segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Quem e? cap 52

Recebemos alguns puxões de orelha pela demora em falar que estávamos esperando um bebe, mas logo todos estavam babando na minha barriga, ainda mais do que eu babo diariamente.

-Nossa que filho da puta este seu ex marido em?-Pres me encarou enquanto estávamos sentadas em uma das mesas conversando, elas queriam entender como tudo tinha acontecido, e eu fiz questão de contar a elas, desde o meu reencontro com o Peter.

-Verdade, ele foi muito injusto comigo guardando este segredo, eu não sei o que passou pela sua cabeça ao fazer isso! Ainda não conversamos desde que tudo isso aconteceu, e eu ainda sinto que não entendi o seu lado da historia.

-E nem precisa conversar né Cris, deixa pra la!-Jaime me encarou. Ele só pensou nele, foi egoísta, sabia do seu amor por crianças, e só pensou nele.

-E isso ai, o importante, e que agora voçe tem uma família linda, e cheia de filhos!-sorrimos. Vários sobrinhos, e três filhos para deixa-los loucos!-Thaiti segurou em minha mão, e sorrimos.

-Tres filhos! Nossa, eu não conseguia me considerar mãe do Dylan, uma madrasta no máximo...

-Voçe esta cuidando dele, esta criando, dando amor, carinho, e em breve educação, voçe agora também e mãe dele!

-Verdade, o Peter nem o deixa mais comigo, ele fala, que vai deixa-lo com a mãe dele!-sorrimos. Eu já sabia que vocês estavam juntos, ele pediu sigilo, por que voçe está passando pelo divorcio e tal, e confesso que fiquei feliz por vocês, mas agora estou mais ainda por saber que a família vai aumentar ainda mais!-acariciou a minha barriga.

-Obrigada! Sim, a minha advogada já foi notificada pelo advogado dele, so estamos esperando os papeis chegarem, afinal nos casamos com separação total de bens, não acho que sera tão conturbado. E a audiência com a juizá da vara de família sobre a Ari ficar ou não comigo, esta para ser marcada.

-Esta com medo?

-Morrendo! Mas eu espero que a juizá veja que eu a amo, e que ela me ama!

-Vai dar tudo certo cunhada!-Presley me abraçou. Mas e ai, já sabe se e menino, ou menina?

-Ainda não!

-Mais um para fazer mistério!-sorrimos.

Recebi vários cumprimentos dos meninos da banda, do senhor Pete, de alguns amigos do Peter que eu descobri ser o Brandon, seu empresario, o Camerom, amigo, e diretor da maioria dos seus clipes, e do Ari, que e amigo, e um dos compositores de varias musicas dele.

§

O almoço de aniversario estava sendo maravilhoso, o jardim estava bem decorado, nada exagerado como era na casa do Rafael, e isso me deixou confortável, e muito a vontade, eu sempre fui minimalista, e odeio chamar a atenção, então, estava adorando a festa por que ela era intima, discreta, e direcionada ao meu conforto.
Quando o almoço foi servido, eu olhei ao redor, e acho que nunca tinha me sentido tão confortável em meu aniversario como hoje, a mesa era enorme, e só tinham pessoas que eu me sentia confortável, mesmo os que eu tinha acabado de conhecer, estavam me tratando como se já me conhecessem a anos, e isso era incrível. Definitivamente, eu estava me sentindo em casa.

O Peter disse que pegaríamos a estrada por volta das oito da noite, já que o trajeto ate Long Beach era bem curto, e com isso eu conseguiria aproveitar bastante a companhia de todos na festa. Por falar no Peter, ele estava ainda mais carinhoso comigo, e a todo momento ele vinha ate mim, apenas para me dar um beijo, um abraço, ou acariciar a minha barriga, era realmente lindo o carinho que ele tinha pelo bebe.
Por falar em bebe, neste momento eu estava levando o Dy para trocar a sua frauda, acompanhada da Liz, eu ainda não gostava de ficar circulando pela casa, me sentia incomodada, como uma intrusa, e isso me incomodava.

-Voçe precisa parar com isso Cris, o que voçe acha que pode acontecer?

-Sei la, eu só não gosto!-acomodei o Dy no trocador.

-Eu acho que voçe tem medo de entrar em algum dos corredores e dar de cara com o espirito da Pam, te xingando, e mandando voçe sair daqui!-gargalhou.

-Isso não tem graça Liz!

-Estou brincando, relaxa!

-Sem graça!-continuei a trocar a fralda do Dy.


-E ai, como esta sendo a sensação de ser mãe? Enfim carregar este barrigão?

-Esta ótima amiga, melhor do que tudo o que eu já imaginei que seria.

-So voçe mesmo!

-E serio, e eu descobri que eu estava enganada quanto as minhas pacientes, eu não sabia que os desejos, e vontades de gravidas eram tão fortes.

-Eu sei como e isso!-sorrimos.

-Quando eu sinto vontade de comer algo, e como se eu necessitasse daquilo mais do que qualquer coisa, e intenso demais. O pior e quando eu como demais, e passo mal!

-E vomito para todo lado!

-Eca Liz!-gargalhamos.

-E verdade!

-Eu sei!

-E sexo? Nossa quando eu estava gravida, o Matt sofria na minha mão, eu queria sempre, queria toda hora, todo momento, era um beijo, e uma rapidinha.

-Que horror mulher!

-E serio! Voçe não sente vontade de fazer sexo a todo momento?

-Eu... Não, sou completamente controlada...

-Mentirosa! Vai mentir pra mim agora, a sua melhor amiga?

-Eu detesto o fato de voçe me conhecer bem!

-Bem ate demais! O que foi, voçe não o procura, ou ele da desculpas para não fazer...

-Ele dar desculpas?-sorri.

-Desculpa, estamos falando de voçe, me deixe reformular a pergunta.-a encarei debochada. Por que voçe não procura quando sente vontade de fazer sexo?-respirei fundo terminando de vestir o Dy depois dele trocado, o colocando no berço enquanto arrumava o que tirei do lugar.

-Eu tenho vergonha!-assumi sem olhar diretamente para ela.

-O QUE?

-SHIIIIII. Não grita. Eu fico sem jeito de procura-lo sempre que sinto desejos por ele!

-Voçe esta de sacanagem! Não e possível! Voces ao menos transam uma vez por semana.

-Sim, eu sinto que por ele, faríamos todos os dias, e todas as vezes que ele me procura, eu me entrego a ele completamente, mas eu sinto que conforme a minha barriga cresce, ele fica com um pouco de receio, acho que ele tem medo de machucar o bebe...

-Voçe já disse a ele que isso e exagero não e? Claro, vocês não vão fazer o Kama sutra inteiro, mas...

-Liz!-gargalhamos. Eu não falei nada, não quero que ele ache que eu estou louca por sexo, e por isso eu vá falar qualquer coisa para ter sexo, mesmo correndo o risco de "machucar" o nosso bebe. Mesmo eu estando realmente muito louca para fazer amor com ele.-sorrimos.

-Ele tem  a obrigação de saciar as suas vontades, e se voçe esta a fim de fazer amor, eu sei que ele não vai negar Cris.

-Eu sei, mas só de pensar em procura-lo na cama, eu sinto o meu rosto ferver de vergonha! Quando estamos fazendo, eu sinto que estou mais desinibida sabe? Mas dar o primeiro passo, e complicado para mim, eu nunca procurei um homem na cama, nunca tomei a iniciativa para fazer sexo.

-Amiga, voçe necessita se soltar mais, ser mais desinibida. O que voçe faz quando esta com vontade?

-Nada, eu fico com vontade!-ela me olhou incrédula. Esta semana quando ele dormiu na minha casa, eu estava cheia de vontade de fazer amor, ele estava no banho, e eu louca para que ele saísse e me procurasse! E quando ele saiu, completamente cheiroso, eu senti o meu corpo inteiro pegar fogo, eu estava com muita vontade, mas ele simplesmente me deu um beijo, me puxou para deitar, e alguns minutos depois ele estava dormindo.

-E voçe?

-Fiquei com vontade, e tentei dormir também!-mordi o lábio inferior.

-As vezes eu acho que voçe e virgem!-gargalhamos.

-Uhum, e este bebe veio do alem!

-Realmente e um milagre ele estar ai! Bom, depois disso eu nem vou perguntar se voçe já usou aquela fantasia erótica que ele te deu naquela ocasião!-sorrimos.

-Não, ela esta guardada!-ela deu um tapa na própria testa em forma de frustração.

-A culpa não e minha!

-E sim, voçe precisa ser mais ativa! Olha amiga, homem quer uma santa na rua, na frente das pessoas, mas entre quatro paredes, eles gostam de uma mulher mais atirada, que o procure na cama, que se proponha a experimentar coisas novas, e voçe precisa disso!

-Não sei se consigo vencer a minha timidez.

-E claro que consegue, e só querer.-fomos interrompidas pelo gritinho do Dy, que estava sentado no meio do berço brincando com a pomada de assadura. Viu, ele concorda comigo!

-Eu vou tentar ser mais desinibida!-sorri.

-Vai mesmo?

-Vou, juro!-peguei o pequeno no colo. Vamos descer?

-Vamos...

-Estava te procurando amor!-ele apareceu na porta.

-Eu vim trocar o Dy, já estávamos descendo.-ele se aproximou beijando a cabeça do filho, e me dando um selinho em seguida. Os seus pais já vão, as crianças tem que ir!

-Já?

-Sim, são mais de três horas ate Fresno amiga!

-Verdade, eles não podem ir muito tarde! Vou morrer de saudades dos meus pequenos!-beijei o Dy.

Pegamos o restante das coisas do Dy que iam para a casa dos meus pais, e descemos. Encontrando o meu pai na entrada da casa, terminando de guardar as coisas da Ari no porta malas, e depois de receber vários beijos das tias, os dois estavam prontos para irem embora. Me despedi dos meus pais, do meus filhos, e alguns minutos depois me peguei chorando por vê-los partir, sem que eu estivesse com eles dentro daquele carro.
Não ficamos por mais muito tempo na casa, apenas coisa de meia hora, iriamos sair as oito, mas o Peter preferiu sair mais cedo para conseguirmos aproveitar um pouco mais.
Depois de nos despedirmos de todos os amigos que permaneciam na casa, colocamos a pouca bagagem que iriamos levar no carro, e pegamos a estrada ate Long Beach. Durante o trajeto que seria de pouco mais de 30 minutos, ele ligou o radio que tocava algumas musicas aleatórias, e algumas que me faziam lembrar do meu tempo de adolescente no Hawaii, eu amava me lembrar daquela época, foi de longe, uma das melhores fases da minha vida.

-O que voçe tanto pensa?-questionou-me sem retirar os olhos da estrada.

-Como o que? Olha estas musicas que estão tocando!-sorri.

-Esta e Janis Joplin, não e?

-Sim, tocou no casamento da minha mãe. Lembra?

-Claro! -sorriu. Voçe sente falta do Hawaii?

-Muita, não e pouco não!

-Voçe já voltou la depois que saiu?

-Não, nenhuma vez!

-Por que?

-Bom, primeiro que eu fiquei quase três anos na cadeira de rodas quando chegamos em Hoboken, e ai eu me dediquei aos estudos, me casei, vim para Los Angeles, enfim, ficou impossível voltar!

-Do que voçe sente mais falta de la?

-Sem duvidas das praias, e da casa em que morei. Eu ia falar de voçe, mas voçe já esta aqui!-olhei para o seu perfil, e sorri ao ver o seu sorriso. E voçe?

-Por incrível que pareça, daquela casa em que voçe morou!

-Serio? Por que?

-Por que foi quando eu te vi pela primeira vez!-agora foi a vez dele arrancar um sorrido de mim. Alem de ter sido o local da nossa primeira vez!-o meu sorriu aumentou ainda mais.

-Eu sinto falta da escola também!

-Da escola?-o encarei.

-Sim, foi la que eu me apaixonei por voçe pela primeira vez!-ele e encarou quando paramos no sinal.

-Pela primeira vez?

-Sim, por que todos os dias eu me apaixono novamente por voçe, e em cada dia um pouco mais.-ele me encarou de forma carinhosa. Eu me apaixonei por voçe na primeira vez em que ti vi, na primeira vez que vi os seus olhos me encarando no casamento da minha mãe. Era nova, era uma criança, mas o que eu senti foi algo que me deixou encabulada, e so depois eu descobri o que era, quando eu senti a mesma coisa em outras ocasiões, ocasiões estas, que eu sabia do meu amor por voçe.

Ele passou a sua mão em minha nuca me puxando para um beijo gostoso, e cheio de paixão.
O resto do caminho ate Long Beach foi ótimo, sorrimos, conversamos sobre tudo, e todos. Já sentindo saudades dos nossos pequenos, mas sabíamos que eles estavam bem, e que não precisaríamos nos preocupar.
No caminho paramos em um restaurante para comprarmos comida, afinal ele não sabia o estado em que iriamos encontrar a casa, mas ele disse que a pessoa na qual ele alugou, na realidade a Jaime, garantiu que estaria tudo em perfeita ordem.
Ainda na estrada, era possível admirar a bela vista do mar de  Long Beach, estava começando a anoitecer, e isso nos dava uma visão ainda mais bela do mar. Ele estacionou em frente a uma linda casa, saímos do carro, e eu me perdi na bela visão a minha frente, era simplesmente lindo, o céu estava uma perfeita mistura de laranja, amarelo, e o azul que anteriormente predominava. O sol estava se pondo sobre o mar, e eu lamentei não ter conseguido ver este espetáculo natural desde o inicio. Mas sei que aproveitarei amanha.
Senti as suas mãos ao redor da minha cintura acariciando a minha barriga, e o seu rosto na curva do meu pescoço. Fechei os olhos sentindo o delicioso e inconfundível cheiro da maresia, e estranhamente me senti bem, me senti confortável. Fui dispersa com um beijo no rosto, me fazendo sorrir, ele me soltou abrindo o porta malas pegando as nossas coisas, e logo entramos na casa. Ela era linda, pequena, confortável, aconchegante, tinha uma varanda acolhedora em frente ao mar, e que eu tenho certeza que nos privilegiaria de uma maravilhosa visão do nascer do sol amanha.

-Gostou?-questionou-me, quando me vi perdia naquela visão.

-E linda, e tudo muito lindo amor!-disse sem olhar para ele. So ficaria melhor se...

-Já sei, se a família estivesse completa!-sorri me virando para ele.

-Exatamente!-ele sorriu pegando a sacola que continha o nosso jantar das minhas mãos a colocando no balcão da cozinha.

-Na próxima podemos vir todos! Ou quem sabe irmos a outro local!

-Eu queria muito voltar ao Hawaii!

-No final do ano! Pode ser?

-Seria maravilhoso! Ate la o nosso bebe já nasceu, afinal, segundo as minhas contas, ele nascera entre o dia primeiro, e o dia quinze de outubro.

-Seria interessante se nascesse no dia do meu aniversario! Seria o melhor presente do mundo!-me abraçou acariciando a minha barriga.

-Realmente seria! Mas a unica coisa que eu queria agora, era saber o sexo!

-Somos dois! -sorrimos.

-Eu estou com fome!

-Novidade Crystal, desde que descobriu a gravidez, a frase "Estou com fome!" não sai mais do seu vocabulário!-se afastou sorrindo.

-Que maldade comigo!

-Estou mentindo?-sorrimos.

apartamento Malibu

Depois de nos acomodarmos melhor na casa, organizando as nossas coisa no quarto, seguimos para a cozinha, na intensão de apreciarmos o nosso jantar, que foi regado a muita risada, brincadeira, beijos, e descontração.
Ele tinha uma taça de vinho nas mãos, e eu uma caneca de cha de morango, o meu novo vicio, dedico este vicio a minha gestação, eu já gostava de chá, mas agora eu tinha que tomar todos os dias. Estávamos na varanda em frente ao mar, estava bem escuro, mas a lua nos prestigiava com o belo espetáculo do seu reflexo no mar. As minhas costas estavam em seu peito, e estávamos cobertos por um edredom, já que com o cair da noite, a temperatura também se foi, mas eu não me importei com isso, pois estava acolhida, estava nos braços do meu amor, estava no lugar que eu mais desejei estar, que eu mais adoro estar.

-Este lugar e lindo Peter!-os meus olhos estavam vidrados nos horizonte escuro.

-Realmente e um belíssimo lugar!

-Eu...-me auto interrompi ao ouvir o meu celular tocar. Eu poderia viver aqui para sempre! Alo! atendi o celular que tocava insistentemente, porem ninguém disse nada. Alo? Quem é?-eu sabia que tinha alguém na linha, eu podia ouvir a respiração do outro lado.

-Quem é? -questionou-me.

-Eu não sei, esta mudo!-retirei o aparelho do ouvido. Acho que caiu!-sorri voltando a me sentar.

-Estranho!

-E de numero restrito! Deixa pra la, se for importante voltara a ligar!

apartamento Malibu

Ficamos quietos apenas apreciando a vista, e a presença um do outro. Porem, eu não poso negar que aquele telefonema ficou martelando em minha cabeça, e a curiosidade de saber quem era martelava ainda mais.

Bom dia meninas.
  • Estou ficando envergonhada já de tanto pedir desculpas pela demora em postar, mas e que é a unica coisa que me resta a fazer a vocês.
    Eu estou com problema de visão como vocês já sabem, e isso me impede de forçar as vistas e ficar no computador como antes, e com isso, eu estou desanimando com a fic, assumo! Eu não consigo mais escrever, não tenho inspiração, estou desanimada, e não sei o que fazer quando acabar de postar os capítulos que faltam, temo ter que desistir da fic, ou demorar ainda mais para voltar a escrever. Estou sem dinheiro para mandar fazer um óculos, e estou me sentindo como um cego no meio de um tiroteio! Quase que literalmente.
    Me perdoem, eu realmente não sei o que fazer, passei quase uma semana se vontade de entrar no computador, e por isso peço perdão por não estar mais respondendo aos comentários, mas saibam que eu leio todos, e quando as vistas estão cansadas demais, o meu filho mais velho lê, ou então o meu marido.
    Sinto muito, mas a cada dia que passa sinto que por hora esta sera a minha ultima fic. Mas saibam que foi magnifico escrever para vocês. Se der eu continuo!
    Vou tentar postar logo todos os capítulos que tenho, e depois decido o que farei.
    Obrigada pelo carinho, e atenção de todas! Ate breve.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Surpresa! cap 51

Parte Cris

A nossa semana foi bem interessante. Okey, nada de mais aconteceu, as únicas coisas boas foram os dias em que eles vieram dormir conosco, dois apenas, mas eu não posso reclamar, estava amando ficar somente com a minha filha também.
Nós nos divertíamos bastante, por que ela ama cantar e dançar, na realidade ela dança muito bem. Ou eram os meus olhos de mãe que a viam como um Baryshnikov, ou uma Meddie Ziegler da vida? Bom, isso não vem ao caso no momento, mas que ela amava dançar, e que eu amava vê-la dançando, isso era um fato.
Na quarta feira, a Liz me avisou que tinha marcado a sua despedida de soteira para daqui a quatro semanas.

-Mas já?

-Sim amiga, eu me caso em apenas um mês, esqueceu?

-Não! -sim.

-Sua vaca, voçe esqueceu?

-Não e bem assim!

-Não?

-Desculpa!

-Estou profundamente magoada!

-Me perdoa amiga, voçe melhor do que ninguém sabe de tudo o que esta acontecendo em minha vida!

-Eu sei, e é só por isso que eu vou te desculpar!

-Obrigada! Eu juro para voçe, que vou procurar o meu vestido esta semana ainda!

-Só quero ver! -sorrimos.

Como prometi a minha amiga, naquela mesma semana eu fui a caça de uma vestido de madrinha, que não me fizessem parecer uma tenda de circo, e tive a implacável ajuda da minha filha, que foi muito rigorosa com os modelos que eu experimentei.



-Não gostei deste mamãe!-disse de um modelito vermelho longo.

-Não?-a encarei decepcionada, eu tinha gostado.

-Não, esta feio! Aberto demais aqui na perma, e o papai não vai gostar!-disse fazendo tanto a mim, como a vendedora sorrir.

-Verdade!-a fenda era bastante profunda, e não ficaria legal uma gravida com uma fenda daquela. Voltei para closet trocar de vestido.

-Também não!-foi implacável assim que sai do provador.

-Não?-disse me olhando no espelho dentro de um vestido mediano verde, de material fino, e esvoaçante.

-Não, e se ventar? Vai ficar pelada na festa! O papai também não vai gostar!-estava complicado para  meu lado.

Voltei para o provador, para vestir o ultimo modelo que a vendedora tinha escolhido. Ele tinha um corte legal, realçava as minhas curvas de gravida, não de forma negativa, era bem bonito, porem...

-Amarelo mamãe? Parece aquele negocio que vem dentro do ovo! Eca!-foi impossível não gargalhar. Sim o vestido era lindo, porem era amarelo ovo.

-Eu desisto!

-A senhora pode dar uma olhada no interior da loja, e ver algo que lhe agrade. Ou agrade a sua filha!-sorriu, eu acho ela não estava gostando nada nada das suas escolhas não serem aceitas.

-Voçe tem rasão, mas eu acho que vou dar um tempo por hoje, já estou bastante cansada!

-A senhora quem sabe!

-Obrigada!

-De nada!

-E agora mamãe?-questionou-me quando já estávamos fora da loja.

-Vamos para casa, e tentamos novamente amanha!

-Tudo bem! Hum...

-O que foi?

-Podemos tomar um sorvete?

-Sorvete?

-Por favor mamãe!-me encarou com os olhinhos pidões.

-Tudo bem! Sera que eles tem ketchup? Me deu uma vontade de tomar sorvete de morando com ketchup!

-Eca mãe!-gargalhamos.

Depois do sorvete, que eu fiquei na vontade do ketchup,poe que obviamente não tinha na sorveteria, estávamos saindo do shopping, quando me deparei com um vestido lindo na vitrine de uma loja de noivas, no qual a Ari ficou tão encantada quanto eu, que acabei não resistindo, e entrei na loja.

-E agora?-sai do provador.

-Este vestido e incrível mamãe!

-Voçe gostou amor?

-Ele e lindo!

-Então sera este mesmo!-me olhei no espelho me sentindo simplesmente linda com a minha barriga de quase cinco meses, e enfim um vestido que certamente terá que ser mexido.

§

Hoje era manha de sexta feira, 12 de junho, dia em que eu completaria 29 anos, estou ficando velha!
Me espreguicei na cama, a sentindo completamente vazia, me lembro que o Peter tinha dormido comigo esta noite,mas parece que desta vez fui eu que acordei sozinha. Não tive nem tempo de me auto questionar sobre ele, pois o que recebi de bom dia, foi um belo enjoo do nada. Me levantei as pressas da cama, correndo para o banheiro, pedindo a Deus, para conseguir ao menos chegar no sanitário, e quando isso aconteceu, eu só não coloquei a alma pela boca, por que ele teve piedade de mim.

-Bom dia para voçe também filho!-fechei a tampa do sanitário, me sentando sobre a mesma apos dar descarga. Já era para ter aliviado estes enjoos, afinal já estamos com pouco mais de cinco meses não e meu amor?-olhei para a minha barriga, de forma repreensiva, e recebi um chute em resposta. Ai, isso doeu!-alisei proximo as costelas onde senti uma dor um pouco mais aguda devido ao movimento do bebe.

Acho que depois que o meu bebe descobriu que ele poderia se mexer dentro da minha arriga, ele resolveu jogar futebol, dançar macarena, fazer ginastica ritma, fazer natação, tudo ao mesmo tempo, me deixando constantemente enjoada, e sentindo dores diante das suas mexida bruscas. E com isso, eu tenho ficado um pouco mais irritada.
Escovei os dentes, tomei uma ducha fria, para ver se todo aquele mal estar melhorava, e por sorte deu uma breve aliviada. Me enrolei na toalha e segui para closet colocar uma roupa fresca e confortável, não queria nada me apertando, e em seguida iria a caça da minha tropa.
Nem bem sai do closet, e dei de cara com a minha princesinha, entrando no quarto com uma linda rosa amarela nas mãos.

-Meu amor! Bom dia!-sorri indo ate ela.

-Bom dia! Feliz aniversario mamãe!

-Obrigada minha vida!-a abracei beijando o seu rostinho.

-Que o papai do céu te abençoe, que voçe seja muito feliz, e que voçe continue sendo a melhor mamãe do mundo!-tem como não amar  a minha filha? Não, não tem!

-Obrigada meu amor, mas e que voçe e a melhor filha do mundo, estão fica fácil ser uma boa mãe!

-Obrigada!

-Perdoa a mamãe, acho que dormi demais, vamos para a cozinha, vou fazer o seu cafe! Ainda bem que voçe esta de ferias!-sorri.

-Eba! Ate quando?

-Ainda falta muito, ate final de Agosto, da para aproveitar bastante.

Peguei em sua mão, e seguimos para fora do quarto em direção a cozinha, porem antes de chegar la, me deparei com o Peter, ele estava de pé na sala de jantar com o Dy no colo, em frente a uma linda e bem posta mesa de cafe da manha. Sorri como uma boba vendo os meus amores preparando uma bela surpresa para mim.

-Meu Deus, que lindo!

-Bom dia mamãe!-disse balançando o pequeno nos seus braços, que se distraia com uma rosa na mão, ou melhor, na boca.

-Bom dia amorzinho, mas isso não e de se comer, amor meu!-retirei de suas mãos a rosa que já estava totalmente babada, esmagada, e amassada.

-Era para ele te dar!

-A claro Peter, voçe avisou a ele?-perguntei ironicamente.

-E claro!-o encarei, e sorrimos!

-Seu bobo! Obrigada pela surpresa!-lhe dei um selinho. Foi voçe quem fez tudo isso?-o encarei.

-O que? Aposto que esta melhor do que aquela carne salgada que voçe fez!

-Vai jogar isso na minha cara ate quando eu tiver com os meus 60 anos?

-Não!

-Ah, bom!-me sentei a mesa.

-Talvez ate os 59!

-Seu nojento!-sorrimos, e eu peguei o meu príncipe no colo.

-Eu sai com as crianças, e compramos este delicioso cafe da manhã!

-Eu imaginei, voçe jamais faria algo assim!

-Esta duvidando das minha habilidades de chef de cozinha?

-Estou!

-Um dia vou te mostrar as minha habilidades!-sorriu malicioso, e eu taquei um guardanapo nele, e sorrimos. Ta vendo, voçe leva tudo para o buraco da maldade!

-Cala a boca Peter!-gargalhamos.

Tomamos o café da manha tranquilamente, em meio a algumas brincadeiras inocentes, apreciando o momento com as pessoas que eu amo.
Antes de sair da mesa, eu recebi uma ligação da minha mãe, falei com o papai, e o Michael, alem da Liz me desejando feliz aniversario. Pena que hoje eu não estava no clima para festa. Alias, eu nunca estou, detesto festas, acho que eu passei a odiar mais, devido a todas as vezes que tive que agradar o Rafael, já que ele era muito festeiro.

-Voçe quase não comeu amor, o que houve?-ele me questionou  assim que a Ari saiu da mesa parecia estar preocupado.

-Acordei muito enjoada, a primeira coisa que fiz foi colocar o que não tinha no estomago para fora.

-Não sabia que estava assim! Sinto muito!

-Tudo bem!-sorri ao sentir a sua mão sobre a minha. Desde que ele começou a mexer parece que tem uma "rave" dentro de mim, e com isso eu enjoo horrores!

-Sinto muito por isso também!

-Relaxa!

-Sabe o que eu estava pensando?

-Vindo desta sua cabeça mirabolante, eu não tenho ideia!-sorrimos.

-E algo bom!

-Então fala!

-Então, desde que nos reencontramos, e tudo isso começou a acontecer em nossa vida, nós não passamos um momento a sós...

-Passamos sim!-sorri.

-Estes momentos não contam, eu digo a sós de verdade, só eu e voçe em algum lugar, sem nos preocupar que tenha algum dos nossos filhos no quarto ao lado, ou preocupados em ir busca-los em algum lugar.


-Entendo! Mas o que voçe sugere?

-Isso, passarmos um momento só nosso, talvez um final de semana só nos dois, em algum lugar!-acariciou a minha mão.

-Não sei se me sinto confortável em deixa-los com alguém para fazer uma viagem, ou algo do tipo...

-Não seria uma viagem longa,  eu pensei em um lugar mais proximo como em Santa Monica, Long Beach, Malibu, ou na Florida, e outra, eles não vão estar sozinhos, não os deixaremos com estranhos!

-Com quem seria?

-Com a dona Laura, ou uma das minhas irmãs, caso ela não possa ficar!-olhei para o Dy que estava sentadinho na sua cadeirinha de alimentação ao nosso lado, comendo a sua banana amassada, e em seguida para a Ari que estava distraída vendo desenho.

-Não sei!

-Qual e amor! Não tem perigo, eu só quero um momento a sós com voçe talvez um final de semana...

-Inteiro?

-Sim!

-Eu vou ver com a mamãe!

-Voçe aceita?

-Se ela concordar em ficar com eles, eu aceito!

-Ótimo, podemos fazer as nossas malas!-ele se levantou animado!

-Hey, eu disse se a minha mãe aceitar!

-E claro que ela vai! Na realidade, foi ela quem deu a ideia!-sorriu pegando o Dylan, e saindo da sala de jantar.

-O que?-perguntei para mim mesma, e sorri. A minha mãe... Meu Deus!-sorri.

§

Depois de arrumar a louça do cafe da manha com a ajuda da minha linda mocinha, voltei para o quarto, e encontrei o Peter terminando de dar banho no Dy, e reparei que as coisas dele já estavam arrumadas em sima da cama.

-Vocês já vão?

-Nós vamos!

-Nós?

-Sim, arrume as suas coisas, e as da Ari para o final de semana, pois iremos ate a minha casa, e de la, vamos direto para Fresno, deixamos as crianças, e seguimos para uma das casa em Long Beach, e mais proximo, e voçe não ficara tão insegura! A proposito, isso também esta resolvido, tem uma casa linda em Long Beach, que voçe vai adorar.

-Nossa voçe esta determinado não e?

-Muito!-me deu um selinho, e eu fui fazer o que ele tinha me pedido.

Mesmo sem estar muito confortável com a ideia de deixar as crianças, eu concordei em ir, afinal, também acho que precisamos de um tempo só nosso.



Depois de dar banho na Ariel, a arrumei com a roupa que ela mesma escolheu, colocando uma calça estampada leve, uma blusa branca lisa, eu domei os seus cachos, deixando os seus cabelos soltos, já que ela queria usar um chapéu igual ao do papai. Enquanto fazia isso, sentia ela acariciar a minha barriga, fazendo alguns círculos com o dedo sobre a mesma, me fazendo sorrir, e parece que não era somente eu que estava gostando, já que o bebe começou a se mexer.

-Isso... -ela me encarou assustada.

-Sentiu?-sorri.

-Sim!

-O seu irmãozinho, ou irmanzinha, esta te dando um ola.-ela sorriu se aproximando da minha barriga, a beijando.

-Ola bebe, tudo bem? Estou esperando voçe para brincar bastante, tomara que não demore muito.-ela beijou a minha barriga, passando a mão sobre a mesma, e como em uma forma de resposta, senti mais uma vez o bebe se mexer.

Sera que pode haver uma felicidade maior do que esta? Se tem, eu acho que ainda não conheci, por que, eu estou vivendo o momento mais feliz, e esperado da minha vida, e definitivamente, eu não trocaria esta felicidade que estou sentindo por absolutamente nada.
Depois de acomodarmos as crianças nas suas respectivas cadeirinhas no carro do Peter, seguimos para a sua casa, algo em torno de cinco a 8 minutos da minha casa, uma de suas exigências na hora de comprar a minha casa, ficar o mais perto possível da sua.
Entramos no jardim, e achei estranha a presença de alguns carros, olhei para ele, e a sua expressão era a mesma que a minha, estranheza. Parecia que ele não tinha a menor ideia do que estava acontecendo em sua casa.

-Mas que... Porcaria e esta?-disse olhando ao redor.

-Voçe não sabe de nada?-o encarei não acreditando que ele realmente era inocente nesta historia.

-Não!-me olhou completamente surpreso. A minha casa esta sendo invadida!

-Meu Deus Peter! Não e melhor chamar a policia?-se ele realmente não sabia de nada, certamente era perigoso entrar a esmo.

-Não, eu mesmo dou um jeito nos invasores, afinal, são todos da família!-fez cara de tédio.

-Hum?-ele simplesmente saiu do carro, já abrindo a porta de trás para retirar o Dylan.

-Peter, por algum acaso, isso não e uma festa surpresa para mim. E?-o questionei, assim que sai do carro.

-O que?-me olhou surpreso, e ate um pouco ofendido. E claro que não, voçe disse que não queria nada.-o encarei, e ele soltou um sorriso ruidoso, e sínico. Filho da mãe.

-Vamos filha, sera uma paradinha rápida, daqui a pouco vamos para a casa da vovó.-dei a mão a Ari, enquanto caminhávamos para o interior da casa.

Entramos na sala, e estava tudo calmo, tranquilo, como se a casa estivesse completamente vazia. Oh, serio Peter! Se não fosse pela quantidade de carros na frente da casa, eu iria jurar que estava tudo normal, porem.

-Amor, por favor, voçe poderia ver se o Geronimo esta na varanda dos fundos?

-A claro, eu vou la!-lhe dei as costas mas me virei em seguida o encarando novamente. Espere, antes me deixe colocar no rosto a minha melhor cara de espanto, e surpresa!-sorri ironicamente.

-Do que voçe esta falando?

-Não me subestime Peter!

-Não estou gostando de voçe estar me chamando de Peter, parece que esta com raiva de mim!-se aproximou com o Dylan no colo, laçando a minha cintura.

-Então me diga a verdade, tem uma festa surpresa para mim no jardim de trás?-o encarei, e ele respirou fundo. Não precisa falar nada, ao menos todos saberão de uma vez sobre a nossa gravidez, afinal, voçe ainda não contou, não e?-o repreendi, já tinha pedido para ele contar a todos.

-Não! Eu estava esperando tudo isso passar!

-Tudo bem! Ate que hoje e um bom dia!-sorri, fazer o que, já estavam todos la. Me deixe colocar a minha melhor cara de susto!-fiz uma careta exagerada, e ele sorriu.

-Voçe não existe!-lhe dei um selinho, e segui ate a porta dos fundos, que estava devidamente fechada.
Me aproximei da mesma, e a abri de uma vez sem nem mesmo olhar através do vidro, e coloquei a minha melhor expressão de "okey, vocês me pegaram" que eu tinha na cara, assim que todos gritaram "surpresa" porem, senti uma profunda vontade de gargalhar, quando vi a cara de espanto da maioria ao me encarar.

-Parece que a surpresa foi nossa para vocês!-ouvi a voz do Peter logo atras de mim.

-Voçe esta, gravida?-Jaime me encarou surpresa assim como a maioria do pessoal, que era composto dos irmãos, cunhada, e cunhados dele, o pai, os amigos da banda, a traíra da minha amiga Liz, e ate a minha mãe, o meu pai, e o meu irmão.

-Surpresa!-sorri acariciando a minha barriga, e logo em seguida recebi vários abraços, e felicitação, não só pelo meu aniversario, mas agora pela gestação.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Meu filho! cap 50


Hoje era sábado véspera de dia dos pais, eu vim para Vegas, acompanhar a uma presentação do Island Heat Dinner Show onde o meu pai se apresentou tocando percussão, e aproveitar para passar as primeiras horas dia dos pais com ele, e logo voltar para aproveitar com os meus filhos.
Eu chamei a Cris para vir comigo, mas ela disse que iria deixar para a próxima, pois estava bastante indisposta para viajar de avião, mas se ofereceu para ficar com o Dylan, enquanto eu estivesse viajando já que a Jaime iria conosco, e não poderia ficar com ele, e claro, eu aceitei.
Não deixei de falar com eles pelo Skype ontem quando cheguei, e neste exato momento estou fazendo outra chamada.

-Oi meu amor!-sorriu abertamente assim que atendeu a chamada. Sou um homem de sorte, tenho uma mulher realmente encantadora.

-Ola amor, como esta?-retribui o seu sorriso com outro na mesma intensidade.

-Bem, ansioso para começar o show, gosto de ver o velho Pete tocando!

-Deve ser muito orgulho!

-Sim, eu tenho orgulho do meu pai! Por falar em pai, cade o meu príncipe, e a minha princesa? Estou louco de saudades dos meus filhos!

-Só dos seus filhos e?-me encarou divertidamente.

-E logico que não! Não fazem nem 24 horas direito que estou longe de você, e já estou louco de saudades!

-Também estou meu amor!-me jogou um beijo, e sorriu. O seu príncipe acabou de dormir, e a sua princesa esta vendo desenho!

-Queria muito vê-la!

-Vou chamar! Ari, o papai quer falar com voçe!-sorri novamente como um bobo, preciso me acostumar com a ideia de ter uma filha tão linda, e especial.

-E como vai o nosso bebezinho?

-Quantas crianças!-sorrimos. Esta bem, me deixando mega enjoada, e ontem a noite eu tive desejo de comer creme de avela com cenoura crua!-fiz careta de nojo.

-Os seus desejos são muito estranhos amor!-sorrimos.

-Eu sei, não tenho culpa!

-Oi mamãe!

-Oi filha!-chamei a sua atenção.

-Papai!-olhou para a câmera. Estou com saudade, quando voçe volta?-ela sentou no colo da mãe.

-Amanha meu amor, amanha o papai esta voltando! Também estou com saudades! Já esta na hora de dormir, não esta cansada?

-Só um pouquinho, estou esperando a mamãe para contar uma historia para mim!-disse manhosa abraçando a mãe, a minha filha e linda demais!

-Não seja por isso!-ela sorriu. Mande uma boa sorte para o senhor Pete por mim, e um beijo em todos! Especialmente para voçe!

-Obrigado amor, eu vou mandar sim! E amanha eu quero o meu beijo pessoalmente!-sorrimos.

-Muitos!

-Tchau papai. Manda beijo pro vovô, e os tios!-mandou um beijo estalado com a mãozinha.

-Mando sim, mas e o meu beijo?

-Um beijão bem grandão pra voçe! Tchau, cuidado papai!

-Se cuide também meu amor!

-Boa noite, ate amanha!

-Ate meu amor!

Elas desligaram a chamada na hora que o meu pai, e o Eric, entraram no quarto em que eu estava. Eles perguntaram o que eu estava fazendo, e como eu ainda mão tinha conseguido a oportunidade de falar para eles sobre a Ari, me chamar de pai, aproveitei o momento para contar a eles, e todos acharam o máximo.

-Voçe e a Crystal, estão juntos?

-Sim!

-Quer dizer que agora eu tenho mais uma neta?

-Sim meu pai!

-Ela e um encanto papai!-Eric sorriu. A conheci no estúdio quando o Peter a levou uma vez!

-Estou ansioso para conhece-la, e rever a Crystal também.

-E o marido dela Peter?-Eric me questionou.

-Então, e que eu não contei os últimos acontecimentos para vocês, na realidade aconteceu muita coisa nos últimos meses que vocês não sabem!

-Pode desembuchado!

-No aniversario da Cris, eu vou fazer um almoço na minha casa, e vocês todos saberão tudo o que esta acontecendo, e o que aconteceu na nossa vida ate agora!

-Nossa vida?-meu irmão me encarou!

-Sim!

-O negocio esta serio!

-Mais impossível!

-Você vai nos deixar curioso?

-Sim papai!

-Voçe esta se tornando um péssimo filho Peter!-gargalhamos.

§

O show foi ótimo, o meu pai arrasou, e eu senti um baita orgulho dele.
No dia seguinte, ele reuniu todos os filhos para um cafe da manha no restaurante do hotel, aproveitar as primeiras horas juntos, já que cada um tinha o seu próprio dia dos pais para comemorar, e ele não iria voltar para Los Angeles naquele dia, já que se apresentaria novamente naquela mesma noite.

Apos o cafe, enquanto caminhava com os meus irmãos pelos corredores do hotel em que estávamos, no intuito de seguir para o aeroporto pegar  o jatinho, e voltar para casa, passei em frente a uma joalheria, e pensei em levar uma lembrança para as minhas meninas.

-Gostou das pulseiras?-perguntei a minha irmã que estava ao meu lado.

-São pra mim?

-Não Presley!

-E feia! -sorrimos! Brincadeira, são lindas! São para quem?

-Para a Cris!

-Estão firme mesmo não e?

-Sim, eu a amo!

-Que lindo!

-E a outra e para quem? Pra você?

-Não, e para a minha filha!

-FILHA?

-Fala baixo! Sim, ela se chama Ariel, e a filha da Cris!-sorri.

-A ta, entendi!-sorriu sugestivamente. Mas ainda tem mais duas, uma para a Ariel, a outra posso imaginar que seja para o Dylan, mas e a outra?

-Tenho uma surpresa para você!-a encarei.

-Amo surpresas!-sorriu entusiasmada.

-Bem, a Cris esta gravida, eu vou ser pai novamente!

-Meu Deus!-colocou a mão no peito. Não se da uma noticia assim seu louco!-sorrimos.

-Como deveria ser?

-Sei la!-sorrimos.

-Depois eu que sou o louco!

-Ela esta de quantos meses?

-Cinco!

-CINCO?

-Vai ficar rouca de tanto gritar!

-Cinco meses Peter?-cochichou. Mas como tudo isso?

-Bem, eu já descobri quando ela estava com mais de três meses, eu queria contar logo, mas queria que ela estivesse junto, porem, aconteceu alguns problemas, e acabamos adiando, adiando, e só agora no aniversario dela surgiu a oportunidade.

-Acho que só iriamos descobrir quando nascesse né?

-Não e para tanto!

-E por que voçe me contou agora, sem ela?

-Por que eu preciso da sua ajuda para organizar o aniversario dela, ela não quer festa, e por isso tem que ser surpresa!

-Entendo! Mas eu preciso no minimo da Tiara para me ajudar, não dou conta sozinha, ainda mais que o aniversario dela e esta semana se eu não me engano, não e?

-Sera na sexta feria, tem a semana toda!

-O que voçe não me pede chorando que eu não faça sorrindo?

-Te amo!

-Eu sei disso!-sorrimos.

§

Era pouco mais de 4 da tarde quando chegamos em Los Angeles, pedi ao Lonnie para me deixar na casa da Cris. Ultimamente eu ficava mais aqui, do que em minha própria casa, ate o Dylan, já tinha o seu próprio berço, no quarto em que estamos começando a montar para o nosso bebe.
Ele me deixou na casa dela, e foi embora levando o carro, quando eu fosse embora com o Dy, amanha de manha, eu o chamaria.
Toquei a campainha, já que eu ainda não tinha a chave, e depois de me identificar, ela liberou o portão. Nem bem tinha colocado o pé no quintal, e vi a minha filha abrindo a porta, e correndo em minha direção.

-Papai!

-Minha princesinha!-a peguei no colo.

-Que bom que chegou!

-Estava com saudades!

-Eu também! A mamãe ta fazendo bolo!

-Ainda não consegui me acostumar com a sua mãe na cozinha, eu sempre acho que a casa vai explodir!-ela gargalhou.

-A comida e gostosa papai!

-Graças a sua avo que a ensinou direi...

-Graças a sua avo o que?-ela estava parada na porta.

-Nada amor!

-O papai estava falando algo?-ela balançou a cabeça positivamente.

-Não ensine nossa filha a mentir!

-Ta certo!-sorri ao ouvir "nossa filha".

-Eu disse que...

-Eu sei o que voçe disse, eu ouvi!-sorriu. Eu aprendi, e agora eu cozinho muito bem, obrigada!

-Não posso negar, afinal ainda não tive uma entoxicação alimentar!

-Voçe esta a fim de levar uns tapas né?

-Não, eu quero um beijo, beijo este que voçe esta me devendo!-a puxei pela cintura, selando os nossos lábios, com a Ari ainda me meu colo.

Entramos em casa, e realmente o cheiro de bolo estava delicioso. Ela estava se superando na cozinha.
 Lembro da primeira vez que comi aqui, o arroz estava sem sal, a carne salgada demais, e a salada completamente sem tempero, sem contar que a sobremesa estava doce demais. No final das contas, sorrimos da situação e pedimos uma pizza. Mas acredite, foi o melhor jantar da minha vida, afinal, estávamos juntos.
Hoje foi a minha vez de ir direto procurar o meu filhote, entrei no quarto, e ele dormia tranquilamente o seu soninho da tarde. Paro para observar, e noto como ele cresceu, já esta com 6 meses, extremamente esperto, e faz a minha vida cada dia mais bonita. Definitivamente eu não consigo enxergar a minha vida sem ele. Pode ter acontecido cedo demais, ele veio em uma hora talvez inoportuna, mas definitivamente ele mudou completamente a minha vida.

-Papai te ama garotão, te amo muito!-beijei o seu rostinho, e ele mexeu os lábios como sempre fazia quando mexíamos nele enquanto dormia.

Segui para o quarto da Cris -nosso quarto-, na finalidade de tomar um belo, e relaxante banho, estava um pouco cansado da viagem, e sei que um banho vai me ajudar bastante. Ajustei a ducha para algo mais quente, já que a Cris gosta de banho morno para frio, como ela aguenta eu não sei.
Depois de um bom banho, eu estava mais relaxado, e incrivelmente menos dolorido das horas sentado na poltrona da aeronave. Olhei ao redor, e o banheiro estava sem toalha, talvez ela tivesse retirado para lavar. Abri um pouco a porta, e chamei por ela que veio em seguida.

-Me arruma uma toalha amor?

-Desculpa eu retirei hoje para lavar!

-Imaginei! Obrigado!-agradeci pegando a toalha de suas mãos.

-Como foi a viagem, o show?

-Foi ótimo, voçe precisa ver o meu velho tocando, esta cheio de vigor!-sorrimos.

-Eu imagino que sim! Da para ver o orgulho em seus olhos.

-Verdade!-ela fez uma careta de dor elevando as mãos nas costas. O que houve?

-Só uma dorzinha nas costas, nada que não aconteça todos os dias!

-Vou te fazer uma massagem mais trade, ta bom assim?

-Agradecida!-sorriu.

-A sua barriga cresceu demais no ultimo mês!-terminei de me secar começando a me vestir.

-Verdade, ela dobrou de tamanho nos últimos 30 dias, mas e assim mesmo!

-Ele ainda não mexeu não e?

-Não, mas fica tranquilo, ele vai mexer na hora certa!

-Tem certeza que esta tudo bem?-acariciei a sua barriga, e ela colocou a sua mão sobre a minha.

-Sim, o doutor Torres disse que esta tudo bem, eu acredito nele, ele e um ótimo obstetra!

-Queria que voçe se auto consultasse!-sorri.

-Por que?

-Não acho legal este doutor Torres!

-Ciumes?

-Sempre!-a abracei, selando os nossos lábios.

-Não posso me auto medicar, quem me dera!

-Quando terá uma nova ultra? Quero saber o sexo, não quero ficar como fiquei com o Dylan!

-Eu sei, mas a culpa não e minha!

-Vem aqui!-segurei em sua mão a fazendo sentar na cama, e me ajoelhei a sua frente ficando entre as suas pernas. Vamos ter uma conversinha, de pai para filho!-disse encarando a sua barriga, e ela sorriu. Amor, o papai esta curioso, esta louco para poder arrumar o seu quartinho de uma forma mais tranquila, sem ter que ficar louco com varias cores "neutras", colabora com o papai, da uma folga para mim. Se eu soubesse que o seu irmão era menino, eu teria montado o quarto dele como uma selva, ou uma praia muito irada.

-Talvez seja por isso que ele não queira colaborar, vai que...

-Shiii!-sorrimos. Se for menina, eu não sei bem o que iria fazer, mas certamente seria como um castelo de princesa! Bom, o importante, e que eu estou ansioso para escolhermos o seu nome com calma, e não ter que ficar te chamando de bebe, ou neném, enquanto a sua mãe e eu não entramos em um consenso!-abracei a sua barriga encostando o rosto na mesma, e ela acariciou os seus cabelos. Deixa tudo isso pra la, não importa se voçe for menino ou menina, o importante, e que eu vou te amar mais do que tudo, por que voçe e os seus irmãos, são tudo para mim!beijei a sua barriga, e senti ela vibrar de leve em meu rosto.

-Peter!

-Hum?

-Mexeu, voçe sentiu isso?

-Não foi voçe?-a encarei.

-Não, foi ele!-os seus olhos brilhavam, e ela estava emocionada.                                                                                                                                                                                                                                          
-Te amo, meu pedacinho de gente!-mais uma vez beijei a sua barriga enquanto a acariciava. Obrigado por me fazer o pai mais babão, e bobão do mundo!

-Voçe e um ótimo pai amor!

-Obrigado!-ouvimos ao fundo um chorinho bem conhecido.

-Olha, sentiu a sua presença!-sorrimos

-Vou la pega-lo!

-E eu vou servir o lanche, o bolo esta pronto.

Ela foi para a cozinha, e eu para o quarto do meu pequeno, ele estava fazendo algo que aprendeu a pouco, e me deixando mais babão ainda. Sentar. Ele ainda fazia com dificuldade, mas dominava muito bem os seus novos movimentos, a Cris o estimulou muito a sentar no ultimo mês, sempre o colocando na posição com auxilio de almofadas, e da ultima semana para cá, ele tem tentado fazer sozinho.
Sorri o observando escondido ele cair, uma, duas, e três vezes na tentativa de sentar, mas na quarta, quando ele já estava ficando vermelhinho de tanto esforço, e eu desistindo de apenas olhar, ele conseguiu se sentar, me deixando muito orgulhoso.

-Que lindo, o rapazinho do papai conseguiu sentar sozinho!-bati palmas, e ele me acompanhou gargalhando. Que gargalhada gostosa filho!-o peguei no colo beijando o seu rosto, e ele fez o mesmo me babando. Papai estava louco de saudades meu amor!-o enchia de carinho enquanto ia para sala. Sabe quem acabou de se sentar sozinho mamãe?

-Serio meu amor?-ela veio ao nosso encontro o beijando, fazendo ele sorrir ainda mais.

-Parabéns Dy!-a Ari sorriu mexendo no seu pezinho, o fazendo olhar para ela, e sorrir, ele já a reconhecia.

-Parabéns meu fi...-

Ela parou de falar, me encarando parecendo sem jeito. Ela nunca o tinha chamado de filho, eu achei lindo, por que para mim, ela a mãe dele, ela cuida dele com todo carinho, amor, e afeto do mundo, não teria nada mais justo do que ela ser intitulada como sua mãe.

-O que foi amor?

-Eu... Desculpa, eu não sou a mãe dele, e eu...

-Quem disse que não? Pra mim voçe e sim, a MÃE dele, voçe cuida dele com carinho e amor! As palavras que ouvi na escola da Ari, também servem para voçe! Super mamãe!-sorrimos, e ela me olhou emocionada.

-Eu amo vocês, todos vocês! Não poderia pedir uma família mais perfeita!-ela beijou cada um de nos com carinho. Te amo muito meu menino, meu filho!

-Nos também te amamos minha vida!-sorriu com os olhos marejados.

-Vamos lanchar, por que eu estou com fome!

-Novidade!

-Não tem graça Peter!-sorrimos.

-Este bolo esta com uma cara linda! Tomara que não esteja salgado!

-Vai passear Peter, mais uma desta, e hoje voçe dorme no quintal, e sozinho!

-Ameaçar não vale!

-Esta docinho papai, eu experimentei a massa!

-Viu! Aqui esta a banana amassada do Dylan!

-Por que ele não pode comer bolo mamãe?

-Não e que ele não possa meu amor, e que ele ainda e muito novinho para comer açúcar! E melhor esperar um pouquinho mais!

-Entendi!

Já disse como eu amo a forma que ela cuida de cada um de nos?
Pois e, depois de cuidar dos nossos filhos com todo carinho, ela me serviu, e só então se serviu sentando para se alimentar, mesmo depois de afirmar que estava com fome. Ela e o seu dom de cuidar das pessoas.
Depois do lanche que o bolo estava delicioso por sinal, seguimos para sala no intuito de nos jogarmos nas almofadas, e brincar um pouco com as crianças, porem eu quase esqueci que tinha trazido presentes.

-Eu trouxe um presenteara cada um!

-Eba!-minha pequena sorriu.

-Espero que gostem!-entreguei a elas, uma caixinha retangular para cada uma, segurando as outras duas.


-E linda meu amor!-ela sorriu pegando a pulseira em suas mãos. A da Cris era um pingente redondo com três corações vazados, e a da Ari, era um pingente de coração que encaixava perfeitamente no da Cris, assim como os dos seus irmãos que eram em uma versão menor para bebes.

-Olha o meu mamãe!
-Que lindo! Eles...

-Sim, eles se encaixam, se transformando em apenas um!

-Meu amor, não poderia ter sido mais delicado, e perfeito! Obrigada!~

-Obrigada papai!

-Tem um pequeno detalhe, por que três corações?

-Por que cada um dos nossos filhos, tem um coração também!-mostrei a ela as outras caixinhas com as joias, e ela se emocionou.

-Você...-respirou fundo secando inutilmente as lagrimas. Eu sou a mulher mais feliz deste mundo!

Recebi um delicioso abraço da minhas meninas, um abraço emocionado, um abraço gostoso, que eu estou amando recebe-lo todos os dias, e espero recebe-lo para o resto da minha vida.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Minha família! cap 49

Depois do susto que passei na casa da Liz, o Peter me deixou em casa com a Ari, e em seguida foi embora. Ele não falou nada sobre ficar, e se não falou, e por que não queria ficar.

A minha primeira providencia depois de tomar um delicioso banho, foi comer o meu melão com sal sentada na frente da TV assistindo a uma reprise de CSI Miami, estava assistindo tranquilamente, quando dei de cara com o personagem Eric Delko, o ator Adam Rodriguez, e pela primeira vez prestei bem atenção nele, ele era lindo, porem, era a cara do Rafael.


-Me desculpa meu bem, voçe acabou de perder uma fã!-troquei de canal. Prefiro House!

Estava rindo demais com mais uma loucura do Hause, quando ouvi o meu celular apitar avisando de uma mensagem, peguei o aparelho, e sorri ao ver o seu nome na tela.

"Boa noite amor, já cheguei em casa, coloquei o Dy para dormir, tomei banho, e estou comendo algo antes de me enfiar um pouco no estúdio de casa mesmo. E voçe, esta tudo bem? Esta comento o seu melão com sal? ECA! Peter."

"Sim, estou comendo o meu melão com sal, não e "eca", esta uma delicia! Eu tomei o meu banho, estou vendo Hause <3, e assim que terminar eu vou dormir, estou no bagaço, já que não ganhei a minha massagem! Cris"

"E ruim sim! Me desculpa amor, eu esqueci da sua massagem, mas eu prometo faze-la amanha! Hause e muito Bom, mas eu prefiro GOT! Peter"

"Claro, cheio de putaria, e perversão, do jeito que voçe gosta! Brincadeira. Vou cobrar a minha massagem, pode acreditar nisso!Cris"

Me perdi em pensamentos assistindo a minha serie favorita, e nem prestei mais atenção no celular, e quando olhei para o mesmo tinham duas mensagens, a primeira prometendo-me uma massagem, e muito mais. Oh homem tarado. E a outra me desejando uma boa noite. Respondi com um boa noite, e voltei a minha atenção a TV, acariciando a minha barriga.


§

A minha primeira noite na minha nova casa foi... Terrível! Eu passei boa parte da madrugada no banheiro da minha suite, colocando o melão com sal para fora como uma louca, já não tinha mais o que sair, porem o incomodo não passava, eu sentia que se fizesse mais algum esforço para vomitar, eu iria parir prematuramente ali mesmo.
                                                                                                                                                                       Por varias vezes pensei em ligar para o Peter, mas em que ele iria me ajudar? E pior, como ele iria vir ate a minha casa as 3 da manha com o Dylan? Eu jamais faria isso, ainda mais sabendo que só estava nesta situação por culpa minha mesmo. Enfim, o jeito foi respirar, e esperar o enjoo passar.

Logo o final de semana chegou, e para a minha felicidade não iriamos passar sozinhas, pois logo pela manha o Peter chegou com o Dylan ainda adormecido em seu bebe conforto.

-Que surpresa boa!-sorri abrindo a porta.

-Bom dia amor!

-Bom dia!-lhe dei um selinho. Que cara e esta?-reparei que ele estava com os olhos vermelhos, e cara de cansado.

-Eu vim direto do estúdio, e ainda não dormi.-peguei o bebe conforto de suas mãos. Queria passar o final de semana com vocês, e preferi não esperar!-sorrimos.

-Vai descansar um pouco, eu vou aproveitar que o Dy esta dormindo, e vou fazer um cafe para você!

-Obrigada, eu vou coloca-lo no quarto, e tomar um banho, tudo bem?

-Claro que sim, você esta em casa!

Eu fui para a cozinha fazer o seu cafe, e quando terminei fui direto para o quarto com uma bandeja em mãos, mas quando cheguei la dei de cara com uma sena simplesmente linda que me deixou simplesmente encantada. Ele estava deitado na beira da cama com o Dy no meio e a Ariel na outra extremidade, todos adormecidos, provavelmente a Ari o viu, ou ouviu chegar, e logo foi falar com ele, porem acabaram adormecidos, sorri involuntariamente ao vê-los dormindo juntos.
Apoiei a bandeja no criado mudo, e me sentei na beirada da cama observando os amores da minha vida completamente adormecidos.

§

Qual e a pior parte de entrar de ferias? Quando elas acabam!
Hoje eu estava voltando para o consultório, depois de umas ferias que nem podem ser intituladas de ferias, afinal, eu não fui para lugar nenhum, não passeei, não viajei, não fiz nada. A não ser me mudar de casa. Okey, esta foi a melhor parte das minhas ferias. Ah, e claro, consegui passar um final de semana em paz, com os meus amores. Assistimos filme, e devido a ser inicio de primavera, e os dias ainda estarem muito frios, e para evitar ao máximo sair com o Dy, eles passaram o final de semana conosco, mas infelizmente eles foram embora no final da tarde de domingo, por que o Peter teria alguns compromissos pela manha, e como eu iria trabalhar na segunda, nem pude ficar com o meu pedacinho de gente.
Me levantei com uma preguiça terrível, o meu corpo estava dolorido, parecia que eu tinha levado uma surra. Tomei um banho para despertar, e depois de arrumada, segui para o quarto da Ari para acorda-la, e se arrumar para enfim voltar as aulas, afinal ela ficou quase um mês sem ir a escola por culpa unica, e exclusivamente minha. Ela nem iria ficar por muito tempo na escola, afinal as ferias estavam para começar, elas seriam logo apos o dia dos pais, que e em duas semanas.
A deixei na escola, conversei com a diretora, e expliquei a ela o motivo que a Ariel não foi as aulas, e ela disse que compreendia o meu lado, e iria falar com a professora da Ari, para ver o que elas poderiam fazer, fiquei profundamente agradecida, não queria que nada atrapalhasse o seu desenvolvimento escolar.
Já no consultório, eu fui recebida da melhor forma possível, ganhei uma linda mesa de cafe da manha das meninas, e dos colegas de trabalho.

-Obrigada meu amores!-sorri ao olhar para todos reunidos na copa da clinica.

-Estávamos com saudades!- doutora Johnes, a Endocrinologista da clinica me abraça.

-Obrigada! Eu, e o meu bebe agradecemos a linda recepção!-sorri passando a mão na barriga.

-Voçe esta gravida doutora?-Sam questiona-ma.

-Sim, vocês não sabiam?

-Não!-todos me olharam surpresos.

-Pensei que a Liz tinha contado!

-Eu não, a gravidez e sua amiga!-Eu la sabia se voçe iria querer que soubessem!-sorrimos.

-Parabéns doutora! Agora precisamos organizar um chá de bebe!

-Verdade!-concordaram sorrindo.

Parte Peter

Hoje era sexta feira, e ontem a Cris me avisou que teria uma apresentação na escolinha da Ari, em comemoração ao dia dos pais, e perguntou se eu não queria ir com ela, eu achei que seria muita intromissão minha, afinal a Cris que e a sua mãe, e bem dizer pai, e eu acho que ela ira gostar de receber esta homenagem, e então eu achei por bem ficar de fora. Porem ela disse que a Ariel certamente ficaria muito feliz em me ver por la, e confesso que isso me deixou intrigado, e com vontade de ir, mas me mantive firme, e fiquei em casa.

Olhei no relógio e era exatamente duas e meia da tarde, a festa começaria as três, e se eu falar que não estava com vontade de ir ver a minha princesinha fazendo uma linda homenagem a sua mãe, estaria mentindo, e a vontade de arrumar o meu menino e ir ate la, falava mais alto a cada minuto, por isso quando o relógio marcou duas três e meia da tarde, eu me rendi, arrumei o Dylan, me arrumei, e segui para a escola.

A faxada estava arrumada, e muito bem decorada, me fez lembrar dos dia dos pai no Hawaii, quando o meu pai ia a escola, para receber aquelas lembrancinha de papel, ou o certificado de melhor pai do mundo. Ele ficava todo bobo, e eu ainda mais, pois sim, ele era o melhor pai do mundo para mim.
Peguei o meu filho no colo, e me direcionei a entrada da escola, seguindo direto para o patio onde estava acontecendo a festinha. Todos os pais estavam sentados uns ao lado dos outros, e só quando eu entrei aqui, que imaginei que poderia acontecer "dele" ter vindo, somente para bancar de pai, sendo que ele não e absolutamente nada dela. Não que eu seja, ao menos no titulo, por que eu amo a Ari como uma filha. Mas, para a minha sorte, ele não estava, não que eu o visse.
Achei a Cris sentada ao lado da amiga Liz, e de um homem, provavelmente o marido dela, me aproximei vagarosamente, e para minha sorte não estava muito cheio, e ainda tinham lugares disponíveis, incluindo um ao seu lado.

-Posso sentar?-perguntei a assustando.

-Amor?-sorriu se levantando, e me dando um selinho. Voçe disse...

-Eu mudei de ideia!-sorrimos, e rapidamente ela pegou o Dy que dormia em meu colo. Ola Liz, tudo bem?

-Claro Bruno!-ela se levantou me cumprimentando. Este e o meu marido Mathew!

-Prazer Bruno, pode me chamar de Matt!

-Prazer Matt!

-Bom dia senhores pais, sejam muito bem vindos a nossa escola, em uma data muito especial, não só para vocês, como para as pessoinhas que estão aqui neste palco, e que vão cantar uma bela canção para vocês!-acho que a diretora estava no palco fazendo as honras. Cada pai, e um herói diferente, ele pode ser o Super homem, o Batmam, o Hulk, e ate mesmo o capitão America, mas no fundo, os seus filhos sabem que só pode existir apenas um herói. O super pai! E o super pai não precisa ser necessariamente o biológico, pai e aquele que cria, que educa, que da amor, carinho, atenção, que ensina o filho a se levantar quando ele cai, que ensina que o amar ao proximo, e melhor do que simplesmente odiar, ou ignorar a dor alheia. Pai, e aquele que doa o seu amor, que ama o seu filho, independente do seu tipo sanguíneo.-senti um sorriso bobo em meus lábios, pois era exatamente assim que eu me sentia em relação a Ari. Quero desejar a todos presentes um belo dia dos pais, cada um de vocês tem um belo tesouro em casa! Os seus filhos!

Assim que ela terminou de falar as cortinas se abriram, e todas as crianças estavam com uma calça social, uma blusa branca também social, e com gravata. A procurei com os olhos, e logo a encontrei brigando com a sua gravata, e eu sorri, vendo uma professora indo arruma-la, que logo sorriu olhando para a professora através dos óculos que todos usavam. Ela passou as mãos nos seus cabelos completamente domados por um coque, e respirou fundo quando a musica Hero da Mariah Carey começou a tocar.


-Sinto que terá muito pai babando hoje!-ouvi a Liz comentar com a Cris, olhei para o lado, e o Marido dela estava olhando para o palco com um enorme sorriso de pai orgulhoso.

 Olhei para frente vendo uma professora começar a cantar, e sim, eu posso não ser o pai dela, mas também estou muito orgulhoso da minha princesinha. Observei a Ari de mãos dadas com a Alicia, enquanto elas começavam a cantar.

Existe um herói, se você olhar dentro de seu coração
Não precisa ter medo do que você é
Existe uma resposta, se você procurar dentro da sua alma
E a tristeza que você conhece irá desaparecer

E então um herói surgirá, com a força para prosseguir
E você deixará seus medos de lado, e sabe que pode sobreviver
E quando sentir que sua esperança se foi
Olhe dentro de si e seja forte
E finalmente verá a verdade, que existe um herói em você

É uma longa estrada, quando você encara o mundo sozinho
Ninguém estende uma mão para você segurar
Você pode encontrar amor, se você procurar dentro de si mesmo
E o vazio que sentia irá desaparecer

Minha menininha colocou a mão no coração fechando os olhinhos, ela estava tão lindinha, a minha princesinha, minha florzinha. Minha filha!
Cantei com ela bem baixinho, enquanto a encarava, esperando que ela me notasse ali, queria tanto abraça-la e beija-la.
 Em determinado momento, eles abriram as blusas sociais mostrando uma blusa azul clara por baixo, escrito "Eu tenho um super pai!" senti os meus olhos marejarem, e olhei para os lados, para ver se eu era o único com cara de pastel chorando, porem todos os pais estavam com os seus lencinhos, ou as mangas das blusas enxugando as lagrimas. Okey, eu sou um pai bobão, e babão.

E então um herói surgirá, com a força para prosseguir
E você deixará seus medos de lado, e sabe que pode sobreviver
E quando sentir que sua esperança se foi
Olhe dentro de si e seja forte
E finalmente verá a verdade, que existe um herói em você

Ela olhou para frente provavelmente procurando a Cris, e eu fiz questão de abrir o maior e melhor sorriso para chamar a sua atenção, e quando ela me viu, imediatamente começou a chorar. Ai e covardia! Continuei cantando com ela para que ela não parasse, estava linda e eu queria ve-la sorrir, apenas isso, e nada mais.

Deus sabe, sonhos são difíceis de seguir
Mas não deixe que ninguém afaste-os
Apenas persista, haverá um amanhã
Com o tempo, você encontrará o caminho
Que um herói vive dentro de você
Que um herói vive dentro de você

Ao final da musicas aplaudimos eles de pé, e o que tinha de pai secando as lagrimas era incontável. Incluindo a mim, e claro!

-Lindos! -a mesma mulher de antes falou ao microfone. Que tal cada papai vir buscar o seu filho?

Todos começaram a ir para afrente, eu olhei para a Cris, e ela sorriu maneando a cabeça positivamente, e eu fui ate la pegar a minha garotinha.
Os seus olhos estavam grudados nos meus, ela estava parada no mesmo lugar, parecia estar congelada. Olhei para ela sorrindo, e estiquei os braços para ela quando cheguei na frente do palco, e ela veio em minha direção, se abaixando na minha frente ficando de joelhos, ela segurou em minhas mãos que estavam esticadas, e olhou dentro dos meus olhos com os seus olhinhos vermelhos e marejados assim como os meus.

-Voçe é o meu papai? Vai ser o meu herói hoje?-respirei fundo quando vi a primeira lagrima rolar dos seus olhos, e imediatamente a sequei.

-Se voçe quiser, sim! Eu vou ser o seu papai, tentarei ser o seu herói, hoje, amanha, e em todos os dias meu amor! Eu não sou perfeito, mas tentarei ser ao máximo para voçe

-Eu quero, eu quero que voçe seja o meu papai!-apenas sorri enquanto sentia inevitavelmente as lagrimas escorrerem. Eu te amo papai!

-Eu te amo muito minha filha!


Ela se jogou em meus braços, e eu ouvi o seu chorinho rente ao meu ouvido, me deixando ainda mais emocionado.

-Minha princesinha, minha menininha, minha filha!-com ela ainda em meus braços, voltamos para o nosso lugar.

-Quanta emoção gente!-Cris passou as mãos nos seus cabelinhos, e ela me abraçou ainda mais. Também quero saber qual foi a conversa?

-E um assunto nosso não é filha?-beijei o eu rostinho ainda úmido, e ela apenas balançou a cabeça confirmando.

-Filha?-Cris balbuciou sem emitir som, eu confirmei, e ela sorriu.

Logo em seguida cada criança foi chamada para pegar a lembrancinha que iria entregar aos pais, quando ela voltou, me entregou o presente e voltou para o meu colo, ainda esfregando os olhinhos. Beijei a sua testa, e sorri emocionado, e agradecido ao desenho que ela tinha feito, estavam todos nós, eu, ela, o Dylan, e a Cris gravida, ela já tinha me incluído na sua vida mesmo antes de hoje, e isso me deixou profundamente emocionado. Mostrei a ela a gravata que veio no embrulho estampada com o escudo do super homem. Esta melhor do que no meu tempo de escola. Prometi a ela que iria usar na próxima premiação, ou show que tivesse a oportunidade, e ela sorriu.


§

Eu conversei por algum tempo com o Matt, o marido da Liz, ele parecia ser um cara bem legal, ao menos pareceu ser. Conversamos sobre trabalho, esporte, família, e ele expressou a sua vontade de ter mais um filho com a futura mulher, e me parabenizou pelo meu filho com a Cris. Alem de me chamar para o seu casamento com a Liz que sera em um mês.
No final da festa depois de um coquetel para os pais -definitivamente o negocio tinha ficado muito diferente desde a minha época-, decidimos voltar para casa, por que eu iria viajar ainda hoje, por isso e seguimos direto para a casa da Cris, já que o Dylan iria ficar com ela.

-Promete me ligar quando chegar?-estávamos abraçados no meio da sala.

-Prometo! Queria que vocês fossem comigo!-lhe dei mais um selinho entre tantos.

-E melhor não, eu tenho andado muito indisposta ultimamente!

-Tudo bem, mas esta indisposição tem que acabar esta semana, afinal tem o seu aniversario, e eu quero que voçe se divirta!

-Eu já disse que não quero nada amor!

-Infelizmente voçe não tem escolha!-sorrimos.

-Droga!

-Te amo, se cuida, e qualquer coisa me liga!

-Também te amo! Pode deixar, eu ligo!-acariciei a sua barriga de cinco meses já bem aparente.

-Papai já vai meu amor!

Me aproximei do meio da sala onde ele estava com a Ari, deitado sobre um amontoado de almofadas vendo desenhos. Me abaixei beijando a sua testa, e ele logo abriu a boca tentando "morder" o meu queixo, e segurou na minha roupa. Brinquei um pouquinho com ele antes de infelizmente me soltar dele. Olhei para a Ari que nos encarava sorrindo, e estiquei o braço para ela que logo veio me abraçar.

-Promete cuidar da mamãe?

-Prometo! Voçe vai demorar muito papai?-sorri como um idiota patético ao ouvi-la me chamar de papai.

-Não, o papai promete não demorar!-a abracei beijando o seu rosto a abraçando ainda mais forte, me levantei em seguida.

-Se toda vez que ela te chamar de pai, voçe ficar com esta cara...

-Demora para se acostumar?

-Voçe nunca se acostuma, e sempre um sorriso bobo diferente!

-Amo vocês!

-Nos também te amamos!-mais uma vez me abraçou. Se cuida, e volta logo para a sua família!

-Eu vou voltar, na realidade já estou indo louco para voltar!

Fiz a minha viagem com o coração transbordando de alegria, definitivamente eu não poderia estar mais feliz com a minha família.




terça-feira, 3 de novembro de 2015

Susto. cap 48

Era final de tarde, e eu estava exausta, fazer mudança não e fácil, acho que e uma das piores coisas do mundo. A minha sorte e que eu tive a ajuda dos seguranças do Peter, para colocar as caixas para dentro -que não eram tantas coisas- e do próprio para a organização dentro de casa, alem da minha mãe que veio conosco, e claro. A Liz que ficou com o Dy, e a Ari, ate que terminássemos de organizar a maioria das coisas por aqui.
Todo o processo de cartório, e mudança, demorou pouco mais de três semanas, e tudo isso grassas ao advogado do Peter, que me ajudou muito neste processo. Alias, eu só tinha o que agradecer ao Peter, ele esta sendo maravilhoso para mim.

-Esta e a ultima amor!-Peter entrava com uma caixa nas mãos a colocando sobre a minha cama, já na nova casa.

-Ainda bem!-sorri agradecida.

-Pois e minha filha, mudança e trabalhoso!-mamãe terminava de ajeitar a cortina que ela mesma tinha colocado para mim.

-Sim, e eu estou começando a ficar com dor nas costas!-coloquei a mão na região.

-Descansa um pouco filha!

-Eu preciso terminar aqui, e ainda vou buscar as crianças na casa da Liz!

-Eu vou buscar, ou peço ao Dre! Descansa um pouco amor!

-Eu sei que o Peter vai cuidar muito bem de voçe, então, e vou para casa!-disse pegando a sua bolsa.

-Já mamãe?

-Sim meu amor, o Michael, ficou na escola esqueceu? E o seu pai teve que ir no antigo emprego, fazer sei la o que!-sorriu.

-Tudo bem, manda um beijo para eles.

-Pode deixar! Ate mais meu filho!

-Eu vou pedir ao Lonnie para te levar dona Laura...

-Só Laura! E não precisa, esta tudo bem!

-Mas eu...

-Esta tudo bem meu filho, assim que chegar em casa, eu ligo!

-Promete mamãe!

-Prometo! Cuida bem do presentinho de vovó!-se inclinou acariciando a minha barriga.

-Pode deixar mamãe.

-Vou leva-la ate a porta!

Me levantei da cama olhando ao redor, e mais uma vez me senti satisfeita ao ver a casa que tinha conseguido compara -com uma ajuda do papai, e claro do Peter, que fez questão-, ela era linda, o meu quarto era espaçoso, assim como os quartos das crianças. Ela era térrea, com um belo jardim nos fundos, uma bela e ampla cozinha, uma ótima sala de estar, janaste, enfim, daria muito bem para vivermos confortavelmente.
Abri a cortina que a mamãe tinha acabado de colocar, e fiquei imaginando os meus filhos correndo um atras do outro pelo jardim, e tomando banho na piscina no verão.

Estava impossível esconder a minha felicidade, e o quanto eu estava radiante, definitivamente eu não poderia reclamar da minha vida, afinal depois de viver uma mentira por anos seguidos, enfim eu poderia respirar tranquilamente, eu não estava mais debaixo de um teto erguido na mentira, e na enganação, nem de mim, com ele, e dele comigo.
Desde a nossa briga, e o dia em que ele nos expulsou de casa, eu não soube mais nada sobre ele, e quando tive que retirar o restante das minhas coisas, a minha mãe foi pessoalmente pegar tudo o que era meu, ela disse que não deixaria que eu fosse, não queria que eu corresse o rico de me deparar com ele novamente, e alem do mais, o Peter disse que se eu fosse, ele iria junto, e para não arrumarmos mais problemas, ela foi com o papai. Segundo o meu pai, ele teve muita sorte não estar em casa, mas ele acha que na realidade, ele marcou aquele exato dia e horário para que eles fossem, justamente para não o encontrarem em casa. No fundo eu acho que o Rafa não queria que as coisas chegassem a este ponto, mas infelizmente agora era tarde demais.



-Um doce pelos seus pensamentos!

-Hummm... Doce, bem que cairia muito bem agora, talvez um brigadeiro de colher! Nossa me deu água na boca!-sorrimos.

-Não mude de assunto mocinha! O que voçe tanto pensava em?-me abraçou por trás.

-Em como eu vou ser feliz aqui, em como eu estou feliz em estar enfim gerando um bebe, o meu bebe. Em estar ao lado do amor da minha vida, em saber que ele ainda me ama! Voçe me ama não e?-me virei para ele!

-Me deixe penar!-colocou o dedo indicador nos labos.

-PETER!-lhe dei um leve tapa no braço!

-Estou brincando meu amor. E claro que eu te amo! E amo muito!
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
Senti os seus braços sobre o meu quadril me puxando para si. A sua mão retirando os cabelos que caíram em meu rosto, me fizeram fechar os olhos com força, enquanto ele iniciava uma massagem gostosa nas minhas costas, me fazendo gemer baixinho diante do alivio que senti. Mas no fundo eu já sabia onde todo aquele carinho nos levariam.

-Estrear a cama nova?-perguntei baixinho rente aos seus lábios.

-Boa ideia!

-Para voçe, fazer sexo e sempre uma boa ideia não e?-sorri.

-Primeiro, com voçe, eu faço amor!-só isso já me fez sorrir como uma boba. E segundo, principalmente com voçe, e sempre uma ideia maravilhosa! Não e a toa que estamos aguardando o fruto das nossas noites de amor.

-Só voçe mesmo para me fazer a mulher mais feliz deste mundo, em vários aspectos!-lhe dei um selinho de leve, sentindo os seus braços se apertarem ainda mais ao meu redor.

-Asim que eu te vi pela primeira vez depois de tantos anos, eu senti que o lugar um do outro era aqui, agora, exatamente assim!

-Eu amo voçe! Sempre amei.

-O meu coração se enche de alegria quando te ouço falar assim meu amor. Eu te amo demais!

Os nossos lábios mais uma vez se encontraram em um beijo intenso, e cheio de desejo. A sua mão rapidamente me livrou da camiseta que eu vestia, e as minhas da sua, ao mesmo tempo em que eu abria a sua calça, e ele retirava o seu tênis. Foi impossível não sorrir com a nossa pressa, parecíamos dois adolescentes loucos para matar a vontade de fazer amor, a vontade que nos consumia a cada vez em que estávamos juntos.
Desde o dia do jantar na sua casa, eu já perdi as contas de quantas vezes já fomos para a cama, e sinceramente, eu não estou nem um pouco a fim de enumerar, eu só quero que sejam muitas, e incontáveis vezes.
Estávamos sobre a cama, o seu corpo estava sobre o meu, com delicadeza, sem relaxar o seu peso sobre mim, afinal, o nosso presentinho estava sendo guardado com muito carinho entre nos dois.
As minhas mãos seguravam firme em seus braços, enquanto eu o sentia dar estocadas cada vez mais fundas, e intensas. Os meus olhos não me obedeciam mais, a minha boca permanecia entreaberta, o meu corpo estava totalmente entregue, a minha alma era completamente dele naquele momento. O meu coração acelerado, deixando a minha respiração pesada, refletiam  o prazer que era estar em seus braços.

-Ai amor, que delicia! -gemi rente ao seu ouvido, segurando em seus cabelos, sentindo o meu corpo aquecer sob o seu.

-Caralho que gostoso amor! a sua boca se perdia em meu pescoço, com mordidas leves, e chupadas instigantes.

Depois de mais alguns minutos, trocamos de posição, ele pediu que eu me sentasse no seu pau, disse que adorava ver os meus peitos enquanto eu sentava no seu colo. E é claro que eu o obedeci, imediatamente, e sem reclamar. Descobri que estar no "controle" as vezes também era muito bom.
Com o Peter eu aprendi que eu posso ser eu mesma na cama, alias, não só na cama. Aprendi que eu não preciso ser inibida, e que eu deveria falar, falar tudo o que eu quisesse para ele, afinal tínhamos uma cumplicidade fora do normal.

-Isso!-ele fechou os olhos inclinando a cabeça. Adoro quando voçe rebola assim no pau amor, caralho.

-Gosta?-sorri beijando o seu pescoço.

-Muito!
-Do que voçe gosta mais?-sorri, ao vê-lo morder os lábios.

-Quando voçe faz exatamente isso, fala baixinho no meu ouvido, e gemer pra mim enquanto te faço gozar!

-Então me faça gozar!-disse extremamente baixo rente ao seu ouvido.

-Cris!-sua voz arrastada, e cheia de tesão, fizeram o meu corpo se arrepiar imediatamente.

Ele segurou em minha cintura com uma das mãos, apoiando a outra na cama, me ajudando nas estocadas, que ficaram ainda mais intensas, ritmadas, e o melhor de tudo. Deliciosas, simplesmente perfeitas.
Não demorou muito para que eu estivesse fazendo uma das coisas que ele mais amava, gemendo enquanto mais uma vez gozava para ele, enquanto gozávamos juntos, aproveitando do prazer mutuo de estarmos juntos.
Nos deitamos e eu me acomodei ao lado do seu corpo, sentindo a sua respiração se tranquilizar, gradativamente.

-Peter?

-Hum?-sorri.

-Eu estou morrendo de fome!-depois que fiquei gravida, a minha vida era sentir fome.

-Nossa amor, como você e romântica quando quer!-sorrimos.

-Desculpa, mas e que depois que engravidei, ando sentindo muita fome!

-Esta tudo bem, eu também estou com fome!-sorrimos.

-Vou tomar banho, e ver algo para se comer.-me levantei devagar, sentindo o meu corpo bastante dolorido. Vem comigo?-ele ameaçou se levantar, mas acabou deitando novamente com a cebeça quase para fora da cama.

-Eu já vou!-sorrimos.

-Estou te esperando.

Me levantei e fui ate o banheiro, parei por um segundo me olhando no espelho. Estamos proximo do mês de Junho, eu estou com pouco mais de 4 meses, exatamente 4 meses e 2 semanas, e enquanto me olhava no espelho imaginava a minha barriga crescendo, o meu bebe se desenvolvendo dentro de mim. Eu jamais imaginei que poderia concretizar o meu sonho de ser mãe, biologicamente falando, e como um sonho, um sonho lindo, que graças a Deus virou realidade. Posso afirmar que sou a mulher mais feliz deste mundo, e tudo isso eu devo apenas a Deus, e ao Peter.


Parte Peter


Estava ajudando a Cris com a mudança para a sua casa nova. Sinceramente, ainda mais devido a sua gestação, eu preferia que ela estivesse morando comigo, mas eu a compreendo, sei que ela precisa de um tempo antes de morar em baixo do mesmo teto com alguém novamente.
Ainda não disse a ela, mas eu pretendo mudar de casa em breve, e um dos motivos e saber que ela fica desconfortavel em estar no meu quarto, afinal eu dividi aquele quarto com outra mulher, que mesmo não estando mais entre nos, ela ainda fica desconfortavel. Eu a compreendo também, as veze ate eu sinto a presença da Pâmela, naquele ambiente. Aproveitei o corretor para procurar uma nova casa para mim, algo maior, e que possa acomodar com conforto a nossa enorme família de 5 pessoas. Espero poder estarmos indo morar juntos antes do nosso bebe nascer.
Neste momento eu estava deitado com a cabeça a beirada da sua cama, sentindo o meu corpo se recuperar por completo da nossa recém foda. Era sempre bom ter esta mulher em meus braços. A minha mulher.
Ela estava no banheiro, provavelmente iria tomar uma ducha, e ver algo para se comer, já que segundo ela, estava com fome, porem, eu fui surpreendido com um delicioso beijo em meus lábios. Sorri com a surpresa, e olhei em seus olhos quando nos separamos por alguns centímetros a olhando de "cabeça para baixo".
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, senti as suas mãos espalmarem em meu peito deslisando pelo meu tronco, e eu fechei os olhos sentindo os seus seios tocarem vagarosamente o meu rosto. Elevei as mãos segurando em sua cintura enquanto ela subia na cama, agora me beijando. Senti o meu pau dar sinal de vida plena, quando a sua mão o acariciou devagar, e logo a sua boca estava em minha virilha. É assim que eu gosto, na rua santa, e uma deliciosa mulher de atitude na cama.
Segurei o seu quadril na altura do meu rosto, seria impossível resistir aquele delicioso "meia nove" que se anunciava, e confirmando as minhas suspeitas, gemi abafado pela sua boceta deliciosa, quando senti a sua boca no meu pau, em um delicioso oral. Caralho, esta e a minha mulher!

§

-Já disse que eu mesmo vou busca-los amor!

-Eu não posso ir com voçe?-me encarou enquanto ajeitava os seus cachos na frente do espelho, e eu sorri.

-Tudo bem!-me rendi.

-Eu ainda estou com fome!

-Ainda? Mas acabamos de jantar!

-Eu sei, mas e que eu estou com fome de um doce!-pegou a sua bolsa a colocando no ombro.

-Tem diferença de fome entre doce e salgado?-arqueei a sobrancelha.

-Acredite, mesmo sendo obstetra, eu não acreditava que desejos de gravida fossem tão fortes.

-Esta explicado, e desejo!

-E claro, desde quando eu iria querer comer melão com sal e não ser desejo?

-Hum?- segurou em minha mão nos guiando para fora do quarto. Voçe não disse que era sobremesa?

-Amor, melão e uma fruta, e doce, e portanto, e uma sobremesa!-disse como se fosse obvio, e era.

Eu preferi não a questionar mais, e simplesmente sairmos logo de casa para buscar os nossos bebes, antes que ela inventasse de comer tomate com chocolate. Que ela não ouça isso!
Ela me ensinou o caminho para a casa da sua amiga, já que a própria Liz, foi buscar os nossos filhos mais cedo. A casa da sua amiga era relativamente perto, por isso ela me disse que não demoraríamos mais do que vinte minutos para chegarmos ate la. Porem, certamente demoraríamos menos se ela não inventasse de parar no mercado antes para comprar o bendito melão. Ainda bem que ela decidiu que iria esperar para come-lo em casa, e não dentro do carro.
Assim que paramos em frente a casa da Liz, eu olhei para ela, e vi a sua expressão mudar completamente, de tranquila, e sorridente, para assustada, e quase em estado de panico. Me assustei ainda mais quando ela saiu do carro as pressas sem nem ao menos me esperar.

-Crystal, o que houve?-sai do carro em seguida, batendo a porta, e indo ate ela.

-Este carro!-ela encarava um Bentley parado na frente da casa.

-O que tem este carro?-a encarei confuso.

-E dele! E do Rafael!

-Não e possível...

-Sim, e dele, eu conheço os carros dele!-disse um pouco alterada.

-Caralho!

Caminhei o mais rápido possível ate a frente da casa, sendo seguido por ela. Porra, se ele fizesse, ou falasse algo, qualquer merda para um dos meus filhos, principalmente a Ariel, eu juro que não responderia por mim. Senti a mão da Cris segurando o meu braço, e eu a olhei sentindo o meu rosto completamente quente de raiva.

-Calma amor!

-Calma? Se ele fizer algo aos meus filhos Crystal... Porra!

-Fica calmo, a Liz jamais deixaria! Fique aqui fora!

-E claro que não! Eu vou entrar!

-Mas...

-Não!

-Boa noite dona Crystal!

-Briana!-provavelmente era a moça que trabalhava na casa da Liz que nos atendeu. Boa noite. Cade a Liz?-ela já perguntou adentrando, assim como eu e claro.

-Ela esta na sala de TV com as crianças!

-Obrigada!

-Boa noite!- disse para a moça que sorriu ao me olhar.

Ela entrou casa adentro seguida por mim, mesmo não querendo ser impertinente e invasivo, eu olhava ao redor, mas era com o intuito de dar de cara com o infeliz, eu nem o que faria se desse de cara com ele. Mas infelizmente isso não aconteceu. Seguimos corredor adentro, e logo ela entrou em um dos cômodos.

-Mamãe!

Ouvi a voz da minha menininha e respirei aliviado, assim como quando dei de cara com o meu filho no colo da Liz sendo amamentado, e ele que quando nos viu logo largou o alimento esticando os bracinhos.

-Amor do pai, que saudade!-o peguei no colo, e logo abracei a Ari beijando a sua cabeça, enquanto a Cris o pegou do meu colo.

-Que cara e esta mulher, parece que viu um fantasma!

-Ele... Ele esta aqui?

-Ah, o Bentley?

-Cade ele?-encarei a a sua amiga.

-Calma gente, ele não esta aqui, e que o carro do Matt enguiçou, e o Rafael...-fez uma careta engraçada, e foi impossível conter o riso. Emprestou o carro para ele vir pra casa!

-Que alivio!

-Esta tudo bem amiga, não precisa se preocupar.

-Eu não queria nem imaginar ele perto dos meus filhos!- a encarei, e ela sorriu.

-Eu jamais deixaria que ele fizesse algo com eles Bruno, primeiro teria que passar por mim!

-Eu sei amiga!-elas se abraçaram.

-Vamos embora?-peguei a minha menininha no colo.

-Ma já? Não querem jantar conosco? As crianças já jantaram, mas eu, e o Matt ainda não!

-Obrigado, nos já jantamos!-ela sorriu para a amiga. E eu estou louca para comer a minha sobremesa.

-Melão, com sal!-completei.

-Eca Cris!

-Desejo!-sorriu.

-Então vai matar a seu desejo louco, sua louca!-sorrimos.

Ela foi buscar as coisas das crianças no andar superior, enquanto a Ari se despedia da amiguinha. Quando a Liz desceu com as coisas, nos seguiu ate o carro onde eu acomodei a Ari, na sua cadeirinha, já que estava bastante sonolenta no meu colo, e a Cris fez o mesmo com o Dy. Nos despedimos dela ali mesmo em frente a casa, deixamos os nossos cumprimentos ao Matt, seu marido, e seguimos para a casa da Cris, eu iria deixa-las la, e depois iria para a minha casa com o Dy. Por mais que eu queira ficar com elas, e passar a noite com ela, eu acho que no minimo hoje ela iria querer ficar sozinha.
As deixei em casa colocando a Ari, no seu quartinho, já devidamente organizado, para que a Cris obviamente não pegasse peso. Nos despedimos com um beijo, e em seguida eu fui para a minha casa, mas com uma vontade enorme de ficar, porem, se ela não pediu que eu ficasse, eu que não iria me oferecer. Não ainda.