terça-feira, 3 de novembro de 2015

Susto. cap 48

Era final de tarde, e eu estava exausta, fazer mudança não e fácil, acho que e uma das piores coisas do mundo. A minha sorte e que eu tive a ajuda dos seguranças do Peter, para colocar as caixas para dentro -que não eram tantas coisas- e do próprio para a organização dentro de casa, alem da minha mãe que veio conosco, e claro. A Liz que ficou com o Dy, e a Ari, ate que terminássemos de organizar a maioria das coisas por aqui.
Todo o processo de cartório, e mudança, demorou pouco mais de três semanas, e tudo isso grassas ao advogado do Peter, que me ajudou muito neste processo. Alias, eu só tinha o que agradecer ao Peter, ele esta sendo maravilhoso para mim.

-Esta e a ultima amor!-Peter entrava com uma caixa nas mãos a colocando sobre a minha cama, já na nova casa.

-Ainda bem!-sorri agradecida.

-Pois e minha filha, mudança e trabalhoso!-mamãe terminava de ajeitar a cortina que ela mesma tinha colocado para mim.

-Sim, e eu estou começando a ficar com dor nas costas!-coloquei a mão na região.

-Descansa um pouco filha!

-Eu preciso terminar aqui, e ainda vou buscar as crianças na casa da Liz!

-Eu vou buscar, ou peço ao Dre! Descansa um pouco amor!

-Eu sei que o Peter vai cuidar muito bem de voçe, então, e vou para casa!-disse pegando a sua bolsa.

-Já mamãe?

-Sim meu amor, o Michael, ficou na escola esqueceu? E o seu pai teve que ir no antigo emprego, fazer sei la o que!-sorriu.

-Tudo bem, manda um beijo para eles.

-Pode deixar! Ate mais meu filho!

-Eu vou pedir ao Lonnie para te levar dona Laura...

-Só Laura! E não precisa, esta tudo bem!

-Mas eu...

-Esta tudo bem meu filho, assim que chegar em casa, eu ligo!

-Promete mamãe!

-Prometo! Cuida bem do presentinho de vovó!-se inclinou acariciando a minha barriga.

-Pode deixar mamãe.

-Vou leva-la ate a porta!

Me levantei da cama olhando ao redor, e mais uma vez me senti satisfeita ao ver a casa que tinha conseguido compara -com uma ajuda do papai, e claro do Peter, que fez questão-, ela era linda, o meu quarto era espaçoso, assim como os quartos das crianças. Ela era térrea, com um belo jardim nos fundos, uma bela e ampla cozinha, uma ótima sala de estar, janaste, enfim, daria muito bem para vivermos confortavelmente.
Abri a cortina que a mamãe tinha acabado de colocar, e fiquei imaginando os meus filhos correndo um atras do outro pelo jardim, e tomando banho na piscina no verão.

Estava impossível esconder a minha felicidade, e o quanto eu estava radiante, definitivamente eu não poderia reclamar da minha vida, afinal depois de viver uma mentira por anos seguidos, enfim eu poderia respirar tranquilamente, eu não estava mais debaixo de um teto erguido na mentira, e na enganação, nem de mim, com ele, e dele comigo.
Desde a nossa briga, e o dia em que ele nos expulsou de casa, eu não soube mais nada sobre ele, e quando tive que retirar o restante das minhas coisas, a minha mãe foi pessoalmente pegar tudo o que era meu, ela disse que não deixaria que eu fosse, não queria que eu corresse o rico de me deparar com ele novamente, e alem do mais, o Peter disse que se eu fosse, ele iria junto, e para não arrumarmos mais problemas, ela foi com o papai. Segundo o meu pai, ele teve muita sorte não estar em casa, mas ele acha que na realidade, ele marcou aquele exato dia e horário para que eles fossem, justamente para não o encontrarem em casa. No fundo eu acho que o Rafa não queria que as coisas chegassem a este ponto, mas infelizmente agora era tarde demais.



-Um doce pelos seus pensamentos!

-Hummm... Doce, bem que cairia muito bem agora, talvez um brigadeiro de colher! Nossa me deu água na boca!-sorrimos.

-Não mude de assunto mocinha! O que voçe tanto pensava em?-me abraçou por trás.

-Em como eu vou ser feliz aqui, em como eu estou feliz em estar enfim gerando um bebe, o meu bebe. Em estar ao lado do amor da minha vida, em saber que ele ainda me ama! Voçe me ama não e?-me virei para ele!

-Me deixe penar!-colocou o dedo indicador nos labos.

-PETER!-lhe dei um leve tapa no braço!

-Estou brincando meu amor. E claro que eu te amo! E amo muito!
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
Senti os seus braços sobre o meu quadril me puxando para si. A sua mão retirando os cabelos que caíram em meu rosto, me fizeram fechar os olhos com força, enquanto ele iniciava uma massagem gostosa nas minhas costas, me fazendo gemer baixinho diante do alivio que senti. Mas no fundo eu já sabia onde todo aquele carinho nos levariam.

-Estrear a cama nova?-perguntei baixinho rente aos seus lábios.

-Boa ideia!

-Para voçe, fazer sexo e sempre uma boa ideia não e?-sorri.

-Primeiro, com voçe, eu faço amor!-só isso já me fez sorrir como uma boba. E segundo, principalmente com voçe, e sempre uma ideia maravilhosa! Não e a toa que estamos aguardando o fruto das nossas noites de amor.

-Só voçe mesmo para me fazer a mulher mais feliz deste mundo, em vários aspectos!-lhe dei um selinho de leve, sentindo os seus braços se apertarem ainda mais ao meu redor.

-Asim que eu te vi pela primeira vez depois de tantos anos, eu senti que o lugar um do outro era aqui, agora, exatamente assim!

-Eu amo voçe! Sempre amei.

-O meu coração se enche de alegria quando te ouço falar assim meu amor. Eu te amo demais!

Os nossos lábios mais uma vez se encontraram em um beijo intenso, e cheio de desejo. A sua mão rapidamente me livrou da camiseta que eu vestia, e as minhas da sua, ao mesmo tempo em que eu abria a sua calça, e ele retirava o seu tênis. Foi impossível não sorrir com a nossa pressa, parecíamos dois adolescentes loucos para matar a vontade de fazer amor, a vontade que nos consumia a cada vez em que estávamos juntos.
Desde o dia do jantar na sua casa, eu já perdi as contas de quantas vezes já fomos para a cama, e sinceramente, eu não estou nem um pouco a fim de enumerar, eu só quero que sejam muitas, e incontáveis vezes.
Estávamos sobre a cama, o seu corpo estava sobre o meu, com delicadeza, sem relaxar o seu peso sobre mim, afinal, o nosso presentinho estava sendo guardado com muito carinho entre nos dois.
As minhas mãos seguravam firme em seus braços, enquanto eu o sentia dar estocadas cada vez mais fundas, e intensas. Os meus olhos não me obedeciam mais, a minha boca permanecia entreaberta, o meu corpo estava totalmente entregue, a minha alma era completamente dele naquele momento. O meu coração acelerado, deixando a minha respiração pesada, refletiam  o prazer que era estar em seus braços.

-Ai amor, que delicia! -gemi rente ao seu ouvido, segurando em seus cabelos, sentindo o meu corpo aquecer sob o seu.

-Caralho que gostoso amor! a sua boca se perdia em meu pescoço, com mordidas leves, e chupadas instigantes.

Depois de mais alguns minutos, trocamos de posição, ele pediu que eu me sentasse no seu pau, disse que adorava ver os meus peitos enquanto eu sentava no seu colo. E é claro que eu o obedeci, imediatamente, e sem reclamar. Descobri que estar no "controle" as vezes também era muito bom.
Com o Peter eu aprendi que eu posso ser eu mesma na cama, alias, não só na cama. Aprendi que eu não preciso ser inibida, e que eu deveria falar, falar tudo o que eu quisesse para ele, afinal tínhamos uma cumplicidade fora do normal.

-Isso!-ele fechou os olhos inclinando a cabeça. Adoro quando voçe rebola assim no pau amor, caralho.

-Gosta?-sorri beijando o seu pescoço.

-Muito!
-Do que voçe gosta mais?-sorri, ao vê-lo morder os lábios.

-Quando voçe faz exatamente isso, fala baixinho no meu ouvido, e gemer pra mim enquanto te faço gozar!

-Então me faça gozar!-disse extremamente baixo rente ao seu ouvido.

-Cris!-sua voz arrastada, e cheia de tesão, fizeram o meu corpo se arrepiar imediatamente.

Ele segurou em minha cintura com uma das mãos, apoiando a outra na cama, me ajudando nas estocadas, que ficaram ainda mais intensas, ritmadas, e o melhor de tudo. Deliciosas, simplesmente perfeitas.
Não demorou muito para que eu estivesse fazendo uma das coisas que ele mais amava, gemendo enquanto mais uma vez gozava para ele, enquanto gozávamos juntos, aproveitando do prazer mutuo de estarmos juntos.
Nos deitamos e eu me acomodei ao lado do seu corpo, sentindo a sua respiração se tranquilizar, gradativamente.

-Peter?

-Hum?-sorri.

-Eu estou morrendo de fome!-depois que fiquei gravida, a minha vida era sentir fome.

-Nossa amor, como você e romântica quando quer!-sorrimos.

-Desculpa, mas e que depois que engravidei, ando sentindo muita fome!

-Esta tudo bem, eu também estou com fome!-sorrimos.

-Vou tomar banho, e ver algo para se comer.-me levantei devagar, sentindo o meu corpo bastante dolorido. Vem comigo?-ele ameaçou se levantar, mas acabou deitando novamente com a cebeça quase para fora da cama.

-Eu já vou!-sorrimos.

-Estou te esperando.

Me levantei e fui ate o banheiro, parei por um segundo me olhando no espelho. Estamos proximo do mês de Junho, eu estou com pouco mais de 4 meses, exatamente 4 meses e 2 semanas, e enquanto me olhava no espelho imaginava a minha barriga crescendo, o meu bebe se desenvolvendo dentro de mim. Eu jamais imaginei que poderia concretizar o meu sonho de ser mãe, biologicamente falando, e como um sonho, um sonho lindo, que graças a Deus virou realidade. Posso afirmar que sou a mulher mais feliz deste mundo, e tudo isso eu devo apenas a Deus, e ao Peter.


Parte Peter


Estava ajudando a Cris com a mudança para a sua casa nova. Sinceramente, ainda mais devido a sua gestação, eu preferia que ela estivesse morando comigo, mas eu a compreendo, sei que ela precisa de um tempo antes de morar em baixo do mesmo teto com alguém novamente.
Ainda não disse a ela, mas eu pretendo mudar de casa em breve, e um dos motivos e saber que ela fica desconfortavel em estar no meu quarto, afinal eu dividi aquele quarto com outra mulher, que mesmo não estando mais entre nos, ela ainda fica desconfortavel. Eu a compreendo também, as veze ate eu sinto a presença da Pâmela, naquele ambiente. Aproveitei o corretor para procurar uma nova casa para mim, algo maior, e que possa acomodar com conforto a nossa enorme família de 5 pessoas. Espero poder estarmos indo morar juntos antes do nosso bebe nascer.
Neste momento eu estava deitado com a cabeça a beirada da sua cama, sentindo o meu corpo se recuperar por completo da nossa recém foda. Era sempre bom ter esta mulher em meus braços. A minha mulher.
Ela estava no banheiro, provavelmente iria tomar uma ducha, e ver algo para se comer, já que segundo ela, estava com fome, porem, eu fui surpreendido com um delicioso beijo em meus lábios. Sorri com a surpresa, e olhei em seus olhos quando nos separamos por alguns centímetros a olhando de "cabeça para baixo".
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, senti as suas mãos espalmarem em meu peito deslisando pelo meu tronco, e eu fechei os olhos sentindo os seus seios tocarem vagarosamente o meu rosto. Elevei as mãos segurando em sua cintura enquanto ela subia na cama, agora me beijando. Senti o meu pau dar sinal de vida plena, quando a sua mão o acariciou devagar, e logo a sua boca estava em minha virilha. É assim que eu gosto, na rua santa, e uma deliciosa mulher de atitude na cama.
Segurei o seu quadril na altura do meu rosto, seria impossível resistir aquele delicioso "meia nove" que se anunciava, e confirmando as minhas suspeitas, gemi abafado pela sua boceta deliciosa, quando senti a sua boca no meu pau, em um delicioso oral. Caralho, esta e a minha mulher!

§

-Já disse que eu mesmo vou busca-los amor!

-Eu não posso ir com voçe?-me encarou enquanto ajeitava os seus cachos na frente do espelho, e eu sorri.

-Tudo bem!-me rendi.

-Eu ainda estou com fome!

-Ainda? Mas acabamos de jantar!

-Eu sei, mas e que eu estou com fome de um doce!-pegou a sua bolsa a colocando no ombro.

-Tem diferença de fome entre doce e salgado?-arqueei a sobrancelha.

-Acredite, mesmo sendo obstetra, eu não acreditava que desejos de gravida fossem tão fortes.

-Esta explicado, e desejo!

-E claro, desde quando eu iria querer comer melão com sal e não ser desejo?

-Hum?- segurou em minha mão nos guiando para fora do quarto. Voçe não disse que era sobremesa?

-Amor, melão e uma fruta, e doce, e portanto, e uma sobremesa!-disse como se fosse obvio, e era.

Eu preferi não a questionar mais, e simplesmente sairmos logo de casa para buscar os nossos bebes, antes que ela inventasse de comer tomate com chocolate. Que ela não ouça isso!
Ela me ensinou o caminho para a casa da sua amiga, já que a própria Liz, foi buscar os nossos filhos mais cedo. A casa da sua amiga era relativamente perto, por isso ela me disse que não demoraríamos mais do que vinte minutos para chegarmos ate la. Porem, certamente demoraríamos menos se ela não inventasse de parar no mercado antes para comprar o bendito melão. Ainda bem que ela decidiu que iria esperar para come-lo em casa, e não dentro do carro.
Assim que paramos em frente a casa da Liz, eu olhei para ela, e vi a sua expressão mudar completamente, de tranquila, e sorridente, para assustada, e quase em estado de panico. Me assustei ainda mais quando ela saiu do carro as pressas sem nem ao menos me esperar.

-Crystal, o que houve?-sai do carro em seguida, batendo a porta, e indo ate ela.

-Este carro!-ela encarava um Bentley parado na frente da casa.

-O que tem este carro?-a encarei confuso.

-E dele! E do Rafael!

-Não e possível...

-Sim, e dele, eu conheço os carros dele!-disse um pouco alterada.

-Caralho!

Caminhei o mais rápido possível ate a frente da casa, sendo seguido por ela. Porra, se ele fizesse, ou falasse algo, qualquer merda para um dos meus filhos, principalmente a Ariel, eu juro que não responderia por mim. Senti a mão da Cris segurando o meu braço, e eu a olhei sentindo o meu rosto completamente quente de raiva.

-Calma amor!

-Calma? Se ele fizer algo aos meus filhos Crystal... Porra!

-Fica calmo, a Liz jamais deixaria! Fique aqui fora!

-E claro que não! Eu vou entrar!

-Mas...

-Não!

-Boa noite dona Crystal!

-Briana!-provavelmente era a moça que trabalhava na casa da Liz que nos atendeu. Boa noite. Cade a Liz?-ela já perguntou adentrando, assim como eu e claro.

-Ela esta na sala de TV com as crianças!

-Obrigada!

-Boa noite!- disse para a moça que sorriu ao me olhar.

Ela entrou casa adentro seguida por mim, mesmo não querendo ser impertinente e invasivo, eu olhava ao redor, mas era com o intuito de dar de cara com o infeliz, eu nem o que faria se desse de cara com ele. Mas infelizmente isso não aconteceu. Seguimos corredor adentro, e logo ela entrou em um dos cômodos.

-Mamãe!

Ouvi a voz da minha menininha e respirei aliviado, assim como quando dei de cara com o meu filho no colo da Liz sendo amamentado, e ele que quando nos viu logo largou o alimento esticando os bracinhos.

-Amor do pai, que saudade!-o peguei no colo, e logo abracei a Ari beijando a sua cabeça, enquanto a Cris o pegou do meu colo.

-Que cara e esta mulher, parece que viu um fantasma!

-Ele... Ele esta aqui?

-Ah, o Bentley?

-Cade ele?-encarei a a sua amiga.

-Calma gente, ele não esta aqui, e que o carro do Matt enguiçou, e o Rafael...-fez uma careta engraçada, e foi impossível conter o riso. Emprestou o carro para ele vir pra casa!

-Que alivio!

-Esta tudo bem amiga, não precisa se preocupar.

-Eu não queria nem imaginar ele perto dos meus filhos!- a encarei, e ela sorriu.

-Eu jamais deixaria que ele fizesse algo com eles Bruno, primeiro teria que passar por mim!

-Eu sei amiga!-elas se abraçaram.

-Vamos embora?-peguei a minha menininha no colo.

-Ma já? Não querem jantar conosco? As crianças já jantaram, mas eu, e o Matt ainda não!

-Obrigado, nos já jantamos!-ela sorriu para a amiga. E eu estou louca para comer a minha sobremesa.

-Melão, com sal!-completei.

-Eca Cris!

-Desejo!-sorriu.

-Então vai matar a seu desejo louco, sua louca!-sorrimos.

Ela foi buscar as coisas das crianças no andar superior, enquanto a Ari se despedia da amiguinha. Quando a Liz desceu com as coisas, nos seguiu ate o carro onde eu acomodei a Ari, na sua cadeirinha, já que estava bastante sonolenta no meu colo, e a Cris fez o mesmo com o Dy. Nos despedimos dela ali mesmo em frente a casa, deixamos os nossos cumprimentos ao Matt, seu marido, e seguimos para a casa da Cris, eu iria deixa-las la, e depois iria para a minha casa com o Dy. Por mais que eu queira ficar com elas, e passar a noite com ela, eu acho que no minimo hoje ela iria querer ficar sozinha.
As deixei em casa colocando a Ari, no seu quartinho, já devidamente organizado, para que a Cris obviamente não pegasse peso. Nos despedimos com um beijo, e em seguida eu fui para a minha casa, mas com uma vontade enorme de ficar, porem, se ela não pediu que eu ficasse, eu que não iria me oferecer. Não ainda.

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