quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Meu presente. cap 47


 

As suas mãos passeavam em meu corpo com pressa e desejo, enquanto as mesmas retiravam a minha blusa deixando os meus seios a mostra, que ele não perdeu tempo em beijá-los, e sugá-los, deixando a minha pele arrepiada devido a deliciosa sensação que senti. Fechei os olhos inclinando a cabeça para trás, segurando firme em seus cabelos, enquanto a sua boca passeava pela minha pela a umedecendo, e me deixando completamente arrepiada.

As suas mãos se enfiaram no elástico do meu short, o deslizado pelas minhas pernas, ate que eles tocassem o chão. Beijos foram desferidos pelas mesmas, enquanto ele voltava ao seu ponto inicial, a minha boca, onde ele não perdeu tempo em beijar, e morder de leve o meu lábio inferior.

Ele segurou em uma de minhas mãos me virando de costas para ele, deixando os meus seios grudados na parede fria do quarto, me fazendo gemer devido ao arrepio que senti subir pela minha espinha, quando a sua boca encontrou o meu pescoço. Senti uma de suas mãos passearem pela minha barriga, e logo invadir a minha calcinha fazendo movimentos lentos, e torturantes em meu clitóris, me fazendo morder os lábios para não gemer muito alto, e correr o risco de acordar o Dylan.

Por puro reflexo curvei o meu corpo para trás, e ele pressionou a sua deliciosa ereção em minha bunda. Caralho, como eu o queria.

Os seus dedos ágeis trabalhavam em meu clitóris me deixando completamente molhada, eu estava muito excitada, e a única coisa que eu queria era ele dentro de mim, me dando prazer.
Virei-me de frente para ele, mesmo contra a sua vontade, retirando a sua mão da minha calcinha, e sem retirar os meus olhos dos seus, retirei a sua bermuda juntamente com a sua box, vendo o seu delicioso pau pular para a liberdade do tecido, com a glande úmida, e muito convidativa. Sem pensar duas vezes eu o segurei com vontade fazendo movimentos masturbatórios, me abaixei a sua frente, para logo em seguida passei a língua na glande, o ouvindo soltar o ar baixinho em forma de prazer. Tentei acomodá-lo o máximo possível em minha boca, movimentando devagar inicialmente, e logo as suas mãos estavam emaranhadas em meus cabelos, e os seus quadris se projetando para frente, no intuito de mais prazer, e eu fiz o possível para lhe dar.

O seu pau latejava em minha boca quando ele puxou de leve os meus cabelos me fazendo levantar, beijou a minha boca com vontade, logo em seguida, me virou novamente de costas puxando o meu quadril contra o seu, retirou a minha calcinha, e em seguida o senti me invadir devagar, centímetro por centímetro, me fazendo gemer baixo, fazendo ate o meu couro cabeludo arrepiar.


Entrando e saindo devagar, ele parecia saborear cada centímetro do meu corpo, assim como eu o saboreava, o sentia, e o desejava ainda mais a cada segundo. Me apoiei melhor na parede quando senti as suas mãos se firmarem em meus quadris, e os seus movimentos ficarem mais acelerados, intensos, e prazerosos. A minha boca salivava, e a vontade de gemer mais alto, ou simplesmente clamar pelo sou nome me possuíam, e o fato de não poder me soltar completamente estava me deixando louca, mas de uma forma positiva, parecia que estava mais excitante, mais gosto.

As suas mãos agarraram em meus cabelos, os puxando sem muita força contra si, e logo em seguida senti a sua boca em meu ombro desferindo uma dolorida e deliciosa mordida seguida de um chupão, quebrando o meu alto controle, e me fazendo gemer mais alto.

-Doeu?-perguntou rente ao meu ouvido.

-Foi delicioso!-sorrimos, e eu permaneci de olhos fechados.

Ele me virou de frente para ele novamente, segurando uma de minhas pernas na altura de sua cintura, me penetrando novamente, com força, e vontade. Fechei mais uma vez os olhos para aproveitar o momento, mordendo os lábios, eu tentava conter os gemidos que escapavam baixinho entre os dentes.

 As suas estocadas eram intensas, e prazerosas, o meu corpo estava começando a aquecer violentamente, deixando o ar escasso. Estávamos ofegantes, mas sem duvidas parar para respirar era a única coisa que não estávamos dispostos a fazer.
Segurei firme em sua nuca enquanto ele investia ainda mais rápido, praticamente retirando o meu pé do chão.

-Peter!-disse baixo rente ao seu ouvido.

-Goza pra mim meu amor, seja minha pequena!

 

Comecei a beijá-lo enquanto ele ainda investia com vontade, apertando a minha coxa. Beijei os seus lábios com intensidade sentindo o orgasmo me tomar por completo, o nosso gemido se perdeu em nossos lábios, enquanto ele dava estocadas funda, e lentas, anunciando que também tinha chegado ao orgasmo.

Ele soltou a minha perna, e eu me recostei na parede sentindo o meu peito se acalmando gradativamente. Respirei fundo acariciando os seus cabelos, já que o seu rosto estava enterrado em meu pescoço.

-Espero não ter te machucado amor!-beijou o meu pescoço. Ou ao nosso bebe!-sorri.

-Esta tudo bem! Fica tranquilo!-beijei s seus lábios. Ainda bem que não acordamos o Dylan!

-Ele tem o sono pesado!-sorriu olhando para trás.

-Isso e realmente muito bom, sabia?

-O que?

-Estas variações de posições para fazermos amor!

-Você nunca...

-Digamos que sempre foi bem tradicional!

-E sem graça!-apenas concordei. Farei o possível para deixar a sua vida sexual bem agitada!-sorrimos quando ele beijou o meu queixo.

-Louco!

-Por você!

§

Depois de mais um banho, com apenas mãos bobas, e beijos quentes, nos trocamos, e nos deitamos deixando o Dylan, entre nos dois. O Peter não curtiu muito a idéia, mas como a minha cama era no meio do quarto, não tínhamos outra opção.
Ele pairou o braço sobre o filho segurando minha mão, a levou ate os seus lábios depositando um beijo na mesma, me desvencilhei de sua mão, e acariciei o seu rosto, o fazendo fechar os olhos.

-Eu te amo!-disse baixinho, e ele sorriu abrindo os olhos.

-Eu também te amo! Amo vocês!

A sua mão mais uma vez veio em minha direção, mas ele a repousou em minha barriga e eu fechei os olhos sentindo aquela sensação gostosa, sentindo o calor, e o carinho que a sua mão causava em minha pele.

Parte Peter

Acordei na manha seguinte completamente sozinho, sozinho mesmo, nem o Dylan estava na cama como quando fomos dormir.

Levantei-me sem nem mesmo olhar a hora, procurei o celular, e quando o encontrei constatei que era quase nove e meia. Fui ao banheiro, fiz a minha higiene pessoal, e quando estava voltando para o quarto, ouvi uma gargalhada alta, parecia ser a Ari, olhei pela janela, e a vi sorrindo para a Cris que estava sentada sobre uma toalha, ou um lençol no meio do gramado com o Dy, que estava rodeado por almofadas. Sorri ao observá-los pela janela, e decidi descer para me juntar a eles.

Depois de trocado, eu desci as escadas dando de cara com o senhor Stew, indo para a cozinha.

-Bom dia Peter!

-Bom dia senhor Stew!

-Dormiu bem?

-Sim...

-Aqui não e como na sua casa, mas espero que tenha ficado confortável!

-Dormi muito bem, obrigado!-o segui ate a cozinha que era para onde ele estava indo.

-Café?

-Por favor, obrigado! Eu dormi tão bem, que nem ouvi o Dylan acordar!

-Bom, eu particularmente também não! Só vi a Cris entrando com ele, na cozinha, com os olhinhos bem abertos, e apos brincar com ele, recebi um enorme sorriso de bom dia.

-Meu garoto e muito sorridente!

-Ele e lindo!- me serviu o café. Por favor, nem chegue com esta xícara de café perto da Cris!

-Por quê?

-Ela enjoa todas as manhas com o cheiro de café fresco.

-Logo ela que simplesmente ama café? Bom, ate onde eu saiba...

-Sim, ela ama café! Consequências da gravidez! Segundo as suas próprias palavras!-sorrimos. Quem diria que depois de tudo ela estaria grávida!

-Ela esta radiante.

-Devemos isso a você meu filho!

-Também devo boa parte da minha felicidade a ela, afinal ela ajudou o meu bebe vir ao mundo, me deu uma princesinha linda, e agora vai me dar mais um filho! Não poderia estar mais feliz. Eu amo muito a Crystal!

Depois de trocar mais algumas palavras com o... Meu sogro? E talvez sim. Segui para a varanda dos fundos onde eu os tinha visto a alguns minutos atrás, e dei de cara com a dona Laura, os observando um pouco de longe, a surpreendi com um abraço pelas costas acomodando a cabeça em seu ombro, e ela sorriu colocando a sua mão sobre a minha, me dando bom dia no qual retribui, sempre com o seu carinho especial, me chamando de filho, e isso me deixava ainda mais confortável, em estar ao seu lado, sentindo o seu carinho de mãe.
Depois de algumas breves palavras com ela, eu segui ate onde a Cris estava com as crianças.

-Tio!-Ariel foi a primeira a me ver, já que estava brincando com uma bola pelo jardim.

-Bom dia minha princesa!- a peguei no colo beijando o seu rosto, a fazendo soltar uma gargalhada gostosa.

-Bom dia!-disse mexendo no meu cabelo, acho que tentando arrumar.

-Esta bagunçado?

-Uhum!

-Não adianta filha, já passou é da hora de cortar! Quando foi a ultima vez que você cortou o cabelo mesmo?

-Bom dia pra você também meu amor!-coloquei a Ariel no chão me sentando ao lado da Cris.

-Bom dia!-me deu um selinho!

-Bom dia amor do pai!-mexi na mãozinha do Dy, e em seguida acariciei a barriga da Cris.

-Dormiu bem?

-Maravilhosamente bem! E você como dormiu?

-Ótima!-deitou a cabeça em meu ombro.

-O que foi?

-Nada, so estou pensando em começar a procurar um apartamento para mim em Los Angeles, algo entre a clinica, e a escola da Ari.-ela disse e eu revirei os olhos, isso já poderia estar resolvido. Ela não pode ficar tanto tempo sem ir a aula... O que foi?-me questionou quando eu respirei fundo.

-Isso não era para ser um problema!

-E não é! E só começar a procurar, e fazer o possível para me mudar em breve!

-Por que não a minha casa?

-Eu já te disse amor!-se desencostou de mim, recolocando a chupeta na boca do Dy. Eu queria um lugarzinho para mim, e a Ari. Eu acabei de sair de um relacionamento de anos...

-Eu sei você já disse isso! Olha pra mim, fala a verdade, você não quer por que a Pâmela morou lá comigo, não é?

-Também, eu me sentiria uma intrusa, e isso eu não quero!

-Mas você sabe que não e!

-Eu sei, mas eu prefiro o meu cantinho!-sorriu abertamente, ela parecia feliz com a idéia.

-Bom, se for para te ver sorrindo assim, eu concordo!

A puxei para um beijo, um beijo tranquilo e amoroso. Debrucei-me sobre o seu corpo a fazendo se deitar sobre o lençol, sentindo os seus lábios macios, a sua pele sedosa, e o seu cheiro delicioso de flores.

-Eu faço tudo por você minha pequena!-colei a minha testa na sua olhando em seus olhos.

-Obrigada meu amor!-acariciou o meu rosto, e por puro reflexo, coloquei o braço na frente quando vi pelo canto do olho a bola vinda em nossa direção.

-Desculpa!-ela estava com os olhos arregalados, e uma expressão de culpa estampado na face.

-Não desculpo não!-me sentei olhando para ela seriamente.

-Peter, foi sem querer!-a Cris me encarou assustada.

-Eu sinto muito tio...

-Sabe o que eu vou fazer?-me levantei. Te pegar, e te encher de cócegas mocinha!

-AAHHHHHHHHHHHHH!

Ela soltou um grito estridente e saiu correndo, mas não foi difícil pega-la, a suspendendo no ar, e a enchendo de beijos.


-Da próxima vez só toma cuidado ta bom meu amor, poderia ter pegado no seu irmão, e ele não sabe se defender tudo bem?

-Meu irmão?-me encarou, e eu sorri.

-Sim, somos uma família agora, esqueceu?-ela sorriu abertamente e me abraçou forte aquele abraço que te deixa sem fala.

Parte Cris

Naquele mesmo dia, mais uma vez o Peter, tocou no assunto casa, e decidimos que no dia seguinte iríamos procurar um lugar em boas condições para que eu morasse com a Ari.

Pensei em um apartamento pequeno, mas o papai logo se meteu, e disse que faria questão de me ajudar a comprar uma casa, mas só se fosse uma casa, com jardim para que as crianças pudessem brincar, e ate a mamãe entrou no meio, para me convencer a procurar uma casa, com no mínimo três quartos.
Não sei para que tanto, mas de uma coisa eu sabia. Estava na desvantagem.

Durante a tarde ele recebeu uma ligação do seu assessor, o Ryan,  perguntando se ele tinha esquecido do compromisso que tinha no dia seguinte em outra cidade, eu não prestei atenção, mas depois ele me disse que teria que viajar para Minneapolis, acho que iria gravar um programa de radio, ainda para a divulgação da musica nova.
Me ofereci para ficar com o Dy, mas ele disse que preferia levá-lo, para me dar mais tempo de procurar uma casa o mais rápido possível, e sem "empecilhos". E ainda fez questão de que fosse o mais próximo possível da casa dele. Mereço.

Depois de varias recomendações em relação ao nosso bebe, ele foi embora na manha seguinte, segundo ele, iria passar rapidamente em casa para se trocar, deixar o Dy com a irmã, e iria viajar sem seguida.
Nem preciso dizer que nem bem eles foram embora, e eu já estou morrendo de saudades não e?
Pois é, demorou, eu sei, mas eu acho que agora sim, a felicidade resolveu bater com força na minha porta, já que de uma só vez, ela me devolveu o grande amor da minha vida, e de quebra me deu a possibilidade de ter filhos, e o melhor, de engravidar, e realizar o meu grande sonho, gerar o meu filho.

§

O meu resto de semana foi corrido, depois de entrar em contato com um corretor indicado pelo meu pai, que me fez olhar algumas casas na mesma semana, mas eu só fui na quinta e na sexta, pois na quarta era aniversario do meu pai, e nada me faria sair do lado dele.
Por sorte tive ajuda do Peter na sexta, já que ele estava de volta, e por fim me convenceu a ficar com uma casa muito linda de três quartos, e uma ótima localização no centro de Los Angeles, próximo de tudo, assim como eu queria. E o mais importante segundo ele. Próximo a sua casa. Já vi que a minha gestação será rodeada de cuidados, e não só os meus.

  (Foto: Reprodução)

Por falar em gestação, a minha primeira consulta de pré natal com o doutor Torres, estava marcada para esta mesma sexta, e claro, o Peter foi comigo para a consulta.
Ele já tinha reclamado pelo medico ser homem, obviamente ele não iria deixar que eu fosse sozinha. Quando marquei o pré natal, marquei também uma ultra para o mesmo dia, eu já estava com quase quatro meses, então, era melhor fazer logo o procedimento.

-Doutora Crystal! Que prazer atender a uma colega de trabalho!-ele sorriu ao me cumprimentar!

-O prazer e meu por me atender doutor!

-Imagina!

-Este e o Peter... -fiquei indecisa, sem saber como apresentá-lo, e provavelmente notando o meu momento de confusão, o doutor Torres tomou a frente.

-Bruno Mars? Muito prazer, a minha filha, e a minha esposa, adoram o seu trabalho, ate já me fizeram ir a alguns dos seus shows!

-O prazer e todo meu! Espero que tenham gostado.

-E simplesmente maravilhoso!

-Obrigado!

-Vamos começar a consulta? Ainda temos uma ultra para hoje!

-Eu sei!

-Bom você como obstetra sabe que não poderemos fazer alguns exames tipo a translúcidas nucal, que é para sabermos se o bebe tem síndrome de Down, assim como outras coisas, ou anomalias, já que estes exames têm que ser feitos nas primeiras semanas de gestação. Porem pode-se retirar algumas duvida mais para frente com uma ultrassonografia em 3D.

-Eu sei, estou ciente doutor! Mas e que eu não acreditava que estava grávida, afinal, o senhor sabe, eu era estéril, e engravidar seria impossível!

-Eu sei! A propósito, você fez tratamento?

-Não, eu somente encontrei a cura com o amor da minha vida!-olhei para o Peter, que olhou dentro dos meus olhos, segurando a minha mão, e a beijou em seguida sorrindo para mim.

A consulta foi normal, dentro dos conformes, ele fez as medições necessárias, fez as pergunta de praxe sobre alergias a medicações, dia da ultima menstruação, enfim, foi uma consulta normal, coisa que eu faço sempre.
Seguimos para a sala de ultrassom, e eu senti o meu coração acelerar, eu estava tão feliz por estar ali, porem do lado oposto desta vez, lado este que eu sempre sonhei em estar, e imaginei que jamais estaria. Não garanto que não chorarei durante o exame. Na realidade, eu já estou chorando antes mesmo de entrar na sala.
Estava deitada na maca com o lençol sobre o meu quadril, deixando a minha barriga bem exposta. O Peter estava ao meu lado, segurando em minhas mãos, não sei quem estava mais nervoso, eu acho que sou eu, pois sentia o meu coração bater na minha garganta. Mas senti as sua mão bastante suada.


Quando ele começou o exame, e eu vi os primeiros membros do meu bebe através do monitor, eu senti uma emoção tão forte, foi algo tão intenso, que eu não consegui evitar que o meu choro se intensificasse. Ele realmente estava ali, o meu bebe a pessoinha pelo qual eu faria tudo de novo, e faria muito mais para ter comigo. O meu filho, um pedaço de mim, fruto do meu amor, do nosso amor. Senti as mãos do Peter se apertar unidas contra a minha, e logo senti os seus lábios em minha testa em um beijo afetuoso.

-Nosso bebe amor!-ele disse rente ao meu ouvido, me fazendo chorar ainda mais.

-Relaxa doutora, você abe que precisa ficar calma!

-Eu sei, mas e que e tão importante para mim, este bebe! Ele e tudo o que eu mais sonhei!

-Eu sei disso, conheço a senhora a anos! Quer um momento para se recompor?
-Não, eu estou bem! Será que da para ver o sexo?

-Se ele deixar!

-Tomara que deixe!-Pete falou de forma ansiosa ao meu lado.

-Antes vamos ouvir o coração!

Ele disse e imediatamente soltou o áudio, enchendo a sala com um único som, o som do meu bebe, o som que dizia "Eu estou aqui mamãe, e em breve eu estarei em seus braços!" o som mais bonito que eu já tinha ouvido na vida, agora vinha de mim, vinha do meu ventre, vinha da minha alma, o meu sonho estava sendo realizado, estava no forninho, e em breve estará em meus braços, para que eu possa amar, e me dedicar assim como eu amo, e me dedico aos sues irmãos.

Enfim, ao final da consulta ele disse que eu estava bem, eu estava com dezessete semanas e meia de gestação. Infelizmente não deu para ver o sexo, o Peter ficou um pouco contrariado, mas era assim mesmo, deixa para a próxima, ou para quando nascer.

sábado, 24 de outubro de 2015

Prendado. cap 46

Já era inicio de noite quando o senhor Stew deu a ideia de nos levar para comer o melhor cachorro quente de Fresno. Segundo ele, e você sabe falou em comida e comigo mesmo. Mas a Cris disse que poderíamos ir, mas ela ficaria em casa, já que estava se sentindo indisposta, e com dores nas pernas, e com isso, eu me prontifiquei a ficar com ela em casa.
O senhor Stew disse que realmente estava com vontade de comer o tal lanche, e que se não nos incomodasse, eles iriam assim mesmo. Dissemos que obviamente estava tudo bem, e a  dona Laura disse para que iria com ele, por que se não, ele iria comer uns dez lanches por la, antes de trazer uns 20.

-Tomem cuidado viu!

-Pode deixar filha!

-Cuidado viu meu amor, não solta da mão da vovó, ou do vovô, tudo bem?-ela alertou a Ari que foi com eles assim como o Michael.

-Pode deixar mamãe! Tchau tio!

-Ate minha princesinha!-ela veio ate mim, beijar o meu rosto. Tchau bebe, eu já volto!-disse próxima a barriga da Cris, fazendo ela se emocionar. Da um beijinho no Dylan!-disse já da porta.

-Ela se despede como se não fosse voltar daqui a pouco.-o senhor Stew sorriu fechando a porta.

-Cuidado!-disse mais para ela mesma diante da porta fechada.

-Linda nossa menina se despedindo do bebe!-passei a mão em sua barriga.

-E um alivio tão grande ver, e saber que você aceitou bem o nosso bebe!

-Não tinha motivo nenhum para que eu não aceitasse. Eu jamais seria contra Cris, esta louca? E um filho nosso, fruto do nosso amor!

-Eu sei, só tive receio!

-Pois esqueça isso, por que agora enfim, podemos ser uma família.

-Ainda falta todo o processo de divorcio...

-Independente disso, somos uma família! Somos eu, você, e os nossos filhos. -a puxei para um selinho. A propósito, você não pode ficar aqui, viu que a Ari esta com saudades da escola, e você não ficara de ferias para sempre!-sentamos no sofá, e logo ela se acomodou em meu corpo.


-Eu sei, e por isso que eu vou começar a procurar um apartamento, próximo de Los Angeles...

-Pra que isso? Vocês vão para a minha casa!

-E claro que não Peter, eu não vou morar com você!

-Por que?- a encarei sem entender.

-Por que eu quero o meu cantinho, acabei de sair de um relacionamento de anos...

-Eu pensei que você me amava!

-Eu amo, e amo muito, mas eu ainda estou me sentindo carreada sabe, eu me separei a três dias, eu preciso de um tempinho somente para assimilar tudo o que esta acontecendo, colocar a minha vida no lugar!

-Antes era o seu ex, e agora é a sua necessidade de tempo que nos separa? Interessante.

-Não fica assim, se coloque no meu lugar, foram  anos ao lado de uma pessoa, ao lado de alguém que achava conhecer! Eu só quero colocar a minha cabeça no lugar, retirar a sombra de um relacionamento frustrado, para estar pronta para você, para ser somente sua, e de mais ninguém!

-Promete que e só isso?

-Sim, eu prometo!-ela me encarou. Você sabe como te amo, não e?

-Eu também meu amor!-ela me abraçou colocando a cabeça em meu ombro respirando fundo.

Eu sei que ela me ama, assim como eu a amo, que ela precisa se livras da sombra de um relacionamento longo, e maçante, mas poxa vida, eu queria muito começar uma família, uma vida a dois, porem, eu preciso ter paciência, aceitar que ela realmente precisa de um pouco de espaço para superar tudo isso.

-Humm...

-O que foi?

-Me deu uma vontade de repetir aquele bolo de laranja, com sorvete de chocolate do almoço!-se afastou um pouco mordendo o lábio inferior. Mas eu quero só sorvete! será que ainda tem?

-Provavelmente!

-Vou la ver!-se levantou. Será que tem batata frita?

-Hum?

-Me deu vontade de tomar sorvete com batata frita!

-Eca!

-Eu já volto!-sorriu me ignorando, e saindo da sala.

Foi impossível não sorrir, só eu sei como estava me sentindo bem, e satisfeito. Feliz e a palavra mais correta, enfim, em breve, eu vou poder formar uma família, e com a mulher que eu amo.


Parte Cris


Eu senti que o meu coração iria sair pela boca quando o papai disse que eu teria visitas, e eu dei de cara com ele na sala, senti o meu corpo congelar, era como estar na Sibéria de biquíni.
Mas a melhor parte foi contar a ele que eu estou grávida de um bebe dele, e ele aceitar numa boa, dele ficar feliz por nos dois. A contrapartida, eu senti que ele ficou triste, e contrariado por eu não aceitar ir morar com ele, mas eu acho que eu preciso de um tempo só meu com a minha filha, não que eu vá me afastar dele, e claro que não, mas eu preciso de um tempinho, eu passei tantos anos grudada em uma pessoa, que sei la, acho que agora eu preciso me desintoxicar.
Estava na cozinha fritando as batatas, enquanto sentia a minha boca salivar de vontade de comê-las. Eu sabia que o desejo de grávida era forte, só não sabia que era nesta proporção, de ficar com vontade de comer-la ainda crua, e claro, nem tão cedo, afinal, eu ainda estou no inicio da gestação.
Ouvi os primeiros acordes de I Just can't stop loving you, ecoar na sala enquanto eu tirava a primeira remessa de batata frita da fritadeira, e logo em seguida, pelo canto do olho o vi escorado na porta da cozinha sorrindo.


-Lembra desta musica?

-Sim, mas por incrível que pareça, não na voz do Michael, e sim na sua!-o encarei depois de colocar mais batatas para fritar.

-Na voz dele e bem melhor!

-E maravilhosa sim, mas na sua ela se torna sexy!-sorrimos.

-Você acha?-ele esticou a mão para que eu segurasse.

-Acho!


As suas mãos envolveram a minha cintura, e começamos a dançar no meio da cozinha no ritmo da musica. Mantive o meu rosto e seu ombro, permanecendo de olhos fechados apenas sentindo a musica.


Você sabe como eu me sinto
Isso não pode dar errado
Eu não posso viver minha vida
Sem você

Sorri ouvindo a sua voz baixa e rouca cantando somente para mim, enquanto senti as suas mãos em volta do meu corpo com firmeza, e ao mesmo tempo acariciando a minha pele por baixo da blusa, deixando a minha pele arrepiada. Virei o meu rosto sentindo o cheiro gostoso do seu pescoço, e beijei a sua pele o fazendo sorrir entre as letras que cantarolava.

Eu não posso esperar
Eu sinto que nos pertencemos
Minha vida não vale apena
Se eu não puder estar com você
Eu apenas não posso deixar de te amar
Eu apenas não posso deixar de te amar
E se eu deixar...
Me diga o que
Vou fazer...

-Se lembra da primeira vez que cantei esta musica para você?

-Não foi só para mim, a Mariah também estava la!

-Mas para mim, era como se fosse apenas nos dois.

-Lembro como se fosse hoje!-lhe dei um selinho. Todos os momentos ao seu lado são inesquecíveis!

Você sabe como eu me sinto
Eu não vou sossegar
Até ouvir sua voz dizendo
"Sim"
"Sim"
Isso não pode dar errado
Este meu sentimento é tão forte
Bem minha vida não
Vale a pena
Eu apenas não posso deixar de te amar
Nós podemos mudar o
Amanhã
Nós podemos cantar canções de
Ontem
Eu posso dizer,hey, adeus
Tristeza
Está é minha vida e eu
Quero te ver para sempre
Eu não posso deixar de te amar

Paz, e segurança. Na realidade, era uma nova forma de segurança, o que eu estava sentindo agora, me sentindo amada de verdade, vivendo uma realidade, e deixando os anos de mentira para trás. Em seus braços me sinto segura, em paz, me sinto outra mulher.


O que eu faço? Uh, ooh
(Então me fale apenas o que
Eu faço)
Eu não posso deixar de te amar
Hee! Hee! Hee! Sabe o que eu faço
Garota
Eu não posso deixar de te amar
Você sabe o que eu faço
E se eu parar
Então me fale, apenas o que
Eu faço
Eu não posso deixar de te amar...

§


Estava sentada na cama da Ariel, ajeitando os seus lindos e volumosos cabelos para que ela dormisse, quando ela bocejou pela terceira vez.

-A mamãe esta acabando ta bom meu amor?

-Ta!-disse com a voz arrastada. Você esta melhor?

-Estou, acho que foi o sorvete com batata frita que me fez vomitar!

-Eca mamãe!-sorrimos. Ou o cachorro quente vovô!

-Pois e! Pronto já acabei!

-Boa noite mamãe!

-Boa noite meu amor, durma bem qualquer coisa a mamãe esta aqui, você sabe!

-Ta bom!-beijei a sua testa e acariciei os seus cabelos. Mamãe pode ficar comigo ate eu dormir?

-Mas e claro meu amor!-disse me deitando ao seu lado, e a colhendo em meus braços.

-Ainda tem espaço pra mim nesta cama?-ouvimos a voz do Peter ao abrir a porta.

-Tio! Tem sim, bem aqui!-apontou o lado oposto de onde eu estava a deixando no meio.

-Que coisa boa, esta frio, e esta chovendo, também quero ficar nesta coberta quentinho!-sorrimos.

-Você tem medo de chuva tio?

-Não!-sorriu. Foi só uma esculpa para ficar aqui com vocês!

-Cadê o Dylan?

-Esta dormindo na sua Cama!

-E melhor encostá-la no canto!

-Vai ficar tudo bem, ele não vai cair!

-Se você diz!-sorrimos.

Ela se virou para ele passando o braço pelo seu pescoço, assim como ela faz comigo para dormir. Ela disse que substituiu o Ted  -o seu urso de pelúcia, do abrigo- por mim, e parece que agora e por ele.

-Você e cheiroso tio!-sorrimos.

-Mais uma!-disse acariciando a sua cabeça. Vou ficar com ciúmes!

-Fica não mamãe, você também e cheirosa!

-Assim como você meu amor!-ela sorriu quando o Peter lhe fez cocegas.

-Mamãe, conta uma historinha para mim?

-Claro que sim meu amor, qual você quer?

-Hum... -colocou o dedinho nos lábios. A dos três porquinhos!

-Boa escolha!-o Peter sorriu acariciando os seus cabelos.

-Era uma vez, três porquinhos...


Ficamos abraçados enquanto eu contava a historia, ate que ela adormecesse entre nos dois, e depois de nos desvencilharmos dela com cuidado, eu apaguei a luz, e saímos do quarto, indo para o meu onde ele, e o Dylan iriam dormir.

-Já vão dormir?-minha mãe nos surpreende no corredor.

-Sim, a Ari já dormiu!-senti a mão do Peter em minha cintura, e eu coloquei a minha sobre a sua era estranho estar na frente da minha mãe estando assim, tão intima com ele.

-Boa noite meus amores!-ela se aproximou nos dando um beijo, e acariciando a minha barriga em seguida, como ela fazia todas as noites desde que eu vim pra cá.

-Boa noite dona Laura, durma bem!

-Já te pedi para não me chamar de dona!-o advertiu sorrindo.

-Desculpa, eu esqueço!-ela o puxou para um abraço.

-Ver vocês dois juntos, e um sonho realizado para mim, ainda mais agora com mais um bebe! Vocês formam uma família linda!-eu queria chamar a sua atenção, mas ela disse com a alma, de forma tão natural, que eu apenas sorri.

Nos demos boa noite ali no corredor, e cada um seguiu para o seu quarto. Entramos e o Dylan estava exatamente no meio da cama, em um soninho tranquilo depois de passar o restante da noite brincando com o meu pai, e a Ariel de esconder atrás da fralda de pano. Acho que o papai esta mais feliz do que nunca.
Eu olhei para ele que estava cobrindo o filho na cama, e pela primeira vez me senti nervosa, era estranho estar no mesmo ambiente que ele sabendo que vamos dormir juntos, das outras duas vezes sabíamos que íamos fazer amor, mas hoje somos apenas um casal normal, indo dormir.
Ele beijou o filho, e me encarou sorrindo.

-O que foi amor?-se aproximou me abraçando.

-Estou vendo como vocês dois são lindos juntos!-sorrimos.

-Esta fala e minha!-sorriu, se colocando ereto novamente.

-Verdade, ela e toda sua! Já colocou as suas coisas aqui no quarto?

-Sim, eu trouxe apenas uma mochila!

-Tudo bem, eu vou la embaixo fazer a mamadeira do Dylan!

- Você sabe fazer mamadeira?

- Por acaso, você sabe?-sorri.

-Eu tive que aprender na marra, esqueceu que sou pai solteiro!

-E pelo que estou vendo, e prendado!

-Não exagera!

-Tudo bem, então vamos la, e você me ensina a fazer a mamadeira do Dylan, por que ele certamente ele vai acordar de madrugada, e obviamente não vai esperar que ela ser preparada!

Descemos as escadas depois de pegar a bolsa que, segundo ele, a Rúbia preencheu com as coisinhas do Dylan.
Acedi a Luz, peguei o que iríamos precisar para fazer a mamadeira, e enquanto ele assumiu a preparação, eu me sentei na bancada o observando.
O Peter não tinha mudado muita coisa desde a adolescência, acho que a fama o fez muito bem neste sentido, mas o seu charme de adolescente continua intacto, e isso e algo que não se pode negar.

-Por que esta tão calada?-perguntou de costa para mim enquanto mexia na panela.

-Eu estou te observando!-me levantei indo ate ele. Não pode?-o abracei por trás.

-Deve!-colocou a sua mão sobre a minha em seu peito, e eu beijei o eu ombro.

-Parece que esta ficando bom!

-Eu sou Expert em mamadeiras!-sorrimos.

-Só em mamadeiras?-sorri, e eu sei que ele sentiu a malicia em meu tom de voz.

-Certamente não! Mas eu acho que isso você já sabe, não e?

-Não sei, acho que estou um pouco desmemoriada ultimamente!-sorri fingindo inocência.

-Serio? Isso não e legal de acontecer, não mesmo?-apagou o fogo, e se virou para mim. Mas eu acho que conseguimos dar um jeito nisso, concorda?

-Concordo, e como concordo!-passei os meus braços em seu pescoço selando os nossos lábios. Estou com saudades de você Peter!-mordi de leve o seu lábio inferior.

-Se você esta, imagina eu!

-Vai terminar logo de fazer a mamadeira, eu quero voltar para o quarto, o meu pai sempre vem na cozinha antes de dormir!-sorrimos durante um beijo.

-Então me deixa terminar!-assim que ele disse isso, nos soltamos, e o papai entrou na cozinha, parecia ate premeditado.

-Que bagunça e esta?-disse em um tom brincalhão.

-O Peter esta mostrando os seus dotes culinários com a mamadeira papai!-sorrimos.

-Olha que interessante, se eu já não tivesse lavado a minha dentadura, certamente experimentaria!-sorrimos.

-Papai!

-Mentira, meus dentes são de verdade!-sorriu pegando água na geladeira.

-Eu acredito senhor Stew!-disse ainda sorrindo.

-Quer dizer que você manda bem no fogão?

-Mando, eu sei fazer três coisas muito bem! Um, ovo frito. Dois, macarrão instantâneo. E o terceiro, e o mingau do meu filho!

-To ferrada!-resmunguei alto o suficiente, e eles sorriram.

O Peter terminou de encher as duas mamadeiras, e eu as guardei na bolsinha térmica do Dy. Nos despedimos do papai lhe desejando boa noite, e em seguida subimos de mãos dadas para o quarto.
Entramos no quarto com cuidado para não acordar o Dy, que estava completamente esparramado na cama. Lindinho de titia. Eu coloquei a bolsinha ao lado da cama, e imediatamente já senti as mãos do Peter me virando para ele, e prensando o meu corpo contra a parede.

-Ainda com saudades?-disse aos sussurros rentes aos meus lábios.

-Muita!-afirmei com o mesmo tom de voz.

-Acho que esta na hora de darmos um jeito nisso, não e?-senti os seus lábios passearem pelo meu pescoço bem devagar, me causando calafrios.

-Sim, por favor!


Os seus lábios encontraram os meus com pressa, saudades e desejo. A sua boca quente, e gostosa me beijava com vontade me deixando um pouco desnorteada, e esta sensação de estar em seus braços era sempre incrível, era simplesmente maravilhosa.





quarta-feira, 21 de outubro de 2015

De dedinho?

Os seus olhos pareciam estar marejados, e a sua respiração estava claramente acelerada.
Coloquei a Ari no chão, e sustentei os seu olhar que parecia confuso, e ate mesmo perdido. Coloquei a bolsa do Dy sobre o sofá que estava ao meu lado, e caminhei em sua direção que não esboçou nenhum movimento para se afastar, ou algo parecido. A abracei fortemente, e acariciei os seus cabelos quando a senti soltar o ar pesadamente contra o meu peito, me abraçando forte em seguida. Beijei o topo da sua cabeça acariciando as suas costas, quando a senti me abraçar um pouco mais forte.      


-Estava preocupado com voçe amor!-disse baixinho, e ela apenas balançou a cabeça. O que esta acontecendo minha pequena?-segurei na lateral do seu rosto fazendo ela me encarar, e me surpreendi ao vê-la chorando. Cris...

-Acho que vocês precisam conversa, não e minha filha?-dona Laura acariciou as suas costas e ela apenas concordou com a cabeça.

-Então vamos conversar, na realidade,. eu realmente vim ate aqui para isso,. para conversar com voçe, e saber o que esta acontecendo.

-Vem comigo.-ela deu um passo para trás olhando em meus olhos. Vamos para o meu quarto...

-O Dylan, ele...

-Fica tranquilo meu bem, ele já fez novos amigos. -olhei para o lado, e ele estava quietinho no colo do senhor Stew vendo desenho.

 Ela segurou em minha mão e subimos as escadas. Depois de cruzar um pequeno corredor, entramos em um quarto branco com uma cama de casal, alguns móveis, TV, enfim poucas coisas por ali naquele dormitório simples.

-Senta!-ela apontou para a cama pegando uma cadeira que estava na penteadeira, sentando de frente para mim na cama.

-O que esta acontecendo, voçe esta me deixando tenso.-a encarei seriamente.

-O que eu tenho para te falar não e fácil!. Bom, pra mim e difícil de falar, e facil lhe dar! Sera maravilhoso de todas as formas para mim, mas eu não sei como sera a sua reação, a sua opinião, o seu modo de encarar...

-Por favor Cris, fala logo!-eu estava começando a ficar impaciente.

-Eu não sei por onde começar!-lamentou franzindo a testa.

-Que tal pelo começo?

-Ai que esta, pode ter vários começos, mas só tem um fato.

-E qual e o fato! Por favor, fala logo, eu estou começando a achar que eu sai de Los Angeles, para vir ate aqui levar um glorioso, e definitivo pé na bunda...

-Não!

-Então fala!

-O fato e que eu...-ela  me encarou, e sorriu sutilmente. Eu vou ser mãe novamente Peter, mas desta vez, o meu bebe sera biológico. Eu estou gravida Peter!.-ela disse e eu senti o meu chão se abrir, eu não poderia acreditar que ela estava gravida dele, ou melhor que ela estava gravida.

-Impossível, como? Voçe disse que era estéril, voçe me contou tudo aquilo que aconteceu a anos atras, e disse que tinha ficado estéril! Eu não estou entendendo!

-Calma, eu vou te explicar...

-Eu não acredito que voçe esta gravida dele, não acredito!-passei as mãos pela cabeça me levantando,l isso mudaria tudo. Tem certeza, voçe fez os exames?

-Eu fiz Peter, eu estou gravida, e pela contagem, e de quase três meses.

-Mas e agora? Isso muda tudo, estava indo tudo bem entre nos dois, tínhamos planos.-a encarei.,m eu estava muito mal. Ou melhor, eu acho que tínhamos...

-Calma Peter, me deixe te explicar!

-E tem explicação?-eu estava frustrado, e decepcionado, certamente ela iria optar por ele, e tudo o que passamos ate agora serviria de nada.

-E claro que tem!

-Va em frente! Tente me explicar

-Eu descobri que estava gravida na sexta feira, eu vinha passando mal a alguns dias, eu estava menstruando normalmente, e por isso pensei que fosse normal, mesmo sentindo os sintomas de uma gestante seria completamente anormal no meu caso, afinal, eu era estéril!

-Era...

-Mas para a minha surpresa, a Liz me obrigou a fazer um exame de gravidez, e ele deu positivo.-ela sorriu acariciando a sua barriga inexistente, e eu senti o meu peito apertar, doer de verdade. Eu assumo, eu corri para casa feliz da vida, com o resultado em mãos, eu estava feliz pela minha gravidez, e não por ser dele, e eu só contei para ele, por que ele era o pai, ou poderia ser!

-Como poderia ser?

-Nos transamos sem preservativo Peter, esqueceu?-ela me encarou, e eu senti uma pontinha de esperança brotar em meu peito.

-Não! Eu não esqueci! -sorri em meio a minha confusão.

-Eu contei para ele que estava gravida, e bem...-ela ficou extremamente seria. Ele quase me bateu!

-O que?

-Ele me xingou de varias coisas, e me expulsou de casa com a Ari!

-Ele e maluco? Mas...

-Ele mentiu para mim Peter, ele mentiu para mim por longos anos, ele mentiu diariamente, mentiu semanalmente, mensalmente, anualmente ele mentia para mim o tempo inteiro...

-Eu não estou entendendo! Estou, mas...

-Sempre Peter, eu sempre pude ter filhos, eu era normal, a minha esterilidade, durou apenas 2 ou 3 anos, e depois disso, eu estava apta para ter uma gestação! Ele era o estéril, era ele que não poderia ter filhos, por isso eu nunca engravidei. Esta me entendendo?

-Eu...

Eu estava completamente perdido, a minha cabeça estava girando, as minhas mãos estavam suadas, e a minha respiração estava um pouco falha. Okay, estava muito falha! Sera que era realmente isso que eu estava entendendo.

-Eu estou entendendo certo? Voçe vai ser mãe, de um filho meu?

-Isso, exatamente isso!-senti o meu corpo ser invadido por uma onda de emoção que foi impossível me controlar, e eu simplesmente me levantei a abraçando ainda sentada. Voçe...

-Shiii, não fala nada!-beijei o seu rosto, e olhei em seus olhos. A mulher que eu amo, e sempre amei, vai me dar um filho, um filho só nosso.-me ajoelhei a sua frente ficando entre as sua pernas, a abraçando pela cintura, e beijando a sua barriga. Por favor, me diz que ele não faz mais parte das nossas vidas!-a encarei sentindo os meus olhos marejarem.

-Não, ele não faz!-vi as primeiras lagrimas caírem de seus olhos.

-Eu te amo tanto!-senti os meus olhos arderem e a emoção tomar conta de mim, assim como dela também. Eu amo vocês, amo vocês quatro!-sorrimos em meio as nossas lagrimas, e a beijei em seguida. Por que voçe não me falou logo, por que não foi para a minha casa?

-Eu fiquei com medo!

-De que?

-De voçe não aceitar a ideia de ter mais um filho, ou achar que eu poderia estar...

-Não acredito que voçe pensou isso! Eu já tinha te dito que ter um filho com voçe seria maravilhoso...

-Eu sei, eu só me desesperei. Desculpa!

-Só vou te desculpar se voçê me beijar novamente, mas eu quero "o" beijo!

-Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo, e jamais vou cansar de te dizer isso!

-Eu também te amo muito, e amo a família que estamos construindo.


Ela acariciou o meu rosto, e eu fechei os olhos sentindo a maciez de suas mãos em contato com a minha pele, e logo em seguida senti a sua respiração rente a minha, seguido dos seus lábios nos meus em um selinho demorado, que logo evoluiu para um beijo mais intenso, cheio de saudade, cheio de expectativas. Um beijo que marcava o inicio de uma nova vida ao seu lado, uma vida juntos, uma vida que eu não sei se estou pronto, mas que certamente eu estou ansioso para ter.

§

Depois de mais ou menos meia hora conversando, fomos interrompidos pelo Michael batendo na porta, dizendo que a dona Laura estava chamando para o almoço. Descemos as escadas para nos juntarmos a família, tínhamos decidido manter as coisas como estavam, ao menos ate contarmos tudo o que estava acontecendo para a Ariel, afinal ela era uma crianças, uma criança esperta, inteligente, e por isso precisa de atenção em certas coisas em relação ao dialogo, e uma provável troca de parceiro de sua mãe, pode ser um pouco complicado para ela entender logo de cara. Ou não!

O almoço estava delicioso, assim como eu me lembrava que era o tempero da dona Laura. Nos tratamos normalmente a mesa, tirando alguns olhares que foi impossível desfaçar, eu estava muito feliz para fingir algo, e sinceramente, no fundo eu não estava nem um pouco a fim de fingir alguma coisa. Enfim, eu tinha a mulher que eu amava só para mim, somente para mim, e o melhor, esperando um filho meu. Isso era motivo de muita felicidade.

- O almoço estava delicioso Dona Laura. Comida caseira e sempre maravilhosa!

-Fala logo que voçe ama comida Peter!-a Cris sorriu ao meu lado.

-Sim, eu assumo, mas a da sua mãe, e deliciosa!

-Obrigada meu amor! Eu fiz com carinho redobrado por que era para você!

-Hey mulher, como assim?-senhor Stew sorriu a encarando.

-Não reclama, eu sempre cozinho para voçe, e quando recebemos visita e outra coisa. A proposito, voçe vai dormir aqui, não e?-Me encarou.

-Sim, vou sim! Tomara que o Dylan se comporte, não e amor do pai?-olhei para ele que estava no bebe conforto, e ele olhou para os lados a procura da minha voz.

-Tadinho, ele esta te procurando!-a Cris sorriu se levantando para pega-lo. Vem meu amor, o seu pai, e um chato!-ela ficou de pé com ele no colo, apos beijar a sua cabeça, e eu sorri como sempre ao encara-los. Minha família.

-Quer um babador?-o senhor Stew me encarou.

-Como assim?-o encarei.

-Voçe encarando eles, esta quase babando.-sorrimos.

-O que eu posso fazer se eles são lindos juntos! O senhor não acha, eu acho!

-Eu acho que vocês 4 são lindos juntos!-dona Laura sorriu nos encarando.

-Mamãe!-ela a advertiu com um sorriso, parecendo ficar constrangida.

-Não estou mentindo, estou?

-Não, ela não esta!-disse mais proximo ao seu ouvido.

-A Ari, ainda preciso conversar com ela.-disse mais baixo.

-Conversar o que mamãe?-ela a encarou. Já disse como achei lindo, ela chamar a Cris de mãe? Sim, era lindo.

-Acho que voçe deveria conversar com ela minha filha!-o seu pai, sorriu lhe passando confiança.

-Esta certo! Vamos conversar só nos duas la fora?-ela se levantou me entregando o Dy.

-Eu acho que vocês três deveriam estar juntos, e bom que faz uma coisa só!

-Voçe quer vir conosco?-ela me encarou.

-Voçe quer que eu vá?-ela apenas maneou a cabeça positivamente.

Ela deu a mão para a Ari, eu as segui com o Dy, ainda ainda em meu colo. Seguimos para o jardim, na parte de trás da casa, onde estava meio nublado, parecia que iria chover ate a noite, mas o clima estava perfeitamente agradável.
Nos sentamos em um banco comprido que tinha na varanda, e invertemos os filhos, ela segurou o Dylan, e eu coloquei a Ari no meu colo.


-Parece que vai chover mais tarde!-disse despreocupadamente tentando deixar o clima mais tranquilo para a Cris.

-Ainda bem que voçe vai dormir aqui!

-Sim!

-Vai mesmo tio?

-Sim meu amor!

-Que legal!-levantou os bracinhos. Minha princesinha.

-Parece que mais alguém gostou da ideia!-sorrimos ao ouvir o Dy dar um gritinho estridente. Então meu amorzinho, a mamãe queria te contar uma coisa um pouco complicada, e eu queria a sua total atenção, tudo bem?

-Sim mamãe!-ela a encarou atentamente.

-Então, lembra quando voçe disse que a mamãe parecia com uma princesa?

-Sim, voçe e linda como uma princesa.-sorri. Ela tinha rasão.

-Então, digamos que a mamãe, estava amando o príncipe errado, e que na verdade, o príncipe que ela pensou amar na realidade, ela só sentia um carinho especial, e não era amor de verdade.

-Hum!

-Voçe entende?

-Acho que... Não sei!-a encarou parecendo confusa, e eu sorri.

-O príncipe que a mamãe pensou amar, era o Rafael...

-Voçe não amava o tio Rafael?

-Não meu amor.

-Ufa, que bom, ele era muito malvado as vezes!

-Eu sinto muito por isso meu anjinho!

-Ele não vai mais ser malvado com voçe meu amor!-eu a abracei.

-Voçe e sempre muito bonzinho comigo tio, é por isso que eu gosto muito mais de voçe!

-Eu te amo minha princesinha!-beijei o seu rosto.

-Então, o Peter, e eu nos conhecemos a muitos anos atras, ainda eramos bem novinhos...

-Como eu?

-Um pouco mais velhos, mas era pouco!

-Voces eram amigos?

-Sim, eramos muito amigos, e com o passar dos anos, a nossa amizade evoluiu para um carinho muito grande, que virou amor.

-Vocês já se amaram?-ela nos olhou confusa.

-Sim, muito, a sua mãe, e a mulher que eu mais amei.

-Nossa, mais do que chocolate?-sorrimos.

-Muito mais!-afirmei.

-Então meu anjinho, o Peter e eu nos afastamos, ele teve que ir embora de onde morávamos, e acabamos perdendo o contato, e com isso, muitas coisas aconteceram em nossas vidas, eu acabei crescendo, e me casei com o Rafael, assim com ele encontrou a mãe do Dylan, que agora e uma estrelinha la no céu.

-A mamãe do Dylan foi morar com o papai do céu?

-Foi meu amor!

-Mamãe, bem que voçe poderia ser a mãe do Dylan também, seria muito legal!

-Voçe acha isso?

-Acho, mas o tio Rafael vai ficar bravo!

-Meu amor, eu e ele, não estamos mais juntos, por isso viemos para a casa dos seus avos, por que ele foi viver a vida dele, e nos vamos viver a nossa...

-Não vamos mais ficar com ele?-ela sorriu abertamente.

-Não meu amor!

-E vamos ficar com quem, aqui na casa da vovô?

-Voçe não gosta daqui?

-Gosto, mas quero ir para a escola!

-Eu sei meu bem, voçe vai, temos que dar um jeito de voltarmos! Mas concluindo a minha historia com o Peter, o fato e que agora nos reencontramos, e descobrimos que o que sentíamos a anos atras, ainda existe.

-O que? O amor?

-Isso mesmo! Eu descobri, que ele e o meu príncipe de verdade!

-Sim! Ainda nos amamos, e bom, quem sabe um dia poderíamos ficar juntos, o que voçe acha?-eu sugeri.

-Ficar juntos como uma família, eu, voçe, a mamãe, e o Dy?

-Sim!-ela confirmou.

-Seria "maravilindo"!-sorrimos.

-"Maravilindo"?-ela a questionou.

-A Alicia que fala assim!

-Então, a ideia e boa Ari?- agora foi a minha vez de perguntar.

-Sim!-ela me encarou. A ideia e muito, muito boa, por que eu amo voçe, por que voçe sempre me trata bem, sorri pra mim, faz carinho no meu cabelo, diz que me ama, e me chama de anjinho. -senti os meus olhos arderem. Sabe tio, eu sempre sonhei com uma família quando estava no orfanato, eu pedia ao papai do céu uma mamãe linda, que me amasse, e cuidasse de mim, que me desse beijinho de boa noite, lesse historinha pra mim, ou simplesmente deitasse ao meu lado fazendo carinho na minha cabeça ate que eu dormisse, e ele me deu a minha mamãe!-ela olhou para a Cris que já chorava. E eu pedia um papai que me desse atenção, que sorrisse para mim, que brincasse comigo, que desse abraços quentinhos!-sorrimos. Que me olhasse da forma que voçe me olha.-ela me encarava. Me olha com carinho. E é por isso que eu adoro a ideia de ver vocês dois juntinhos, por que eu vou ter a família mais perfeita do mundo!-ela colocou a cabeça no meu peito, e eu fechei os olhos sentindo as lagrimas escorrerem dos meus olhos, definitivamente, ela e uma criança maravilhosa.

-Não chora meu amorzinho!-ouvi a voz falha da Cris, e passei a mão no rosto tentando me recompor, mesmo ela tendo falado coma Ari. A mamãe tem uma noticia para te dar!-ela fungou, passando as mãos nos olhos.

-Qual?-os seus olhinhos curiosos também estavam molhados, e eu passei a mão os secando, a fazendo sorrir.

-A mamãe, e o Peter, vamos ter um bebe!-ela a encarou, e o seu sorriso desapareceu.

-A cegonha vai te trazer um bebe mamãe?-sorrimos.

-O bebe esta aqui, e quando ele estiver prontinho, a cegonha vai ajudar ele a nascer!-coloquei a minha mão sobre a sua que estava na barriga.

-Voçe vai me mandar de volta para o orfanato mamãe?-lea fez uma carinha triste.

-E claro que não meu amor, voçe é a minha filha, é o meu chão, o meu teto, é o meu tudo, eu te amo mais do que a mim mesma, eu jamais me separaria de voçe meu amor! A mamãe te ama!

-Jura pra mim?

-E claro que sim!

-De dedinho?

-Com todos os dedinhos!

-Nos jamais vamos te deixar meu amor, voçe é tudo pra nos!

-Pra voçe também?-ela me olhou surpresa.

-E claro meu amor!

Beijei a sua cabeça, e os abracei da forma que conseguia devido a posição que estávamos, definitivamente cada um deles tinha a melhor parte de mim, eles são tudo o que eu preciso para seguir em frente.
Coloquei a mão em sua nuca, e ela sorriu me encarando, me aproximei dela ainda com a Ari em meu colo, o Dy no seu, e a beijei devagar em um selinho demorado.

-Eu amo vocês!

-Nos te amamos!-ela acariciou o meu rosto.

Vi o sorriso da Cris tom aro seu rosto por completo quando a Ari desceu do meu colo, e beijou a sua barriga, fazendo um carinho na mesma.


-Eu te amo bebe!-ela sussurrou.

Estávamos completamente emocionados, foi muita informação em apenas uma tarde. Mas definitivamente, foi uma das melhores tardes da minha vida, por que eu estava com as pessoas que mais amo.