Parte Peter
Tínhamos chegado primeiro, eu sai do estúdio, e passei em casa para busca-la, deixamos as crianças com a Jaime, e seguimos para o restaurante. Eu tinha pedido um vinho, e ela um suco, estávamos de mão dadas, sentados lado a lado apenas esperando que ela chegasse.
-Esta tudo bem?-questionou-me.
-Sim, por que?
-Esta com a mão suada, parece nervoso! Ou ate mesmo, ansioso.
-Esta tudo bem!-soltei a sua mão a passando em minha calça. Sabe como e, não tivemos uma despedida muito legal, da ultima vez que a vi ela tinha acabado de me ameaçar com uma faça de pão, e virado a mão na minha cara, vai que ela queira fazer o mesmo hoje!?-sorriu.
-Já disse que ela não faria, esta tudo bem, acho ate que ela te perdoou por tudo o que aconteceu.
-Tomara que ela haja civilizadamente!
-Ela vai! E por falar nela...
Olhei em direção a porta, me deparei com uma mulher, uma mulher diferente, adulta, decidida, e linda. Ela permanecia loira, com um corpo lindo, corpo este que sempre teve, corpo que sempre atraiu todos os olhares da escola. Ela sorriu quando nos viu, e pela primeira vez depois desde que reencontrei a Crystal, senti o eu coração acelerar, sera que ela ainda guarda ressentimentos? O seu sorriso ainda era muito lindo.
Assumo, a Mariah era uma adolescente muito bonita, e virou uma mulher muito bonita também, porem, não mais do que a minha mulher.
-Cris, como vai?-elas se abraçaram.
-Bem, e você?
-Ótima! Como vai o bebe?-acariciou a sua barriga. E as crianças?
-Estamos todos ótimos. -por um momento me senti completamente excluso, ate que ela virou a sua atenção para mim.
-Peter!-sorriu.
-Mariah, quanto tempo! Como vai?-estiquei a mão para ela em forma de cumprimento.
-Estou bem, obrigada!-me cumprimentou. E você?
-Ótimo, melhor impossível!
-Nota-se, você esta realmente ótimo!
-Obrigado, você também!
-Qual e gente, para que toda esta formalidade, ate parece que não se conhecem a quase vinte anos! Cade o abraço?
Nos encaramos, ela respirou fundo relaxando os ombros, e esticando os braços para um abraço no qual eu retribui. Desconfortável. Talvez esta seja a palavra correta para o que eu estava sentindo no momento, desconforto de estar no mesmo ambiente que as duas, me sinto estranho. A Crystal, e a mulher que eu amo, e a mãe dos meus filhos. E a Mariah, e a melhor amiga da minha mulher, mas que um dia foi a minha namorada, mesmo que eu não tenha sentido nada por ela, e eu fui o seu primeiro homem também.
Nos sentamos, e ela pediu um suco para acompanhar a Cris, enquanto eu permaneci com o meu vinho, estava precisando relaxar. Na realidade, necessitando. Pedimos o jantar, e o assunto fluiu bem, normalmente na realidade, o clima estava legal, e ate então, ela não demonstrava nenhuma desejo de me matar.
-Não e que você conseguiu tudo o que sempre desejou Peter?-ela me encarou, e eu apenas sorri colocando a minha taça de vinho na mesa.
-Verdade, eu consegui exatamente tudo o que sempre desejei!-envolvi os ombros da Cris, com o meu braço. Não só na vida profissional, mas na pessoal também!
-Verdade, vocês dois formaram uma família linda! Eu conheci a filha mais velha de vocês, e um encanto!
-A Ariel e a minha princesa, e eu morro de ciumes das minhas meninas!
-Tem que sentir ciumes mesmo!-sorriu.
-E você, o que fez depois que saiu de Honolulu?
-Estudei, estudei, estudei, me diverti, namorei, estudei. -sorrimos. Enfim, vivi muito! Casei, mas decidi não ter filhos, justamente para não dar problemas na hora de separar!
-Você já se casou pensando na hora de se separar?-a Cris a encarou sorrindo.
-Claro meu bem, eu acho que não nasci para me prender a ninguém. Não sei se conseguiria viver uma vida assim como a de vocês!
-Pois eu não me vejo de outra forma, e nem com outra pessoa!-afirmei a encarando seriamente.
-Vocês se combinam, sempre achei isso!
-Sempre...-Cris pigarreou, se mexendo desconfortavelmente, mas se calando em seguida.
-Sempre?-a incentivei.
-Nada, pensei alto demais!-sorriu.
-Sempre achei... Mas aceitei namorar com o Peter, não era isso?-ela a encarou, e por um minuto eu senti a tensão naquela mesa ir as alturas.
-Isso e passado...
-O Peter era um dos meninos mais desejados daquela escola, e você sabia disso! Não e a toa que ficou encantada por ele logo de cara!-sorriram. Eu assumo que sempre gostei dele, me fazia de durona por puro charme, por isso que não pensei duas vezes em beija-lo, mesmo sentindo que você nutria sentimentos por ele. Eu sinto muito, foi coisa de criança, e me arrependo de ter aceitado o beijo dele, sabendo que você sentia algo por ele.
-Isso já e passado! Na realidade, eu acho que e um assunto bastante desnecessário.
Lembra daquele incomodo do incio? Ele estava ainda maior agora. A minha vontade era pegar a minha mulher e simplesmente ir embora, não gosto de ficar remexendo o passado, e ainda mais desta forma, cheia de alfinetadas que nem ela esta fazendo.
-Sem duvidas e passado, ate por que, a minha amizade pela Cris, não mudou em nada, ela ainda e a minha melhor amiga.-esticou a mão para ela sobre a mesa.
-Sem duvidas, este assunto morreu a anos atras. Por falar em morrer, vocês me dão licença, mas eu to morrendo de vontade de ir ate o toalete! Sabe como e gravida, menos espaço...-sorrimos.
-Quer que eu vá com você?-ela se ofereceu.
-Não precisa, vão colocando o papo em dia!-sorriu já se afastando.-nos encaramos, e eu não tinha o que falar para ela, depois de tanto tempo, eu não tinha o que dizer. Já ela...
-Você conseguiu ficar ainda mais lindo do que antes!-me encarou, e eu me mexi desconfortavel. Esta muito sexy Peter!
-Obrigado!-sorri de canto. Você esta muito bem também!
-Obrigada! Você parece tenso!
-Só desconfortavel!
-Por que?
-Não me sinto bem em estar aqui com você!
-Por que, não te fiz nada! Você que fez comigo! Você que cuspiu um monte de coisas para mim quando nos separamos! Eu que deveria estar desconfortavel. Ou e remorso por tudo o que disse para mim?
-Não tenho remorso! Eu realmente não gostava de você como uma namorada!
-Mas não precisava ter jogado na minha cara como fez!
-Eu sempre amei a Crystal, sempre foi ela, você foi... Uma aposta!-a encarei, e eu vi o seu semblante mudar, e ela apertou a mão em punho sobre a mesa.
-Você...-sorriu. Você continua mal quando quer!
-Continuo!
-Isso e excitante!
-Como você diz isso para mim, e se diz amiga da minha mulher?
-Não fiz nada de mais!-sorriu novamente, e eu a encarei perplexo.
-Por uma péssima ironia do destino, você apareceu na nossa vida.
-Não me trate como a moça má da historia, foi você que não pensou em mim a anos atras, e me magoou profundamente...
-E o que você quer agora, se vingar?
-Não, claro que não! Eu quero deixar tudo aquilo para trás, de verdade, seguir em frente! Eu adoro a Cris, ela e realmente uma pessoa maravilhosa, e por mim continua sendo a minha melhor amiga!
-E por que esta falando estas coisas para mim?
-Que você e sexy, e excitante? Oras Peter, não se faça de santo, eu sei que ouvi isso com frequência das suas fãs, deve estar acostumado. Foi apenas um elogio.
-O que você quer?
-O que eu quero? Quero retomar os meus amigos!
-Tem certeza de que e só isso?
-O que mais seria?-sorriu.
-Voltei, desculpa a demora, estava cheio!-sentou ao nosso lado.
-Amor precisamos ir, o Phil me ligou, e eu preciso resolver um assunto sobre a gravadora com ele!
-Ligou?-ela nos encarou.
-Ligou, você estava distraída! Vamos?
-Nem comi a sobremesa Peter!
-Eu sei, desculpa!-entortei os lábios.
-Eu a levo para casa se for este o problema Peter!
-Não precisa, eu trouxe a minha mulher, eu levo!
-Por que isso Peter, por que eu não posso ficar?
-Não e isso amor, você pode, e que eu pensei que você iria querer pegar as crianças!
-Verdade! Já faz mais de três horas que estamos aqui!-olhou no relógio. Precisamos realmente ir Mariah, não gosto de deixar os meus filhos por muito tempo!-sorriu, e eu respirei aliviado.
-Imagina Cris. Foi um prazer revê-los!
-O prazer foi nosso, não e amor?
-Claro! Foi um prazer!-disse com cara de poucos amigos, sorte que ela não reparou.
-Nos faça uma visita amiga, o nosso endereço esta na ficha de matricula da Ari!-
-Claro! Cris, a proposito, eu elogiei o seu marido, mas acho que ele ficou sem jeito!
-Como?-me encarou.
-Eu disse que ele estava sexy, e muito excitante, acho que não falei mentira. -ela e louca? E outra, ele deve ouvir isso todos os dias das fãs, acho que não se incomoda com isso, não e?- a Cris, me olhou e sorriu.
-Nem um pouco, o MEU marido e sexy, e muito excitante, e eu fico feliz, por que é somente MEU!-sorriram.
-E assim que se fala!
Elas se cumprimentaram, e na nossa vez ela me abraçou forte, não dissemos nada, apenas correspondi ao seu abraço, beijando a sua cabeça em seguida. Acho que no final das contas, eu a subestimei.
Saímos do restaurante, abri a porta para a Cris, e depois de acomodados, seguimos para a casa da minha irma. Durante todo os caminho, ela parecia empolgada, realmente feliz por ter reencontrado a amiga, eu assumo que também estava feliz por tudo ter acabado bem, quem sabe não podemos voltar a ser amigos?
Ela ate pode ser inofensiva, e estar realmente muito feliz em nos ver novamente, estou feliz por ela, só não quero que ela estrague a minha relação com a Cris, tente se meter, ou qualquer outra coisa mediante ao que aconteceu no passado.
07 de outubro de 2015
Depois de muita conversa, enfim estávamos morando na mesma casa. Não foi uma decisão mutua, na realidade foi somente minha, senti que de inicio ela não gostou muito, mas acho que agora, depois de quatro semanas em baixo do mesmo teto, ela já esta mais acostumada a ter o Ge correndo pela casa, e acordar ao meu lado todos os dias. Ao menos ela acorda sorrindo. Isso deve ser um bom sinal.
Ainda no inicio do mês de setembro enfim, o seu divorcio saiu, fomos ate o escritório do advogado do insuportável ex marido dela, não queria, e não iria deixa-la ir sozinha. Confesso que a minha vontade era de encher a cara aquele babaca de porrada, só de lembrar do que ele tinha nos falado no dia do casamento da Liz, mas me controlei, e ele fez o favor de não fazer nenhuma provocação. Agora a Cris e enfim uma mulher livre daquele encosto.
Estávamos no carro indo ate o centro social, pois recebemos mais uma noticia boa, enfim, depois de muito tempo, e de uma audiência bem tranquila por sinal, a duas semanas atras, a Cris enfim tinha recebido a noticia que tanto almejou, ela conseguiu a guarda definitiva da Ariel. Pense em uma pessoa feliz! Ela estava mil vezes mais, e já era de se esperar.
Ao final da audiência, eu conversei com a assistente social sobre colocar o meu nome na certidão de nascimento da Ariel, deixei as copias da minha documentação, esperando que desse tudo certo. Bom, ninguém ligou, ate hoje, apenas marcaram esta data para ir buscar o registro. Acho que não teria uma melhor data para isso acontecer. Na realidade ate teria, amanha, mas enfim, e um maravilhosos presente de aniversario de qualquer forma.
Por falar em aniversario, os meus irmãos inventaram de fazer algo na minha casa amanha. A ideia inicial era na casa da Cris, mas la não iria suportar tanta gente, por isso sera por la mesmo. O meu único receio e a Cris, ela já entrou no nono mês de gestação, e o nosso bebe poderá nascer a qualquer momento. Isso esmo, nosso bebe, ainda não sabemos o sexo, os meus filhos gostam de me ver doido desde antes do nascimento. Montamos um quarto de cores neutras, e quando nascesse, daríamos um toque mais característico.
-Vamos?-olhei para ela quando estacionamos em frente ao centro social, para onde a certidão foi enviada.
-Estou nervosa!-respirou fundo.
-Por que?-a encarei sorrindo.
-Vai acontecer de verdade, ela vai ser minha filha de fato, de papel passado.
-E isso não e bom?
-E maravilhoso Peter! Eu só quero ser o melhor para ela.
-Você já e meu amor!-ela me olhou e sorriu.
-Vamos!
-Aqui e onde eu morei mamãe?
-E sim meu anjinho!
-Você veio me deixar aqui?-pareceu ficar assustada.
-Claro que não minha filha!-ela a encarou surpresa. Eu jamais faria isso!
-Estamos aqui por outro motivo, um motivo muito bom.-acariciei o seu rosto.
-Viemos aqui para uma mera formalidade, pegar um papel que prove que você e minha filha, sendo que todo mundo sabe que não precisa deste papel para provar absolutamente nada, por que você e a minha menininha, desde o dia em que te vi pela primeira vez.
Minhas meninas se abraçaram me deixando sem palavras. O que a Cris disse tinha todo o sentido, era uma mera formalidade, por que esta mais do que na cara o amor de mãe e filha, que existe entre as duas.
Saímos do carro e seguimos para o interior do centro social. O Dylan, estava um pouco inquieto, queria ficar no colo da Cris, mas eu não queria que ela pegasse peso por causa da barriga, mas não adianta falar, ela e teimosa, e ele e turrão, e ela acabou o pegando no colo. Se fossem mãe e filho de verdade, não iriam se parecer tanto!
-Bom dia!-a assistente social nos encarou sorrindo. Como vai dona Crystal, senhor Mars?
-Estou bem, e a senhora?
-Bem também, só estou ansiosa!
-Não fique, eu tenho bem aqui o que a senhora deseja!-pegou em envelope em sua mesa, e entregou a Cris.
Ela se afastou alguns passos, ainda com o Dy em seu colo, e abriu o envelope. Correu os olhos pelo papel, e logo as primeiras lagrimas rolaram em seus olhos. Me senti profundamente emocionado, ao vê-la tão feliz, e comovida. É nestas horas que eu sinto que a sua felicidade e a minha.
Ela elevou os olhos, e ao me encarar ela sorriu em meio as suas lagrimas.
-Peter, você... Como?-sorriu ainda mais.
-Eu sou o pai dela, não sou?
-Sim!
-Por que esta chorando mamãe?
-Este e um momento muito especial para mim minha filha! Para mim, e para o seu pai! Obrigada por tudo! -apenas sibilou.
-Eu amo você!-disse da mesma forma, e ela se aproximou nos abraçando.
Agora a minha linda filha se chama Ariel Medeiros Hernandez, e eu estou muito mais do que feliz, estou completamente realizado.
Retornamos para a nossa casa no final da tarde, depois de passarmos na casa da Jaime, a Cris fez questão de perguntar se ela queria ajuda em alguma coisa. Até parece que com a barriga do tamanho que ela está, iria conseguir ajudar em alguma coisa.
Quando chegamos em casa, ela foi direto tomar um banho, pois estava reclamando de um pouco de dores nas pernas, e nas costas, e eu pedi o nosso jantar, para que ela ainda não fosse para a cozinha. Depois do pedido feito, eu fui para o quarto, depois de deixar as crianças brincando na sala, e quando cheguei no banheiro, ela estava fazendo uma careta de dor.
-Esta tudo bem meu amor?
-Estou começando a sentir um pouco de cólicas!
-Sera que...
-Calma, ainda não e nada, são apenas cólicas bobas, o bebe esta terminando de se encaixar!
-Sera que ele nasce ainda esta semana?-me aproximei acariciando a sua barriga.
-Pode ser, quem sabe? Vai que ele decida nascer amanha?-ela sorriu também acariciando a sua barriga.
-Já pensou, eu acho que seria o homem mais feliz deste mundo.
-O mais convencido deste mundo certamente seria!-sorrimos.
-Também!-sorrimos. Voçe esta tão linda com esta barriga amor?
-Obrigada! Também acho que estou muito bem gravida. Mesmo me parecendo uma tenda de circo as vezes!-sorrimos.
Fiquei por um tempinho com ela ate a nossa campainha tocar, a deixei saindo da banheira, e fui ate a porta receber o entregador, dei mais uma olhada nas crianças depois de deixar tudo na cozinha. Ela me encontrou na sala de jantar onde servimos a comida, e desfrutamos de uma refeição em família.
§
Eu já tinha colocado a Ari, para dormir, depois dela dar banho nos dois juntos em nossa banheira. Deixei ela ninando o Dy, em nossa cama, enquanto eu fui tomar banho. Quando sai do banho, ela estava sentada na cama com uma das mãos nas costas, e fazendo uma careta de muita dor.
-Crystal, o que houve?-me aproximei dela.
-Esta tudo bem!-respirou fundo de olhos fechados.
-Não quer ir ao medico?
-Não, esta tudo bem, relaxa!
-Tem certeza?
-Sim! Coloque o Dylan no quarto dele por favor!
Beijei a sua testa, e em seguida peguei o Dy, no colo saindo com ele em seguida. Estava preocupado com ela, e queria muito que ela fosse ao medico, mas se ela não queria, o negocio era fazer a sua vontade, afinal, e ela quem e a obstetra.
Depois de deixar o Dylan no quarto, dei um beijo na Ari, que dormia profundamente, e voltei para o nosso quarto, e a encontrei deitada de barriga para cima com o braço sobre a testa, e de olhos fechados. Me deitei ao seu lado apagando as luzes, e acariciei a sua barriga devagar a fazendo respirar fundo.
-Eu sei que esta proximo meu amor, e acredite, eu quero muito te conhecer, ver o seu rostinho, e sentir o seu cheirinho de bebe. Estou muito ansioso, mas por favor, venha no seu tempo, e não me faça ter um treco antes da hora!-sorrimos.
-Esta tudo bem Peter. Acho que vai nascer esta semana ainda!
-Sera?-beijei a sua barriga, e ela estranhamente,não mexeu. Esta tão quietinho.-a acariciei.
-E assim mesmo! Vamos dormir, quero muito descansar.
-Claro!
Me ajeitei na cama, a fazendo se deitar sobre o meu braço, e fiquei fazendo cafune ate que ela adormecesse.
Parte Cris
Acordei na madrugada pela quarta vez, sentindo uma pontada forte nas costas, me sentei na cama com cautela, e respirei fundo tentando pegar o máximo de ar possível. Me levantei devagar acariciando a minha barriga, e fui ate a janela a abrindo um pouco, para pegar uma corrente de ar puro. Eu sentia que o meu bebe estava a caminho, e com a minha experiencia de 6 anos como obstetra, eu sinto que ele não iria nascer esta semana, ele iria nascer ainda hoje. A minha barriga estava baixa, as minhas pernas inchadas, e as cólicas que estava sentindo desde ontem a noite, na realidade já eram as minha primeiras contrações, e eu só não contei ao Peter, para que ele não entrasse em pânico.
Peguei o meu celular, fui para o banheiro, enchi a banheira, retirando toda a minha roupa, e entrei na mesma em seguida. Me acomodei da melhor forma possível ficando recostada, sem fazer pressão no canal vaginal. Olhei no celular, e marcava exatamente cinco e cinquenta e três, e mesmo não sendo um horário muito apropriado, eu decidi ligar para a minha mãe, mas antes mesmo de discar o seu numero, senti uma nova contração. Segurei nas bordas da banheira, e deixei a dor me consumir. Foram segundo que pareciam minutos, mas que no final das contas era so respirar, se concentrar, e deixar rolar, era a melhor coisa a se fazer.
-Alo!
-Cris?-parecia muito sonolenta.
-Mamãe, desculpa pela hora, mas e que eu queria muito que a senhora viesse para a minha casa!-a minha voz estava arrastada, e cansada.
-Filha, esta tudo bem?
-Estou, e que as contrações começaram ontem a noite, e eu acho que vou ter o bebe ate o final da tarde!-sorri.
-Meus Deus! Cade o Peter?
-Esta dormindo, eu não o acordei...
-Por que?
-Por que ele estava preocupado comigo ontem, e eu nem vi a hora que ele dormiu. E alem do mais, hoje e o seu aniversario, deixa ele dormir um pouco mais, daqui a pouco eu vou necessitar dele!
-Tudo bem meu amor! Nossa ele vai ficar muito feliz!
-Tomara!
-Claro que vai! Eu estou indo meu amor, aguente firme!
-Eu vou! Mamãe?
-Sim!
-Por favor, ligue para a Liz, eu preciso dela aqui também!
-Claro que sim, eu ligo! Beijo, a mamãe te ama.
-Também te amo mamãe!
-Meu netinho ou netinha vai nascer, que emoção... -a ouvi dizer antes de desligar, acho que falava com o papai.
Coloquei o celular ao lado da banheira, e acariciei a minha barriga sabendo que em breve o meu tão sonhado, e esperado bebe estará em meus braços.
-A mamãe sonhou tanto com você, esperou tanto por este momento. Eu sempre quis ser mãe, sempre quis poder colocar no mundo um bebe, e não só os de outras mulheres. E você veio para realizar o meu tão esperado sonho, depois de tantas frustrações, eu só tenho a agradecer a Deus, e ao seu pai, por terem me dado você de presente. Não sei se vou ser uma boa mãe, a sua irma diz que eu sou a melhor mãe do mundo, e eu espero continuar assim para você, e para os seus irmãos.-fechei os olhos ao senti mais uma contração começar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário