segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dia feliz?! cap 60

                                     

Era pouco mais de sete e cinquenta da noite quando chegamos em frente a igreja, o casamento seria as oito, e eu estava me arrumando desde a s quatro e meia da tarde, eu cheguei ao ponto de sentar na cama, e chorar por estar me sentindo uma tenda de circo, mesmo com o Peter falando que eu estava linda.

Enquanto ele retirava o Dylan da cadeirinha, eu eu retirava a Ari da dela, que estava simplesmente linda com o seu vestido de daminha de honra.
Tem certeza que estou bonita amor?


-Pela milésima vez Cris! Sim meu amor, você esta linda, e não, não esta parecendo uma tenda de circo!- ele não e um amor?

-Obrigada!-sorri verdadeiramente.

-Filha que bom que chegou, estava preocupada já!-minha mãe desesperada como sempre. Pensei que a noiva iria chegar, e teria que ficar esperando por você!

-Mãe, eu ainda estou um minuto adiantada!-sorrimos. Esta linda!

-Obrigada!-ela estava realmente linda com um vestido vermelho. Você também!

-Obrigada! Ola papai!-o abracei.

-Ola meu filho!-minha mãe abraçou o Peter, e os netos.

-Minha princesinha! Você esta radiante com esta barriguinha meu amor!

-Barriguinha? Estou enorme papai!-sorrimos.

-Desculpa atrapalhar, mas e que os padrinhos já vão entrar!- a cerimonialista de pontualidade britânica nos abordou, e eu sorri em concordância.

-O Rafael esta ai!-minha mãe disse em tom baixo me encarando.

-Eu sei! Esta tudo bem!

-Vamos Crystal?-mais uma vez ela me chamou.

-Ate daqui a pouco!-beijei a todos.

-Relaxa, esta tudo bem!-meu namorado me deu um beijo carinhoso.

-Obrigada!

-Estarei la dentro com os seus pais!-apenas assenti, e a segui ate a porta da igreja.

Por fora eu estava uma fortaleza, mas por dentro eu estava desmanchando como sorvete no verão.
Seriamos o segundo casal de padrinhos a entrar, e só de ver a sua nuca ao longe, eu já senti o meu estomago embrulhar, peço forças, e estomago a Deus, para conseguir passar a ultima hora ao seu lado no altar.
Segui ate ele, e parei ao seu lado ouvindo as ultimas orientações da organizadora, para que desse tudo certo.

-Deem os braços pois vamos abrir as portas.

Olhei para baixo, e serio, a minha vontade era sair correndo, só estou aqui por causa da minha amiga. Dei o braço a ele que já estava com o seu braço em arco para que eu passasse o meu.

-Você esta linda!-a sua voz suave me pegou de surpresa, me levando de volta no tempo, fazendo-me recordar do Rafael, que conheci a anos atras. Mesmo estando... -menos por isso.

-Gravida!-disse sem encara-lo. Não precisa dirigir a palavra a mim! Não faço questão.

-Nossa quanta ignorância, eu fui super gentil, e você vem com 7 pedras nas mãos!-Disse com ironia em sua voz.

-A minha vontade era poder realmente tacar pedras em você, muito mais do que sete!-disse de olhos fechados contendo a minha indignação, ouvi o ruido do seu sorriso, e abri os olhos o encarando. Você esta rindo?

-Queria que eu chorasse?

-As vezes você age como se não tivesse culpa de nada...

-Esta acontecendo algo?- a organizadora, nos abordou.

-Não, esta tudo maravilhoso!-ele disse sorrindo debochadamente.

-Deus, me da paciência para aguentar isso ate o final!

Vi a porta se abrir, e a musica dos padrinhos começar a tocar. Agora não tinha mais para onde correr, ou entra, ou entra.

-Ta vendo tudo o que eu faço por você dona Lissandra Motta?-resmunguei comigo mesma.


Caminhamos vagarosamente pelo tapete vermelho ao som de I'll Be There For You. Sim, era a musica de abertura do seriado Friends. Se ela não regulava bem? Sim, mas no final das contas, a musica combinou muito bem com o momento. Tratei de colocar um enorme sorriso em meus lábios, apesar de tudo, eu estava feliz. Feliz pela minha amiga que estava realizando o seu grande sonho de se casar, e mesmo a situação não sendo uma das melhores para mim, era o melhor dia da vida dela.
Chegamos em frente ao altar, e por sorte eu não precisaria ficar ao seu lado, já que de ultima hora a Liz, tinha decidido deixar os padrinhos de um lado, e as madrinhas de outro. Ao menos isso. Não iria precisar ficar ao seu lado o tempo inteiro.
A primeira coisa que fiz ao me acomodar no altar, foi procurar o Peter, com os olhos, e quando o encontrei foi impossível conter o meu sorriso, o meu namorado estava simplesmente, e especialmente lindo no dia de hoje. Acariciei a minha barriga quando senti o nosso bebe se mexer, e sorri me sentindo satisfeita, e completa.

Uma musica suave ecoou na igreja, e logo em seguida o meu sorriso de mãe babona era tão grande que não cabia em meu rosto, afinal a minha  princesa estava linda em seu vestido longo, na cor branca com um fita azul na cintura, e os cabelos domados com um arranjo de flores.

A cerimonia tinha começado, e a minha amiga tinha entrado ao som de All Of Me, e estava simplesmente radiante, linda, com um sorriso de orelha a orelha, e foi impossível não me lembrar do eu casamento com o Rafael, foi um momento lindo, e cheio de significado. O que estraga para mim hoje, e saber que ele já mentia para mim, que eu vivi por anos em uma mentira, mascarada por uma felicidade plena. Mas agora isso e passado, e a unica coisa que eu quero, e pensar em como sera o meu futuro com o real homem da minha vida.
Fiquei profundamente emocionada ao final da cerimonia, com a escolha da musica em que eles saíram da igreja, ela escolhei Wave, uma bela musica de Tom Jobim, e disse que escolheu pensando em mim. A minha amiga não e a melhor de todas?


Infelizmente tive que mais uma vez dar o braço ao Rafael, para sairmos da igreja, desta vez não trocamos uma palavra. Dispensável. Me distanciei dele assim que saímos da igreja, e fui pegar a minha filha, que estava sobre os cuidados de uma das assistentes da organizadora, assim como as outras crianças.

-Eu fui bem mamãe?-me perguntou sorridente quando me abraçou.

-Voçe estava uma princesa minha filha! Linda como as estrelas!

-Você também estava linda mamãe! Só ficaria mais linda se tivesse com o papai do seu lado!-disse mais baixo me fazendo sorrir.

-Eu concordo com você!

-Concorda com o que?-meu amor aparece com o nosso pequeno em seus braços.

-Que a mamãe estava linda, mas que ela ficaria ainda mais se você estivesse com ela la em cima!-sorrimos, e o Dy, se jogou em meus braços.

-Isso e algo que eu necessito concordar minha filha!-a pegou no colo.

-Vamos para o local da festa amor, estou começando a ficar com dor nas costas de tanto ficar de pé!-reclamei.

-Claro! Aqui esta meio sufocante!-vi que ele olhou disfarçadamente para onde o Rafael estava.

Depois de acomodar as crianças na cadeirinha, nos despedimos dos meus pais que iriam logo atras, e seguimos para o salão de festas.
Preciso confessa que eu adorei ser a madrinha de casamento da Liz, mas por contra partida, eu fiquei bastante constrangida e acuada, senti que todos me encaravam de forma estranha, talvez julgadora, acho que pelo fato de ter traído o Rafael, com o Peter, e agora ter feito par com o Rafael....

-Esta tudo bem meu amor? Aconteceu algo?-questionou-me fazendo-me despertar.

-Nada, esta tudo bem!-sorri um pouco sem vontade.

-Eu te conheço Cris, e a muito tempo. Fala, o que houve?

-E que eu me senti um pouco desconfortavel la no altar. Acho que pelo fato de ter entrado com o meu ex marido, sendo que você estava ali nas primeiras fileiras, ainda mais depois de nos separarmos como tudo aconteceu...

-Escuta meu amor, relaxa, esquece isso, provavelmente foi impressão sua!

-Não foi, eu senti que estava sendo observada...

-E estava, estava sendo observada, por estar simplesmente maravilhosa esta noite!-foi impossível não sorrir. Eu também estava, mas provavelmente por estar acompanhado da mulher mais linda da igreja!

-Para seu bobo!

-Estava mais linda do que a própria noiva!

-Isso e a mais completa mentira, a Liz estava deslumbrante, a minha amiga estava simplesmente maravilhosa esta noite!

-E muito feliz!

-Sim!

-Os próximos somos nos!-o encarei.

-Oi?

-Nos seremos os próximos a nos casar, depois que o nosso bebe nascer, vamos providenciar o nosso casamento. O que você acha?

-Ainda tem o divorcio Peter!

-Mas eu tenho certeza de que isso esta prestes a se resolver!

-Tomara!-elevei as mãos ao céus.

O salão de festas estava lindo, e muito bem arrumado, a musica rolava solta, e já tinha gente dançando no meio da pista. Estava tudo em tons de vermelho, preto, e branco, estava simplesmente encantador.
Seguimos ate a mesa que estava reservada para mim, o Peter, e os meus pais, que por acaso já estavam sentados. Como eles conseguiram chegar antes da gente, eu não sei, mas estavam la com uma taça de champanhe cada um.

-Não abusa no álcool papai, esta dirigindo!-o adverti enquanto me sentava.

-Tudo bem mamãe!-sorrimos.

-E serio!

-Qualquer coisa passem a noite em minha casa!-Peter se pronunciou ao sentar.

-E quem vai leva-los ate la?-o encarei.

-Amor!-me olhou em tom repreensivo.

-Tudo bem, desculpa!-sorri. Eu estou estranha ultimamente, parece que eu tenho a necessidade de cuidar de todos ao meu redor, com um zelo desnecessário.

-E a gravidez meu amor, e assim mesmo!-minha mãe me encarou com carinho.

-Como você aguenta Bruno?-meu pai o encarou sorrindo.

-Papai!-e eu o encarei incrédula, mas com um sorriso no rosto.

-Respirando fundo, e contando ate dez!

-Peter?-todos a mesa gargalharam.

A festa estava maravilhosa. Acho que ja disse isso, mas e que realmente estava incrível. Eu nunca tinha visto a minha amiga tão linda, e feliz. Talvez quando a Alicia nasceu.
Neste momento eles estava dançando a valsa dos noivos, e eu sentia o meu estomago revirar só de pensar que eu ainda teria que dançar com o Rafael. Estou louca para esta noite acabar. Eu repassava esta frase em minha cabeça, poderia parecer mesquinho da minha parte em relação a felicidade da minha amiga, mas e que realmente eu estava me sentindo um pouco sufocada em estar no mesmo ambiente do que ele.
Dancei com o Matt, enquanto o Rafa dançou com a Liz, era coisa de poucos minutos, afinal, eles tinham que dançar com exatos cinco pares de padrinhos. Quando o Matt me entregou ao Rafa, preciso assumir que foi impossível manter o sorriso que estava em meus lábios ate alguns minutos atras.

-O que eu não faço pela minha melhor amiga?-disse em tom baixo assim que senti as suas mãos envolverem o meu corpo.

-O que você disse?

-Você me ouviu bem, pelo que me consta ainda não e surdo!-ele sorriu ironicamente.

-O que fez com o carro, já vendeu para comprar uma mini van?-perguntou com desdem.

-Você e muito debochado sabia? E desnecessário também!

-Eu não mudei absolutamente nada, continuo o mesmo!

-Ate parece, você não e nem de perto, o Rafael que eu conheci a alguns anos atras, você se tornou alguém vazio, e sem coração. Ou você já era assim, e eu simplesmente não consegui detectar antes, por estar simplesmente enfeitiçada por você!

-Enfeitiçada, ou encantada pelo meu charme?

-Menos pelo amor de Deus!-mais uma vez ele sorriu.

-Agora e serio, vai vender o apartamento?

-Por que você esta tão interessado, se eu vou não vender o carro, e a casa?

-Por que, se você for, eu pretendo compra-los de volta!

-O que?-o encarei incrédula.

-Você sabe que eu amo aquele apartamento, e o carro, e um dos meus "xodós"! So queria lhe deixar claro, que se por acaso for vender, eu quero compra-los!

-Por que isso agora? Por que você abriu mão deles, para agora querer de volta?

-Eu quero pagar por eles! E outra, o dinheiro vai te ajudar a criar, e sustentar este bando de crianças!-disse olhando mais uma vez com desdem para a minha barriga, e eu me afastei dele, sem deixar de encara-lo.

-Já sei, e para me humilhar mostrando que você tem dinheiro suficiente para comprar de volta?-ele apenas sorriu. Pois fique sabendo que os meus filhos não precisam da sua esmola, eles tem mãe, e tem um pai, que os amam de verdade!-o encarei seriamente, dando-lhe as costas o deixando sozinho na pista de dança.

-O que foi amor?-esbarrei no Peter que vinha em minha direção. O que este idiota estava falando com você!

-Esquece amor!-espalmei a mão em seu peito. Não vale a pena, você sabe que não vale!

-Eu não iria fazer nada de mais, só iria perguntar o que estava acontecendo! Estamos no casamento da sua amiga, sou uma pessoa publica, não quero, e nem posso me expor!

-Ainda mais por algo tão insignificante!-completei.

-Mas o que ele estava falando com você, que te deixou assim?-perguntou enquanto voltávamos para a mesa.

-Relaxa meu amor, vamos aproveitar a festa! Quer dançar?-sorri para ele da forma mais doce que conseguiria naquele momento.


De mãos dadas, nos aproximamos novamente da pista de dança, nos mantendo o mais distante possível daquele ser inconveniente. Like I'm Gonna Lose You tocava na pista, eu me apaixonei por esta musica desde a primeira vez que a ouvi no carro enquanto ia para a clinica, acho que que ela reflete exatamente o que eu sinto quando estou ao lado do Peter, quando estou em seus braços, eu me sinto segura, e com a capacidade de ama-lo ainda mais a cada dia. O meu maior medo, e de um dia perde-lo, de um dia me ver afastada dele novamente, de que por algum acaso do destino o nossa amor venha a ser colocado a prova. Acho que não resistiria a sensação de perde-lo, eu me sinto sufocada em pensar nesta possibilidade.
Senti os meus olhos marejarem, não sei se era pela gravidez, mas coisas assim tem povoado a minha cabeça ultimamente, e eu não gosto nada disso, desta sensação de poder perder o seu toque, ou a sua presença.
O abracei forte, sentindo a sensação de segurança que o seu abraço me transmitia. Fechei os olhos com força ao sentir os seus lábios em meu pescoço em um beijo terno, me deixando ainda mais confortável.

-A cada dia que passa eu fico mais certo da maravilhosa escolha que fiz. Hoje, eu não me arrependo de ter saído do Hawaii, mesmo tendo que te deixar como tive que fazer, principalmente por te-la neste momento em meus braços, em ter construído uma linda família com você! Obrigado por me fazer feliz cada dia mais, e me dar a oportunidade de te fazer feliz!-respirei fundo sentindo um no se formar em minha garganta.

-A unica que pode agradecer alguma coisa aqui sou eu!-me afastei o suficiente para olhar em seu rosto. Você realizou o meu grande sonho!-coloquei uma de minhas mãos sobre a minha barriga, e ele fez o mesmo. A maior realização da minha vida, veio através de você!-sorrimos. Eu amo você, e todas as coisas que você me deu!

A sua mão que estava em minha barriga deslizou ate o a minha nuca, onde iniciamos um beijo calmo, e cheio de amor. Amor, acho que era a coisa mais visível entre nos dois, chegava a ser chato, eu sei, mas quando amamos e tão bom demonstrar, tão bom deixar que todos vejam o quanto a pessoa ao seu lado te faz feliz, que ela e o suficiente para completar todas as áreas de sua vida, e que você não precisa mais nada que venha de fora, para ser uma pessoa completa.

§

Não sei ao certo a quanto tempo a festa esta rolando, eu só sei que estava realmente muito boa.
Em um dado momento, senti falta da minha filhota que ate então estava se divertindo com a Alicia pelo meio da festa.

-Peter, você esta vendo a Ari por ai?-questionei ao Peter, que parou para observar ao seu redor.

-Não!

-Ela estava aqui a alguns minutos!-minha mãe também olhou ao redor.

-Eu vou procura-la!

-Eu vou com você amor!-entreguei o Dylan que ate então estava em meu colo a minha mãe, e me levantei olhando ao redor.

Parte Peter

A festa estava ótima, ao menos depois que a Cris, falou não sei o que com o seu ex marido. Reparei que enquanto dançávamos, ele nos encarava, parecia ter ódio nos olhos, parecia nos odiar de todas as formas possíveis. Sabe quando a felicidade alheia incomoda as outras pessoas? Era exatamente assim que eu acho que ele estava. E quer saber? Foda-se, quem jogou o casamento pela janela não foi eu, foi? Bom, não posso negar que tive a minha parcela de culpa, mas o que eu posso fazer, eu só fiz o que o meu coração pediu.
Em certo momento da festa, sentimos a falta da Ari, ao nosso redor, e no meio da preocupação, a Cris e eu decidimos procura-la, nos separamos, e enquanto ela procurava pelo lado de dentro, eu olhava do lado de fora.
Depois de uns cinco minutos a procura, eu a achei, porem, ela não estava sozinha.

-Sai de perto da minha filha!-o encarei seriamente, e ele sorriu.

-Sua filha? Nos papeis da adoção, o nome que consta la, e o meu!-me encarou, e só ai eu reparei que ele segurava o braço dela.

-Um nome não quer dizer nada! Não adianta ter o nome no papel, e não fazer questão de te-la ao seu lado!

-Papai, ele esta me machucando!-ela choramingou.

-Solta a minha filha Rafael! SOLTA A MINHA FILHA!-com dois passos largos, eu estava segurando o seu pulso para que a soltasse.

Nos encarávamos como dois animais enfurecidos, disputando um território. A minha respiração estava forte, e a minha vontade era de encher a mão na cara daquele desgraçado, mas a ultima coisa que eu queria, era que a minha filha me visse agredindo alguém.
Depois de alguns segundos que parecia ser minutos, senti a minha filha ser arrancada de sua mão, e quando olhei ao redor, a Cris a segurava em seus braços. Ele puxou a sua mão da minha com força, e permanecemos a nos encarar.

-Voçe e um infeliz Bruno! Se acha o certo, mesmo depois de ter roubado a minha mulher!

-A culpa não e minha, se você não soube lhe dar o valor que ela merecia!

-Você e muito cara de pau! Surgiu do inferno, para acabar com a felicidade da MINHA família. Tirou de mim o que de mais precioso eu tinha! Depois que você apareceu, a nossa vida virou um inferno, a todo momento você estava la rondando a minha mulher, enchendo os ouvidos dela de coisas sem sentindo, trazendo um passado sem importância, só para confundi-la!-senti o ódio de suas palavras. Você retirou o amor da minha vida, Alias, você acha que retirou, por que se você acha que eu vou deixar assim tão fácil, esta muito enganado! Eu fui traído, e humilhado por vocês dois, isso homem nenhum aceita! Eu tentei, juro que tentei esquecer tudo o que vocês fizeram comigo, mas e mais forte do que eu!

-O que isso significa Rafael?-ela o questionou, e ele a encarou.

-Nada!-disse em um tom sombrio!

-Fala seu desgraçado!-voltou a me olhar.

-Eu só digo uma coisa, vocês não vão ser felizes juntos, por que tudo o que começa no erro, não tem futuro...

-CALA A SUA BOCA SEU INFELIZ!-eu simplesmente perdi a cabeça.

Eu parti para sima dele lhe acertando um soco que o fez se desequilibrar, mas logo se recuperando, ele veio para sima de mim, porem antes mesmo que me acertasse, senti ser puxado para trás, assim como ele. O meu sogro me segurou, assim como o Matt, o segurou falando algo com ele em seguida.

-Não vale a pena Peter, ele só quer desequilibrar a estabilidade de vocês, não deixa, e isso que ele quer, te ver cego de raiva!

-Este desgraçado conseguiu!

-Não, ele não conseguiu nada! Vamos entrar, toma uma água. A sua filha esta chorando!-olhei para o lado, e vi a Cris, abraçando a minha menina que chorava copiosamente.

-Não chora meu amor!-a abracei assim que me desvencilhei do meu sogro.

-Não briga papai!-ela disse entre as suas lagrimas.

-Esta tudo bem meu amor, o papai não vai brigar com ninguém!-a peguei no colo.

-Vamos entrar!-o meu sogro nos chamou.

Voltamos para a festa, e o meu clima obviamente não era mais o mesmo, eu estava com raiva, e podia sentir o meu sangue ferver dentro das minhas veias, de tanto ódio que eu estava, aquele desgraçado deu sorte.

Parte Cris


Passado o desentendimento dos dois do lado de fora da festa, eu tentei relaxar, e dar o minimo de importância que aquele infeliz merecia. Eu fiquei assustada quando vi os dois se encarando, e quase surtei quando o Peter o agrediu, pensei que aquilo não terminaria como terminou.
Mas o que me deixou de orelha empe, foi a ameaça do Rafael, ele foi firme ao dizer que não seriamos felizes juntos, e sinceramente, eu fiquei com receio.


Em um dado momento, a Liz, pediu ao Peter, que cantasse uma musica para ela, e obviamente ele aceitou de muito bom grado. Ele tomou o lugar do cantor da banda que estava tocando na festa, cantou Locked Out Of Heaven, a pedido dela que alegou ser uma das suas musicas favoritas -Safada- E claro, fazendo com que todos dançassem. Mais uma vez ela dançou com o marido, que mesmo mantendo a distancia de uma musica mais agitada, ele não deixava de olhar em seus olhos da forma mais linda, expressiva, e apaixonada deste mundo.

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Despedida de solteira. cap 59


 Hoje era sexta feira, dia da festa de despedida de solteira da Liz, e ate agora eu não fazia ideia de onde seria, na realidade, nem mesmo ela sabia, já que seria uma surpresa da sua cunhada. Só espero não estar me metendo em algo que me arrependa depois, pois pelo que conheço da Brandy, ela e bastante festeira.
Estava terminando de me arrumar, estávamos na casa do Peter, tínhamos vindo para cá, por que já que ele iria ficar com as crianças, não queria que ele ficasse completamente sozinho na minha casa, e aqui ele terá a Rúbia, para ajudar com as crianças, eu ficaria mais tranquila em ficar algumas horas fora durante a noite.

-Esta linda mamãe!-minha filha entra no quarto do Peter, no qual eu me arrumo.

-Obrigada meu amor!

Me curvei para beija-la, e senti um frio chato na espinha. Eu não gosto de ficar neste quarto, ele me da cala frios, e eu me sinto extremamente incomodada, parece que sempre que entro aqui tem alguém me olhando, eu nunca fico confortável. Peguei as minhas coisas que estavam em sima da cama, chamei a Ari, que olhava distraidamente pela janela, e seguimos para o quarto de hospedes.

-O que foi mamãe?

-Nada meu amor, eu prefiro me arrumar aqui!-sorri acomodando as minhas coisas sobre a cama. Me chamem de louca, mas eu não gosto de ficar la, principalmente sozinha.

-Cris?-ouvi a voz do Peter no corredor.

-Aqui!

-O que houve?-apareceu na porta.

-Nada!

-Ela não esta linda papai?-Ari sorriu desviando a sua atenção de mim.

-Esta meu amor, a sua mãe e linda! Já sabe onde sera a festa?

-Obrigada!-sorri para eles, e dei um beijo na minha filha que saiu do quarto em seguida. Ainda não, só sei que as oito e meia elas virão me buscar em uma limousine. E dai por diante, seja o que Deus quiser!-sorri.

-Isso deu ate medo!-sorri, mas ele permaneceu serio. Estou falando serio, cuidado por favor!

-Vai ficar tudo bem, relaxa!-lhe dei um selinho. Qualquer coisa eu volto para casa.

-Tudo bem! Por que não continuou a se arrumar no quarto?

-Eu não me sinto bem la, não adianta! Sinto como se tivesse em um espaço que não me pertence, me sinto uma intrusa, não consigo.

-Isso vai acabar, vamos nos mudar para uma casa só nossa!

-Eu já tenho a minha casa Peter, e se um dia fomos morar juntos, será la!

-Se um dia? Como assim, se um dia Crystal?

-Eu só quis dizer, que quando isso acontecer, eu não quero que seja aqui!-me aproximei dele, acariciando o seu rosto, ele me olhou intrigado. Fica tranquilo, já somos uma família meu amor!-selei os nossos lábios, e recebi uma mensagem no celular. Elas chegaram!-peguei a minha bolsa assim que li a mensagem.

-Se cuida, e não esquece de me ligar!-me encarou.

-Eu vou!-sorri. Não fica com esta carinha meu amor, prometo que quando chegar eu estarei bastante disposta para esticarmos a noite do jeito que você gosta!-o encarei fazendo ele sorrir. e retirar aquele ar de preocupação que tinha se instaurado em seu semblante.

-Eu vou cobrar!

-Pode cobrar!-sorrimos.

Ele me acompanhou ate a limousine que estava parada no portão de sua casa, e antes mesmo de chegar proximo ao veiculo, era possível ouvir a musica alta que tocava no seu interior, e ela se intensificou quando a Liz abriu a porta. Ela estava com um vestido preto mediano, saltos, e um poa rosa choque no pescoço, com um azul marinho nas mão, e logo eu deduzi que seria para mim.

-Não briga comigo, ainda não sei de nada!-sorriu colocando o poa em meu pescoço. Ola Bruno!

-Ola Liz!-sorriu.

-Fica tranquilo, a sua mulher voltara inteira!

-Eu estou contando com isso!-gargalhamos.

-Vamos, tem um suco de laranja com vodca especialmente para você!

-Ate parece sua louca, eu não posso beber...

-Eu sei disso, e só brincadeira! Vamos, por que não estou gravida, e vou beber muito! Ate Bruno!-ela lhe deu um beijo no rosto nos fazendo rir, e logo entrou no veiculo.

-Juízo?-ele me encarou.

-Sem duvidas!-lhe dei um selinho. Certamente não ficarei por muito tempo, então logo voltarei para casa!

-Tudo bem, mas tente se divertir, voçe merece!

-Obrigada amor!

Entrei na limousine, e cumprimentei as meninas que eram as duas cunhadas, uma prima do marido da Liz, duas amigas-que segundo ela são da faculdade-, e a Sam, uma das recepcionistas da clinica.

-Suco de laranja ou melancia Cris?-Sam me encarou com uma taça de champanhe na mão.

-Melancia, por favor! Onde sera esta festa?-as encarei apreensiva.

-Boa pergunta!-Liz se manifestou.

-SURPRESA!-as cunhadas disseram juntas. Sinto que posso me arrepender amargamente da hora em que sai de casa.

A limusine deslizava pelas ruas de Los Angeles, enquanto tocava em alto e bom som How Deep Is Your Love. E sinceramente, era a primeira vez que eu ouvia aquela musica, me chamem de louca, desatualizada, mas e a verdade. Tirando que musica alta demais no meu ouvido, me deixa severamente irritada, e agora gravida então. Estou insuportável.
Graças a Deus pouco mais de quinze minutos depois, enfim, paramos em algum lugar de Los Angeles, e claro, eu fui a primeira a sair do carro, não aguentava mais.
Alguém me leva de volta para casa?

-O que e isso?-fiquei completamente estática olhando para a fachada do tal lugar.

-Ain amiga, eu não...

-CLUB DAS MULHERES, VAMOS VER HOMENS SEMI NUS, POR QUE HOJE PODE!-Barbra, irma do Matt, gritou ao nosso lado.

-Relaxa amiga, só aproveite a noite!-Liz me encarou. Por mim!

-Por você!-sorri meio sem vontade. Mas eu preciso ligar para o Peter!

-Vai falar onde esta?

-Preciso, não?

-Ele pode ficar chateado.

-Eu sei!-mordi o lábio inferior.

-Diga que e em uma boate!

-Não quero mentir para ele.

-Eu entendo, também não quero mentir para o Matt!

-Seja o que Deus quiser!-peguei o celular.

-VAMOS CUNHA!!-ela mais uma vez se aproximou, parecia bastante alcoolizada ja.

-Te encontro la dentro!-mostrei a ela o celular.

Ela entrou, e eu disquei para o Peter, estava decidida a falar para ele onde estava, e se caso ele não gostasse, eu iria embora na hora, obviamente, ou ate mesmo se eu não me sentir a vontade quando entrar, eu obviamente, vou embora.

-Cris?

-PETER?-disse mais alto, já que não o escutava bem.

-Uau, onde você esta?

-OI, FALA MAIS ALTO!

-ONDE VOCÊ ESTA?-merda, merda.

-EM UM CLUB!

-CLUB? ONDE?

-DESCULPA, EU NÃO CONHEÇO MUITO BEM ESTA PARTE DE LOS ANGELES AMOR!-isso era verdade.

-TUDO BEM! SE DIVIRTA, E QUALQUER COISA ME LIGA!

-CLARO! COMO ESTÃO AS CRIANÇAS?-sim, eu estou enrolando para não entrar. Culpada!

-ESTÃO BEM!-sorriu. RELAXA, SE DIVIRTA, BEIJO TE AMO!

-EU TAMBÉM TE AMO!

Desligamos, e eu olhei para a entrada da boate, com o seu letreiro em neon vermelho escrito "Bamba Club" Que porra e esta? Não sei, mas confesso que estou com medo.

-Tudo pela Liz!-respirei fundo, e fui para a entrada.

As luzes estavam baixas, e algumas musicas agitadas tocavam no ambiente. Alguns garçons trajando apenas uma calça social, suspensórios e uma gravata borboleta preta circulavam pelo local com as bandejas de drinks, enquanto algumas mulheres mais abusadas alisavam os seus corpos como se estivessem no cio. A noite sera longa. 
Eu não sou uma santa, mas definitivamente este ambiente não me deixa a vontade.

-DRINK GATINHA?-um garçom se aproximou com a sua bandeja, e o seu corpo bastante musculoso, coberto de... Óleo?

-Não, obrigada!-disse gesticulando com as mãos, ele sorriu, e se afastou.

Olhei ao redor, e achei as meninas com os drinks nas mãos, ao lado de uma das mesas, elas riam, e falavam bem alto. Me aproximei, e procurei a cadeira mais próxima para me sentar. Eu queria me divertir, mas definitivamente, acho que esta sera a ultima coisa que vou fazer esta noite. Afinal, e difícil ficar totalmente a vontade em um lugar que você nãos se sente, e com uma enorme barriga de sete meses
A Liz sentou ao meu lado com cara de cão arrependido, nos encaramos, e foi impossível não gargalharmos, isso não era culpa dela, e definitivamente ela tinha ficado tão surpresa quanto eu.

-Desculpa!-moveu os lábios.

-Relaxa...

De repente as luzes se apagaram por completo deixando o lugar um breu, apenas uma luz se acendeu no palco, e uma mulher muito bonita, de corpo escultural em uma vestido mega apertado estava segurando um microfone. Pensei que fosse club das mulheres, e iriamos ver homens, e não mulheres tirando a roupa.

-Boa noite minhas poderosas!-ela sorriu, e todas aplaudiram. Estão preparadas para serem adoradas?

-SIMMMM!-quase fiquei surda.

-Para serem desejadas? Idolatradas? Veneradas?

-SIMMMM-estão animadas

-Meu nome e Rubi, e esta noite eu serei muito gentil, muito boazinha, e emprestarei a vocês... OS MEUS HOMENS!

 Ela se virou para o fundo do palco, e tinha uma fileira de homens altos e fortes, eles vestiam calça social preta, uma capa também preta com o interior vermelho, e uma mascara branca como a do  fantasma da opera. As mulheres foram a loucura, e a frente do palco ficou pequena para a quantidade de "racha" que se aglomerou em cada metro quadrado.
Eu estava parada em frente a mesa em que as meninas estavam acomodadas antes de se levantarem para tentar chegar o mais perto possível dos homens, enquanto começava a tocar a inconfundível batida da musica "Pony", levando as mulheres a loucura quando eles começaram a rebolar de forma provocativa, e cheia de sensualidade.
A minha vontade? Sair dali o mais rápido possível! E por que eu não fazia isso? Por que era a despedida de solteira da minha melhor amiga, e ela já fez tantos esforços por mim, por que eu não poderia fazer apenas um por ela?

-CRIS?-fui despertada dos meus pensamentos pela sua cunhada. VEM!

-NÃO, OBRIGADA!-apenas sorri sendo simpática, e ela fez cara de desdem.

A culpa não e minha de ser uma mulher conservadora, de não gostar de fraquentar um clube de stripper, e de não desejar nenhum outro homem a não ser o meu. Desculpa se não tenho tendencia ao adultério.
Dei mais um gole no meu suco de mirtilo com frutas vermelhas, enquanto me sentia sozinha nos fundos da boate vendo as mulheres indo a loucura alisando os corpos dos homens sarados que estavam no palco. Sorri ao ver a Liz se abanar fingindo estar passando mal, mas logo a festinha delas acabou quando a tal Rubi disse que por enquanto era só, que era apenas um aperitivo para o que vinha mais tarde. Elas lamentaram, mas voltaram para os seus lugares quando uma nova musica começou a tocar, e os "sarados e descamisados" voltaram para trás do palco.

-Nossa e hoje que eu vou ter um treco!-uma das meninas que estavam com a cunhada da Liz, comentou ao se sentar a mesa novamente, e eu apenas sorri.

-Você não vai ficar ai sentada a noite toda não e Cris?-a prima do marido dela me questionou.

-E o que eu pretendo!

-Não acredito, mas por que?

-Bom, caso você não tenha notado, eu estou gravida, e tenho um homem maravilhoso em casa a minha espera, não preciso ficar alisando outros homens na rua...

-Calma Crystal, e só diversão, não significa que vamos transar com eles...

-E mesmo se forem, isso não e problema meu! Eu não estou aqui para julga-las, o que vocês fazem da vida de vocês não e problema meu! Eu só estou aqui pela minha amiga!

-Se quiser pode ir embora!-a outra cunhada da Liz que ate então estava quieta me encarou, e eu pequei a minha bolsa.

-Não!-a Liz nos encarou. Vamos apenas nos divertir okay! -ela sorriu tentando deixar as coisas mais amenas, e eu senti o meu bebe chutar um pouco mais forte, me fazendo respirar fundo, e me sentar.

A noite estava correndo sem mais "problemas", e eu estava ate me divertindo assistindo a loucura daquelas mulheres, babando ao ver alguns dos rapazes ficarem completamente nus, tendo apenas algum acessório cobrindo a parte frontal de suas genitálias. Se elas pudessem ate aquilo arrancariam.
Em determinado momento, a tal Rubi, retornou ao palco, anunciando uma apresentação especial, para um grupo de mulheres muito especial que estavam presente comemorando uma despedida de solteiro. 
Confesso senhoras e senhores, foi exatamente ai que eu senti o cheiro da merda.

-Um dos meus rapazes, terá o prazer de dançar especialmente para vocês, e claro para a noiva.

Antes que eu pensasse em pensar em qualquer coisa, as luzes se apagaram, deixando apenas um feixe de luz no palco, onde surgiu, um dos homens, vestido de noivo. O cara era tipo Channing Tatum, preciso admito, ele era muio gato. Sou comprometida, não hipócrita, muito menos cega.
Ao som de Hot Line Bling-Drake, ele começou a dançar sempre alisando o seu corpo bem definido, provavelmente por horas de academia. As mulheres começaram a gritar como se nunca tivessem viso algum homem na vida. Sinceramente, eu estava ficando surda.

-Tudo pela minha amiga!

Eu repetia isso para mim mesma, era quase como um mantra.
Fui praticamente dispersa por um grito estridente, e quando dei por mim, a Liz estava no colo de um dos caras, enquanto ele a levava para o palco a sentando em uma cadeira, enquanto praticamente se esfregava em sima dela. E ela? A aquela vaca estava adorando! Foi impossível não sorrir, não que eu concordasse, mas que estava engraçado, ah, isso estava.
Depois de dançar para ela no ritmo da musica, e fazer com que ela passasse as mãos por todo o seu corpo. Todo mesmo. Ele pegou em sua mão a deixando descer do palco quando a musica acabou. Ela voltou para onde estávamos, e logo mais alguns rapazes apareceram do nada para a felicidade das outras meninas, e para o meu desespero, um rapaz alto de pele bronzeada, com a barriga tanquinho,com um olhar sedutor, e um sorriso de hipnotizar -digo isso por que ja tinha visto antes, não que eu estivesse reparando nele agora. Ah vai, não me crucifique, uma coisa e olhar, outra e tocar. Enfim...- apareceu em minha frente laçando a minha cintura fazendo com que eu me aproximasse do seu corpo, mesmo com uma enorme barriga entre nos dois.

-HEY, ME SOLTA, COMIGO NÃO!-o empurrei, porem ele sorriu, e me segurou com as duas mãos.

-Relaxa, e só uma dancinha!-se aproximou ainda mais falando bem proximo ao meu ouvido. Eu sei que você quer!

-Se enxergue, eu sou uma mulher comprometida, e estou gravida!

-O fato de você ser comprometida e estar gravida, não te impediu de vir ate aqui!

-Você e muito abusado! O fato de eu ter vindo ate aqui, não te da o direito de tocar em mim, portando, me solte!-o encarei fixamente.

-Eu sei que você quer uma dança gata!-elevou a mão para tocar o meu rosto, e eu mais uma vez o empurrei.

-Não toca em mim! Se você não me soltar agora, eu vou dar um chute no meio da sua bunda, ou em outro lugar que fara você se arrepender de ter nascido homem. Portanto, se não quiser falar fininho pelo resto de sua vida, e melhor me soltar agora!

Encarei o abusado com fúria, e ele pareceu notar que eu estava realmente falando a verdade, e me soltou elevando as mãos em rendição. Mas claro, não antes de soltar um sorrisinho. Olhei ao redor respirando profundamente, e dei de cara com a Liz se aproximando rapidamente.

-O que aconteceu?

-Este abusado...-coloquei a mão na testa. Desculpa amiga, eu não estou bem!

-Esta sentindo algo?-ela me encarou preocupada.

-Não, eu só quero ir para casa, eu quero descansar, afinal amanha e o seu casamento.

-Eu entendo! Me desculpa...

-Esta tudo bem! E também, a minha barriga ja esta pesando um pouco!-sorri para ela tentando demonstrar que estava realmente tudo bem.

Me despedi da minha amiga, deixando um abraço para as outras garotas. Ela insistiu que eu voltasse na limousine, mas eu disse que estava tudo bem, e eu poderia voltar de taxi.
As vezes eu me acho uma boba em ser tão "casta" assim, mas este e o meu jeito, eu odeio enganar as pessoas que amo, claro teve uma exceção ou outra, mas isso não vem ao caso, o fato e que ele foi bastante abusado também.

Peguei um táxi na porta da boate, e segui direto para casa do Peter, não demorou mais do que vinte minutos para que chegasse em casa. Durante o trajeto eu fiquei me perguntando se contaria ou não para o Peter, o que tinha acontecido, se caso ele perguntasse o por que tinha chego tão cedo.
Entrei em casa, e a unica luz acesa na parte inferior era a da sala, e mesmo assim a meia luz. Retirei o salto que estava machucando o meu pé, já que eles estavam começando a inchar, e com eles em minha mão eu subi as escadas. Fui direto para o quarto de hospedes, onde imaginei que a Ari estaria, e ela estava dormindo calmamente como o anjinho que é. Depois de lhe dar um beijo na testa, eu fui para o quarto principal, e dei de cara com o Peter, dormindo ao lado do Dylan, que estava completamente largado sobre a cama. Meus garotos.
Coloquei a bolsa na cadeira, os sapatos no chão, e fui ate a cama beijar os meus meninos. O Dy apenas se mexeu um pouco, já o Peter, despertou imediatamente.

-Desculpa, não queria que acordasse!

-Já voltou? São que horas?-disse sonolento.

-Sim, já voltei meu amor! E pouco mais de meia noite!

-Voltou cedo!-sentou tomando cuidado para não acordar o Dy.

-Sim, eu preferi assim!

-Aconteceu algo?

-Nada de mais!

-Se aconteceu, me conte!

-Esta tudo bem!-me mexi desconfortavel.

-Você voltou por que a festa foi em uma boate, não e?

-De stripper!-sorri sem vontade.

-Sabia! Por isso você veio embora?

-Sim, um dos dançarinos queria dançar comigo, mas eu disse que não, ele insistiu, e eu quase bati nele!

-Bateu nele?-me olhou assustado.

-Quase!-sorrimos. Só um homem pode me tocar!

-So um?

-Uhum!

-Gostei disso!-se aproximou me puxando contra ele. Voçe e somente minha?-disse rente ao meu ouvido, me fazendo arrepiar.

-Sim! Somente sua!-minha voz saiu baixa, quase falha.

Senti a minha pele se arrepiar, quando os seus dedos se emaranharem em meus cabelos, os puxando sem muita força, deixando o meu pescoço vulnerável, onde ele começou a desferir beijos, e leve mordidas me deixando completamente entregue a ele. 
É nestas horas, que sei que o meu lugar favorito é em casa, e ao lado do meu amor.



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Vamos dançar? cap 58



Chamei as duas mulheres para entrar, lhes ofereci um café, que mesmo quase colocando o estomago para fora, eu as servi sempre com um sorriso no rosto.

-Como vai a gestação?-uma das mulheres me encarou.

-Vai bem, muito obrigada! Estou enjoando bastante, mas faz parte do processo!

-Certamente! Já sabe o sexo?

-Não, ainda não!

-Mamãe, aqui, eu já falei com o papa...-ela encarou as mulheres, com o semblante serio.

-Vem aqui meu amor. - a chamei, e ela veio apressadamente se acolhendo e meus braços. De boa tarde as moças!

-Boa tarde!-disse tímida e receosa.

-Boa tarde meu amor!-disseram juntas.

-Você e muito linda!-a psicóloga sorriu para ela.

-Obrigada!-escondeu o rosto entre os meus cabelos.

-Esta tudo bem meu anjo! -a virei para mim. Lembra quando eu disse que duas moças iriam vir aqui mais tarde?-ela acenou positivamente com a cabeça. Então, são elas!

-Elas vão me levar embora?-disse baixinho bem próximo ao meu ouvido.

-Não meu amor!-sorri acariciando o seu rosto.

-Promete?

-Prometo!

-Eu preciso conversar a sós com ela dona Crystal!

-Claro!-olhei nos olhos da minha filha. A tia vai conversar com você la no seu quarto, tudo bem? Eu vou ficar exatamente aqui te esperando meu amor, a mamãe não vai alugar nenhum!

-Ta bom!

-Você vai me mostrar os seus brinquedos?-ela se levantou esticando a mão para a Ari que pegou bastante receosa.

Elas seguiram pelo corredor, saindo completamente da sala, e eu fiquei sozinha com a assistente social. Ela me encarou, e eu sorri respirando fundo.

-Como esta a sua adaptação com ela? Sei que esta pergunta já e mais do que batida, afinal não e a primeira visita!-sorrimos.

-Verdade! Continua a melhor possível. Ela e uma menininha maravilhosa, prestativa, educada, e um amor de criança!

-E a convivência?-sorri, sentindo os meus olhos arderem.

-Eu não sei viver mais sem ela!

-A senhora esta grávida, como esta sendo a aceitação da Ari?

-A primeira pergunta que ela me fez, foi se eu iria devolvê-la para o abrigo! –respirei fundo sentindo as primeiras lagrimas se formarem em meus olhos. Eu jamais faria isso, ela e o meu pilar, e a minha vida, e a minha primogênita. Sento como se ela tivesse realmente saído de dentro de mim, o amor que sinto por ela, e absurdo, e... Eu não tenho palavras para expressar o que sinto pela minha filha!

-Quando chegamos aqui, ela estava no celular, e disse que era o pai dela! Ficamos sabendo que a senhora se divorciou. o ex marido da senhora continua sendo presente?

Neste momento me deu vontade de falar que o Rafael nunca tinha sido presente, e não era agora que ele seria presente na vida dela. Porem, eu preferi ficar na minha, seria melhor assim.

-Não! Depois que nos divorciamos a quase cinco meses, só nos vimos apenas uma vez na semana passada. A pessoa que ela estava falando, era o meu atual namorado.

-A senhora já esta em um novo relacionamento, entendo!-anotou algumas coisas no seu tablet. Merda! E como e o relacionamento deles?

-Bem, como a senhora mesmo pode ver, e o melhor possível, eles são como pai e filha!

-E quem tomou a iniciativa dela chamá-lo de pai?

-Partiu dela, assim como a de me chamar de mãe, foi tudo natural, e espontâneo.

-Bom, vejo que trocou de casa, como foi a adaptação dela?

-Muito boa...

Ela me fez mais algumas perguntas sobre a escola, e mais uma vez sobre o meu novo relacionamento, sobre a adaptação dela mediante a tudo. Graças a Deus, estava tudo bem, e a nossa adaptação com ela, e dela conosco, acho que era a melhor possível.
Devido a demora da conversa da psicóloga com a Ari, eu estava começando a ficar apreensiva, queria saber o que estava acontecendo la dentro, queria saber o que ela estava avaliando, e qual seria a sua decisão.
Depois de mais ou menos meia hora de conversa, eu olhei para porta um pouco apreensiva ao vê-la se abrir, e o Peter entrar com o Dy nos braços, que ao me ver fez logo festa jogando os bracinhos para o alto. Sorri para o meu bebe, que se jogou do colo do seu pai, para o meu.

-Boa tarde!-ele disse sorridente olhando para a mulher na minha frente.

-Boa tarde! E um prazer... Pigarreou. Um prazer te conhecer!-sorri para eles quando se cumprimentaram.

-O prazer e todo meu. Boa tarde amor!-me beijou os lábios com carinho em um selinho demorado apenas.

-Boa tarde!

-Nosso menino estava com saudades!-acariciou os cabelos do Dy que acomodou a cabeça em meu ombro.

-Eu também estava!-beijei o seu rostinho.

-Onde esta a minha princesinha?-acomodou a bolsa do Dy no sofá.

-Esta com a psicóloga no quarto dela!
-Tudo bem! Eu vou deixá-las a vontade. Vamos meu pequeno,o papai vai te ar um banho!-ele esticou os braços para pega-lo, mas ele segurou o meu pescoço. Vem filho, a mamãe esta ocupada.

-Acho que ele não quer!-sorrimos quando ele me abraçou ainda mais.

-Se quiser ficar com ele, não tem importância!-a mulher sorriu nos encarando, parecia maravilhada com a sena a sua frente.

-Muito obrigada!

-Então, eu vou tomar o meu banho! Foi um prazer conhecê-la!- a cumprimentou novamente que abriu um enorme e imediato sorriso.

-O prazer foi totalmente meu senhor Mars!-ele sorriu me dando um selinho novamente, um beijo no filho, e seguiu para o corredor.

Votei a minha atenção para a moça que deu um suspiro discreto, e voltou a sua atenção ao tablet continuando as suas perguntas.

Parte Peter

A ultima vez que eu tinha visto os meus amores tinha sido na manha de ontem, e já estou louco de saudades das minhas meninas.
Eu tinha passado a noite no estúdio, e como a Cris, estava um pouco enjoada noite passada, eu preferi deixar o Dy, com a minha irma. A Cris não gostou muito, disse que queria ficar com ele, mas eu preferi deixa-lo com a minha irma, preferi que ela descansasse.
Depois de sair do estúdio durante a tarde, passei na casa da Jaime, e depois segui direto para casa. Ou a casa da Cris. A nossa casa, pronto!
Quando cheguei logo de cara notei duas coisas diferentes: Tinham dois carros na garagem, um popular, com um emblema do governo, e logo eu saquei que ela estaria com as concelheiras, pensei em dar meia volta, mas preferi entrar, eu queria muito falar com uma delas. E o segundo carro era um Maserati, na realidade, eu já conhecia aquele carro, era o mesmo que ela usou para ir à minha casa na primeira noite que passamos juntos. Definitivamente, aquele carro era lindo!
Entrei e cumprimentei formalmente a mulher que conversava com ela, enquanto a minha mulher estava com o nosso pequeno nos braços, a mulher muito sorridente foi extremamente simpática. Quando tentei pegar o Dy para tomar banho, ele quase arrancou o pescoço da mãe fora, e a moça disse que ele poderia ficar por ali, que não teria problemas. Segui para o corredor, mas logo dei de cara com a minha princesinha saindo do quarto dela.

-PAPAI!-ela correu em minha direção que a peguei no colo beijando os seus cabelos.

-Amor do pai!

-Que saudade! Você demorou!

-Desculpa meu anjinho, o papai passou a noite do estúdio!

-Vai ficar esta noite em casa?-ela mexeu nos meus cabelos bagunçados como sempre tentando arruma-los, e eu sorri.

-Vou meu amor!

-Oba!-sorriu me abraçando novamente. Papai esta aqui e a tia Helena, ela estava conversando comigo, perguntando se eu gosto de morar com a mamãe, da escola, de você...

-Serio meu amor?-sorri acariciando os eu rosto.

-Prazer, senhor Mars!

-Prazer, dona Helena, não e?

-Sim!-ela sorriu. A Ariel e um encanto!-acariciou os seus cabelos.

-A minha filha e perfeita!

-Sim!

-Tia, eu não vou embora não e?-ela perguntou apreensiva, e me abraçou. No fundo eu também queria saber.

-Fica tranquila meu amor! Se depender de mim, você não vai a lugar nenhum!-sorriu beijando o seu rosto, e eu senti o meu peito se aliviar.

-Amor, vai la pra sala com a sua mãe, que o papai quer falar com a moça!

-O meu irmão esta la?

-Esta!

-Ta bom!-a coloquei no chão e sorri ao vê-la seguir sorridente para a sala.

-Bom, eu queria fazer uma pergunta a senhora!

-Pode fazer!

-Como eu faço para colocar o meu sobrenome nela?

-Ela me encarou parecendo surpresa, e logo em seguida sorriu.

-Não e difícil. Porem precisamos saber se ela realmente ficará com a senhora Crystal!

-Ela corre o risco de não ficar conosco?

-Eu não sei a avaliação da conselheira em relação à Crystal, mas a minha foi bem positiva senhor Bruno!

-Digamos que tenha sido muito boa também. Como eu faço?

-Bom, e só apresentar o eu RG no cartório junto com a Dona Crystal, quando ela pegar a guarda definitiva!

-E se eu quisesse que fosse uma surpresa?-ela me encarou e sorriu mexendo na sua bolsa.

-Vou deixar o meu cartão com o senhor, se caso der tudo certo, e so me procurar!-sorrimos.

-Obrigado!-sorri agradecido para ela.

Segui para o quarto, tomei um banho, sem retirar da minha cabeça a idéia de dar o meu nome para a Ari, e troná-la de fato a minha filha. Amo demais a minha menininha, e definitivamente, só falta isso mesmo para me considerar definitivamente o pai dela.

§

Depois do jantar, eu coloquei a Ari na cama para dormir, e hoje ao invés de uma historia, ela pediu que eu lhe cantasse uma música, e é claro que eu não iria negar um pedido destes a minha filha.

-O que você quer que o papai cante para você?

-Hum... This Little Light Of Mine!-disse certa de sua escolha.

-Bela musica! A minha mãe cantava para mim quando eu era pequeno sabia?

-A vovó cantava bem?-ela bocejou durante a frase, e eu sorri vendo ela chamar a minha mãe de vó, se ela tivesse aqui ficaria toda boba.

-Sim! A vovó cantava lindamente!

-Igual a você papai?

-Muito melhor do que eu!

Beijei a sua cabeça sentindo ela se acomodar melhor em meus braços, e logo em seguida eu comecei a cantar para ela que cantava alguns trechos comigo.


Esta é minha pequena luz,
Eu vou deixá-la brilhar.
Esta é minha pequena luz,
Eu vou deixá-la brilhar.
Esta é minha pequena luz,
Eu vou deixá-la brilhar.
Todo dia, todo dia,
Todo dia, todo dia,
Vou deixar minha pequena luz brilhar...

Depois que ela adormeceu, eu sai do quarto bem devagar para que ela não acordasse, e entrei no da Cris, dando de cara com ela ninando o Dy, com toda a sua paciência. Me aproximei beijando os seus lábios, e acariciando a cabeça dele.

-Ele esta quase dormindo!-disse baixinho.

-Você deu outro banho nele?

-Tive que dar, ele se sujou todo com a papinha de legumes!

-Ele esta adorando esta nova fase de se alimentar de outras coisas sem ser apenas de leite.

-Imagino que sim! E ele e comilão como você!

-Que blasfêmia!-sorrimos.

§

-Ele dormiu?-perguntei quando ela entrou no quarto depois de leva-lo para o quarto dele.

-Sim! Como um anjinho!-me deu um beijo quando se deitou ao meu lado.

-Notei que o carro já chegou!

-Sim!-respirou fundo. Não tenho a menor idéia do que fazer com ele!

-O que você quiser!

-Acho que vou vendê-lo!

-Hum... Por quê?

-Ele não e espaçoso, não acomoda nos cinco!-sorri.

-Ele e seu! E para você andar, e não carregar todo mundo!

-Ai que esta!-se virou me abraçando. Eu não sou mais ninguém sem vocês, e se não tem espaço para vocês, para mim, ele não serve!

-Eu te amo!

-Eu também! E estava com saudades!

-Estava?

-Uhum, muita! Sabe que mulher grávida fica com os hormônios a flor da pele, e esta a toda hora querendo fazer amor!-sorri.

-E verdade! Bom, eu não estou grávido...

-Te certeza?-ela acariciou a minha barriga.

-E isso mesmo dona Crystal!?-a encarei fingindo estar serio. Isso não tem graça!

-Desculpa amor, mas e que a sua barriga esta grandinha já, esta vida de fast food, e álcool no estúdio, esta te fazendo mal!-sorriu.

-Posso ate estar mais cheinho, mas ainda consigo te castigar sabia?- a segurei pela cintura a jogando contra a cama, e ela gargalhou.

-Gostei disso!

-Eu sei que sim!

Beijei os seus lábios ferozmente, com cede, com vontade, com saudade. Parecia que um dia longe dela, era como se fosse muito mais do que uma semana, ou bem mais do que isso.

Parte Cris

-Por favor, mamãe, só um pouquinho!-ela me pedia olhando em meus olhos com as mãos unidas contra o peito.

-Ta bom, não tem como dizer não para você!-sorri.

Estávamos na quinta feira à tarde, dia 23 de Agosto, véspera da despedida de solteiro da Liz, enfim a minha amiga iria se casar no dia 26 com o Matt depois de anos morando juntos.
Eu estava com uma enorme barriga de sete meses de gestação, e estava bastante pesada, não ao ponto de andar “remando” mas estava bem pesada, e a Ari tinha acabado de me convencer a dançar com ela, vê se eu posso?

-Qual musica vamos dançar?-perguntei ficando descalça, e prendendo os cabelos.

-Hum... Vamos dançar Nae Nae!

-Serio?-gargalhei. Eu não sei dançar esta musica filha!

-Eu te ensino mamãe! E vamos gravar!

-O que? Você não vai fazer isso com a sua mãe!-ela soltou uma gargalhada gostosa.

-E para mostrar ao papai quando ele voltar de viagem!

-Piorou, do jeito que o seu pai é, é capaz dele rapidinho aprender a postar vídeo na internet, só para jogar na rede, e ver ainda mais pessoas rindo de mim!-sorrimos. E outra, ele volta hoje a noite!

-Por favor mãe, vamos gravar!-respirei fundo.

-Ta bom!-peguei o celular, e o acomodei no sofá de forma que gravasse nos duas no canto da sala. Só não coloca muito alto para não acordar o seu irmão!

-Ta bom!-ela foi ate o celular, e me olhou. Esta preparada?

-Não, mas pode soltar!-sorri.

-Ola, me chamo Ariel, e esta e a minha mamãe a Crystal, ela esta grávida do meu irmão, ou irma, ainda não sabemos! Esta muito grávida, a barriga dela parece uma bola de futebol!-sorrimos, e eu exibi a minha barriga para a gravação. A mamãe disse que bebe e tímido, já que não sabemos se e menino ou menina!-ela disse mais baixo, e eu sorri. Vamos dançar, esta pronta mamãe?

-Claro!-que não obviamente, mas sorri.


Ela foi ate o som soltando a musica que começou a tocar, e de inicio apenas balancei de um lado para o outro, e ela me pediu que eu fizesse o mesmo que ela, e eu apenas assenti.
Ela dançava a musica do seu jeitinho, e eu como uma mãe muito babona, ficava admirada, e tentando dançar como ela para fazer a sua vontade, que no final das contas, era extremamente divertido. 
Now watch me whip (kill it!)
Watch me nae nae (okay!)
Now watch me whip whip
Watch me nae nae (can you do it?)

Confesso que errei muitas e muitas vezes, e ela gargalhava todas as vezes que isso acontecia, os passos eram marcados, e eu me embolava toda, parecia o boneco do posto com uma bola de futebol na barriga tentando dançar. Que desastre.

Now watch me
Ooh watch me, watch me
Ooh watch me, watch me
Ooh watch me, watch me
Ooh ooh ooh ooh...

Preferi terminar a musica cantando, já que estava completamente sem fôlego, enquanto ela dançou ate o final, e ainda fez pose para terminar a musica. Orgulho da minha princesa.

...Do the stanky leg, do the stanky leg
Do the stanky leg, do the stanky leg
Do the stanky leg, do the stanky leg
Do the stanky leg, do the stanky leg

Now break your legs
Break your legs
Tell 'em "break your legs"
Break your legs



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sínico! cap 57


Agora foi a minha vez de juntar forças e coragem, por todos estes anos de enganação, e sustentar o seu olhar. Levantei-me do sofá também, e dei alguns passos em sua direção sem desviar o olhar do seu.

-Fala, por quê?-o encarei seriamente, mesmo ele estando de costas para mim.

-Eu já te disse, eu tive receio de falar a verdade para você, e você desistir de continuar comigo!-apenas virou o rosto.

-Você passou anos comigo, e não me conhecia, não me conhece! -segurei em seu braço o virando para mim. Ate parece que eu iria te deixar por causa disso, eu sentia algo muito forte por você, não era amor, eu admito, mas era algo tão forte que me confundiu, e eu confiei a minha vida a você, e o que você fez? Me enganou!

-Não fale de enganar, por que você me enganou muito mais Crystal! Você me traiu!-apontou o dedo no meu rosto.

-Te trai sim!-admiti, sentindo orgulho de mim mesma, em assumir. Eu te trai com o homem que eu sempre amei, com o homem que eu conheci, e amei durante a minha adolescência...

-Isso e desculpa?

-Não, isso não e desculpa. Mas eu fui, e sou mulher suficiente para assumir os meus erros!

-Você esta insinuando que eu não sou homem?-me encarou com expressão de raiva.

-Não! Eu estou falando que você não assumiu o seu erro antes, que me fez de idiota primeiro!

-Eu errei, assumo que errei! Mas eu te amava tanto! Eu... -ele novamente deu as costas para mim, como se tivesse algum receio em me olhar. Eu fui um fraco, deveria ter te contado a verdade, mas tive medo de te perder, e no final das contas, eu te perdi!

-Eu sinto muito por isso, mas sim, você me perdeu!-ele sorriu.

-Como é a sua vida de nova pobre?-voltou a me encarar, mas agora com desdem.

-A sua defesa e o ataque?

-Não estou te atacando, apenas fiz uma pergunta!-elevou os braços em rendição.

-Pois saiba que eu estou muito mais feliz! Tudo o que eu preciso esta em uma casa de três quartos, sala, cozinha, e banheiro. La eu tenho o que eu não tive aqui nesta casa de dez quartos, oito banheiros, três salas, enfim, la eu tenho sinceridade, pois sei que todos me amam de verdade!

-Eu te amei!-apontou o dedo para o próprio peito.

-Será mesmo?

-Mas e claro que sim, e...

-Sem querer incomodar, mas e que a dona Rachel chegou!- a Ana apareceu na sala interrompendo a nossa futura discussão, o fazendo respirar fundo.

-Graças a deus, estou ficando sufocada!-me sentei onde estava anteriormente, e ele foi ate a porta da sala receber a conciliadora.

-Boa tarde doutora!

-Boa tarde doutor, desculpa a demora!

-Esta tudo bem! Como pode ver, ainda estamos vivos!

-Por enquanto! Boa tarde!- a cumprimentei!

-Isso e bom! Boa tarde Crystal! Acho que cheguei a tempo, já dava para ouvir os gritos de vocês da porta!-sorriu tentando descontrair. Desculpa moça, não tente.

-Podemos terminar logo com isso, esta casa me causa claustrofobia!

-Aqui? A claro, ela só se sente bem na sua casinha de três quartos repletas de sorrisos felizes! Também tem passarinhos cantando na soleira da janela, e ratinhos fazendo vestidos com as suas cortininhas florais?-ironizou.

-Olha aqui...

-Por favor, olhem os ânimos!-ela nos advertiu, e eu respirei fundo. Filho da puta!

-Podemos terminar logo com isso?-eu a encarei seriamente.

-Claro! Primeiro eu queria saber o porquê, do casamento de vocês não ter dado certo! Claro, alem do que eu acabei de presenciar!

-Estranhamente, não éramos assim, éramos felizes, e isso você pode comprovar pelas varias fotos que temos!-ele a encarou.

-Então, o que aconteceu?

-Esta na cara, ou melhor, na barriga!-eu sorri irônico. E serio isso?

-Ela esta grávida!-ela me olhou e sorriu.

-E eu sou estéril!

-Agora você assume isso com orgulho, só para se sair por sima, pelo fato ter sido traído? A alguns minutos atrás, isso lhe traria vergonha! Não seja ridículo Rafael, esta feio!

-Você o traiu?-ela me encarou.

-E ele mentiu para mim por oito anos, dizendo que eu era estéril, quando na verdade, o estéril era ele!

-Definitivamente o casamento de vocês acabou! Um traiu, o outro mentiu por anos, se um dia existiu amor, hoje não existe mais!-ela nos encarou, e eu não disse absolutamente nada, e muito menos ele. Vamos começar logo o que tem que ser feito! O Rafael me cedeu uma lista com os bens do casal, e sinceramente, olhando a lista, e vendo o estado em que o casamento de vocês acabou, eu não sei como dividir!

-Eu vou simplificar para você...

-Eu sei que a senhora não quer nada, mas mesmo tendo traído o seu marido, ele simplesmente fez o mesmo, traindo a sua confiança por anos! Se fosse levar ao pé da letra, nenhum dos dois merecia nada!-ele respirou fundo, fechando os olhos.

-Comece logo com isso!-ele foi firme.

-Bom, vamos começar com o apartamento do casal em New York. Eu mandei avaliar, e ele esta valendo quatrocentos mil dólares no momento. E o Rafael abriu mão de todos os direitos sobre ele, então agora ele e seu Crystal!-eu o encarei.

-Qual e o seu problema...

-Você sempre gostou mais dele, acho justo!-franzi a testa.

-Justo? Você vem falar de justiça?

-Por favor, Crystal, aceite, e não reclame!-ela tocou em meu braço.

-Eu não estou reclamando! Ele abriu mão do apartamento, para depois jogar na minha cara, que se separou de mim, mas me deixo um teto, para sair de bom moço! Afinal voce acabou de me chamar de nova pobre. Não e mesmo?

-E claro que não!-ele pareceu ofendido. E foi somente força de expressão!

-Eu não acredito mais em você! E força de expressão e o...

-Por favor Crystal, não se altere!-mais uma vez ela interviu.

-E Crystal, não se altere, olha o bebe!-ele foi sínico, e debochado novamente.

-Eu te odeio!

-Gente, por favor! Parem de se comportar como crianças no presinho, brigando por tudo, e por nada! Vocês são adultos, ajam como adultos!-nos encarou. Vamos continuar?-ninguém disse nada, então ela continuou. Tem um Maceratti, um Bentley, e uma Ferrai Italia, alem de um Malibu no nome do casal, certo?

-Eu comprei o meu carro!

-Aquela lata velha?

-E meu!-o encarei.

-Já estava casada?

-Sim!-lamentei.

-Então ele entra na lista como bens do casal.

-Eu quero os meus carros! Ela pode ficar com o Malibu dela!

-Onde esta o carro?-ela me questionou.

-No mecânico, ele deu defeito esta manha!-disse, e ele sorriu.

-Definitivamente, eu não quero, só se for para jogar no ferro velho. -mais um, deixem o meu carro. Bufei.

-Você concorda em ficar somente com o carro?

-Claro!

-Mas teremos que vender um para dividir o valor!

-O que?-ele a encarou.

-Sim, ela tem que ficar com algum credito pelos carros!

-Ele sempre amou mais estes carros do que qualquer coisa! Não ligo se...

-Mais um motivo! E eu sugiro que seja o Maceratti!

-Nossa, o Maceratti e lindo!-lamentei em ele ter que ser vendido.

-Por que não fica com ele?-ela me olha com um sorriso nos labios.

-Oi? Não era para vender?-ele a encarou.

-Sim, mas se ele tem um valor sentimental para ela...

-Ele tem para mim!

-Mas ela esta sem carro no momento, e eu vi que o Malibu e bem velinho! Vamos combinar assim, os dois erraram, portanto não acho que nenhum dos dois tem o direito de reclamar de nada!-ele bufou alto se jogando no encosto do sofa.

-Ela precisa e de uma mini van, o Maceratti não vai comportar três cadeirinhas infantis!

-Não tem problema, ela vende o carro, e compra um ônibus se quiser!-era impressão minha, ou esta mediadora esta ficando do meu lado?

-Vamos para as jóias!

-Eu abri mão!-ele se prontificou a falar.

-Menos da aliança do casal, alem de um anel de diamantes que você deu a ela de noivado, correto?

-Sim!

-Segundo a minha avaliação, as três peças, estão por volta de 60 mil, e eu acho justo ser 30 para cada um!

-Estão de acordo?

-Sim! -ele respondeu sem muita vontade.

-E você Cris?

-Tanto faz, eu já posso ir embora?

-Ainda não!

-Legal!

Enfim, a conciliação continuou, e eu sai de la com um apartamento em NY, um Maceratti, e quase cem mil em outras coisas, e uma pensão, uma forma de indenização por todos os anos que eu fui "enganada". Ele não gostou muito, e claro, mas ela nos explicou que seria um pouco mais, mas como eu tinha sido infiel, ela foi reduzida em cinquenta por cento, dando assim pouco mais de dez mil por mês. E bom? SIM! Mas isso nunca encheu os meus olhos, e não e agora que vai encher, e eu deixei claro o tempo inteiro que eu não queria, e não fazia questão de nada dele.
O Rafael ficou com os outros carro, a mansão em que morávamos, a clinica, e as peças de arte que compunham a decoração da casa.
Estava tudo bom, tudo muito bem, mas a única coisa que mais me interessa e outra.

-Eu quero saber sobre a Ariel!

-A filha de vocês?

-A dela!-ele foi enfático ao se excluir.

-Sim, mas a sua assinatura esta la na adoção, então você também tem a guarda dela!

-Dispenso!

-Sabe senhor Rafael, a sua postura e totalmente equivocada diante de uma criança! Eu não sei por que aceitou fazer a adoção!

-Eu só aceitei para encobrir o que eu tinha feito, ela ameaçou fazer um novo exame, e uma fertilização se eu não aceitasse! E diante disso, eu cedi, mas não adiantou muito, afinal, ela já estava fazendo fertilização em outro lugar, e não era artificial!

-Já falamos sobre isso! O caso agora e a menina!

-Eu não faço questão!-respirou fundo. Ela pode ser tudo, mas e uma boa mãe, e eu sei que ela vai cuidar bem de uma criança, mesmo isso não me importando nem um pouco! Isso e o sonho dela, sonho que ela tem desde adolescente.

-Por que você esta querendo ser algo que não e?-o encarei.

-Não e isso Crystal! Eu assumo, eu te enganei muito, eu te trai moralmente, mas eu não posso negar que você ama crianças, e elas são tudo para você! Eu abro mão da minha parte na adoção da criança, não me faz falta nenhuma, e você sabe disso!

-Bom, sendo assim, estamos terminados, eu vou preencher tudo, e enviar para o juiz, e como só faltava isso, acho que em dez, ou quinze dias os papeis do divorcio estarão prontos.

-Eu posso ir embora agora?-olhei no relógio, e era exatamente quinze horas e dez minutos.

-Pode sim Crystal!

-Graças a Deus! Foi um prazer conhecê-la!

-O prazer foi meu Crystal!

-Eu espero que o casamento da Liz, seja a ultima vez que eu vá te ver!-ele sorriu, e não disse nada.

-A propósito, as chaves do apartamento, e o carro lhe serão entregues ainda esta semana, na sua casa Crystal!

-Obrigada!

Ela me entregou uma copia da conciliação feita ali, e eu me despedi da Ana, saindo porta a fora, não queria mais ficar naquela casa.
Peguei o celular para ligar para o Peter, porem me surpreendi ao ver o seu carro virar a esquina. Sorri aliviada, e guardei o celular, enquanto ele parava o carro na minha frente.

-Cheguei na hora?-ele me questionou quando entrei.

-Sim, ainda bem! Ola amores da mãe!-joguei beijos para a Ari, e o Dy no banco de trás. Obrigada por buscá-la na escola. De novo!

-Imagina!-sorrimos. E ai, como foi?

-Melhor do que eu esperava, e pior do que eu queria!

-Como assim?

Enquanto voltávamos para casa, aonde eu iria apenas me trocar e ir para o hospital, já que eu tinha um parto marcado para as cinco da tarde, contei a ele tudo o que tinha acontecido, deixando de fora apenas a parte dos xingamentos, não queria mais confusão, já basta a tensão que eu sei que será no dia do casamento da Liz, já que ele me contou que o Matt, o convidou pessoalmente. Será um Deus nos acuda.

§

Hoje era sexta feira 19, de Junho, de 2015.
Como a Ari esta de férias, a Liz deu a idéia de a Ari ficar com a Alicia, e dividiríamos a mesma baba, afinal, elas já eram grandinhas, e adoravam ficar juntas. Seria conveniência, e economia.
Tinha passado rapidinho no mercado para comprar algumas coisas para reabastecer a dispensa, eu não poderia nem pensar em demorar muito tempo na rua, pois eu recebi uma ligação da assistente social, marcando uma visita para o período da tarde, depois das três.
Hoje seria a avaliação da sua adaptação aqui em casa, eu sei que esta tudo bem, que ela esta bem, que estamos nos dando muito bem, mas sempre acontece o nervosismo, eu morro de medo dela ser retirada de mim.
Mas, alem disso, eu recebi a ligação a mediadora que o Rafael, tinha contratado, dizendo que no inicio da tarde um oficial de justiça iria ate a minha casa para me dar as chaves do carro, e do apartamento em New York. Ele esta muito bonzinho para o meu gosto, e infelizmente eu sinto que ele esta aprontando algo, por relutei ate o fim, em receber alguma coisa dele, mas foi em vão.
E foi por isso que eu trabalhei ate a hora do almoço apenas, e passei na casa da Liz para pega-la.

-Vai tomar o seu banho amor, eu vou escolher uma roupinha para você colocar, hoje terá visitas!

-Quem mamãe?

-Será uma assistente social, e uma psicóloga, elas vão conversar com você sobre a sua adaptação com a mamãe!

-Adapi... Adapita...

-Adaptação meu amor!-sorri acariciando o seu rosto. E para saber se você se acostumou com a mamãe, com a casa, se você está se dando bem na escola, se eu sou uma boa mãe para você, estas coisas!

-Ah, entendi! Mas eu estou, e você e uma mamãe muito “maravilinda”!

-Você e uma filha “maravilinda”!-distribui beijos pelo seu rosto a fazendo sorrir. Agora vai tomar banho sua espoletinha!-gargalhamos.

-Mamãe, cadê o meu pai, por que ele e o Dy, não vieram ontem? Estou com saudades deles!

-O papai esta no estúdio amor, acho que mais tarde ele vem! E o Dy esta com a tia dele, ela pediu que ele dormisse la com ela, acho que os dois vão vir mais tarde!

-Hum... Eu posso falar com o meu pai?

-Pode, mas primeiro vai tomar o seu banho, e se arrumar.

-Ta bom!

Enquanto ela foi tomar banho, eu escolhi uma roupinha confortável para ela, afinal, estamos no verão.
Quando ela saiu, enquanto ela se arrumava, eu fiz a ligação para o Peter, ele disse que estava na casa da irma pegando o Dylan, e já estava vindo para a minha casa, disse que estava com saudades. Se ele estava, imagina eu.

-Mamãe, “deixa eu” falar com o papai!-sorri, com o seu jeitinho de falar.

-A Ari quer falar com você amor!

-Saudade da minha princesa!

-Fala com ela, daqui a pouco nos falamos amor, beijo!

-Beijo!-entreguei a ela o meu celular, que estava com um sorriso de orelha a orelha.

-Alo, papai?

-(...)

-To com saudade, quando você vem?

Ouvi a campainha tocar e senti o meu peito gelar, provavelmente era a assistente social, afinal, o oficial de justiça já tinha vindo mais cedo para me entregar as chaves.
Segui ate a porta, e me deparei com duas jovens senhoras muito bem vestidas conversando entre si, abri a porta, e segui calmamente ate o portão para abrir para elas.

-Boa tarde!

-Boa tarde, você e a Crystal Fernandes?

-Sim!-sorri quando ouvi o meu nome de solteira novamente.

-Eu sou Helena Jones, e esta e Elisabeth Fierce, eu sou psicóloga, e ela e assistente social! A senhora deve ter recebido uma ligação da assistência social, não e?

-Sim! Por favor, entrem!-dei espaço a elas para entrarem.

Pronto, agora era a hora da verdade, seja o que Deus quiser, mas eu sei que ele esta comigo, e não vai deixar que retirem a minha menininha de mim. Assim eu espero.