arrependimento bater antes da hora, mas por enquanto a unica coisa que eu sentia era nostalgia. Não me lembrava como era bom estra em seus braços.

-Vai dormir?-me perguntou com a voz tranquila.

-Se prometer não cantar I Dont Wanna Miss a Thing para mim novamente, eu juro não dormir!-sorrimos. Tenho medo de acordar e só ter um bilhete de despedida em baixo da cama!-ele suspirou alto.

-Isso não vai acontecer!-ele acariciou os meus cabelos, os beijando em seguida. Primeiro que eu não faria isso novamente, e segundo por que voçe esta na minha casa!

-Verdade!-me acomodei melhor para olhar para ele. Olha onde estamos novamente!-disse com a voz pesada, extremamente nostálgica.

-Pois e, voçe fugiu, fugiu, e terminou em meus braços novamente!

-Deve ser por que voçe e muito insistente!

-Deve ser por que sentimos algo um pelo outro ainda!-nos encaramos.

-Algo inacabado!

-Hum?-arqueou a sobrancelha.

-A Liz. Ela me disse que derivamos ter algo inacabado uma vez! Sera que agora acabou?-acariciei o seu peito.

-Pra mim só esta começando Crystal! Eu errei em ter ido embora a onze anos atras, e sinto que estou tendo uma nova chance, uma chance de me redimir com voçe, e eu acho que esta e a nossa chance de ficarmos juntos!

-Peter, não podemos, tem alguém entre nos...

-Não acredito que voçe esta pensando nele!

-Desculpa! Mas eu ainda sou casada com ele!

-Mas não o ama, se amasse não estaria aqui comigo!

-Shiii...-me inclinei colocando o dedo indicador em seus lábios. Não quero falar dele, não quero ter que sair daqui correndo com a cabeça pesada, me sentindo suja, não quero!-disse quase em um cochicho.

-Então para de pensar nele.-segurou o meu rosto com as duas mãos olhando em meus olhos, usando o mesmo tom de voz que o meu, me beijando em seguida. Voçe esta aqui, e confirmamos a nossa suspeita, ainda sentimos algo um pelo outro, e eu pretendo lutar por voçe, nem que leve mais onze anos Crystal! Eu não vou desistir de voçe desta vez!-as nossas testas estavam coladas.

-Peter.-agora foi a minha vez de beija-lo.


Depois de ficarmos um tempo apenas deitados nos beijando, e curtindo o momento que tínhamos acabado de passar juntos, decidimos ir tomar um banho. Me levantei primeiro, pegando as nossas roupas do chão, e notei que ele permanecia deitado me encarando.

-Não vai levantar?

-Estou apreciando a vista!-mordeu o lábio inferior.

-Para com isso, vai me deixar constrangida!-posicionei as roupas na frente do meu corpo.

-Não sei por que, voçe e simplesmente perfeita, e sabe disso!

-Voçe quem esta falando.-sorri. Eu vou tomar banho na frente!-coloquei as roupas na cama, e segui para o banheiro.

-E claro que não, vamos juntos!-ele levantou rapidamente da cama, porem antes mesmo de se aproximar de mim, ouvimos o chorinho do Dylan ecoando pela casa.

-Parece que vai ficar para outra oportunidade papai!-sorri.

-Sim!-entortou os lábios. Eu vou la ver o que ele tem, e coloca-lo para dormir novamente!-me deu um selinho. Já volto!-senti o meu corpo se arrepiar, e a minha virilha se contorcer de desejo, quando a sua língua passou vagarosamente em meus lábios.

Entrei no box ligando o chuveiro, iniciando o meu banho, procurei não pensar em nada, como já disse, não quero ter a sensação de culpa e sair correndo feito uma louca. Se bem que se eu não estou me sentindo tão culpada agora, provavelmente não me sentirei depois. Assim eu espero.

Tomei banho totalmente sozinha já que ele não voltou do quarto do Dy. Me sequei, e coloquei apenas o meu vestido, deixando a minha lingerie na beira da cama para colocar na bolsa quando fosse embora.
Sai do quarto, e do corredor consegui ouvir o chorinho manhoso do Dylan, vindo de um dos quartos, me aproximei do mesmo, e vi o Peter apenas de box o balançando no meio do quarto para calma-lo.

-O que ele tem?

-Acho que febre voltou!-lamentou visivelmente preocupado.

-Já deu o remédio a ele?

-Sim, e a mamadeira também! Estava pensando em dar um banho nele, o que acha?

-Me deixe sentir a febre.-me aproximei colocando a mão em sua testa. Não precisa, ela j[a vai passar! Deixa que eu cuido dele, vai tomar o seu banho!

-Tudo bem! Já vai embora?-ele olhou para o vestido em meu corpo.

-Não, eu vou cuidar dele! E eu o coloquei por que não tinha outra coisa também!

-Vou pegar algo meu para você vestir!

-Não precisa, eu já vou indo!

-E claro que não vai!-simplesmente saiu do quarto sem esperar uma resposta.


Me sentei na cadeira de amamentação do Dylan, e o acomodei sobre o meu peito, batendo de leve em seu bumbum, para acalma-lo. Ele estava resmungando um pouquinho, estava com os olhinhos , o nariz vermelhos de tanto chorar, mas estava se acalmando gradativamente.
Fiquei com ele no colo apenas com os seus olhinhos fechados, o embalando devagar ate que ele parou completamente de resmungar. Depois de alguns minutos, eu coloquei a mão em sua testa e a febre tinha praticamente cessado, e ele já dormia tranquilamente.
Me levantei com cuidado, o colocando de volta no seu berço, sem fazer movimentos brutos, apaguei o abajur, deixando apenas um, e antes de sair do quarto, eu olhei em seu lindo rostinho completamente passivo, e sorri apos beijando a sua cabecinha.

-Ele dormiu novamente?-perguntou assim que entrei no quarto em que estávamos antes.

-Sim! A febre praticamente já se foi Ele esta bem!
.
-Que bom! Eu fico logo preocupado quando ele fica doente.

-Que lindo, papai babão!-sorrimos.

-Sou mesmo, ele é a minha vida!

-E lindo vê-lo cuidar do Dylan. Voçe e um ótimo pai Peter!


-Obrigado!-sorriu orgulhoso. A proposito, isso aqui vai ficar comigo!-mostrou a sua mão em punho com as minhas peças intimas.

-Minha lingerie? Nem sonhando!-tentei pegar, mas ele a desviou.

-E claro que sim!

-E claro que não Peter, me devolve!-sorrimos.

-Não, ela esta com o seu cheiro, nada mais justo ter algo seu comigo!-o encarei com os lábios levemente abertos, o achando completamente lindo, e sexy ao velo elevar peças ate o rosto, sentindo o seu cheiro.

-Eu não tenho nada seu comigo!-disse com a vez evidentemente afetada.

-Voçe tem algo melhor do que um objeto!-se aproximou escondendo a lingerie na sua calça de moletom.

-O que?-umedeci os os lábios ao senti-los ficar extremamente secos.

-A mim! Voçe sempre teve na realidade!-fiquei completamente sem palavras. Este homem ainda vai acabar comigo.

-Oh, Peter! Já disse que vou para o inferno por culpa sua não disse?-os nossos olhos estavam grudados um no outro.

-Já! Fica tranquila, eu vou te fazer companhia!

-Eu sei que sim!

Vocês conhecem aqueles ditados. "Quem esta na chuva e para se molhar!" ou "O que e um peido para quem já esta cagado?" ou ate mesmo o clássico "Não adianta chorar o leite derramado." Então, já que eu já estava aqui, já tinha feito, por que não aproveitar ao máximo da nossa noite?


Parte Peter


Esta noite eu tive a mulher que pairou por anos em meus pensamentos, e depois de muita insistência, enfim ela estava aqui. Eu sabia que a minha perseverança iria valer a pena.
Neste momento, estávamos novamente nos beijando, um beijo apressado, cheio de saudade, de toques, de mãos, cheio de vontade de mais um do outro, muito mais.
Em apenas um puxão, eu retirei o seu vestido, a deixando completamente nua. O seu corpo moreno, todo perfeito a minha frente, lindo, pronto para ser meu novamente, e eu estava louco pata te-lo mais, e mais.


A segurei firme pela cintura, a suspendendo fazendo com que ela envolvesse a minha cintura com as suas pernas, e a encostei na parede enquanto permanecia beijando o seu seu corpo.
Estávamos apressados, querendo apenas sentir, aliviar o tesão, e o desejo que rapidamente tomou conta dos nossos corpos.

-Me desculpa pequena, mas agora eu preciso sair da sua área de conforto!-disse com a voz abafada pela pele do seu pescoço.

-Apenas faça Peter!

Abocanhei um dois seus seios, sentindo as suas mãos puxando os meus cabelos com força moderada, enquanto ela gemia baixinho. A sua voz cheia de desejo era simplesmente musica para os meus ouvidos.
Sem querer perder muito tempo, com certa dificuldade, enquanto sentia o do seu seio enrijecer em minha boca diante do meu toque. Eu consegui abrir o meu moletom, o deixando deslizar pelas minhas pernas, e em seguida retira-lo com os pés, estava sem box, então sem mais nenhuma barreira, apenas a penetrei com força, a fazendo gemer alto, provavelmente pela surpresa.
Apertei a sua bunda com vontade, sentindo o seu interior se contrair ao redor do meu pau, deixando tudo ainda mais gostoso, ficando ainda melhor, quando comecei a me movimentar em seu corpo, dando estocadas brutas, e cheias de tesão. Puta que pariu, que mulher gostosa.
O seu corpo era delicioso tanto por dentro, como por fora, não me cansaria de fode-la todos os dias.
A coloquei no chão, a virando de costas para mim, e a prensando contra a parede, deslizei a minha mãos pelo seu corpo desde as costas ate a sua bunda.

-Gostosa!-disse rente ao seu ouvido, estalando um tapa em sua bunda a fazendo gemer. Vou te foder com força!

Ela não disse nada, mas depois de alguns segundos, senti que ela empinou um pouco a bunda para mim, me fazendo sorrir. Ela era completamente minha!
Puxei o seu quadril, a fazendo espalmar as mãos na parede, a penetrando em seguida com força, explorando o seu corpo ao máximo, sentindo o delicioso calor da sua boceta gostosa.
Pedi que ela rebolasse para mim, e parecendo lutar contra si mesma, para obedecer aos meus pedidos ela fez o que eu mandei. Os seus deliciosos gemidos me dizem que ela esta adorando tudo isso.

-Vem, quero que voçe sente no meu pau!

Segurei em sua mão indo para a cama, me sentei encostando na cabeceira, e pedi que sentasse no meu colo. Ela segurou os cabelos os prendendo em um coque mal feito, e em seguida acomodou uma perna de cada lado do meu corpo. Segurando o meu pau com cuidado, ela foi se acomodando, enquanto me deliciava com os seus gemidos mais contidos, ate que eu estivesse completamente dentro dela. Segurei com força em seus quadris, a incentivando a se movimentar, e mesmo apenas rebolando de inicio, ela estava deliciosamente perfeita.


Ela começou a subir e descer em meu colo, e eu fechei os olhos apreciando o desempenho da minha gata, apreciando o tesão que ela me proporcionava. Mantive as mãos ao redor do seu corpo, a estimulando a ir mais rápido, a ajudando com os movimentos enquanto as suas mãos estavam envoltas em meu pescoço, que por algumas vezes me arranharam.
Abri os olhos me inclinando um pouco para trás,  admirando o lindo movimento que os seus seios faziam, segurei um deles, o massageando devagar, enquanto ela começava a gemer um pouco mais alto devido ao nosso atrito que provavelmente estavam estimulando o seu clítoris, eu sabia que ela estava pronta para chegar ao orgasmo.
Segurei em sua cintura, a puxando contra mim, trocando de posição, a colocando deitada na cama, me ajoelhando a sua frente, segurei um de suas pernas no meu ombro, a penetrando em seguida com a mesma velocidade de antes, com estocadas fortes, e profundas.
Da sua boca saiam apenas gemidos, e eu estava adorando ouvir esta musica esta noite, ainda mais quando ela gemeu mais alto falando o meu nome, anunciando o seu orgasmo. Senti o meu pau latejar de tesão ao ouvir o meu nome sendo entoado pela sua voz cheia de desejo.
Me deitei ao seu lado, a virando de costas para mim, segurei em uma de suas pernas na altura da minha coxa, a penetrando novamente, eu estava me segurando para não gozar, não queria que acabasse ainda, eu queria aproveitar o máximo daquela mulher, queria chegar no nosso máximo, a nossa exaustão.
Eu voltei a penetra-la, sentia o seu corpo mais mole, assim como os seus gemidos mais contidos, e arrastados, demonstrando que ela estava em sua exaustão. Não posso negar, eu também estava na realidade, mas a minha saudade, e o meu desejo por ela, estavam falando muito mais alto.
Comecei a acariciar o seu clitóris, a estimulando enquanto a penetrava com força, beijando, e mordiscando o seu ombro, eu queria que ela fosse minha novamente. O meu corpo inteiro, começou a aquecer ainda mais, e todo o meu sangue começou a circular para apenas um local especifico, e eu acelerei os movimentos em seu clitóris, a fazendo gemer mais alto, mordi os lábios contendo um gemido quando ela cravou as suas unhas em minha coxa, e sem conseguir me segurar mais, acabei gozando, e logo em seguida senti que ela me acompanhou neste maravilhoso momento que era estarmos juntos, desfrutando do mesmo prazer.

-Meu deus, isso foi incrível!-respirei fundo sentindo o delicioso cheiro dos seus cabelos.

-Sinto como se tivesse levado uma surra!-disse com a voz baixa ainda de costas para mim.

-Mas levou!-sorrimos. De pau!-beijei a sua pele levemente suada.

-Deliciosa por sinal!-disse baixinho como se ainda estivesse voltando de uma atmosfera somente sua
.
-Chega de perder tempo baby!- acariciei o seu rosto, retirando os seus cabelos grudados no mesmo. Somos perfeitos juntos!

-Eu não posso negar, foi incrível!-ela virou para mim beijando os meus lábios. Eu nunca experimentei algo assim, que me deixasse tão exausta.

-Voçe pode ter isso, sempre!-beijei a sua testa. Basta voçe querer!

-Eu... Voçe sabe que eu...

-Eu sei!-acariciei o seu roto.

-No momento, eu preciso muito um novo banho, e dormir! Sinceramente, do jeito que eu estuo ate dormiria assim!

-Hum, eu acho que...

-O que houve? Fica tranquilo eu tava brincando, vou tomar banho.-sorriu, porem o problema não era este.

-Não e isso! E que eu esqueci do preservativo!

-Bem, eu sou limpa, sempre faço exames!-sorriu.

-Eu sei, e que eu gozei dentro!-mordi o lábio inferior esperando a sua resposta, e la me encarou seriamente. Descul...

-Relaxa, comigo voçe não corre risco de ser pai novamente!-sentou na cama. Eu sou estéril, esqueceu?-se levantou indo para o banheiro.-caralho!

Merda, eu e a minha mania de não manter a boca fechada. Senti que ela tinha ficado chateada, e com toda rasão.
Me levantei da cama, e segui ate o banheiro, ela estava apenas parada em baixo do chuveiro com o seu coque completamente desfeito. Me aproximei por trás dela, a puxando para me abraçar, e mesmo relutando um pouco ela aceitou o meu abraço.


-Desculpa!

-A culpa não e sua, e minha por ser infértil!

-O que aconteceu para voçe ficar estéril?

-Não quero falar sobre isso!

-Por que te chateia tanto?

-Eu não quero Peter. -ela me encarou. Voçe confia em mim?-agora foi a sua vez de perguntar.

-De olhos fechados!

-Na hora certa eu te conto. Quando eu estiver preparada para desenterrar isso!

-Tudo bem!

-Eu vou me arrumar para ir embora!

-E claro que não, voçe tem noção da hora? Durma aqui, vá pela manha!-peguei o sabonete liquido, colocando um pouco na mão, e passando pelo seu corpo. Quero dormir agarrado a voçe!-sorriu enquanto eu passava a espuma de minhas mãos pelo seu corpo curvilíneo. Sabe como é, não tive esta oportunidade na primeira vez!-sorri.

-Tudo bem, já estou no fogo, deixa queimar!

-Bota fogo nisso!

-As minhas pernas estão bambas.-reclamou fechando os olhos demonstrando cansaço.

-Tadinha, não esta acostumada com uma boa surra!-direcionei a minha mão ate a sua boceta, para fazer um carinho, e passar sabonete, mas ela segurou a minha mão.

-Esta ardendo, cuidado!-foi impossível não sorrir.

-Desculpe por isso também!

-Esta tudo bem! E não ria de mim.-sorriu em um esticar de lábios.

-Minha pequena!-selei os nossos lábios sorrindo.

Era certo, o seu sorriso era o suficiente para me fazer sorrir, para me fazer feliz ao lado dela, ela era, e sempre foi a mulher certa para  mim, e eu lamento muito o fato de eu ter vacilado a deixando para trás, e outro ter chegado na minha frente, mas como a esperança e a ultima que morre, eu tenho esperança que depois de hoje, as coisas possam mudar entre nos dois.
Preciso admitir, o nosso banho não parou ai, ele rendeu a mais um orgasmo delicioso de ambos, e depois dele, sim, eu estava precisando descansar, sentis os meus músculos implorarem por uma pausa, mas eu acho que ela estava ainda mais "acabada" do que eu. Tadinha da minha pequena.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Só minha. cap 33

Ela me encarava com uma expressão confusa, que também me deixava confuso, e sinceramente, estava vendo a hora dela simplesmente dar as costas, e ir embora. Definitivamente isso não estava nos meus planos, mas se ela fizesse isso, eu não iria intervir, mas também não a procurarei mais. E isso e uma promessa.

-Eu não me sentiria confortável estando no seu quarto. -ela baixou o olhar dando um passo a frente, se aninhando em meus braços, me deixando de certa forma mais tranquilo.

-E por ela?

-Sim!-disse em tom baixo.

-Tudo bem, eu te compreendo. Só me diz que não vai embora!

-Eu não vou embora!-ela levantou o rosto, e selamos os nossos lábios.

-Vamos subir, a casa e enorme!-entrelaçamos os nossos dedos e seguimos para a escada. Ainda não quero que ninguém veja a sua bunda!-disse proximo ao seu ouvido, e ela sorriu.

Seguimos pelo corredor, e antes de abrir uma das portas de um dos quartos de hospedes, eu fui ate o quarto do Dy, e constatei que ele estava bem, e dormindo tranquilamente. Por favor filho, espere o máximo possível para acordar!
Logo em seguida fui ate o meu quarto, fui ate lá para pegar alguns preservativos, e claro.
Abri a porta do quarto de hospedes, e ela entrou primeiro, fechei a porta atras de mim, e notei que ela estava de frente para a janela olhando pela mesma, parecia receosa e pensativa. Retirei a minha camisa sobreposta ficando apenas com uma lisa, me aproximei dela por trás, repousando as mãos acima dos seus quadris, e ela respirou fundo, jugando a cabeça para trás, colei os nossos corpos, e ela apoiou a cabeça no meu ombro, colocando as suas mãos sobre as minhas quando as envolvi em sua cintura.
Olhei para o mesmo ponto que ela, e notei que a noite estava linda, o céu permanecia estrelado, mesmo com algumas nuvens espalhadas, e a lua estava perfeita.

-Eu não quero...

-Shiii. Não fala nada!-virou olhando em meus olhos. Eu quero!


Contornei o seu rosto com o indicador, ela fechou os olhos, e eu passei a mão pela sua nuca a segurando firme, rocei os seus lábios com os meus, ameaçando um beijo, a fazendo suspirar, e soltar um breve gemido de indignação, e só ai lhe dei um selinho, seguido de outro, outro, e logo mordisquei o seu lábio aprofundando um pouco o beijo. Foi impossível não contornar o seu corpo com a mão livre explorando cada delicioso centímetro, que eu estava louco para sentir sem aquele vestido.
Apertei de leve a sua bunda a fazendo gemer contra o beijo. Deslizei as minhas mãos de seus quadris ate o seu braço, pegando em sua mão, e guiando-a pelo meu corpo, já que ela permanecia parada no mesmo lugar. Coloquei a sua mãos sobre o meu peito, lhe dando livre acesso ao meu corpo, mas ela parecia tensa demais, para dar algum passo adiante.

-Acho que e melhor não insistir. Voçe parece tensa demais!-me afastei o suficiente para olhar em seus olhos.

-Me desculpe, eu só. Eu não sei onde, e nem como te tocar!-ela parecia constrangida.

-Em qualquer lugar!-sorri.

-E que eu... Ah, merda!-soltou o ar com frustração.

-Sabia que voçe só praticava papai e mamãe!-foi impossível não comentar, e confirmando a minha afirmação, ela não disse nada, apenas abriu um sorriso sem muita vontade. Olha pra mim?-segurei o seu queixo com o polegar, e o indicador. Se voçe quiser ficar em sua área de conforto, por mim,  tudo bem...

-Não, e que... Eu realmente não sei como voçe gosta de ser tocado!sorriu. Não me lembro!

-Voçe ainda confia em mim?-ela me encarou.

-Confio!

-Então apenas relaxe!


O meu único receio era que ela estivesse pensando nele, e por isso não conseguisse se concentrar, estivesse arrependida, e estivesse lutando contra si mesmo para permanecer aqui, e não e isso que eu quero, não e assim que eu a quero. Quero ela só para mim esta noite, sendo somente minha, e de mais ninguém.
Sorri mais uma vez selando os nossos lábios, firmando o meu braço em sua cintura, a suspendendo, fazendo com que ela envolvesse as pernas em minha cintura, e em seguida sentei em uma das poltronas do quarto, a deixando em meu colo, enquanto a minha mão passeava agora pela sua coxa parcialmente descoberta, e a minha boca em seu pescoço, mordiscando devagar. Espalmei as mãos em sua bunda, a pressionando, e fazendo ela se movimentar em meu colo. Respirei fundo ao sentir o calor da sua boceta que eu estava louco para sentir, prova-la de todas as formas possíveis.


-Caralho como eu te quero!-disse rente ao seu ouvido.

Ela não disse absolutamente nada, apenas procurou os meus lábios voltando a me beijar depois de mordisca-lo devagar.
Procurei as "cegas" o fecho do seu vestido, o abrindo em seguida, e logo o suspendendo passando pela sua cabeça, aproveitando para acariciar o seu corpo delicioso. Apreciei os seus lindos, longos e cacheados cabelos caírem em cascata pelos seus seios cobertos pelo sutiã. Sem duvidas era uma das mais lindas maravilhas naturais. Sua pele morena, o seu corpo ainda mais lindo e torneado, em contraste com a pouca luz que entrava pela janela, a deixava ainda mais linda. Se é que isso era possível.
Voltei a beijar o seu pescoço, passando pelo seu colo, e chegando ao contorno dos seus seios, onde eu beijei e passei a língua, sugando a sua pele de leve, não queria, e nem poderia deixa-la marcada.
Soltei o seu sutiã o passando pelos seus braços, deixando os seus lindos seios a mostra. Espalmei as minhas mãos sobre eles sentindo o calor de sua pele, os acariciando devagar. Segurei os bicos dos seus seios os estimulando, e os deixando ainda mais duros, e me deliciando com a sua expressão de desejo. Gostosa pra caralho esta minha pequena.
Eu estava tão duro, que ate a cueca estava começando a machucar, parecia que eu iria explodir de tanto tesão que estava sentindo. E isso piorou quando ela começou a rebolar no meu colo, roçando a sua boceta no meu pau, me deixando mais louco ainda.

-Porra, isso e muita tortura!-reclamei baixo em seu ouvido, eu estava com tanto tesão que a minha estava mais rouca do que o normal.

-Então para de nos torturar!-a sua voz arrastada me fez arrepiar.


Ela segurou na barra da minha camisa a retirando em seguida, empurrando o meu ombro para trás beijando o meu pescoço e peito, projetei o meu quadril para frente pressionando contra ela, espalmei a minha mão apertando a sua bunda gostosa. quando senti uma de suas mãos sobre a minha calça acariciando o meu pau que já implorava por ela.
Me levantei com ela ainda em meu colo, e agora beijando a minha boca com vontade, a jogando sobre a cama. Ela abriu um sorriso um pouco mais descontraído, e isso a deixou ainda mais linda. Caralho como eu sou louco por esta mulher.
Me inclinei sobre o seu corpo, beijando o centro dos seus seios, passando a língua na região, a sentindo se contorcer sob o meu corpo. Segurei um dos seus seios, novamente brincando com o bico do seu peito, enquanto abocanhei o outro, o chupando, passando a língua no bico o sentindo ficar ainda mais rígido. As suas mãos em meus cabelos, e o seu corpo se arqueando na cama, me diziam como ela estava gostando daquilo. E sinceramente, eu estava louco para que ficasse ainda melhor.


Parte Cris


Sabe a sensação de estar caindo em um precipício sem fim? Não né? Mas eu garanto que o que eu estava sentindo neste momento, poderia chegar bem proximo a isso. Mas sinceramente, não estava nem um pouco afim que o meu precipício tivesse um fim.
Eu estava em seus braços, e completamente pronta para ser dele. Eu poderia me arrepender e muito amanha, mas sem duvidas, neste momento o arrependimento, era a unica coisa que não passava em minha cabeça.


A sua boca, chupava, mordia, e lambia os meus seios, me deixando completamente encharcada, e o desejando ainda mais a cada segundo que o seu corpo estava em contato direto com o meu. Não me lembro da ultima vez em que os meus seios receberam tanta atenção assim. Na realidade eu nem sabia que sentia tanto tesão quando eles eram tocados desta forma!
Depois de uma bela distração em meus seios, ele começou a descer pela minha barriga, começando a me deixar apreensiva, e ansiosa pela sua próxima ação. Quando senti a sua boca proximo ao elástico da minha calcinha, os meus músculos internos imediatamente se contraíram ainda mais, implorando por mais estímulos, e logo senti a sua boca sobre a renda me beijando devagar, a sua respiração batendo naquela região me deixando arrepiada, e cheia de tesão. Sinceramente, era a segunda vez que eu sentia o meu corpo implorar tanto para sentir a plenitude de ser possuído. E a primeira tinha sido exatamente com ele.
Fechei os meus olhos com força, ao sentir um dos seus dedos ultrapassarem o limite imposto pela minha lingerie, a sensação do seu toque, na minha vagina completamente úmida, foi simplesmente delicioso, mas confesso que ficou ainda melhor quando a sua boca se juntou a ele.

-Peter!-respirei fundo, sentindo o meu rosto pegar fogo, na realidade, todo o meu corpo parecia estar em chamas.

O seu nome foi entoado, da forma mais arrastada possível, eu senti como se fosse uma corrente elétrica se conectando ao meu corpo, e uma sensação maravilhosa tomar cada terminação nervosa do mesmo.
A sua língua, brincava comigo, intercalando entre beijos, lambidas, e chupadas, deixando a minha pele completamente arrepiada. Puta que pariu, que delicia.
Em um movimento, digamos que ate bruto, ele arrancou a minha calcinha, a jogando em algum lugar do quarto, voltando a sua total atenção ao meu sexo novamente. Segurei firmemente nos lençóis, ao sentir dois dos seus dedos serem introduzidos com uma facilidade incrível, provavelmente devida ao meu estado de excitação. Gemi um pouco mais alto, sentindo a sua língua brincar em meu clítoris, deixando o meu corpo completamente em estado de alerta, a minha pele úmida de suor, e a minha respiração falha, anunciavam os primeiros sinais de um possível orgasmo. Parecendo ainda me conhecer por completo, ele acelerou ainda mais os seus movimentos, e quando eu estava a ponto de ter um orgasmo, ele simplesmente parou, e em um caminho de beijos pelo meu corpo, beijou intensamente os meus lábios, fazendo-me provar do meu próprio gosto.

-Eu quero muito te ver gozar, mas no meu pau!-disse rente a minha boca, mordendo o meu lábio inferior.

Ele pegou do bolso da sua calça que estava ao lado da cama  alguns preservativos, colocando na mesinha de cabeceira, e logo em seguida retirando toda a sua roupa, sem desviar os seus olhos dos meus.
Não sei descrever como me senti quando o vi colocando o preservativo, em seu membro completamente duro, só sei dizer que fui tomada por uma sensação de ansiedade, e desejo fora do comum. Como eu queria aquele homem.
Ajoelhado em sima da cama, ele envolveu a sua cintura com as minhas pernas, apoiando uma mão em cada lado do meu corpo, selando os nossos lábios.

-Vou responder uma pergunta que me faço desde o dia em que te vi novamente!

-Qual?

-Se voçe continua tão gostosa quanto a onze anos atras!

Sem nenhum direito a resposta, fechei os olhos com força, e apenas o apreciei, apreciei cada centímetro seu me invadir devagar, arrepiando todos os cabelos do meu corpo. Um gemido mutuo foi emitido quebrando o silencio do quarto. Segurei firme em seus braços, tombando a cabeça para trás sentindo ele começar a se movimentar lentamente de inicio, mas logo os seus movimentos começaram a acelerar, e os meus gemidos começaram a se intensificar. Era tão bom senti-lo, caralho, ele ainda era maravilhoso.


Achei atencioso, e muito gentil de sua parte começar com papai e mamãe, para não me tirar logo de cara da minha área de conforto, mas ele dava estocadas mais fundas, e mais firmes, confesso que de inicio senti um pouco de dor, mas logo em seguida isso era o de menos, já que todo o tesão e desejo que estava a ponto de explodir com o oral delicioso que ele estava fazendo anteriormente, e lamentavelmente interrompeu, veio a tona novamente, e desta vez sem interrupções.
Foi impossível segurar.

-Ah, porra que delicia!-umedeci os lábios já que a minha boca estava completamente seca

-Gozou meu bem? Hum?- a sua boca passeava pela minha pela, deixando o meu corpo ainda mais anestesiado.

-Sim!

-Esta tão molhada! Que gostosa!-dizia sem parar de se movimentar. E sim, voçe permanece deliciosa. Na realidade, muito mais deliciosa do que antes!

-Voçe tinha rasão, também esta anida mais gostoso!-ele me beijou lentamente.

-Vira de costas pra mim?

Ele pediu se ajoelhando na cama, eu o encarei, ele esticou a mão para me ajudar a levantar, e fiz o que me pediu em seguida.
Ele segurou firme em minha cintura, e antes que ele me penetrando por trás, senti a sua mão passeando pela minha bunda, acariciando a região, para logo em seguida me fazer gemer com a surpresa da sua estocada firme. Definitivamente isso era muito bom.
O meu marido e bem tradicional, faz muito bem, admito, mas ele não curte muitas variações. Portanto, acho que não fizemos esta muitas vezes. Enfim, eu não quero ficar nele, estando com outro, prefiro deixar para me sentir suja depois.
Segurei com bastante força na guarda da cama, quando o senti ir muito mais fundo do que na ultima vez, gemi alto devido a dor que senti, e que mais uma vez se dissipou dando lugar ao prazer.
As suas estocadas fortes e profundas, os seus gemidos de prazer, as suas mãos firmes em minha cintura, a sua voz rouca falando obscenidades em meu ouvido, tudo isso deixava o sexo mais gostoso, deixava tudo mais excitante e prazeroso.
Uma de suas mãos agarrou com força nos, meus cabelos, os puxando contra si, sem muita força provavelmente na intensão de não me machucar. Enquanto a sua outra mão se alojou entre as minhas pernas, estimulando o meu clitóris com uma massagem deliciosa.

-Caralho pequena, que delicia! Quente, gostosa, úmida, apertadinha!-a sua voz touca ainda vai me matar.

 Tudo o que já estava bom, ficou ainda melhor, quando a combinação das suas caricias em meu clítoris, e a deliciosa penetração fez o meu corpo inteiro, pareceu pegar fogo, sendo consumido por um delicioso orgasmo, fazendo os meus músculos internos se contraírem.
O meu nome foi entoado em forma de um gemido, que me fez fechar os olhos, e apreciar a sua voz rouca, cheia de desejo, e extremamente arrastada rente ao meu ouvido.
Ele se deitou, me puxando pela cintura para me acomodar em seu corpo. Eu estava completamente suada, cansada, dolorida, me sentindo suja, horrível, e ao mesmo tempo a mulher mais feliz do mundo em seus braços.
Me virei de frente para ele, e os nossos lábios se encontraram novamente, em um beijo calmo, e delicioso. A minha pele mai uma vez se arrepiou ao sentir o seu toque em minha coxa em uma caricia deliciosa. Definitivamente, eu posso sentir absolutamente tudo esta noite, menos arrependimento.


Bom, queria esclarecer uma coisa. Eu escrevi este cap umas 3 vezes, eu n sou de apagar capítulos, eu odeio, alem de ter demorado 3 dias para escrever antes de apaga-los. Geralmente posto o que escrevo, e bem, eu assumo, os hots's desta fic estão sendo um desafio para mim, para quem me acompanha desde Luxuria, vai notar a clara diferença. Obviamente a Cris, n e uma Mary da vida, mas, eu fiz o possível para agradar a todos, sem sair da personalidade calma da Cris. 
Espero que tenham gostado, sinto muito qualquer coisa.

sábado, 19 de setembro de 2015

O jantar! cap 32

Segui para o quarto infantil que eu mantinha em casa- o futuro quarto da Ari-, e peguei o presente do Dylan, já que estava indo ate la, por que não levar o presente dele?
Entrei na garagem com a chave do meu Malibu nas mãos, e parei em frente ao Maserati do Rafa, ele era lindo, na cor preta com o interior em vermelho, e tirando a Ferrari que eu dirigi com muito custo no dia da festa da Pam -já que ele estava bêbado-, eu nunca tinha dirigido nem o Bentley, e nem o Maserati. Então eu pensei, por que não hoje?

Entrei novamente, e fui ate o escritório onde ele guardava as chaves do carros, e peguei a do veiculo esporte que era de muita estima para ele, alias todos os seus carros eram. Eu acho que ele amava aqueles carros muito mais do que a mim mesma.
 Voltei para a garagem destravei o veiculo, acomodei o pressente do Dylan no banco do carona, e me sentei. Olhei o seu interior todo em couro vermelho, cheirando a carro novo, já que nem sempre era usado, me lembro de quantas vezes já tinha pedido para dirigir este carro, e a sua resposta era sempre a mesma. Não!


Sorri dando partida no carro, e abrindo a garagem com o controle interno. A noite estava linda, fria, mas muito linda, com o céu estrelado. Me concentrei em dirigir o carro, e não fazer nenhuma barbeiragem, e muito menos uma multa. O Rafael me mataria.
A minha sorte e que a casa do Peter era bem próxima, e em dez minutos eu estava estacionando no seu portão.

-Boa noite dona Crystal!-me cumprimentou assim que abri a janela do carro.

-Boa noite! Lonnie, não e?

-Sim! O Bruno esta a sua espera!

-Obrigada!-entrei com o carro assim que ele abriu o portão.

Dirigi ate a porta principal, onde dei de cara com o Peter, saindo de casa acompanhado do seu outro segurança, eles conversavam animadamente, e o Peter era somente sorrisos.

-Boa noite rapazes!-sorri saindo do carro.

-Boa noite! o segurança me respondeu, se eu não me engano ele se chama Dre.

-Uma bela mulher em um belo Maserati! Bela combinação!-sorriu. Boa noite!

-Também gosto dele!-abri a porta do carona pegando o presente do Dylan.

-Me deixe te ajudar com isto!

-Obrigada!-frechei a porta depois que ele pegou o embrulho.

-O que e isso?

-E uma lembrancinha para o Dylan!

-E maior do que ele!

-E quase maior do que voçe!-sorri e ele me encarou seriamente. E brincadeira!

-Olha o abuso, voçe esta no meu território hoje!

-Nossa vou me comportar!-sorri!

-Estou muito feliz em te-la aqui!-se curvou me roubando um selinho.

-Eu também por estar aqui! Cade o meu gostoso?

-Estou bem aqui!-balancei a cabeça sorrindo.

-Peter, Peter!-continuei andando, e ele parou.

-O que?-sorriu.

Não disse absolutamente nada, apenas sorri, e ele me alcançou dando passagem para entrarmos em seguida, já que estava começando a esfriar do lado de fora apesar do seu estrelado.
Seguimos direto para a sala de estar, e ele me pediu um minuto para colocar o presente do Dylan no quarto dele e subiu. Eu fiquei parada na sala, aproveitando para olhar melhor a decoração, já que no dia do aniversario da Pam, eu entrei aqui apenas uma vez, e para a minha surpresa ou não, a sua cara era muito bem decorada, e tinha alguns toques muito pessoais, tirando algumas coisas que lembravam muito o Hawaii.

-Olha quem veio te dar um oi pequena!-ele dizia enquanto descia as escadas com um embrulhinho nos braços.

-Meu amor!-me aproximei dele já no final da escada. Como voçe esta lindo meu anjinho!-acariciei a sua bochecha. Você não o acordou, não e?-olhei para o Peter.

-Não, quando cheguei no corredor o ouvi começando a chorar! Demorei por que o estava trocando.

-Tudo bem! Posso pega-lo?

-E claro, voçe nem precisa pedir!-sorri pegando o bebe no colo.

-Ele melhorou da febre?-perguntei sem olhar para o Peter. Melhorou?-o procurei com os olhos, e ele estava parado nos encarando, novamente. Peter?

-Oi?

-O que houve?-sorri.

-Já disse que vocês juntos parecem uma pintura de tão perfeitos?-apenas sorri.

-Seu bobo!

-E serio! Vocês são lindos!

-Obrigada! E a febre?

-O que e que tem?-distraído. Sorri.

-Melhorou?

-Sim! Ele só teve mais duas vezes, mas agora cessou de vez! Não e amor do pai?-ele se aproximou acariciando a sua cabecinha.

-Bruno, a mamadeira do Dy!-uma senhora entrou na sala com uma mamadeira nas mãos.

-Obrigado Rúbia! Ah, esta e a Crystal, minha amiga de infância la do Hawaii, ela veio jantar conosco esta noite!

-Claro, tudo bem minha filha?

-Sim, e a senhora?

-Bem, obrigada! O jantar já sera servido!-disse e logo se retirou.

-Quer dar a ele?

-Posso?- foi inevitável conter um largo sorriso no rosto.

-E claro que sim!-me entregou a mamadeira.

-Nem sei se me lembro como se faz isso!-sorri nervosa.

-Então me devolve, não vai afogar o meu filho com leite!

-Que horror Peter!-sorrimos.

-Eu sei que voçe consegue!-me incentivou.

Me sentei no sofá, arrumando o pequeno nos meus braços, ele me entregou a mamadeira, e assim que aproximei o bico dos seus lábios, ele já abriu a boquinha a procura do alimento. Sorri como uma boba sentindo a força com a qual ele sugava a mamadeira em minhas mãos. Em determinado momento ele abriu os olhinhos, em me encarou enquanto se alimentava, os seus olhinhos esverdeados, me fitaram intensamente, e eu senti o meu peito acelerar de uma forma diferente,deixando os meus batimentos descompassados, assim como quando eu vi a Ariel pela primeira vez. Pode parecer bobeira minha, mas eu senti como se algo me ligasse a ele de uma forma intensa, e apaixonante.


Levantei o olhar, e la estava ele mais uma vez nos encarando com um sorriso bobo nos lábios, se esticou um pouco acariciando o meu rosto, me fazendo fechar os olhos, eu sempre adorei sentir o calor do seu toque.

-Nossa ele chegou a suar!-sorri retirando a mamadeira vazia de sua boca assim que ele largou o bico, e a entreguei ao Peter. Agora voçe o coloca para arrotar, se ele golfar na sua roupa, e mais fácil de você se trocar!

-Que sacanagem, eu estava ansioso por esta parte!

-Imagino!-sorrimos. Ele tem refluxo?

-Não, e raro ele vomitar!

-Tem certeza?

-Sim, pode confiar!

O ajeitei em meu colo, me levantando e batendo de leve nas suas costas apenas para incentivar o arroto. Encostei o rosto proximo a dobra do seu pescoço, sentindo o seu cheirinho delicioso de neném.
Tendo o Dylan assim tão pertinho, sentindo a sua presença de forma tão gostosa, me faz lembrar que eu não posso ter o meu bebe, que eu não posso dar a luz a um presente destes, e que infelizmente eu nunca saberei qual e o prazer de amamentar um bebe diretamente do meu leite. Isso é terrível.

Parte Bruno

Eu estava me perguntando o por que, ela tinha resolvido vir ate a minha casa para jantar, depois de varias vezes dizendo não. Não que eu vá reclamar, longe de mim, eu só, achei estranho.
Ela estava linda em um vestido azul marinho e branco realçando as suas lindas curvas, seria uma missão quase impossível me controlar perto dela esta noite.
Enquanto ela lindamente embalava o Dy em seus braços, eu subi para pegar o seu bebe conforto que estava no meu quarto, e quando voltei ela ainda o acolhia em seus braços.

-Ele dormiu?-parecendo despertar dos seus pensamentos ela olhou em minha direção, enquanto eu colocava um bebe conforto ao lado do sofá.

-Não, só esta quietinho!

-Meu filho e um amor!

-Sim, sem duvidas ele é!

-Já posso servir o jantar?-a Rúbia mais uma vez adentra a sala.

-Tudo bem por voçe?-a encarei.

-Claro!-sorriu.

-Pode sim Rúbia, obrigado!

-Eu vou mandar servir, e levar este garotão para trocar a fralda dele, e voçe conseguir dar uma melhor atenção a sua convidada.

-Mas ele nem da trabalho!-sorriu beijando a sua testa.

-Verdade. Pode deixa-lo conosco, se precisar, eu peço pra voçe ficar com ele ate terminarmos de jantar! E eu o troquei quando acordou ainda agora!

-Tudo bem!-saiu em seguida.

-Eu não quero interferir na sua rotina com ele, eu só...

-Esta tudo bem!-me aproximei dela! Estou curioso para saber o que a fez decidir vir jantar aqui comigo esta noite! Ainda mais na minha casa!

-Não gostou da ideia? Se não gostou eu posso ir embora!

-Não se atreva!-sorrimos, eu me aproximei ainda mais dela acariciando o seu rosto, me inclinei para selar os nossos lábios, e ela fechou os olhos virando levemente o rosto, e eu beijei o canto dos seus lábios.

-Eu...

-Esta tudo bem...

Antes que eu terminasse de falar qualquer coisa, fui surpreendido com a sua mão em meu rosto, e logo os seus lábios nos meus. Me aproximei juntando um pouco mais os nossos corpos com cuidado, já que o Dy estava entre nos, e aproveitei para aprofundar um pouco mais o nosso beijo sentindo o sabor inconfundível dos seus lábios.

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O jantar estava sendo delicioso, tínhamos deixado o bebe conforto ao nosso lado ao pé da mesa, e enquanto ele esteve acordado, permaneceu ali, mas quando adormeceu, pedi que a Rúbia o levasse para o seu quarto, não gostava de vê-lo dormindo naquele bebe conforto, que de conforto só tem o nome.
A nossa conversa durante o jantar era a mais tranquila e amigável  possível, apenas lembranças boas que nos faziam sorrir, e lembrar do nosso passado de adolescente no Hawaii. Tempo muito bom!
Tentamos evitar todo e qualquer tipo de assunto que viesse a estragar o nosso jantar, eu estava muito feliz em te-la aqui, não queria estragar este momento.

-Acredita que ate hoje eu sinto a sensação do meu rosto ardendo de raiva quando vi voçe dando o seu primeiro beijo naquele garoto da nossa escola?

-Voçe viu?-quase se engasgou com o vinho.

-Sim, infelizmente sim!!

-Mikaya, nossa aquele beijo foi horrível!

-Imagino que sim, ele era estranho, como voçe conseguiu?

-Para com isso Peter!-sorriu. Ele foi embora da escola pouco tempo depois, nem sei o por que!

-Também não sei!-fiz cara de sínico, e ela notou logo que tinha dedo meu na parada.

-Desembucha!-o encarei, e ele gargalhou.

-Assumo, eu assumo! Depois daquele beijo eu o chamei, no intervalo das aulas, e disse a ele que se encostasse o dedo em voçe novamente, ele iria se arrepender...

-PETER!-sorri, e ela me olhou assustada, contendo um sorriso.

-Eu sei, eu sei, não deveria ter feito isso, mas eu era moleque e estava com ciumes! Muito ciumes!- eu tomei um gole do meu vinho, e a encarei em seguida.

-Eu também morria de ciumes de voçe!

Ela assumiu desviando os seus olhos dos meus com um sorriso bobo nos lábios, bebendo o conteúdo da sua taça. Ao final do jantar, perguntei se ela queria tomar mais uma taça de vinho comigo na sala eu queria aproveitar o máximo da sua presença esta noite.


O jantar estava sendo delicioso, em vários sentidos. A comida estava deliciosa, o papo delicio, as lembranças que estávamos tendo do passado então, nem se fala.
Notei que ela olhou no relógio, fiz o mesmo e notei que já passava das dez, provavelmente ele iria querer ir embora.

Você levanta o meu coração
Quando o resto de mim está pra baixo
Você, você me encanta, mesmo quando não está por perto
Se houver barreiras, vou tentar derrubá-las
Estou me prendendo a você, querido, agora sei o que encontrei

Sinto que somos próximos o bastante
Quero me prender no seu amor
Acho que somos próximos o bastante
Poderei me prender no seu amor, querida

-Acho que já bebi bastante Peter, ainda tenho que voltar dirigindo para casa!

-Só mais uma taça, por favor? E voçe nem vai agora não e?

-Eu pretendia!

-E claro que não, foi um sufoco para que voçe viesse ate aqui, e agora vai embora em uma horinha?

-Estou a quase três horas aqui Peter!-sorriu.

-Pois para mim, parecem apenas minutos!-disse já enchendo a sua taça. Vamos para a sala?

-Vamos!-nos levantamos. Não quero ir muito tarde para casa!

-Eu sei, o seu marido! Não sei nem por qual milagre voçe esta aqui!

-Na realidade, ele não esta na cidade!-parou de andar quando notou que eu não estava mais ao seu lado.

-Não esta?-cerrei os olhos.

-Esta em um congresso em Boston.

-Logo imaginei, e claro que voçe não viria aqui se ele tivesse em casa.-ela não disse nada, apenas tomou um gole do seu vinho me encarando. Não vejo motivos para sair correndo. Pelo contrario!-estiquei a mão em sua direção, na qual ela segurou um pouco exitante. Podemos conversar com calma, ou ate mesmo...

-Peter...

-Eu não disse nada!-me defendi.

-Eu te conheço!

Agora que eu tenho você no meu espaço
Eu não vou te libertar
Tenho você algemada em meus braços
Estou me prendendo em você

Estou tão capturado, embrulhado em seu toque
Me sinto tão apaixonado, me abrace forte em seu aperto
Como você faz isso? Você me faz perder o fôlego
O que você me deu para fazer meu coração bater fora do meu peito?

-Conhece mesmo Cris? Sera que estes anos longe um do outro, não me fizeram um novo homem? Duvido que eu ainda seja o mesmo de onze anos atras, assim como eu sei que voçe não e a mesma menina!-a puxei um pouco mais para perto segurando em sua cintura, eu estava sentindo o meu corpo implorar por ela, era algo incrível, como eu ainda a desejava. Voçe esta ainda mais gostosa, mais cheirosa, e eu sei que esta ainda mais deliciosa do que quando tinha apenas 16 anos!-disse rente ao seu ouvido dando selinhos em seu pescoço, já sentindo a sua respiração mais acelerada.

-Peter, não faz isso comigo, por favor!-coloquei a minha taça de vinho no aparador da sala, pegando a sua em seguida, colocando ao lado da minha.

-Por que?-continuei a beija-la subindo pelo seu pescoço, ate a orelha. Quero continuar o que paramos por duas vezes no seu consultório, aqui não terá ninguém para nos atrapalhar!-beijei o seu rosto ate chegar aos seus lábios, os selando rapidamente, eu não iria conseguir esperar, ou ate mesmo interromper algo desta vez.

-Tem sim, a senhora que esta adentrando a todo momento a sala. sorriu.

-Voçe gosta de uma desculpa hem?- a encarei.

-Não e desculpa. Só não quero ter a minha bunda exposta para quem quiser ver!

-Humm, já esta pensando em ficar nua para mim? Gostei disso!-sorriu.

-Seu louco!

-Fica tranquila, eu jamais deixaria que alguém visse esta sua bunda gostosa alem de mim!-mordisquei a sua orelha a fazendo gemer baixinho. Caralho Cris eu preciso de voçe! Preciso muito pequena, estou morrendo de saudades de voçe! São onze anos de espera para te-la novamente, e todas estas vezes que ficamos no quase, me deixaram com ainda mais vontade.

Sinto que somos próximos o bastante
Quero me trancar no seu amor
Acho que somos próximos o bastante
Poderei me trancar no seu amor, querida

Agora que tenho você no meu espaço
Não vou te libertar
Tenho você algemada em meus braços
Estou me prendendo em você

Agora que eu tenho você no meu espaço
Não vou te libertar
Tenho você algemada em meus braços
Estou me prendendo em você

Disse baixinho rente ao seu ouvido, deslisando a minha mão pelo seu corpo acariciando a sua coxa torneada por sima do seu vestido que a deixou deliciosamente sexy. Ela respirou fundo, deslisando a sua mão em minha nuca, passando a unha no meu couro cabeludo, me fazendo arrepiar. Porra ai e golpe baixo!

-Eu também!

Sua voz saiu quase inaudível, como se ela utilizasse o seu ultimo sopro de sanidade, para me dar esta resposta. Mas a sua resposta afirmativa, foi o meu passe livre para que enfim, eu pudesse te-la, para enfim, ter esta mulher para mim novamente, nem que seja apenas mais uma vez.

Segurei firme em seus cabelos, a deixando completamente presa a mim, e me deliciei ao ver a sua expressão de completa entrega, com os olhos fechados, a boca levemente aberta. A mão que esteva em sua cintura a puxou ainda mais para mim, facilitando o inicio do nosso beijo, um beijo apressado e cheio de saudade, cheio de desejo, ao menos eu a desejava muito, a desejava a muito tempo.


Com passos lentos, e desorganizados, consegui guiar-nos ate o sofá, onde a sentei, e aos poucos me inclinei sobre ela, a fazendo se deitar sobre o mesmo. Apoiei o meu peso no sofá, a beijando de forma mais tranquila, saboreando os seus lábios com gosto de vinho, sentindo o seu corpo sob o meu, o seu calor, as suas mãos passeando em minhas costas, pressionando as suas unhas que mesmo sobre o tecido de algodão que cobria o meu corpo, me fez arrepiar.
A minha calça estava mais apertada devido a minha excitação estar mais do que aparente, e todas as vezes em que pressionava o meu quadril contra o seu, me deliciava com um grunhido de prazer vindo de sua deliciosa boca, e isso, combinado com o calor que emanava de entre as suas pernas, me deixava louco de tesão, e de vontade de te-la aqui mesmo em sima deste sofá. Definitivamente eu precisava daquela mulher imediatamente.

Estou me prendendo em você
(Eu estou me prendendo)

Não vou te libertar de novo
(Eu não vou libertar)

Estou me prendendo em você
(Eu não quero libertar)

Não vou te libertar de novo
(Não vou libertar, eu não vou libertar)
(Não vou libertar, eu não vou libertar)

-Vamos para o meu quarto!-me levantei abruptamente de sima do seu corpo.

-Seu quarto?-pareceu meio confusa.

-Sim!-a segurei pelo pulso, a ajudando a se levantar.

-Não! Seu quarto não!-me encarou.

-Por que?

-Eu não quero ir para o seu quarto!

Paramos no meio da sala nos encarando, ela estava com a expressão seria e decidida, e isso me deixava com receio dela não seguir a diante. Não e possível que agora ela vai inventar alguma desculpa, e simplesmente ir embora.