Era muito bom acordar sentindo o prazer de ser sua, o calor da sua pele na minha, dos nossos corpos em contato direto, ele sabia me dar prazer da melhor forma possível, conseguia me deixar incrivelmente saciada.
A sua boca deslizava pelo meu pescoço com beijos molhados, e leves mordidas, enquanto de nossas bocas saiam gemidos de desejo, e prazer mutuo.
Agarrei firme nos lençóis quando senti uma de suas mãos apertando a minha coxa, a suspendendo na altura do seu quadril, enquanto o sentir ir ainda mais fundo, me fazendo soltar quase um grito de prazer.
-Gostosa como sempre, caralho!-mordeu de leve a minha orelha, me fazendo arranhar as suas costas sentindo um arrepio delicioso.
-Ai amor, eu estou quase, faz mais rápido.-quase implorei quando senti que ele havia diminuído o ritmo de suas estocadas.
Obedecendo ao meu apelo, ele aumentou os seus movimentos, nos dando ainda mais prazer. Segurei com uma das mãos os curtos cabelos de sua nuca, quando senti o meu corpo se aquecer por completo, me fazendo fechar os olhos e aproveitar do delicioso orgasmo que me tomou por completo.
Com um gemido um pouco mais intenso, e os seus lábios próximos ao meu ouvido, chamando por mim, ele chegou ao seu prazer segurando firme em minha coxa, apertando com vontade, enquanto grunhia coisas desconexas em meu ouvido.
Me aninhei em seus braços quando ele se deitou ao meu lado, beijei o seu peitoral, e ele acariciou os meus cachos completamente bagunçados, me fazendo sorrir, beijou a minha testa levemente suada, me fazendo olhar para ele.
-Eu te amo!-disse seriamente olhando em meus olhos.
-Eu também te amo meu amor. Não duvide disso, por favor!
-Tudo bem. Me desculpe por ontem...
-Já acabou meu bem, não vamos mais pensar nisso... -antes que eu pudesse continuar a responder, ouvimos o telefone tocar.
-Telefone tocando a esta hora?-reclamou impaciente.
-Somos médicos meu bem, o telefone pode tocar a qualquer momento.-sorri.
-Ainda bem que não foi a alguns minutos atras.-sorriu.
-Seu bobo! Vai tomar o seu banho, eu vou atender.
-Tudo bem.-se levantou, e eu me virei para atender ainda apreciando a linda e redondinha bunda.
-... So um minuto senhora, eu vou ver se ela já acordou!
-Já sim, Ana, muito obrigada.
-Bom dia senhora.
-Bom dia Ana. Alo.
-Bom dia, é a Carmem, Cris. -Nossa advogada.
-Bom dia doutora Carmem. Alguma novidade?
-Sim!
-São da Caroline, não é?
-Sim.
-E ai, o qual foi a decisão da guarda de família?
-O casal que estava na frente da senhora e do seu marido, ficaram com a guarda provisoria dela.
-Não.
-Sinto muito Crystal, mas já tínhamos falado que haveria esta possibilidade.
-Eu estava tão esperançosa.
-Eu imagino que sim. Mas voçe e o seu marido, ainda estão na fila!
-Eu sei mas... Enfim, fazer o que?
-Eu sinto muito.
-Obrigada mesmo assim.
-Tenha um bom dia senhora García!
-A senhora também.
Desliguei o aparelho sentindo um vazio chato no peito, era a terceira vez que entrava alguém na nossa frente, e eu estava começando a achar que o problemas era a nossa maldita falta de tempo.
Sera que eu só vou conseguir ser mãe, quando eu largar o meu emprego?-questionei a mim mesma me sentindo uma derrotada. Mais uma vez.
-Quem era amor?-me perguntou ainda do banho.
-Era a nossa advogada.-me levantei da cama, e segui para o banheiro.
-O que ela disse?-abriu a porta do box me encarando, e eu o olhei sem animo algum- Não-ele já sabia exatamente o que esta minha cara queria dizer- Vem aqui meu bem.
Ele esticou o braço, e eu me aproximei rapidamente o agarrando com força começando a chorar. Deixei as lagrimas caírem sem pressa, lentas e doloridas, exatamente como estava me sentindo no momento. Só eu, e Deus, sabemos como eu quero ser mãe, e eu tenho certeza de que ele acha que eu ainda não estou capacitada para ser digna deste milagre.
§
-Bom dia meninas!
-Bom dia doutora García.-Sam, e Ash -as recepcionistas da clinica-, disseram juntas.
-A doutora Motta já chegou?
-Sim senhora, esta na sala dela.
-Obrigada meninas.
-Esta tudo bem doutora?-Sam me encarou com o seu inseparavel, e doce olhar-
-Vai ficar meu bem! Obrigada pela preocupação. -ela apenas sorriu em um esticar de lábios.
Segui para a sala da Liz, e bati apenas uma vez antes de abrir a porta, e encontra-la ao celular, provavelmente falando com o marido. Ela sorriu, e pediu que eu entrasse apenas movendo os lábios, e eu a obedeci me sentando na cadeira a sua frente. Acho que notando a minha cara não muito boa, ela logo encerrou a sua ligação.
-O que houve minha amiga?
-Tenho duas noticias para te dar.
-Já sei, pela sua cara, e uma boa, e outra ruim.
-Não, na realidade, e uma ruim, e outra mais ou menos.
-Por favor, começa com a ruim, eu gosto de sorrir depois de chorar.-se ajeitou na sua cadeira.
-Eu recebi uma ligação do concelho tutelar logo pela manha...
-Não!-pela minha cara ela já sabia o resultado da conversa, não seria a primeira vez.
-Sim, só para começar a foder com o meu dia.-coloquei as mãos no rosto.
-Ai amiga, sinto muito. -ela se levantou me abraçando em seguida, apos dar a volta em sua mesa.
-Estou arrasada, acho que vou desistir de ser mãe...
-Não fala isso, voçe nasceu para ser mãe, para ajudar a dar a vida. Já fez novos exames?
-Sim. Não tem mais jeito, não e mais reversível, eu fiquei estéril permanentemente.
-Voçe leu isso no exame?
-Eu não tenho coragem de abrir os resultados, e o Rafael que abre para mim. Eu simplesmente não consigo.
-Compreendo. Ai amiga não fica assim vai. Tenta de novo depois...
-Ela disse que ainda estou na fila.
-Então, quem sabe não acontece? Hum?
-Sera?
-E claro. Agora levanta este lindo rostinho, seca estas lagrimas, por que o dia só começou.
-Eu sei.-ouvimos batidas na porta.
-Pode entrar.
-Bom dia doutoras. -A Sam abriu a porta com um lindo buque de rosas vermelhas nas mãos.
-Meu marido?-Liz sorriu abertamente ao ver as flores.
-Na realidade, e para a doutora García.
-Pra mim?
-O Rafael, e um amor quando quer.-Liz sorriu indo para a sua cadeira.
-Obrigada Sam.-ela se retirou assim que peguei as rosas.
-Não sabia que vocês tinham se casado.- a encarei.
-Amigados com fé, casado é amiga, não complica!-sorrimos. Só ela mesmo para retirar um sorriso de mim hoje.
-Ta certo.-peguei o cartão.
-E ai, qual foi a declaração de amor desta vez no cartão?
-Vamos descobrir.-abri o cartão.
"Definitivamente, eu não tenho palavras para expressar o que senti quando enfim, te reencontrei. Quando enfim, me reconectei a voçe em forma de um forte e gostoso abraço. Senti tanta coisa junta, tantos sentimentos, que eu pensei não caber em mim de tanta felicidade. Voçe permanece tão, ou ainda mais linda do que antes, minha bela Cris.
Estou ansioso para revê-la, e eu espero que seja em breve. Beijos Peter."
Notei que ao lado tinha um numero de celular, provavelmente era o dele.
Senti cada parte do meu corpo adormecer, e os meus olhos marejarem. Que maldito poder ele ainda tinha sobre mim? Já tinham se passado dez anos, dez longos anos, e ele ainda me fazia sentir como uma adolescente boba, e apaixonada. Não, não apaixonada, eu não posso sentir tudo aquilo novamente, eu cresci, me casei, não posso.
-Peter, não posso!-disse em tom baixo completamente atônita ao ler o cartão.
-Peter? Que Peter?-Liz me encarou curiosa.
-Bruno.- a encarei sentindo os olhos arderem.
-Que Bruno?-fechei os olhos com força e não consegui conter que as lagrimas escorressem.
-Eu o encontrei. Esta era a noticia mais ou menos.
-Noticia mais ou menos voçe encontrar o Mars? O Bruno Mars? Meu Deus!-sorriu. Por que esta chorando? Melhor, por que ele te mandou flores? Voçe já respondeu o por que esta chorando?-ela parecia uma maquina de perguntas sem respostas.
-Liz.-deixei as flores na sua mesa e cobri o rosto com, as mãos.
-Ai amiga, eu to confusa, me ajuda a te ajudar?-sentou ao meu lado, me puxando para ficar a sua frente.
-A paciente do Rafa, na qual eu fui no aniversario ontem, lembra?
-Sim.
-Ela e a minha paciente também, e bem, ela e a noiva do Peter. Do Bruno.-ela me encarou boquiaberta. Ele estava la, obvio, e... Meu Deus, Liz!
-Se acalma amiga. Se acalma e me explica por favor.-me abraçou.
Expliquei a ela tudo o que aconteceu com riqueza de detalhes, e a cada coisa que falava ela me olhava de varias formas diferentes, hora feliz, hora confusa, e ate com raiva de mim, por não ter conversado melhor com ele, ela ficou. Mas no final das contas como uma boa amiga, ela me deu um copo d'água, e secou as minhas lagrimas com palavras de conforto.
-Fica calma amiga. Olha, ele mexe demais com voçe, e impossível acreditar que foi somente uma amizade muito forte, me desculpa...
-Ele foi o primeiro homem da minha vida.-assumi. Eu não queria que ninguém soubesse, e agora pronto, ele esta de volta, eu casada, ele vai ser pai. Eu... Ai Liz.
-Voçe esta a confusão em pessoa amiga!
-Eu sei!
-Voçe o ama?
-Amar? Não, eu sou casada.
-Não perguntei se era casada, perguntei se o ama?
-Não, ele so foi o meu primeiro...
-Me desculpa Cris, então tem algo inacabado ai. E isso é notório minha amiga, me desculpa, mas das duas uma.-ela me fez a encarar. Ou voçe da um jeito de sumir das vistas dele, ou vocês precisarão dar um verdadeiro ponto final, ou uma continuidade nisso tudo. Pelo o que eu vi, ele não esta disposto a te deixar ir.
-Não fala isso Liz, ele e noivo, esta construindo uma família.
-Tomara que ele pense o mesmo que voçe amiga.-o telefone da sua mesa tocou- Pois não Sam.
-(...)
-Tudo bem.-me encarou, e desligou em seguida.
-Sua paciente chegou.
-Obrigada.-passei as mãos no rosto pegando a minha bolsa, e as minhas flores.
-Tem certeza que esta em condições?
-Não, mas eu preciso.-ela apenas sorriu! Tenha um bom dia!
-Voçe também amiga.
Estas flores me deixou completamente sem reação. Eu não tinha noção do que fazer, de como agir, só sei que eu precisava ficar o mais afastada possível dele, não queria prejudicar o seu relacionamento, e muito menos o meu.
§
Tinha acabado de marcar quatro da tarde, quando eu terminei de atender a minha ultima cliente do dia. Estava começando a me preparar para ir pra casa, quando o telefone da minha mesa tocou.
-Pois não Sam?
-Tem uma ligação do marido de uma da pacientes para a senhora, ele deseja confirmar a consulta.
-Confirme Sam, esta parte e com voçe.
-Eu sei, mas e que ele faz questão de falar com a senhora, deseja lhe fazer algumas perguntas.
Respirei extremamente fundo, não gostava muito de atender aos maridos das minhas pacientes, geralmente eles não sabem de nada, e se desesperam por muito pouco.
-Pode passar Sam.
-Okey senhora.
-Alo.
-Espero que tenha gostado das minhas flores, afinal nem uma ligação de obrigado, eu recebi. Voçe já foi mais agradecida, doutora Crystal.-senti cada centímetro do meu corpo gelar de uma forma inexplicável. Não, aqui também não!
-Peter?-disse em tom extremamente baixo.
-Cris!
-Obrigada. Pelas. Flores.-disse pausadamente mediante ao meu choque.
-De nada.-soltou uma risada gostosa, parecendo ficando serio em seguida. Esta tudo bem?
-S-Sim. -pigarreei. Sim, esta!-respirei fundo recuperando a compostura- E voçe?
-Ótimo. Liguei por que queria marcar um almoço com voçe, o que acha?
-Almoço? Eu voçe, a sua noiva, o meu marido...-sorriu.
-Apenas nos dois!
-Peter, eu...
-Já sei o que voçe vai falar. O seu marido, e ciumento, e tal. Eu o compreendo perfeitamente, também morreria de ciumes de voçe. Na realidade, eu senti quando vi vocês se beijando. Assumo.
-Esta bêbado?-gargalhou. Pena que EU não estou achando muita graça., estava era assustada.
-Sempre gostei de falar o que penso. Na maioria das vezes.-sorriu. E agora estou ainda pior, pois não escondo mais nada!.
-Mas não me disse nada na festa.
-Não queria te ver desconfortavel baby. Mas se preferir no nosso proximo encontro, posso ser bem descarado, voçe sabe que consigo ser quando eu quero...
-Não!-sorri nervosa. Esta bom assim.
-E ai, sim ou não?
-O que?
-Desligada como sempre. O nosso almoço pequena?-Baby, pequena? O que ele esta tentando?
-Estou com a agenda completamente lotada esta semana.
-Pode ser um jantar, eu não ligo. Posso te pegar ai na clinica a hora que voçe quiser, sem problemas.
-Desculpa, mas terá que ficar para uma próxima oportunidade.
-E impressão minha ou voçe esta fugindo de mim?
-Eu? Fugindo de voçe? Que isso, e claro que não! -SIM. Eu só, não acho pertinente que eu sendo casada, e voçe noivo, estarmos em um jantar a sós.
-Somos amigos Cris.
-Mas provavelmente não sera isso que vão achar.
-Foda-se o que vão achar. Não me incomodo mais com isso, já perdi muito em pensar assim.
-O que voçe perdeu?
-Tempo. Um precioso tempo com voçe no passado.-porra, porra, porra, porra.
-Peter...
-Sim, ou não?
-Não! Si. Sinto muito.-porra Cris, firmeza.
-Tudo bem, não vou insistir mais. Quando voçe estiver pronta para conversarmos estarei a sua espera.
-Estou em um dia não muito bom hoje, me desculpa se estou sendo grosseira.
-O que voçe tem pequena?
-Problemas pessoais.
-Obrigado pelo fora.
-Não. Me desculpe Peter. E um assunto complicado.
-Tenho bastante tempo, estou no carro em Nevada, indo para o estadio onde sera o meu proximo show.
-Voçe esta em Nevada?
-Sim!
-E esta me chamando para almoçar?
-Sim, estou te chamando com antecipação, voçe tem ate o dia 18 para pensar, sera quando volto para Los Angeles. Por isso não levei em consideração o seu não, tão prematuro!-sorriu abertamente.
-Voçe e louco!-sorri.
-Eu preciso programar a minha vida com muita antecedência baby. E eu quero, e preciso ter um tempo só meu, e seu.
-Peter.
-Voçe tem quatro dias para pensar Crystal. Vai me falar ou não o que esta acontecendo?
-No final dos quatro dias, se eu for almoçar, ou jantar com voçe, eu te conto.-mordi o lábio inferior sorrindo. Ele e completamente louco.
-Voçe vai!-sorrimos-
Depois de nos despedirmos, finalizamos a ligação,eu terminei de arrumar as minhas coisas para ir embora, e durante o trajeto de volta para casa, foi impossível não pensar na sua proposta. Confesso que o seu convite ficou na minha cabeça, e eu fiquei mais do que tentada a aceitar, mas eu realmente acho que não seria uma boa ideia. Não ainda.
Fiquei completamente assustada com o que senti, e sinto em relação a ele. Sinto que se por acaso ficarmos sozinhos por minimo de tempo possível, algo de que eu possa ou não me arrepender, acabara acontecendo.
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