Hoje era exatamente dia 05 de setembro Rafael, e eu estávamos comemorando 6 anos de casamento. Se eu estava feliz? Sem duvidas. Quando nos casamos eu achei que não duraríamos muito tempo, afinal, eu era uma mulher complexada, cheia de traumas, e ele com a sua total paciência e amor, cuidou devotamente de mim, e foi super carinhoso comigo em todos os sentidos, principalmente nas minhas crises de panicos, e uma das piores foi na nossa primeira vez. Pensei que nunca mais iria conseguir ter relações sexuais com homem nenhum, mas ele com o seu jeito amoroso de me tratar, foi tão carinhoso, e respeitoso comigo que aos poucos, e com uma boa dose de paciência, eu consegui me tornar dele.
Despertei calma, e preguiçosamente em minha confortável cama pela manha, me mexi com cuidado para não acorda-lo, mas me dei conta que estava sozinha, e isso era mais do que normal na data de hoje, afinal, todas manhas do nosso aniversario de casamento ele me acordar com cafe da manha na cama. Se bem que esta e a primeira vez que passamos o dia do nosso aniversario de casamento em casa, não sei como sera, mas de qualquer forma, eu vou permanecer aqui por um tempo.
Me virei permanecendo deitada, e não demorou muito para a porta se abrir, eu fechei os olhos fingindo que estava dormindo quando senti o cheirinho de cafe invadir o ambiente, e logo o movimento em sima da cama.
-Acorda minha preguiçosa linda.-ele beijou o meu pescoço, e acariciou o meu rosto.
-Bom dia.-sorri me virando para ele.
-Bom dia amor da minha vida. -olhou dentro dos meus olhos. Obrigado por estar ao meu lado por todos estes anos, por ser a minha amiga, companheira, por ser a mulher que me atura todos os dias, na saúde e na doença.-sorriu contornando o meu rosto com o indicador, e eu senti as lagrimas dançarem em meus olhos. Por ser paciente, e aturar as minhas loucas crises de ciumes, mas a culpa não e minha afinal, eu tenho a mulher mais linda, e especial do mundo. Obrigado por me fazer o homem mais feliz do universo!-sorri em meio as lagrimas que já escorriam. Que o nosso casamento permaneça feliz, e duradouro, que possamos ser felizes em todos os dias de nossas vidas. Eu te amo muito.
-Eu também te amo!-disse quase sem voz mediante as minhas lagrimas. Eu que agradeço por tudo meu amor, pela paciência no inicio do nosso relacionamento, por ser tão justo, e honesto comigo...
-Não agradeça meu amor, esta e a minha obrigação! Vamos tomar o nosso cafe? Hoje e o seu dia.
-O nosso dia.
-Não, só seu!-me deu um beijo intenso.
Tomamos o nosso cafe da manha em meio a muita brincadeira, e sorrisos. Era nestas horas que eu via como eu tenho sorte em ter o Rafa como marido, e eu me certifico de que eu não posso ser injusta com ele, não trai-lo, e jamais ceder a nenhuma investida vinda do Peter, ele era o meu amigo de adolescência, e isso que ele tem que permanecer.Para sempre.
Depois do cafe, tomamos banho juntos, e aproveitamos para começar o dia muito bem, sabe como e, nada melhor do que fazer amor com quem se ama.
Depois de trocados descemos as escadas e a primeira coisa que eu vi foram flores, muitas flores espalhadas pela minha sala, e algumas já acompanhadas de presentes. Era sempre assim, quando voltávamos de viagem todas as vezes tinham muitas flores e presentes nos esperando.
-Já estou quase me acostumando a ter a minha casa parecida com uma floricultura na comemoração do nosso casamento.
-Pensei que já tinha se acostumado.-sorriu me abraçando por trás. Mas voçe sabe que as flores mais bonitas sempre são as minhas, não e?-sorriu ao pegar um enorme buque de rosas vermelhas. Exagerado.
-Obrigada meu amor.
Vimos a Ana passar pela gente indo para a porta de entrada, e em seguida a abrindo, sorri quando ela recebeu mais um buque de flores sortidas, e uma caixa de presente na cor preta e um lindo laço vermelho. Ela agradeceu ao pegar o pacote, e entrou em seguida.
-Mais flores.-sorri. Flores são lindas, mas daqui a pouco a casa vai parecer que esta sendo arrumada para um velório.-Rafael me encarou.
-TPM?
-Desculpa.-sorri. Não, esta tudo bem.-peguei as flores das mãos da Ana.
-Vai abrir os pacotes agora?
-Mais tarde.
-Então vamos resolver as ultimas coisas para a festa de hoje a noite?
-Vamos. Ana, voçe poderia pedir alguém para colocar todos os pacotes, e as flores no quarto de hospedes?
-Claro!
O dia estava delicioso, faríamos a festa em casa mesmo como havíamos programado, e com o dia lindo seria apenas algo a mais para a nossa noite ficar perfeita.
Logo apos resolvermos os últimos detalhes para mais tarde, ouvimos a campainha tocar, e a Ana seguiu para a sala de estar.
-Sera que e mais presentes?-encarei o meu marido que tomava o seu suco calmamente.
-Não me olhe assim, voçe quem quis ficar por aqui, agora não da mais tempo de cancelar.-sorriu.
-Não vou cancelar.
-Amor da mãe!
-Mamãe.-me levantei indo braça-la. Este e o melhor presente, ter vocês aqui!
-Não poderíamos deixar de vir, não e?
-Claro que não. Papai.-o abracei enquanto o Rafa abraçava a mamãe. E ai meu irmão querido, pensei que ia ficar em casa jogando game.
-Bem que eu queria, mas a minha mãe não deixou.
-Que horror garoto, eu pensei que voçe me amasse.-o abracei.
-Nem sempre!-sorrimos.
O dia foi incrível, quando o pessoal da decoração chegou todos nos saímos para almoçarmos fora, e eu aproveitei a presença da mamãe, fomos lindas e maravilhosas para um salão. E claro eu não poderia deixar de recrutar a minha melhor amiga.
-Liz sua perua.
-Pare de implicar com a minha bolsa.-sorrimos. Ela tinha uma bolsa Prada linda, com estampa de oncinha, que a deixava mega perua, e eu falava somente para implicar.
-Esta bolsa e de perua amiga, aceita que dói menos.-sorrimos.
-Cala a boca Cris! Tia Laura, que saudades.-se inclinou beijando a mamãe.
-Tudo bem minha pequena?
-Tudo ótimo.
-Cade a minha filha?-perguntei distraidamente.
-Esta com o pai biológico amor, deixa dele sentir o prazer da vida.-sorrimos.
Em meio a muita fofoca fizemos cabelo, unha, maquiagem, massagem, banho de sais, enfim, o dia foi bem "dondoca". Detesto isso, mas só participei pelo simples prazer de estar ao lado delas.
Estava, terminando de passar o difusor no meu cabelo quando senti o meu celular vibrar. Pequei o aparelho, e olhei na tela constatando que tinha uma mensagem, e adivinha de quem era? Ele mesmo.
"Mas que mania feia que voçe tem de receber presentes e não agradecer. Ai depois liga para perguntar se estou com raiva. Peter"
Foi impossível não sorrir com a sua mensagem.
"Me desculpa, eu nem sabia que voçe tinha me mandado presente. Estou na rua, e assim que chegar em casa o seu será primeiro que vou abrir. Pode ficar tranquilo, não vou mais te ligar para saber se esta ou não com raiva de mim. Cris"
Enviei a mensagem, e deixei o celular na minha perna, mas não demorou muito para que ele desse sinal de vida novamente.
"Me deixe adivinha. -sim, estou com o indicador na testa rs- esta no salão? Pode ligar, eu sei que voçe me ama. Peter"
-Mãe, de um sorriso?-pedi, ela me olhou sorrindo, e eu tirei uma foto dela.
"Olha, ele e vidente agora. Pai Peter?rs. Para de se achar desta forma, fica feio. Olha quem esta aqui comigo. Cris"
Anexei a foto da minha mãe na mensagem, voltei a dar atenção a cabeleireira que terminava de arrumar o meu cabelo.
-Para quem voçe mandou a minha foto Cris, posso saber?-sorriu. Ou melhor com quem e esta troca de mensagens ai.-sorri.
-Mandei para o Peter mamãe.
-Sabia, estes estão um grude só tia.-pronto, Liz colocando lenha na fogueira.
-Mentira mãe, quase não nos falamos. E que ele vai ser pai, e eu cuido da gravidez da mulher dele.-fui interrompida pelo celular.
"Dona Laura! Diz a ela estou com saudades, e mais tarde eu pretendo beija-la demais, e ai do Senhor Keanu me impedir! Não estou me achando, eu sei que voçe e louca por mim! Peter"
-Ele disse que esta com saudades, e mais tarde vai te encher de beijos. -disse e reparei que elas estavam sorrindo de alguma coisa. Do que estão rindo hem?
-A tia Laura esta falando que tinha certeza que voçe iria casar com o Peter, e que vocês eram o casal mais lindo do mundo dançando Bee Gees no seu aniversario de 15 anos.
-Mamãe!
-Estou mentindo?
-Dona Laura, dona Laura, não me vá aprontar esta noite!.-sorrimos. e mais uma vez ele vibrou.
"Estou mentindo? Peter"
"Não vou te responder! Cris"
Tinha deixado a Liz em casa, e tínhamos seguido para a minha casa. Estava uma bagunça sem tamanho, mas enfim, era dia de festa.
§
Olhei no relógio do meu quarto, e ja era exatamente oito da noite, a festa já tinha começado, a casa estava bastante cheia, e eu estava me encarando no espelho com o meu vestido roxo de bojo preto, ele era bem, sexy para a ocasião, mas foi o meu marido que escolheu.
-Entra!
-A festa já esta cheia mulher, não descer não e?-Liz entrou no quarto. Nossa que linda!
-Obrigada. Eu já vou descer.
-E hoje que o Rafael enfarta de ciumes.
-Foi ele que escolheu o vestido, não posso fazer nada.-sorrimos.
-Me diga uma coisa?
-Claro!
-E aquelas trocas de mensagens hem?-a olhei pelo reflexo do espelho e ela estava sorrindo.
-Voçe não presta!-sorrimos. Ele me mandou um presente, e perguntou se eu tinha gostado. E a proposito, eu nem vi o presente ainda.
-Vai vê-lo agora.-se levantou.
-Não!
-Agora sim, daqui a pouco ele chega, e vai te perguntar de novo!
-Tem certeza que o seu sobrenome não e Hernandez?
-Absoluta, por que?
-Voçe e chata como ele!
-Cala a boca, voçe me ama.-me segurou pela mão me puxando para fora do quarto.
-Ainda fala como ele.-sorrimos. Os presentes estão no quarto de hospedes.
Entramos no quarto que estava ainda mais cheio de coisas. Eu me perguntei quanto tempo iria demorar para achar o tal presente do Peter. Mas claro que com a ajuda implacável da Liz, não foi tão difícil quanto eu imaginei.
-Achei. Esta escrito Peter, e Pamela. Parece nome de dupla country.-sorrimos.
-Só voçe mesmo.
Reparei que era a mesma caixa preta de laço vermelho que eu vi chegar mais cedo. Abri a caixa e vi algo embrulhado em papel de ceda vermelho, e por sima estavam dois ingressos para o show dele em Vegas, com direito a uma noite na melhor suite do hotel Chelsea.
-A cara do Peter.-sorri lhe mostrando os convites.
-Deixa o Rafael em casa e me leva?-sorriu fazendo voz chorosa.
-Fechado. -sorri.
-O que e este ai embaixo?
- E o que vamos descobrir.
Desembrulhei o que estava envolto no papel de ceda, e eu senti o meu queixo ir no solo, e quase literalmente.
-O que e isso?-levantei a peça na frente do meu rosto.
-E exatamente o que parece ser.-sorriu. Uma fantasia erótica de enfermeira. Eu amei!
-Ele e louco? O que ele tem na cabeça?
-Ele deve estar querendo que voçe cuide dele amiga.
-Não, isso aqui foi uma piada. Ele não acreditou que o Rafa estava doente, e isso aqui só pode ser uma das gracinhas dele.
-Ele deve estar insinuando que da próxima vez voçe coloque isso para cuidado Rafa. Ou dele!-sorriu.
-Liz. -gargalhou alto, e eu sorri. Eu vou devolver isso, ele que mande a noiva dele usar com aquele barrigão de quase seis meses.
-Não se ofenda!
-Não tem nem como eu me ofender com ele amiga, o Peter e assim mesmo. Impulsivo.
-Voçe vai devolver?
-E claro que sim!
-Para de palhaçada Cris, e só uma fantasia de enfermeira.
-Erótica. -coloquei a peça na frente do meu corpo. Os meus peitos vão saltar daqui de dentro...
-Filha?
-Oi mãe.-escondi a fantasia rapidamente.
-O que e isso?
-Nada.-disse apressadamente.
-O Peter deu uma fantasia erótica de enfermeira para ela.-Liz linguaruda do cacete.
-Cade?
-Mãe!
-Me mostra logo.-ela praticamente pegou a peça da minha mão. Seus peitos cão pular aqui de dentro.-encarou a fantasia.
-Me devolve isso mãe, ele e muito abusado, e eu vou devolver.
-Ta, depois voçe decide o que vai fazer com esta fantasia, agora vamos descer quase todos os convidados já chegaram.
Saímos do quarto e seguimos pelo corredor em direção a festa. Estava tudo muito lindo, iluminado, e devidamente decorado. Ótimo trabalho da equipe.
Descemos as escadas e logo de cara eu vi o meu marido, ele esticou a mão, com um lindo sorriso, e eu segurei a mesma, sendo acolhida em seus braços em seguida. Me senti um pouco sem jeito pela quantidade de convidados presentes, mas como ele mesmo disse esta manha "Hoje e o meu dia!".
Vi a minha mãe passar por nos dois a segui com o olhar, e a vi de braços abertos indo em direção a alguém, e quando olhei bem, senti o meu corpo se arrepiar. Ele realmente veio.
Parte Peter
Depois de arrumados, seguimos para a festa de casamento da Crystal, com o Rafael. Sinceramente eu não estava com um pingo de vontade de ir ate mandar o presente de aniversario, sei que talvez despertasse a fúria do marido dela, ou ate a dela mesmo, mas que se dane, não estou nem ai pra isso. Na realidade, eu queria era vê-la naquela fantasia para mim.
Chegamos na casa, segundo o endereço que estava no envelope, e a casa era enorme, estava muito bem decorada, com um ar sofisticado, e muito luxo. Devido a festa ser Black e tie -coisa que eu não curtia muito, afinal detesto gravata- tinham muitas pessoas bem arrumadas, mostrando como eram ricas de acordo com os carros que estavam parados na porta. Foda-se, eu também sou.
Entramos apos mostrarmos o convite, e o luxo se estendia pelo lado de dentro da casa. A Pam tinha me dito que ele gostava de mostrar o quanto tinha conseguido subir na vida, e agora olhando bem de perto, eu sei que isso aqui não e o ambiente da Cris, pelo o que eu conheço dela, ela não liga para tudo isso. Só se ela mudou, e mudou radicalmente.
Adentramos ao jardim, e logo a Pam encontrou algumas pessoas no qual ela conhecia, me apresentou a alguns médicos, e eu respondi educadamente por fora, mas por dentro estava pouco me fodendo para quele bando de soberbos de merda.
Sorri abertamente quando olhei para alto da escada, e a vi descendo os degraus, ao som de John Legend, ela estava simplesmente linda, com um sorriso estonteante nos lábios .O seu corpo perfeitamente moldado pelo seu vestido lindo e muito sexy. Como eu queria recebe-la no final daquela escada, mas o que me restava no momento era aplaudir o feliz casal assim como todos na festa quando ela terminou de descer as escadas sendo abraçado por ele.
Porem, o meu sorriso logo voltou ao meu rosto, quando ouvi o meu nome ser entoado por uma voz carinhosamente reconhecida, uma voz que eu amava tanto quanto a minha própria mãe.
-Peter.-Olhei para o lado e sorri.
-Dona Laura.
Nos abraçamos fortemente, e ela afagou os meus cabelos como fazia quando eu era mais novo, e eu sorri a abraçando ainda mais forte. Não falamos absolutamente nada, apenas nos abraçamos, nos afastamos milimetricamente, ela acariciou o meu rosto, e eu olhei em seus olhos, ela sorriu com os seus olhos um pouco úmidos e voltou a me abraçar, um abraço um pouco mais breve.
-Voçe continua lindo. Esta ainda mais lindo meu filho.
-Obrigado dona Laura, a senhora também esta linda, e o seu abraço continua o mesmo. Delicioso, e confortante.-sorri respirando fundo, confesso que vê-la depois de tantos anos mexeu comigo, senti nela uma presença materna muito grande.
-Obrigada meu filho, e que o meu carinho por voçe continua intacto. Acho que ele só aumentou a longo dos anos.
-Obrigado.-acariciei o seu rosto, e logo segurei em suas mãos. Como esta o senhor Keanu?
-Esta bem meu amor, ele esta por ai, me perdi dele quando fui la em sima chamar a Cris, que estava abrindo uns presentes.-ela sorriu, e eu temi que ela tivesse visto o meu, mas se ela não comentou nada, e por que não viu.
-Entendo, mulheres e presentes.-sorrimos.
-Adoramos, principalmente se for útil, e bem utilizado.-sorrimos. -Okey, agora eu tinha quase certeza que ela viu.
-Eu fiquei sabendo que a senhora teve mais um filho? -mudei de assunto antes que ela falasse abertamente, que viu a fantasia de enfermeira que eu tinha dado para a Cris.
-Sim, ele esta por ai também, e super grudado com o pai. E voçe, eu fiquei sabendo que sera papai em breve!
-Sim, claro so um minuto, vou apresenta-la. Pam?-chamei quando a encontrei conversando com uma moça. Pâmela?-ela me olhou e eu a chamei com as mãos.
-Oi amor.
-Pâmela, esta e a dona Laura, a mãe da Cris. Dona Laura, esta e a minha noiva Pâmela, e este e o nosso bebe, ainda não descobrimos o que sera. Esta com vergonha.-sorrimos.
-Não puxou ao pai certamente.-sorrimos novamente. Muito prazer querida, parabéns pelo bebe.
-Muito obrigada. Eu me consulto com a sua filha, ela e uma medica incrível.
-Obrigada.
-Peter.-ouvi uma voz grossa ao nosso lado, e logo me virei.
-Senhor Keanu!
-Como vai garoto?-apertou a minha mão me abraçando de lado.
-Muito bem, obrigado.
-Peter, este e o Michael, meu filho.-Dona Laura chamou a minha atenção.
-E ai cara?
-Nossa, e o Bruno Mars!-sorriu.
-Me conhece é?
-Impossível não te conhecer, sou o seu fã.
-Obrigado. Voçe também e bem famoso para mim, acredite.-sorri.
-Vamos cumprimentar o casal amor?
-Claro. Retornamos em breve dona Laura, quero matar a saudades da senhora.
-Volta mesmo.-sorrimos.
Eu olhei para eles e sinceramente, vê-lo com tantas mãos para sima dela me deixava muito incomodado, mas infelizmente eu não tinha outra opção, tinha que encarar o feliz casalzinho.
A medida que nos aproximávamos, eu via os seus olhos sem destino muito certo, ela parecia querer estar em qualquer lugar, menos ali, menos ao lado daqueles homens engravatados, que provavelmente estavam falando sobre lipoaspiração e silicone.
-Boa noite, viemos cumprimentar o casal.-Pam sorri fazendo as honras, enquanto o meu olhar se perdeu nela, já que ela não me olhou.
-Obrigado Pâmela, Bruno.-ele nos agradeceu. Sejam muito bem vindos a minha casa.
-Obrigado Rafael.-o cumprimentei, enquanto a Pam abraçava a Cris.
-Parabéns Cris.- a encarei franzindo o cenho.
-Obrigada Peter.-esticou a mão, e eu a cumprimentei com o aperto de mão, mas assim como tinha feito no aniversario da Pam, a puxei para um abraço.
-Espero que tenha gostado do meu presente.-disse baixo beijando proximo a sua orelha.
-Muito obrigada pelo presente, iremos usufruir com toda certeza.-sorriu, e agradeceu em um tom que todos a nossa volta pudessem ouvir. Merda talvez não tenha surtido o resultado que queria.
-O que o casal Hernandez nos presenteou amor?-e baby, o que eu presenteei a vocês? Pensei a encerando também.
-Eles nos presentearam com um maravilhoso show VIP, e uma noite na melhor suite so hotel Chelsea. Não e uma delicadeza meu amor?-quer dizer que ela estava mais soltinha esta noite? Vamos ver ate onde Cris.
-Muito obrigado.
-Imagina. Bem, vou voltar a falar com a dona Laura, que eu ouso dizer que e uma das mulheres mais belas da festa.
-Cuidado com a minha sogra.-ele disse sorridente.
-Fica tranquilo, mesmo onze anos depois eu permaneço sendo o querido da família.-engole e cala a boca.
Notei que a Pam me olhou com uma cara não muito legal. Dane-se, não falei nenhuma mentira, falei? E claro que não.
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