segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Meu filho! cap 50


Hoje era sábado véspera de dia dos pais, eu vim para Vegas, acompanhar a uma presentação do Island Heat Dinner Show onde o meu pai se apresentou tocando percussão, e aproveitar para passar as primeiras horas dia dos pais com ele, e logo voltar para aproveitar com os meus filhos.
Eu chamei a Cris para vir comigo, mas ela disse que iria deixar para a próxima, pois estava bastante indisposta para viajar de avião, mas se ofereceu para ficar com o Dylan, enquanto eu estivesse viajando já que a Jaime iria conosco, e não poderia ficar com ele, e claro, eu aceitei.
Não deixei de falar com eles pelo Skype ontem quando cheguei, e neste exato momento estou fazendo outra chamada.

-Oi meu amor!-sorriu abertamente assim que atendeu a chamada. Sou um homem de sorte, tenho uma mulher realmente encantadora.

-Ola amor, como esta?-retribui o seu sorriso com outro na mesma intensidade.

-Bem, ansioso para começar o show, gosto de ver o velho Pete tocando!

-Deve ser muito orgulho!

-Sim, eu tenho orgulho do meu pai! Por falar em pai, cade o meu príncipe, e a minha princesa? Estou louco de saudades dos meus filhos!

-Só dos seus filhos e?-me encarou divertidamente.

-E logico que não! Não fazem nem 24 horas direito que estou longe de você, e já estou louco de saudades!

-Também estou meu amor!-me jogou um beijo, e sorriu. O seu príncipe acabou de dormir, e a sua princesa esta vendo desenho!

-Queria muito vê-la!

-Vou chamar! Ari, o papai quer falar com voçe!-sorri novamente como um bobo, preciso me acostumar com a ideia de ter uma filha tão linda, e especial.

-E como vai o nosso bebezinho?

-Quantas crianças!-sorrimos. Esta bem, me deixando mega enjoada, e ontem a noite eu tive desejo de comer creme de avela com cenoura crua!-fiz careta de nojo.

-Os seus desejos são muito estranhos amor!-sorrimos.

-Eu sei, não tenho culpa!

-Oi mamãe!

-Oi filha!-chamei a sua atenção.

-Papai!-olhou para a câmera. Estou com saudade, quando voçe volta?-ela sentou no colo da mãe.

-Amanha meu amor, amanha o papai esta voltando! Também estou com saudades! Já esta na hora de dormir, não esta cansada?

-Só um pouquinho, estou esperando a mamãe para contar uma historia para mim!-disse manhosa abraçando a mãe, a minha filha e linda demais!

-Não seja por isso!-ela sorriu. Mande uma boa sorte para o senhor Pete por mim, e um beijo em todos! Especialmente para voçe!

-Obrigado amor, eu vou mandar sim! E amanha eu quero o meu beijo pessoalmente!-sorrimos.

-Muitos!

-Tchau papai. Manda beijo pro vovô, e os tios!-mandou um beijo estalado com a mãozinha.

-Mando sim, mas e o meu beijo?

-Um beijão bem grandão pra voçe! Tchau, cuidado papai!

-Se cuide também meu amor!

-Boa noite, ate amanha!

-Ate meu amor!

Elas desligaram a chamada na hora que o meu pai, e o Eric, entraram no quarto em que eu estava. Eles perguntaram o que eu estava fazendo, e como eu ainda mão tinha conseguido a oportunidade de falar para eles sobre a Ari, me chamar de pai, aproveitei o momento para contar a eles, e todos acharam o máximo.

-Voçe e a Crystal, estão juntos?

-Sim!

-Quer dizer que agora eu tenho mais uma neta?

-Sim meu pai!

-Ela e um encanto papai!-Eric sorriu. A conheci no estúdio quando o Peter a levou uma vez!

-Estou ansioso para conhece-la, e rever a Crystal também.

-E o marido dela Peter?-Eric me questionou.

-Então, e que eu não contei os últimos acontecimentos para vocês, na realidade aconteceu muita coisa nos últimos meses que vocês não sabem!

-Pode desembuchado!

-No aniversario da Cris, eu vou fazer um almoço na minha casa, e vocês todos saberão tudo o que esta acontecendo, e o que aconteceu na nossa vida ate agora!

-Nossa vida?-meu irmão me encarou!

-Sim!

-O negocio esta serio!

-Mais impossível!

-Você vai nos deixar curioso?

-Sim papai!

-Voçe esta se tornando um péssimo filho Peter!-gargalhamos.

§

O show foi ótimo, o meu pai arrasou, e eu senti um baita orgulho dele.
No dia seguinte, ele reuniu todos os filhos para um cafe da manha no restaurante do hotel, aproveitar as primeiras horas juntos, já que cada um tinha o seu próprio dia dos pais para comemorar, e ele não iria voltar para Los Angeles naquele dia, já que se apresentaria novamente naquela mesma noite.

Apos o cafe, enquanto caminhava com os meus irmãos pelos corredores do hotel em que estávamos, no intuito de seguir para o aeroporto pegar  o jatinho, e voltar para casa, passei em frente a uma joalheria, e pensei em levar uma lembrança para as minhas meninas.

-Gostou das pulseiras?-perguntei a minha irmã que estava ao meu lado.

-São pra mim?

-Não Presley!

-E feia! -sorrimos! Brincadeira, são lindas! São para quem?

-Para a Cris!

-Estão firme mesmo não e?

-Sim, eu a amo!

-Que lindo!

-E a outra e para quem? Pra você?

-Não, e para a minha filha!

-FILHA?

-Fala baixo! Sim, ela se chama Ariel, e a filha da Cris!-sorri.

-A ta, entendi!-sorriu sugestivamente. Mas ainda tem mais duas, uma para a Ariel, a outra posso imaginar que seja para o Dylan, mas e a outra?

-Tenho uma surpresa para você!-a encarei.

-Amo surpresas!-sorriu entusiasmada.

-Bem, a Cris esta gravida, eu vou ser pai novamente!

-Meu Deus!-colocou a mão no peito. Não se da uma noticia assim seu louco!-sorrimos.

-Como deveria ser?

-Sei la!-sorrimos.

-Depois eu que sou o louco!

-Ela esta de quantos meses?

-Cinco!

-CINCO?

-Vai ficar rouca de tanto gritar!

-Cinco meses Peter?-cochichou. Mas como tudo isso?

-Bem, eu já descobri quando ela estava com mais de três meses, eu queria contar logo, mas queria que ela estivesse junto, porem, aconteceu alguns problemas, e acabamos adiando, adiando, e só agora no aniversario dela surgiu a oportunidade.

-Acho que só iriamos descobrir quando nascesse né?

-Não e para tanto!

-E por que voçe me contou agora, sem ela?

-Por que eu preciso da sua ajuda para organizar o aniversario dela, ela não quer festa, e por isso tem que ser surpresa!

-Entendo! Mas eu preciso no minimo da Tiara para me ajudar, não dou conta sozinha, ainda mais que o aniversario dela e esta semana se eu não me engano, não e?

-Sera na sexta feria, tem a semana toda!

-O que voçe não me pede chorando que eu não faça sorrindo?

-Te amo!

-Eu sei disso!-sorrimos.

§

Era pouco mais de 4 da tarde quando chegamos em Los Angeles, pedi ao Lonnie para me deixar na casa da Cris. Ultimamente eu ficava mais aqui, do que em minha própria casa, ate o Dylan, já tinha o seu próprio berço, no quarto em que estamos começando a montar para o nosso bebe.
Ele me deixou na casa dela, e foi embora levando o carro, quando eu fosse embora com o Dy, amanha de manha, eu o chamaria.
Toquei a campainha, já que eu ainda não tinha a chave, e depois de me identificar, ela liberou o portão. Nem bem tinha colocado o pé no quintal, e vi a minha filha abrindo a porta, e correndo em minha direção.

-Papai!

-Minha princesinha!-a peguei no colo.

-Que bom que chegou!

-Estava com saudades!

-Eu também! A mamãe ta fazendo bolo!

-Ainda não consegui me acostumar com a sua mãe na cozinha, eu sempre acho que a casa vai explodir!-ela gargalhou.

-A comida e gostosa papai!

-Graças a sua avo que a ensinou direi...

-Graças a sua avo o que?-ela estava parada na porta.

-Nada amor!

-O papai estava falando algo?-ela balançou a cabeça positivamente.

-Não ensine nossa filha a mentir!

-Ta certo!-sorri ao ouvir "nossa filha".

-Eu disse que...

-Eu sei o que voçe disse, eu ouvi!-sorriu. Eu aprendi, e agora eu cozinho muito bem, obrigada!

-Não posso negar, afinal ainda não tive uma entoxicação alimentar!

-Voçe esta a fim de levar uns tapas né?

-Não, eu quero um beijo, beijo este que voçe esta me devendo!-a puxei pela cintura, selando os nossos lábios, com a Ari ainda me meu colo.

Entramos em casa, e realmente o cheiro de bolo estava delicioso. Ela estava se superando na cozinha.
 Lembro da primeira vez que comi aqui, o arroz estava sem sal, a carne salgada demais, e a salada completamente sem tempero, sem contar que a sobremesa estava doce demais. No final das contas, sorrimos da situação e pedimos uma pizza. Mas acredite, foi o melhor jantar da minha vida, afinal, estávamos juntos.
Hoje foi a minha vez de ir direto procurar o meu filhote, entrei no quarto, e ele dormia tranquilamente o seu soninho da tarde. Paro para observar, e noto como ele cresceu, já esta com 6 meses, extremamente esperto, e faz a minha vida cada dia mais bonita. Definitivamente eu não consigo enxergar a minha vida sem ele. Pode ter acontecido cedo demais, ele veio em uma hora talvez inoportuna, mas definitivamente ele mudou completamente a minha vida.

-Papai te ama garotão, te amo muito!-beijei o seu rostinho, e ele mexeu os lábios como sempre fazia quando mexíamos nele enquanto dormia.

Segui para o quarto da Cris -nosso quarto-, na finalidade de tomar um belo, e relaxante banho, estava um pouco cansado da viagem, e sei que um banho vai me ajudar bastante. Ajustei a ducha para algo mais quente, já que a Cris gosta de banho morno para frio, como ela aguenta eu não sei.
Depois de um bom banho, eu estava mais relaxado, e incrivelmente menos dolorido das horas sentado na poltrona da aeronave. Olhei ao redor, e o banheiro estava sem toalha, talvez ela tivesse retirado para lavar. Abri um pouco a porta, e chamei por ela que veio em seguida.

-Me arruma uma toalha amor?

-Desculpa eu retirei hoje para lavar!

-Imaginei! Obrigado!-agradeci pegando a toalha de suas mãos.

-Como foi a viagem, o show?

-Foi ótimo, voçe precisa ver o meu velho tocando, esta cheio de vigor!-sorrimos.

-Eu imagino que sim! Da para ver o orgulho em seus olhos.

-Verdade!-ela fez uma careta de dor elevando as mãos nas costas. O que houve?

-Só uma dorzinha nas costas, nada que não aconteça todos os dias!

-Vou te fazer uma massagem mais trade, ta bom assim?

-Agradecida!-sorriu.

-A sua barriga cresceu demais no ultimo mês!-terminei de me secar começando a me vestir.

-Verdade, ela dobrou de tamanho nos últimos 30 dias, mas e assim mesmo!

-Ele ainda não mexeu não e?

-Não, mas fica tranquilo, ele vai mexer na hora certa!

-Tem certeza que esta tudo bem?-acariciei a sua barriga, e ela colocou a sua mão sobre a minha.

-Sim, o doutor Torres disse que esta tudo bem, eu acredito nele, ele e um ótimo obstetra!

-Queria que voçe se auto consultasse!-sorri.

-Por que?

-Não acho legal este doutor Torres!

-Ciumes?

-Sempre!-a abracei, selando os nossos lábios.

-Não posso me auto medicar, quem me dera!

-Quando terá uma nova ultra? Quero saber o sexo, não quero ficar como fiquei com o Dylan!

-Eu sei, mas a culpa não e minha!

-Vem aqui!-segurei em sua mão a fazendo sentar na cama, e me ajoelhei a sua frente ficando entre as suas pernas. Vamos ter uma conversinha, de pai para filho!-disse encarando a sua barriga, e ela sorriu. Amor, o papai esta curioso, esta louco para poder arrumar o seu quartinho de uma forma mais tranquila, sem ter que ficar louco com varias cores "neutras", colabora com o papai, da uma folga para mim. Se eu soubesse que o seu irmão era menino, eu teria montado o quarto dele como uma selva, ou uma praia muito irada.

-Talvez seja por isso que ele não queira colaborar, vai que...

-Shiii!-sorrimos. Se for menina, eu não sei bem o que iria fazer, mas certamente seria como um castelo de princesa! Bom, o importante, e que eu estou ansioso para escolhermos o seu nome com calma, e não ter que ficar te chamando de bebe, ou neném, enquanto a sua mãe e eu não entramos em um consenso!-abracei a sua barriga encostando o rosto na mesma, e ela acariciou os seus cabelos. Deixa tudo isso pra la, não importa se voçe for menino ou menina, o importante, e que eu vou te amar mais do que tudo, por que voçe e os seus irmãos, são tudo para mim!beijei a sua barriga, e senti ela vibrar de leve em meu rosto.

-Peter!

-Hum?

-Mexeu, voçe sentiu isso?

-Não foi voçe?-a encarei.

-Não, foi ele!-os seus olhos brilhavam, e ela estava emocionada.                                                                                                                                                                                                                                          
-Te amo, meu pedacinho de gente!-mais uma vez beijei a sua barriga enquanto a acariciava. Obrigado por me fazer o pai mais babão, e bobão do mundo!

-Voçe e um ótimo pai amor!

-Obrigado!-ouvimos ao fundo um chorinho bem conhecido.

-Olha, sentiu a sua presença!-sorrimos

-Vou la pega-lo!

-E eu vou servir o lanche, o bolo esta pronto.

Ela foi para a cozinha, e eu para o quarto do meu pequeno, ele estava fazendo algo que aprendeu a pouco, e me deixando mais babão ainda. Sentar. Ele ainda fazia com dificuldade, mas dominava muito bem os seus novos movimentos, a Cris o estimulou muito a sentar no ultimo mês, sempre o colocando na posição com auxilio de almofadas, e da ultima semana para cá, ele tem tentado fazer sozinho.
Sorri o observando escondido ele cair, uma, duas, e três vezes na tentativa de sentar, mas na quarta, quando ele já estava ficando vermelhinho de tanto esforço, e eu desistindo de apenas olhar, ele conseguiu se sentar, me deixando muito orgulhoso.

-Que lindo, o rapazinho do papai conseguiu sentar sozinho!-bati palmas, e ele me acompanhou gargalhando. Que gargalhada gostosa filho!-o peguei no colo beijando o seu rosto, e ele fez o mesmo me babando. Papai estava louco de saudades meu amor!-o enchia de carinho enquanto ia para sala. Sabe quem acabou de se sentar sozinho mamãe?

-Serio meu amor?-ela veio ao nosso encontro o beijando, fazendo ele sorrir ainda mais.

-Parabéns Dy!-a Ari sorriu mexendo no seu pezinho, o fazendo olhar para ela, e sorrir, ele já a reconhecia.

-Parabéns meu fi...-

Ela parou de falar, me encarando parecendo sem jeito. Ela nunca o tinha chamado de filho, eu achei lindo, por que para mim, ela a mãe dele, ela cuida dele com todo carinho, amor, e afeto do mundo, não teria nada mais justo do que ela ser intitulada como sua mãe.

-O que foi amor?

-Eu... Desculpa, eu não sou a mãe dele, e eu...

-Quem disse que não? Pra mim voçe e sim, a MÃE dele, voçe cuida dele com carinho e amor! As palavras que ouvi na escola da Ari, também servem para voçe! Super mamãe!-sorrimos, e ela me olhou emocionada.

-Eu amo vocês, todos vocês! Não poderia pedir uma família mais perfeita!-ela beijou cada um de nos com carinho. Te amo muito meu menino, meu filho!

-Nos também te amamos minha vida!-sorriu com os olhos marejados.

-Vamos lanchar, por que eu estou com fome!

-Novidade!

-Não tem graça Peter!-sorrimos.

-Este bolo esta com uma cara linda! Tomara que não esteja salgado!

-Vai passear Peter, mais uma desta, e hoje voçe dorme no quintal, e sozinho!

-Ameaçar não vale!

-Esta docinho papai, eu experimentei a massa!

-Viu! Aqui esta a banana amassada do Dylan!

-Por que ele não pode comer bolo mamãe?

-Não e que ele não possa meu amor, e que ele ainda e muito novinho para comer açúcar! E melhor esperar um pouquinho mais!

-Entendi!

Já disse como eu amo a forma que ela cuida de cada um de nos?
Pois e, depois de cuidar dos nossos filhos com todo carinho, ela me serviu, e só então se serviu sentando para se alimentar, mesmo depois de afirmar que estava com fome. Ela e o seu dom de cuidar das pessoas.
Depois do lanche que o bolo estava delicioso por sinal, seguimos para sala no intuito de nos jogarmos nas almofadas, e brincar um pouco com as crianças, porem eu quase esqueci que tinha trazido presentes.

-Eu trouxe um presenteara cada um!

-Eba!-minha pequena sorriu.

-Espero que gostem!-entreguei a elas, uma caixinha retangular para cada uma, segurando as outras duas.


-E linda meu amor!-ela sorriu pegando a pulseira em suas mãos. A da Cris era um pingente redondo com três corações vazados, e a da Ari, era um pingente de coração que encaixava perfeitamente no da Cris, assim como os dos seus irmãos que eram em uma versão menor para bebes.

-Olha o meu mamãe!
-Que lindo! Eles...

-Sim, eles se encaixam, se transformando em apenas um!

-Meu amor, não poderia ter sido mais delicado, e perfeito! Obrigada!~

-Obrigada papai!

-Tem um pequeno detalhe, por que três corações?

-Por que cada um dos nossos filhos, tem um coração também!-mostrei a ela as outras caixinhas com as joias, e ela se emocionou.

-Você...-respirou fundo secando inutilmente as lagrimas. Eu sou a mulher mais feliz deste mundo!

Recebi um delicioso abraço da minhas meninas, um abraço emocionado, um abraço gostoso, que eu estou amando recebe-lo todos os dias, e espero recebe-lo para o resto da minha vida.

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