Coloquei a Ari no chão, e sustentei os seu olhar que parecia confuso, e ate mesmo perdido. Coloquei a bolsa do Dy sobre o sofá que estava ao meu lado, e caminhei em sua direção que não esboçou nenhum movimento para se afastar, ou algo parecido. A abracei fortemente, e acariciei os seus cabelos quando a senti soltar o ar pesadamente contra o meu peito, me abraçando forte em seguida. Beijei o topo da sua cabeça acariciando as suas costas, quando a senti me abraçar um pouco mais forte.

-Estava preocupado com voçe amor!-disse baixinho, e ela apenas balançou a cabeça. O que esta acontecendo minha pequena?-segurei na lateral do seu rosto fazendo ela me encarar, e me surpreendi ao vê-la chorando. Cris...
-Acho que vocês precisam conversa, não e minha filha?-dona Laura acariciou as suas costas e ela apenas concordou com a cabeça.
-Então vamos conversar, na realidade,. eu realmente vim ate aqui para isso,. para conversar com voçe, e saber o que esta acontecendo.
-Vem comigo.-ela deu um passo para trás olhando em meus olhos. Vamos para o meu quarto...
-O Dylan, ele...
-Fica tranquilo meu bem, ele já fez novos amigos. -olhei para o lado, e ele estava quietinho no colo do senhor Stew vendo desenho.
Ela segurou em minha mão e subimos as escadas. Depois de cruzar um pequeno corredor, entramos em um quarto branco com uma cama de casal, alguns móveis, TV, enfim poucas coisas por ali naquele dormitório simples.
-Senta!-ela apontou para a cama pegando uma cadeira que estava na penteadeira, sentando de frente para mim na cama.
-O que esta acontecendo, voçe esta me deixando tenso.-a encarei seriamente.
-O que eu tenho para te falar não e fácil!. Bom, pra mim e difícil de falar, e facil lhe dar! Sera maravilhoso de todas as formas para mim, mas eu não sei como sera a sua reação, a sua opinião, o seu modo de encarar...
-Por favor Cris, fala logo!-eu estava começando a ficar impaciente.
-Eu não sei por onde começar!-lamentou franzindo a testa.
-Que tal pelo começo?
-Ai que esta, pode ter vários começos, mas só tem um fato.
-E qual e o fato! Por favor, fala logo, eu estou começando a achar que eu sai de Los Angeles, para vir ate aqui levar um glorioso, e definitivo pé na bunda...
-Não!
-Então fala!
-O fato e que eu...-ela me encarou, e sorriu sutilmente. Eu vou ser mãe novamente Peter, mas desta vez, o meu bebe sera biológico. Eu estou gravida Peter!.-ela disse e eu senti o meu chão se abrir, eu não poderia acreditar que ela estava gravida dele, ou melhor que ela estava gravida.
-Impossível, como? Voçe disse que era estéril, voçe me contou tudo aquilo que aconteceu a anos atras, e disse que tinha ficado estéril! Eu não estou entendendo!
-Calma, eu vou te explicar...
-Eu não acredito que voçe esta gravida dele, não acredito!-passei as mãos pela cabeça me levantando,l isso mudaria tudo. Tem certeza, voçe fez os exames?
-Eu fiz Peter, eu estou gravida, e pela contagem, e de quase três meses.
-Mas e agora? Isso muda tudo, estava indo tudo bem entre nos dois, tínhamos planos.-a encarei.,m eu estava muito mal. Ou melhor, eu acho que tínhamos...
-Calma Peter, me deixe te explicar!
-E tem explicação?-eu estava frustrado, e decepcionado, certamente ela iria optar por ele, e tudo o que passamos ate agora serviria de nada.
-E claro que tem!
-Va em frente! Tente me explicar
-Eu descobri que estava gravida na sexta feira, eu vinha passando mal a alguns dias, eu estava menstruando normalmente, e por isso pensei que fosse normal, mesmo sentindo os sintomas de uma gestante seria completamente anormal no meu caso, afinal, eu era estéril!
-Era...
-Mas para a minha surpresa, a Liz me obrigou a fazer um exame de gravidez, e ele deu positivo.-ela sorriu acariciando a sua barriga inexistente, e eu senti o meu peito apertar, doer de verdade. Eu assumo, eu corri para casa feliz da vida, com o resultado em mãos, eu estava feliz pela minha gravidez, e não por ser dele, e eu só contei para ele, por que ele era o pai, ou poderia ser!
-Como poderia ser?
-Nos transamos sem preservativo Peter, esqueceu?-ela me encarou, e eu senti uma pontinha de esperança brotar em meu peito.
-Não! Eu não esqueci! -sorri em meio a minha confusão.
-Eu contei para ele que estava gravida, e bem...-ela ficou extremamente seria. Ele quase me bateu!
-O que?
-Ele me xingou de varias coisas, e me expulsou de casa com a Ari!
-Ele e maluco? Mas...
-Ele mentiu para mim Peter, ele mentiu para mim por longos anos, ele mentiu diariamente, mentiu semanalmente, mensalmente, anualmente ele mentia para mim o tempo inteiro...
-Eu não estou entendendo! Estou, mas...
-Sempre Peter, eu sempre pude ter filhos, eu era normal, a minha esterilidade, durou apenas 2 ou 3 anos, e depois disso, eu estava apta para ter uma gestação! Ele era o estéril, era ele que não poderia ter filhos, por isso eu nunca engravidei. Esta me entendendo?
-Eu...
Eu estava completamente perdido, a minha cabeça estava girando, as minhas mãos estavam suadas, e a minha respiração estava um pouco falha. Okay, estava muito falha! Sera que era realmente isso que eu estava entendendo.
-Eu estou entendendo certo? Voçe vai ser mãe, de um filho meu?
-Isso, exatamente isso!-senti o meu corpo ser invadido por uma onda de emoção que foi impossível me controlar, e eu simplesmente me levantei a abraçando ainda sentada. Voçe...
-Shiii, não fala nada!-beijei o seu rosto, e olhei em seus olhos. A mulher que eu amo, e sempre amei, vai me dar um filho, um filho só nosso.-me ajoelhei a sua frente ficando entre as sua pernas, a abraçando pela cintura, e beijando a sua barriga. Por favor, me diz que ele não faz mais parte das nossas vidas!-a encarei sentindo os meus olhos marejarem.
-Não, ele não faz!-vi as primeiras lagrimas caírem de seus olhos.
-Eu te amo tanto!-senti os meus olhos arderem e a emoção tomar conta de mim, assim como dela também. Eu amo vocês, amo vocês quatro!-sorrimos em meio as nossas lagrimas, e a beijei em seguida. Por que voçe não me falou logo, por que não foi para a minha casa?
-Eu fiquei com medo!
-De que?
-De voçe não aceitar a ideia de ter mais um filho, ou achar que eu poderia estar...
-Não acredito que voçe pensou isso! Eu já tinha te dito que ter um filho com voçe seria maravilhoso...
-Eu sei, eu só me desesperei. Desculpa!
-Só vou te desculpar se voçê me beijar novamente, mas eu quero "o" beijo!
-Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo, e jamais vou cansar de te dizer isso!
-Eu também te amo muito, e amo a família que estamos construindo.
Ela acariciou o meu rosto, e eu fechei os olhos sentindo a maciez de suas mãos em contato com a minha pele, e logo em seguida senti a sua respiração rente a minha, seguido dos seus lábios nos meus em um selinho demorado, que logo evoluiu para um beijo mais intenso, cheio de saudade, cheio de expectativas. Um beijo que marcava o inicio de uma nova vida ao seu lado, uma vida juntos, uma vida que eu não sei se estou pronto, mas que certamente eu estou ansioso para ter.
§
Depois de mais ou menos meia hora conversando, fomos interrompidos pelo Michael batendo na porta, dizendo que a dona Laura estava chamando para o almoço. Descemos as escadas para nos juntarmos a família, tínhamos decidido manter as coisas como estavam, ao menos ate contarmos tudo o que estava acontecendo para a Ariel, afinal ela era uma crianças, uma criança esperta, inteligente, e por isso precisa de atenção em certas coisas em relação ao dialogo, e uma provável troca de parceiro de sua mãe, pode ser um pouco complicado para ela entender logo de cara. Ou não!
O almoço estava delicioso, assim como eu me lembrava que era o tempero da dona Laura. Nos tratamos normalmente a mesa, tirando alguns olhares que foi impossível desfaçar, eu estava muito feliz para fingir algo, e sinceramente, no fundo eu não estava nem um pouco a fim de fingir alguma coisa. Enfim, eu tinha a mulher que eu amava só para mim, somente para mim, e o melhor, esperando um filho meu. Isso era motivo de muita felicidade.
- O almoço estava delicioso Dona Laura. Comida caseira e sempre maravilhosa!
-Fala logo que voçe ama comida Peter!-a Cris sorriu ao meu lado.
-Sim, eu assumo, mas a da sua mãe, e deliciosa!
-Obrigada meu amor! Eu fiz com carinho redobrado por que era para você!
-Hey mulher, como assim?-senhor Stew sorriu a encarando.
-Não reclama, eu sempre cozinho para voçe, e quando recebemos visita e outra coisa. A proposito, voçe vai dormir aqui, não e?-Me encarou.
-Sim, vou sim! Tomara que o Dylan se comporte, não e amor do pai?-olhei para ele que estava no bebe conforto, e ele olhou para os lados a procura da minha voz.
-Tadinho, ele esta te procurando!-a Cris sorriu se levantando para pega-lo. Vem meu amor, o seu pai, e um chato!-ela ficou de pé com ele no colo, apos beijar a sua cabeça, e eu sorri como sempre ao encara-los. Minha família.
-Quer um babador?-o senhor Stew me encarou.
-Como assim?-o encarei.
-Voçe encarando eles, esta quase babando.-sorrimos.
-O que eu posso fazer se eles são lindos juntos! O senhor não acha, eu acho!
-Eu acho que vocês 4 são lindos juntos!-dona Laura sorriu nos encarando.
-Mamãe!-ela a advertiu com um sorriso, parecendo ficar constrangida.
-Não estou mentindo, estou?
-Não, ela não esta!-disse mais proximo ao seu ouvido.
-A Ari, ainda preciso conversar com ela.-disse mais baixo.
-Conversar o que mamãe?-ela a encarou. Já disse como achei lindo, ela chamar a Cris de mãe? Sim, era lindo.
-Acho que voçe deveria conversar com ela minha filha!-o seu pai, sorriu lhe passando confiança.
-Esta certo! Vamos conversar só nos duas la fora?-ela se levantou me entregando o Dy.
-Eu acho que vocês três deveriam estar juntos, e bom que faz uma coisa só!
-Voçe quer vir conosco?-ela me encarou.
-Voçe quer que eu vá?-ela apenas maneou a cabeça positivamente.
Ela deu a mão para a Ari, eu as segui com o Dy, ainda ainda em meu colo. Seguimos para o jardim, na parte de trás da casa, onde estava meio nublado, parecia que iria chover ate a noite, mas o clima estava perfeitamente agradável.
Nos sentamos em um banco comprido que tinha na varanda, e invertemos os filhos, ela segurou o Dylan, e eu coloquei a Ari no meu colo.
-Parece que vai chover mais tarde!-disse despreocupadamente tentando deixar o clima mais tranquilo para a Cris.
-Ainda bem que voçe vai dormir aqui!
-Sim!
-Vai mesmo tio?
-Sim meu amor!
-Que legal!-levantou os bracinhos. Minha princesinha.
-Parece que mais alguém gostou da ideia!-sorrimos ao ouvir o Dy dar um gritinho estridente. Então meu amorzinho, a mamãe queria te contar uma coisa um pouco complicada, e eu queria a sua total atenção, tudo bem?
-Sim mamãe!-ela a encarou atentamente.
-Então, lembra quando voçe disse que a mamãe parecia com uma princesa?
-Sim, voçe e linda como uma princesa.-sorri. Ela tinha rasão.
-Então, digamos que a mamãe, estava amando o príncipe errado, e que na verdade, o príncipe que ela pensou amar na realidade, ela só sentia um carinho especial, e não era amor de verdade.
-Hum!
-Voçe entende?
-Acho que... Não sei!-a encarou parecendo confusa, e eu sorri.
-O príncipe que a mamãe pensou amar, era o Rafael...
-Voçe não amava o tio Rafael?
-Não meu amor.
-Ufa, que bom, ele era muito malvado as vezes!
-Eu sinto muito por isso meu anjinho!
-Ele não vai mais ser malvado com voçe meu amor!-eu a abracei.
-Voçe e sempre muito bonzinho comigo tio, é por isso que eu gosto muito mais de voçe!
-Eu te amo minha princesinha!-beijei o seu rosto.
-Então, o Peter, e eu nos conhecemos a muitos anos atras, ainda eramos bem novinhos...
-Como eu?
-Um pouco mais velhos, mas era pouco!
-Voces eram amigos?
-Sim, eramos muito amigos, e com o passar dos anos, a nossa amizade evoluiu para um carinho muito grande, que virou amor.
-Vocês já se amaram?-ela nos olhou confusa.
-Sim, muito, a sua mãe, e a mulher que eu mais amei.
-Nossa, mais do que chocolate?-sorrimos.
-Muito mais!-afirmei.
-Então meu anjinho, o Peter e eu nos afastamos, ele teve que ir embora de onde morávamos, e acabamos perdendo o contato, e com isso, muitas coisas aconteceram em nossas vidas, eu acabei crescendo, e me casei com o Rafael, assim com ele encontrou a mãe do Dylan, que agora e uma estrelinha la no céu.
-A mamãe do Dylan foi morar com o papai do céu?
-Foi meu amor!
-Mamãe, bem que voçe poderia ser a mãe do Dylan também, seria muito legal!
-Voçe acha isso?
-Acho, mas o tio Rafael vai ficar bravo!
-Meu amor, eu e ele, não estamos mais juntos, por isso viemos para a casa dos seus avos, por que ele foi viver a vida dele, e nos vamos viver a nossa...
-Não vamos mais ficar com ele?-ela sorriu abertamente.
-Não meu amor!
-E vamos ficar com quem, aqui na casa da vovô?
-Voçe não gosta daqui?
-Gosto, mas quero ir para a escola!
-Eu sei meu bem, voçe vai, temos que dar um jeito de voltarmos! Mas concluindo a minha historia com o Peter, o fato e que agora nos reencontramos, e descobrimos que o que sentíamos a anos atras, ainda existe.
-O que? O amor?
-Isso mesmo! Eu descobri, que ele e o meu príncipe de verdade!
-Ficar juntos como uma família, eu, voçe, a mamãe, e o Dy?
-Sim!-ela confirmou.
-Seria "maravilindo"!-sorrimos.
-"Maravilindo"?-ela a questionou.
-A Alicia que fala assim!
-Então, a ideia e boa Ari?- agora foi a minha vez de perguntar.
-Sim!-ela me encarou. A ideia e muito, muito boa, por que eu amo voçe, por que voçe sempre me trata bem, sorri pra mim, faz carinho no meu cabelo, diz que me ama, e me chama de anjinho. -senti os meus olhos arderem. Sabe tio, eu sempre sonhei com uma família quando estava no orfanato, eu pedia ao papai do céu uma mamãe linda, que me amasse, e cuidasse de mim, que me desse beijinho de boa noite, lesse historinha pra mim, ou simplesmente deitasse ao meu lado fazendo carinho na minha cabeça ate que eu dormisse, e ele me deu a minha mamãe!-ela olhou para a Cris que já chorava. E eu pedia um papai que me desse atenção, que sorrisse para mim, que brincasse comigo, que desse abraços quentinhos!-sorrimos. Que me olhasse da forma que voçe me olha.-ela me encarava. Me olha com carinho. E é por isso que eu adoro a ideia de ver vocês dois juntinhos, por que eu vou ter a família mais perfeita do mundo!-ela colocou a cabeça no meu peito, e eu fechei os olhos sentindo as lagrimas escorrerem dos meus olhos, definitivamente, ela e uma criança maravilhosa.
-Não chora meu amorzinho!-ouvi a voz falha da Cris, e passei a mão no rosto tentando me recompor, mesmo ela tendo falado coma Ari. A mamãe tem uma noticia para te dar!-ela fungou, passando as mãos nos olhos.
-Qual?-os seus olhinhos curiosos também estavam molhados, e eu passei a mão os secando, a fazendo sorrir.
-A mamãe, e o Peter, vamos ter um bebe!-ela a encarou, e o seu sorriso desapareceu.
-A cegonha vai te trazer um bebe mamãe?-sorrimos.
-O bebe esta aqui, e quando ele estiver prontinho, a cegonha vai ajudar ele a nascer!-coloquei a minha mão sobre a sua que estava na barriga.
-Voçe vai me mandar de volta para o orfanato mamãe?-lea fez uma carinha triste.
-E claro que não meu amor, voçe é a minha filha, é o meu chão, o meu teto, é o meu tudo, eu te amo mais do que a mim mesma, eu jamais me separaria de voçe meu amor! A mamãe te ama!
-Jura pra mim?
-E claro que sim!
-De dedinho?
-Com todos os dedinhos!
-Nos jamais vamos te deixar meu amor, voçe é tudo pra nos!
-Pra voçe também?-ela me olhou surpresa.
-E claro meu amor!
Beijei a sua cabeça, e os abracei da forma que conseguia devido a posição que estávamos, definitivamente cada um deles tinha a melhor parte de mim, eles são tudo o que eu preciso para seguir em frente.
Coloquei a mão em sua nuca, e ela sorriu me encarando, me aproximei dela ainda com a Ari em meu colo, o Dy no seu, e a beijei devagar em um selinho demorado.
-Eu amo vocês!
-Nos te amamos!-ela acariciou o meu rosto.
Vi o sorriso da Cris tom aro seu rosto por completo quando a Ari desceu do meu colo, e beijou a sua barriga, fazendo um carinho na mesma.
-Eu te amo bebe!-ela sussurrou.
Estávamos completamente emocionados, foi muita informação em apenas uma tarde. Mas definitivamente, foi uma das melhores tardes da minha vida, por que eu estava com as pessoas que mais amo.
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