quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Voltando para casa. cap 54


Depois que voltamos para dentro de casa, tomamos o nosso cafe da manha tranquilos, e com conversas animadas. Estava feliz por ela ter aceitado ser a minha mulher.
Depois do cafe, eu dei a ideia e sairmos um pouco para dar uma volta e comprar algumas coisas, alem do mais eu tinha prometido uma presentinho para a minha filha, ela concordou prontamente, e depois de uns quarenta e cinco minutos saímos de casa.
Como estávamos de carro, chegamos rapidamente ao local de comercio, e depois de estacionar o carro, saímos de mãos dadas pelas ruas de Long Beach, fazendo o possível para não ser muito reconhecido. Depois de visitar algumas lojinhas de conveniências, decidi comprar uma pelúcia do insuportável Bob esponja para o Dy, mesmo eu não curtinho muito aquela risadinha do mal, eu precisava assumir que o Dylan amava. Para a Ariel, escolhemos um vestidinho florido, quase uma saída de praia, bem mocinha, a Cris disse que ela iria amar, e eu também concordei, e bem, a Cris gostou tanto que ate comprou um idêntico para ela.

Na hora do almoçamos decidimos parar por ali mesmo, e comer em um restaurante que serviam vários tipos de frutos do mar, eu adorei, principalmente que no prato em que pedimos veio camarão, e a Cris enjoou do cheiro, e como amo camarão, quem comeu? Pois e, nem gostei. Ela comeu apenas um risoto de lula, e tomamos um sorvete de creme com um doce quente de alguma coisa que eu não identifiquei, eu só sei que estava realmente muito bom.
Já estávamos voltando para o carro quando encontramos um artista de rua completamente cercado por pedestres tocando jazz, e foi impossível não pararmos para apreciar, eu amo este estilo, e descobri que a Cris ainda gosta muito também, por isso ficamos um pouco por ali cantarolando, e algumas vezes dançando, aproveitando dos poucos instantes de anonimato.
Antes de voltar para casa, passamos em um restaurante e compramos o nosso jantar, estávamos aqui para descaçar, não queria que ela perdesse tempo na cozinha, já basta durante toda a semana. Voltamos para casa com o sol já baixando, querendo se por, ela estava com os pés um pouco inchados de tanto andar, mas disse que não sentira dor. Ainda. Por isso quando chegamos eu preparei um banho de banheira para nos dois, que foi bem relaxante.

-Hummmmm... Isso e realmente muito bom amor!-ela gemeu enquanto massageava um dos seus pés.

-Deveríamos ter voltado quando começou a inchar.

-Esta tudo bem, não tem problemas! O importante e que passamos um dia maravilhoso!

-Fico feliz por ter gostado!

-Não importa onde estivermos, se eu estiver ao seu lado, estarei feliz, muito feliz!-ela baixou o pé, se inclinando sobre mim.

-Em qualquer lugar?

-Sim!-sorriu, me dando um selinho.

-Ate na china comendo besouro frito?

-Eca Peter!-gargalhou me dando um tapa no ombro. Isso e nojento, você sabe estragar um clima!-sorrimos.

-Voçe não iria?

-Iria, só não garanto comer besouro frito!-sorrimos. Eu prefiro te beijar, te amar, te sentir...

Nem preciso dizer o que aqueles beijos renderam ne? Pois e, digamos que estávamos bastante alegres sexualmente falando.

§

-Um brinde a nos?-sugeri assim que terminamos de jantar.

-Um brinde a nossa felicidade, e a nossa família!

-Saúde!-eu tomei o meu vinho, e ela um suco.

-Como sera que as crianças estão?

-Espero que bem! Hoje e voçe que esta preocupada?

-Ontem eu também estava, mas e que não falamos com eles o dia inteiro!

-Podemos ligar para eles daqui a pouco, ainda e cedo!-olhei no relógio, e tinha acabado de marcar oito e dez da noite.

-Tudo bem!

-A proposito!-me levantei indo ate a bancada pegando a caixinha onde estavam as nossas alianças. Como eu te prometi esta manha, aqui esta!-abri a caixinha lhe mostrando as alianças.

-Meu Deus Peter, elas são lindas! Obrigada, eu estou tão feliz!

-Eu também estou!-ela se levantou dando a volta na mesa ate que estivesse na minha frente, eu segurei em sua cintura a fazendo sentar em meu colo.

-Que o nosso amor sobreviva por muitos, e muitos anos!

-Ele vai, ele já sobreviveu a mais de doze anos, acho que mais uns quarenta e fácil!-sorrimos, e nos beijamos carinhosamente, selando simbolicamente a nossa união, logo em seguida colocando as nossas alianças.

-Agora vocês podem se mudar para a minha casa não e?

-Não!-se levantou do meu colo.

-Qual e amor!

-Estamos tão bem assim, ficamos um pouco na sua casa, e vocês ficam um pouco na minha...

-Já sei, você só quer ir quando nos casarmos não e?

-Peter!-sorriu.

-Tudo bem, eu vou dar um jeito nisso!

-O que voçe vai fazer- me encarou enquanto retirava as coisas da mesa.

-O que eu vou fazer?

-É!

-Segredo!

-NÃO FAÇA ISSO!-sorrimos. Me fala amor, você sabe como sou curiosa...

-Não!-gargalhei, e ouvimos o seu celular tocar.

-Minha mãe! Oi mamãe!

-(...)

-Sim, e ai?

-(...)

-Como?

-(...)

-Eu sei mamãe! Mas a senhora já deu remédio a ele?-ela me encarou, e eu sabia que era algo com o Dy.

-O que aconteceu?-apenas movi os lábios.

-Isso mesmo mãe, muito obrigada, estamos voltando agora mesmo!

-(...)

-E... E claro... Não... E necessário sim... Sim, não quero saber, o meu filho esta com febre mamãe, eu estou voltando agora mesmo!-um sorriso idiota saiu dos meus lábios quando ela disse "meu filho", porem a preocupação de saber o que esta acontecendo foi mais forte. Não me interessa a hora mamãe, estamos voltando!

-(...)

-Teremos cuidado!-ela desligou.

-O que houve Cris?

-O Dylan esta com febre desde esta manha, ela ligou para a Liz, e ela acha que e febre emocional, afinal ele nunca ficou com a minha mãe, e elas estão achando que ele esta estranhando, e sentindo a sua falta! Vamos embora por favor, não quero que ele fique passando mal! Não quero saber que eles estão com qualquer tipo de desconforto.

-Tudo bem, vamos embora amor!

Demos um jeito por alto nas coisas, na bagunça que fizemos, e seguimos para o quarto, na intensão de arrumarmos as nossas coisas. Por um lado estou triste por termos que ir embora mais rápido do que imaginei, mas por outro lado, estou feliz por ter conseguido fazer o que eu queria. Assumir um compromisso serio com a minha futura mulher.
Faltava exatamente dez minutos para as onze da noite, quando saímos da casa em direção a estrada, estávamos seguindo direto para Fresno. Peguei a estrada mais rápida, seria aproximadamente três horas e quarenta minutos ate a casa dos meus sogros, seria uma viagem longa, mas a Cris esta disposta a fazer.
Ligamos o radio, e ficamos ouvindo algumas musicas qualquer, enquanto conversávamos coisas aleatórias para passar o tempo.

-Sem querer estragar a nossa viagem, mas e que eu queria muito saber como vai o seu divorcio?

-Eu não sei, ele entrou com o pedido, portanto, eu não tenho muito acesso, mas pelo tempo que fui notificada, talvez em breve eu receba mais alguma noticia da parte da sua, ou da minha advogada.

-Tomara que isso se resolva logo!

-Sim! Eu estou apreensiva em relação a Ari!

-Por que?

-Eu tenho medo dele tentar tira-la de mim, só para me atingir sabe?

-Se ele não fez ate agora, certamente não vai mais fazer!

-Tomara! Mas eu tenho as minhas duvidas!

-Não vai meu amor...

-O que aconteceu?-me encarou assustada quando sentimos o carro começar a parar.

-Eu sabia que não iria dar!-olhei para o painel, e notei uma das luzes do painel piscar. Estamos sem combustível!

-Droga!

-Eu pensei que iria dar tempo de chegar ate o posto mais proximo, mas não deu!

-E agora?

-Bom, voçe fica aqui, que eu vou comprar um pouco no proximo posto.-consegui deixar o carro no acostamento.

-E como voçe vai?

-Andando!-sorri.

-Peter!

-Relaxa amor, e ali na frente, daqui conseguimos ver as luzes do posto, esta vendo ali na frente?-apontei algumas luzes a frente.

-Estou!

-Então fica tranquila, eu já volto!-lhe dei um selinho, abrindo o carro.

-Se cuida, cuidado, já e quase meia noite!

-Eu vou ter! Não abre o carro por nada!

-Não vou!

Eu sai do carro a deixando com as chaves, estava com receio de deixa-la sozinha, mas infelizmente eu precisava ir, se não ficaríamos no meio da estrada, e seria pior.


Parte Cris


Estávamos voltando para casa, por que o meu pequeno estava tendo febre, e longe de mim saber que um dos meus amores esta passando mal, e eu não vou sair de onde estiver imediatamente, para ficar perto deles.
Porem, infelizmente, no meio do caminho o carro ficou sem combustível, segundo o Peter, ele disse que pensou que o que tinha iria dar para chegar no posto mais proximo, porem...
O tempo estava nublado, e querendo chover, ele disse que iria caminhando ate o posto mais proximo, que por sorte estava a mais ou menos uns 100 metros em linha reta do nosso carro, ate dava para ver as luzes de onde estávamos, mas mesmo assim, eu fiquei preocupada. Primeiro por ele ir sozinho, e no escuro. Segundo por que só a ideia de ficar sozinha dentro de um carro, me deixa apavorada, e no escuro então. Eu senti cada pelo do meu corpo se arrepiar, era como se eu me visse naquele maldito dia, e eu estava começando a ficar com medo.
Tranquei as portas assim que ele saiu do carro, e segurei a chave entre as minhas duas mãos, controlando a minha respiração que começava a ficar descompassada. Olhei para os loados, e a estrada estava completamente vazia, apenas alguns remotos carros que passavam pelo nosso no acostamento. E a coisa complicar ainda mais, de um lado tinha a pista, e do outro somente mato, assim como daquela vez.
Eu não sabia se deixava a luz interior acesa, ou apagada, a ultima coisa que eu queria, era chamar a atenção naquele lugar, estando completamente sozinha.
Coloquei a mão na minha barriga quando senti o meu bebe se mexer, ele deveria estar sentindo a minha tensão, e nervosismo. Escutei um barulho atras do carro, e olhei pelo retrovisor, senti um no se formar na minha garganta, o meu corpo começou a tremer, e os meus olhos marejaram imediatamente. Vi um carro estacionado logo atras com os faróis baios, e em seguida um cara com um casaco preto de capuz saiu do mesmo, e caminhou lentamente na direção do carro em que eu estava. Eu apertei a chave contra o meu peito, soltando o cinto de segurança tentando manter uma calma que eu não tinha ideia de onde estava vindo. Olhei mais uma vez pelo retrovisor, e a sua imagem me fez voltar no tempo, era como se eu estivesse revivendo tudo aquilo novamente, ele se aproximando como quem não quer nada, para no final tentar me matar.
Rapidamente e de qualquer maneira, eu fui para a parte de trás do carro me encolhendo o máximo que eu poderia, no vão entre o banco do carona, e o de trás. Elevei o olhar ate a porta de trás, e vi o cara parado ao lado da mesma, ele olhava para o lado de dentro, a a esta hora eu já estava aos prantos, estava em desespero. A ultima coisa que eu queria no momento, era passar pelo mesmo que passei a anos atras.


O cara ainda olhava para o lado de dentro, e eu estava com as mãos na boca tentando conter um grito que estava instaurado em minha garganta. Ele estava me vendo, eu sei que estava, por mais que ele estivesse a "procura" de algo no interior do carro, eu tinha certeza de que ele estava me vendo la dentro, e provavelmente adorando me ver em estado de desespero.
Eu mordia o meu lábio inferior, a cada vez que me dava vontade de gritar. Porem, foi impossível conter o meu desespero quando ele deu uma leve batida no vidro da janela de trás. Pronto, e agora que eu vou morrer.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aceita? cap 53




Parte Peter

Acho que a decisão de viajarmos um pouco, e meio que deixar para trás as lembranças dos últimos meses, para nos dois, foi uma das melhores decisões que poderíamos ter.
Desde que nos reencontramos, ainda não tínhamos conseguido ter um momento só nosso sabe, sem a preocupação de nos despedirmos brevemente por causa de alguém, e por causa disso, espero ter um final de semana tranquilo com ela.
Estávamos na varanda apreciando a vista noturna, o belo mar banhado pela lua, enquanto conversavam os justamente sobre  a bela vista que tínhamos quando o seu celular começou a tocar, ela o atendeu, mas disse que a ligação estava muda, e que ninguém respondeu absolutamente nada. Ela achou estranho, eu ainda mais, , afinal quem iria simplesmente ligar para não falar absolutamente nada? Eu fiquei intrigado, mas preferi não falar absolutamente nada. Apos ficarmos um tempo em silencio, ela respirou fundo contra o meu peito.

-O que foi amor?

-Esta vista, ela me faz lembrar o Hawaii!-sorriu acariciando a sua barriga, mas tinha pequeno ponto de preocupação estava em seus olhos, que eu preferi mais uma vez ignorar, não queria estragar estes dias.

-Verdade, mas as praias de la são bem mais bonitas!

-Sem sombra de duvidas! Ainda mais por que elas carregam um pouco da minha historia!

-Nossa historia!-acariciei o seu rosto.

-Verdade!

-Sabe o que estava me lembrando agora?-envolvi a minha mão na sua que acariciava o nosso filho.

-Em que?

-Em quando saiamos para passear pelas ruas, apenas para ficar um tempo juntos...

-Eu me lembro de como voçe me olhava, sempre me deixava ainda mais tímida do que já era!-ela sorriu se virando para me olhar.

-Era impossível não te olhar, voçe sempre foi linda!

-E eu sentia o meu peito bater mais acelerado sempre que estava ao seu lado.-acariciei o seu rosto, e ela fechou os olhos.

-Eu não sabia, mas hoje eu sei que sempre te amei! Mas graças as minhas trapalhadas, tivemos que percorrer um longo caminho, ate que enfim, pudêssemos ficar juntos!

-Eu percorreria todo ele novamente, se ao final voçe ainda estiver la!

-Eu sempre estarei!-segurei o seu rosto selando os nossos lábios. Eu amo voçe Crystal!

-Eu amo voçe Peter!-ela acomodou a sua cabeça no meu peito. Já que estamos relembrando do Hawaii, sabe o que eu acabei de me recordar?-sorriu.

-Não faço ideia!-sorri ao vela se levantar rapidamente. Cuidado com a barriga amor, não se mexa tão rápido assim!-me preocupei pelo nosso bebe.

-Relaxa amor!-observei ela indo ate o seu telefone, a procura de algo. Lembra desta musica?-concordei com a cabeça quando começou a toca Elvis Presley "No More" in "Blue Hawaii".

-Impossível esquecer!

-Foi com ela que eu passei a minha primeira vergonha com voçe!-sorrimos.

-Você ainda se lembra daquele dia?

-Impossível não me lembrar do rosto daquelas pessoas nos encarando, como se fossemos aberrações!-ela ainda sorria lindamente. Voçe sempre foi um pervertido!

-Eu sempre fui louco por voçe, mas parece que voçe não entendia as minhas loucuras para te mostrar isso!

-Não, realmente não! Eu achava que voçe era inalcançável para mim, e eu jamais chegaria aos pés da garota ideia para voçe!

-Voçe sempre foi muito mais do que eu merecia!

-Seu bobo, não precisava me fazer passar vergonha!

-Não reclama, voçe aprendeu a dançar!

-Sim! Na realidade, eu ainda sei! So não repara na minha barriga enorme no meio do caminho!-sorrimos.

-Pode deixar, eu não repararei SÓ na sua barriga, vou reparar em tudo!

-Palhaço, só não ria!

-Não prometo nada!

Ela sorriu fechando os olhos, e eu me ajeitei para olhar melhor para ela. Sorri admirado quando ela começou a dançar, dançar exatamente como a anos atras, incrível como ela ainda tinha a mesma sutileza, e graciosidade nos movimentos. Foi impossível não ser transportado para o passado, e não deixar de apreciar a minha pequena, linda como sempre, e sexy como nunca.
Fechei os olhos por um minuto, e me recordei daquele exato momento, do dia lindo que fazia, do cheiro do mar, e o perfume dos seus cabelos, a suavidade da sua pele, e a doçura dos seus olhos. A encarei novamente, e ela estava de olhos fechados, com um lindo sorriso nos lábios. Me levantei, e fui ate ela que não sentiu a minha aproximação, lacei a sua cintura, a fazendo sorrir, e abrir os olhos.

-Voçe sabe o que esta dança significa não e?-disse rente aos seus lábios.

-Uhum!

-E mesmo assim voçe vai me provocar?

-Não estou te provocando, estou dançando!-sorriu, e eu lhe dei um selinho demorado.

-Sinto te informar, voçe me provoca apenas com um sorriso.


Me curvei passando um dos meus braços por trás de seus joelhos, e o outro em suas costas a pegando no colo, fazendo com que ela sorrisse mediante a surpresa. Ela envolveu os braços em minha nuca, enquanto eu nos guiava ate o quarto. Acomodei-a na cama devagar, e ela me olhou com um sorriso tímido no rosto, e o seu olhar de menina que eu tanto amava.

Acariciei o seu crosto, beijando de leve os seus lábios, sentindo a sua respiração controlada batendo em minha face. Me ajoelhei na cama retirando a sua blusa devagar, deixando a sua lingerie de renda vermelha a mostra, enquanto os seus olhos fitavam os meus de forma intensa. Segurei novamente nos cabelos de sua nuca, a fazendo inclinar a cabeça para trás me dando a liberdade de beijar o seu pescoço, e assim eu fiz beijando a sua pele macia, e cheirosa. Me distrai naquela área com beijos, mordidas de leve, e chupões moderados, nada que deixassem marcas. Os gemidos baixos que saiam dos seus lábios, me diziam o quanto ela estava gostando.

Me inclinei sobre o seu corpo, sem colocar o meu peso devido ao nosso bebe estar entre nossos corpos beijando a sua boca com calma, apenas saboreando os seus lábios. Eu me ajoelhei novamente a sua frente, desfiz o laço da sua calça de abrigo, que ela colocou apos o banho, apos o nossos jantar. E depois que terminei de passar a peça pelos seus pés, eu a olhei, e ela me encarava com os olhos cerrados, e um sorriso com os lábios entortados como se pedisse que eu não a torturasse. Porem, hoje quem não estava aberto a negociações era eu amor. Desculpa.

Me sentei na cama pegando um de seus pés, e ela sorriu jogando a cabeça para trás. Eu o elevei ate os meus lábios, e o beijei devagar, arrancando um gemido ainda baixo, e um suspiro de seus lábios. Acho que começamos bem.
Comecei a beijar a extensão de seus pés, e canela ate a coxa, onde ela apertava uma coxa na outra, provavelmente na tentativa de conter o tesão que estava sentindo. Lamento meu amor, mas eu pretendo ir mais adiante.
Beijei o interior de sua coxa, ate proximo a sua virilha, que por sinal senti que a sua pele estava muito quente, e eu tinha certeza de que a esta altura ela já estava completamente molhada, e eu adoro isso. Beijei a sua boceta por sima da renda da calcinha, e ela arfou pesadamente, quase em um gemido de suplica quando comecei a beijar a sua outra coxa, sorri rente a sua pele quando ela esbravejou algo incompreensível.

Eu beijava com cuidado a sua barriga, sentindo a presença do nosso bebe, acariciando a mesma, quase que me distraindo por completo por ali, sentindo a presença do nosso filhos, e por um segundo me vi imaginando estar com ele em meus braços. Porem, o seu toque em meu rosto, me fez voltar a realidade, e a missão de dar prazer a minha mulher. Soltei o seu sutiã com fecho frontal, deixando os seus lindos e maiores seios -devido a gestação- a mostra, e foi impossível resistir aos "meus meninos" e beija-los com prazer e adoração.

Senti as suas mãos puxarem a minha camisa, ate que ela abandonasse o meu corpo sem nenhuma dificuldade. Me ajoelhei mais uma vez para abrir a calça que vestia o meu corpo, e ela se sentou na cama para me ajudar nesta tarefa, e logo eu estava soltando o ar preso em meus pulmões sentindo a sua mão, e boca quentes me dando prazer. Desde a primeira vez que ela me fez um oral, foi impossível esquecer a macies de seus lábios ao fazer tal caricia, o cuidado que ela "o trata" sem deixar de fazer maravilhosamente bem, me deixa extremamente excitado, poderia sentir a sua boca a noite toda me dando prazer.

Antes que eu gozasse, e acabasse com a nossa brincadeira recém começada, eu segurei devagar em seus cachos perfeitamente desarrumados a afastando um pouco de mim. Acredite, isso doeu muito mais em mim.

Quando ela estava novamente deitada sobre a cama, eu retirei a sua alcinha, a unica peça restante em seu corpo, a descartando juntamente com o restante de nossas roupas espalhadas pelo chão do quarto. Estiquei a mão para ela que aceitou, eu me sentei na cama, e parecendo entender o recado, ela se acomodou em meu colo, segundo ela, em nossas outras transas, era mais confortável para ela assim, estando no comando.
Enfim, alguns segundos depois os nossos gemidos de prazer já se espalhavam pelo quarto, acompanhados do barulho incessante do atrito de nossos corpos, juntamente com as palavras desconexas que quebravam o silencio do comodo abafado.

Mesmo com uma enorme barriga de quase seis meses, o seu "pique" estava a todo vapor, certamente a sua gestação estava fazendo muito bem a nossa vida sexual. Obrigado.
Ela rebolava, subia e descia em meu colo com maestria, me deixando completamente absorto naquele maravilhoso, e excitante momento.

Depois de alguns minutos trocamos de posição, nos acomodamos na cama de conchinha, e colocando a sua coxa sobre a minha a penetrei com vontade, a fazendo gemer alto, enquanto segurava os cabelos da minha nuca. Estava sendo delicioso sentir o seu interior massagear o meu pau, me dando a quase impossível missão não gozar antes que ela. Segurei em seu seio esquerdo o massageando, enquanto gemiamos baixo, e eu beijava o seu pescoço cheiroso, e suado.

Segurei em sua coxa aumentando ainda mais os movimentos, apreciando os seus quase gritos de prazer, quando ela anunciou quase sem voz que estava proximo do seu orgasmo, e nem um segundo depois a senti ainda mais molhada e deliciosa, me dando assim, a liberdade de aproveitar daquele maravilhoso momento com a minha mulher. E algumas estocadas depois senti o meu corpo se libertar intensamente dentro dela.
Apenas a envolvi em meus braços sentindo a nossa respiração voltar gradativamente ao normal, enquanto acariciava o nosso bebe que se comportou muito bem durante a "brincadeirinha" de seus pais. Parei por um segundo para apreciar o barulho que o mar fazia abaixo da nossa janela, não era alto, era gostoso, e confortante.

-Esta ouvindo?-a questionei baixinho.

-O mar?

-Sim!

-Estou apreciando, e delicioso, quase uma massagem na alma!

-Eu amo o mar!

-Eu também amo! Quem sabe um dia eu não more proximo ao mar!

-Voltar para o Hawaii?

-Talvez, ou algum lugar proximo a costa por aqui mesmo.-ela colocou a sua mão sobre a minha que acariciava a sua barriga.

-Podemos providenciar, o que acha?

-Não agora, deixe mais pra frente, sim?

-Voçe quem manda!-sorri, e ela se virou para mim, também sorrindo.

-Seu bobo.-selou os nossos lábios com cuidado, e carinho. Quero esperar o nosso bebe nascer, para tomar qualquer tipo de decisão, principalmente a de trocar de casa.

-Mas ate la, certamente já estaremos morando em baixo do mesmo teto.-a encarei, e ela suspirou. Não adianta suspirar, voçe sabe a minha posição sobre não morarmos juntos, eu fico com receio de voçe precisar de algo, ou passar mal durante a noite, e eu não estar por perto para te ajudar...

- Fica tranquilo meu amor, eu estou bem de saúde, apesar do meu histórico! Eu tinha receios devido ao tempo em que estive realmente estéril, e também devido ao estilhaço da bala ter afetado o meu útero, mas segundo os exames do doutor Torres, eu estou realmente bem!

-Isso e bom!

-Inclusive...

-Inclusive?- a questionei depois de fazer certo suspense.

-Estou pensando em fazer parto natural!

-Natural tipo como?

-Em casa de preferencia!

-Voçe quer me matar não e?-sorriu.

-Por que amor?

-Acho que não suportaria!

-Mas quem vai dar a luz sou eu Peter, não você! Fica tranquilo!-gargalhou.

-Engraçadinha! É serio eu acho que não teria estomago!

-Então voçe terá que procurar um estomago substituto, por que eu pretendo sim, ter o nosso bebe em casa, eu tenho condições, e eu preciso disso!

-Se voçe se sente segura para isso! Eu só posso te apoiar.

-Obrigada meu amor!

-Eu só espero que o nosso bebe birrento decida ser mais cooperativo, e deixar-nos descobrir o seu sexo!-sorrimos.

-Eu também meu amor! Eu também!

Tomamos um banho sem "pegação", e quando voltamos para a cama, eu fiquei acariciando a sua barriga devagar enquanto conversava sobre esporte com o nosso bebe se mexia lentamente as vezes.

-E se for uma menina Peter?-disse ainda gargalhando devido ao meu papo cabeça com o nosso bebe.

-Se for menina e complicado, eu vou ter que aprender a brincar de boneca!

-Vai mesmo! Ela vai te pintar com a minha maquiagem, colocar as minhas joias em voçe, e quem sabe te vestir com as minhas roupas?- a encarei meio assustado, mas sei que tiraria de letra. Porem, não quero pensar nisso ainda.

-Então, como eu estava falando filho, eu vou brincar de bola com voçe, jogar vídeo game, jogar basquete...

-Hey, sabia que menina também joga bola, vídeo game, e basquete?-chamou a minha atenção quando tentei trocar de assunto.

-Eu sei, voçe quem veio com esta de maquiagem, joias e roupas femininas!-gargalhamos como dois bobos. E outra, eu vou me dar muito bem, por que já temos uma linda princesa em casa!

-Verdade, voçe já é um pai maravilhoso, tanto para o Dylan, como para a Ariel!

-Obrigado meu amor! Por falar neles, eu acho que vou ligar para os seus pais!-olhei a hora, e ainda era pouco mais de dez.

-Sera que eles estão acordados?

-Os meus pais, ou as crianças?

-De preferencia, seus pais!-sorri já discando o numero da casa dos meus sogros.

-Certamente!

-Alo, dona Laura?-sorri quando ouvi a voz doce de minha sogra.

-Oi meu filho, tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

-Não, e que... Bom, eu liguei para saber das crianças! A Cris estava preocupada, e eu...

-Eu Peter?-ela disse mais alto, e todos sorrimos ate a dona Laura.

-Eles estão ótimos meu filho, fica tranquilo, já estão ate dormindo!

-Obrigado, e me desculpa pelo horário!

-Imagina! Como esta a Cris?

-Bem, esta deitada, estávamos prontos para dormir! Quer falar com ela?

-Sim, por favor!

-Tudo bem, vou passar para ela! Boa noite dona Laura!

-Boa noite meu filho!

Entreguei o celular para ela, que ficou falando com a mãe enquanto eu voltei a minha atenção para o nosso bebe. Estava tão ansioso para descobrir se era menino ou menina, mas na realidade a minha vontade era de pegar logo o nosso bebe nos braços, era de ver o seu rostinho, sentir o seu cheirinho, coisa de pai babão.

-Eu te amo meu pequeno!-disse baixinho beijando a sua barriga, e ela sorriu durante a sua ligação.

Me acomodei em seus braços,voltando a acariciar a sua barriga, estava tão disperso, que acabei pegando no sono.


Acordei na manha seguinte com uma fresta de luz insistente entrando pela cortina que cobria a janela, abri os olhos com muita preguiça, notando que estava completamente sozinho. Respirei fundo ao me espreguiçar, e senti um delicioso cheiro de cafe fresco, estranhei sentir aquele cheiro, afinal, a Cris enjoa com o aroma do cafe, e sempre que dormia na sua casa, ou eu tomava na rua quando não ia direto para minha casa, ou ela saia para o jardim, e eu preparava o meu próprio cafe.
Resolvi me levantar, e ir ate o banheiro fazer as minhas necessidades, escovar os dentes, e tomar uma ducha para acordar. Depois do banho, enquanto me arrumava, eu vi a sua camisola de renda acomodada na poltrona do quarto, e pequei a peça de roupa q levando ate o nariz sentindo o seu cheiro. Minha mulher e muito cheirosa.
Abri a janela no quarto, e dei uma olhada para o mar, antes de sair pela casa a sua procura, porem notei que não precisaria procura-la, pois ela estava na beira do mar, parada na areia olhando para a imensidão a sua frente, resolvi ir ate o seu encontro, e apreciar com ela esta visão maravilhosa.
Assim que sai pela porta, senti um vento um pouco mais frio arrepiar a minha pele, nada desesperador. Segui ate ela que estava simplesmente parada olhando para o mar, parecia concentrada com os seus cabelos, e a sua saia longa ao vento. Me aproximei o suficiente para tocar em sua barriga, e apesar de se assustar com o meu toque, ela pareceu me reconhecer imediatamente, apenas acomodou a cabeça em meu ombro, e eu a abracei melhor sentindo o seu perfume.

-Esta tudo bem?-perguntei baixo rente ao seu ouvido.

-Esta! Não e lindo?

-Sim, e realmente muito lindo! Em que voçe eta pensando?

-Na realidade estou agradecendo!

-Ao mar?-ela sorriu.

-A natureza, eu sinto que estando em contato direto com a natureza, me sinto um pouco em contato com Deus.

-E o que voçe esta agradecendo a Deus? Sera que e por ter um namorado maravilhoso ao seu lado?

-Namorado?-me encarou. Não estou sabendo de nada disso!

-A não?-sorrimos.

-Não!

-Tudo bem, não seja por isso!-dei um passo para trás, e apoiei um dos joelhos no chão a sua frente, e ela arregalou os olhos com a boca levemente aberta. Crystal, sei que começamos na ordem errada, mas a ordem dos fatores não altera o produto, e muito menos muda o que eu sinto por você, não muda o quanto eu te amo, e preciso de voçe na minha vida! Eu passei anos tentando imaginar como seria a minha vida ao seu lado, e mada do que eu tinha imaginado ate hoje, chegou proximo do que e de fato estar ao seu lado. E maravilhoso a forma como você me passa segurança. me passa carinho, amor, eu me sinto bem, e protegido ao seu lado. Você me faz sorrir de coisas bobas, e se sentido, me sinto um um bobo ao seu lado, na realidade, eu me sinto como o Peter de 17 anos de idade, espirituoso, despreocupado, brincalhão, e apaixonado. Esperei ansioso cada ano da minha passar na esperança de reencontrar com você, de rever os seus olhos, tocar em sua pele, sentir o seu cheiro, ouvir a sua voz, e provar novamente dos seus lábios. E hoje, eu sinto como se fosse um sonho, sinto como se o tempo não tivesse passado, como se ele tivesse simplesmente parado, e a vida não tivesse passado, por que ao seu lado, eu sinto como se o tempo tivesse congelado, e a unica coisa que existe o nosso amor! Minha pequena Crystal, nos temos três filhos para cuidar, e criar juntos, por isso nada mais correto do que sermos de fato uma família, de você ser a mãe dos meus filhos, a mulher que irá amanhecer, e adormecer o meu lado, que irá enfrentar as coisas boas, e as coisas ruins comigo, sem me abandonar, sem me deixar sozinho, assim como eu estarei ao seu lado para o que for preciso. A pessoa que ira me fazer seguir quando eu quiser desistir, me fara sorrir quando estiver triste. E é por isso, e por todo o futuro que temos pela frente, que eu queria muito que você fosse oficialmente a minha mulher, a minha esposa, e simplesmente pegasse de volta de uma vez por todas, o que nunca deixou de ser seu! Você aceita?

-Peter isso e serio?-ela me encarou com os olhos marejados.Quer dizer, eu ainda não assinei o divorcio...

-Sim, e realmente muito serio! O creio que em breve o seu divorcio ira sair, e eu não quero perder mais nenhum segundo com você! Eu iria fazer isso esta noite antes de voltarmos para casa, por isso que a aliança esta la em sima guardada!-sorrimos. Mas eu posso pegar agora se voçe quiser!-me levantei dando as costas, mas ela segurou em meu braço me fazendo parar e olhar para ela.

-Peter, e aceito estar ao seu lado em todos os momentos de nossas vidas!-sorri, olhando em seus olhos, secando as lagrimas que escorreram pela sua face. Sim, eu quero muito ser a sua mulher quando tudo isso passar. Eu amo você!

-Eu também amo voçe!

Selamos os nossos lábios em um beijo amoroso, e delicado, beijo que só ela sabia dar, que só ela conseguia me fazer sentir como nenhuma mulher havia feito ate agora. Definitivamente tínhamos algo muito bom, intenso, e especial. O mesmo tempo que nos separou por anos, nos juntou com força total, nos deixando ainda mais apaixonados do que nunca um pelo outro.

Boa tarde amores!
Estou desde esta manha editando um pouco e parando para escançar as vistas quando começa a doer, so para não deixa-las tanto tempo sem cap, espero que agrade.
A noticia boa e que provavelmente este mês eu consiga mandar fazer os meus óculos, e ano que vem eu volte a ativa como antes, ou quem sabe ate melhor! kkkkkkkkk
Obrigada pelo carinho de e atenção de todas, vocês são maravilhosas!


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Quem e? cap 52

Recebemos alguns puxões de orelha pela demora em falar que estávamos esperando um bebe, mas logo todos estavam babando na minha barriga, ainda mais do que eu babo diariamente.

-Nossa que filho da puta este seu ex marido em?-Pres me encarou enquanto estávamos sentadas em uma das mesas conversando, elas queriam entender como tudo tinha acontecido, e eu fiz questão de contar a elas, desde o meu reencontro com o Peter.

-Verdade, ele foi muito injusto comigo guardando este segredo, eu não sei o que passou pela sua cabeça ao fazer isso! Ainda não conversamos desde que tudo isso aconteceu, e eu ainda sinto que não entendi o seu lado da historia.

-E nem precisa conversar né Cris, deixa pra la!-Jaime me encarou. Ele só pensou nele, foi egoísta, sabia do seu amor por crianças, e só pensou nele.

-E isso ai, o importante, e que agora voçe tem uma família linda, e cheia de filhos!-sorrimos. Vários sobrinhos, e três filhos para deixa-los loucos!-Thaiti segurou em minha mão, e sorrimos.

-Tres filhos! Nossa, eu não conseguia me considerar mãe do Dylan, uma madrasta no máximo...

-Voçe esta cuidando dele, esta criando, dando amor, carinho, e em breve educação, voçe agora também e mãe dele!

-Verdade, o Peter nem o deixa mais comigo, ele fala, que vai deixa-lo com a mãe dele!-sorrimos. Eu já sabia que vocês estavam juntos, ele pediu sigilo, por que voçe está passando pelo divorcio e tal, e confesso que fiquei feliz por vocês, mas agora estou mais ainda por saber que a família vai aumentar ainda mais!-acariciou a minha barriga.

-Obrigada! Sim, a minha advogada já foi notificada pelo advogado dele, so estamos esperando os papeis chegarem, afinal nos casamos com separação total de bens, não acho que sera tão conturbado. E a audiência com a juizá da vara de família sobre a Ari ficar ou não comigo, esta para ser marcada.

-Esta com medo?

-Morrendo! Mas eu espero que a juizá veja que eu a amo, e que ela me ama!

-Vai dar tudo certo cunhada!-Presley me abraçou. Mas e ai, já sabe se e menino, ou menina?

-Ainda não!

-Mais um para fazer mistério!-sorrimos.

Recebi vários cumprimentos dos meninos da banda, do senhor Pete, de alguns amigos do Peter que eu descobri ser o Brandon, seu empresario, o Camerom, amigo, e diretor da maioria dos seus clipes, e do Ari, que e amigo, e um dos compositores de varias musicas dele.

§

O almoço de aniversario estava sendo maravilhoso, o jardim estava bem decorado, nada exagerado como era na casa do Rafael, e isso me deixou confortável, e muito a vontade, eu sempre fui minimalista, e odeio chamar a atenção, então, estava adorando a festa por que ela era intima, discreta, e direcionada ao meu conforto.
Quando o almoço foi servido, eu olhei ao redor, e acho que nunca tinha me sentido tão confortável em meu aniversario como hoje, a mesa era enorme, e só tinham pessoas que eu me sentia confortável, mesmo os que eu tinha acabado de conhecer, estavam me tratando como se já me conhecessem a anos, e isso era incrível. Definitivamente, eu estava me sentindo em casa.

O Peter disse que pegaríamos a estrada por volta das oito da noite, já que o trajeto ate Long Beach era bem curto, e com isso eu conseguiria aproveitar bastante a companhia de todos na festa. Por falar no Peter, ele estava ainda mais carinhoso comigo, e a todo momento ele vinha ate mim, apenas para me dar um beijo, um abraço, ou acariciar a minha barriga, era realmente lindo o carinho que ele tinha pelo bebe.
Por falar em bebe, neste momento eu estava levando o Dy para trocar a sua frauda, acompanhada da Liz, eu ainda não gostava de ficar circulando pela casa, me sentia incomodada, como uma intrusa, e isso me incomodava.

-Voçe precisa parar com isso Cris, o que voçe acha que pode acontecer?

-Sei la, eu só não gosto!-acomodei o Dy no trocador.

-Eu acho que voçe tem medo de entrar em algum dos corredores e dar de cara com o espirito da Pam, te xingando, e mandando voçe sair daqui!-gargalhou.

-Isso não tem graça Liz!

-Estou brincando, relaxa!

-Sem graça!-continuei a trocar a fralda do Dy.


-E ai, como esta sendo a sensação de ser mãe? Enfim carregar este barrigão?

-Esta ótima amiga, melhor do que tudo o que eu já imaginei que seria.

-So voçe mesmo!

-E serio, e eu descobri que eu estava enganada quanto as minhas pacientes, eu não sabia que os desejos, e vontades de gravidas eram tão fortes.

-Eu sei como e isso!-sorrimos.

-Quando eu sinto vontade de comer algo, e como se eu necessitasse daquilo mais do que qualquer coisa, e intenso demais. O pior e quando eu como demais, e passo mal!

-E vomito para todo lado!

-Eca Liz!-gargalhamos.

-E verdade!

-Eu sei!

-E sexo? Nossa quando eu estava gravida, o Matt sofria na minha mão, eu queria sempre, queria toda hora, todo momento, era um beijo, e uma rapidinha.

-Que horror mulher!

-E serio! Voçe não sente vontade de fazer sexo a todo momento?

-Eu... Não, sou completamente controlada...

-Mentirosa! Vai mentir pra mim agora, a sua melhor amiga?

-Eu detesto o fato de voçe me conhecer bem!

-Bem ate demais! O que foi, voçe não o procura, ou ele da desculpas para não fazer...

-Ele dar desculpas?-sorri.

-Desculpa, estamos falando de voçe, me deixe reformular a pergunta.-a encarei debochada. Por que voçe não procura quando sente vontade de fazer sexo?-respirei fundo terminando de vestir o Dy depois dele trocado, o colocando no berço enquanto arrumava o que tirei do lugar.

-Eu tenho vergonha!-assumi sem olhar diretamente para ela.

-O QUE?

-SHIIIIII. Não grita. Eu fico sem jeito de procura-lo sempre que sinto desejos por ele!

-Voçe esta de sacanagem! Não e possível! Voces ao menos transam uma vez por semana.

-Sim, eu sinto que por ele, faríamos todos os dias, e todas as vezes que ele me procura, eu me entrego a ele completamente, mas eu sinto que conforme a minha barriga cresce, ele fica com um pouco de receio, acho que ele tem medo de machucar o bebe...

-Voçe já disse a ele que isso e exagero não e? Claro, vocês não vão fazer o Kama sutra inteiro, mas...

-Liz!-gargalhamos. Eu não falei nada, não quero que ele ache que eu estou louca por sexo, e por isso eu vá falar qualquer coisa para ter sexo, mesmo correndo o risco de "machucar" o nosso bebe. Mesmo eu estando realmente muito louca para fazer amor com ele.-sorrimos.

-Ele tem  a obrigação de saciar as suas vontades, e se voçe esta a fim de fazer amor, eu sei que ele não vai negar Cris.

-Eu sei, mas só de pensar em procura-lo na cama, eu sinto o meu rosto ferver de vergonha! Quando estamos fazendo, eu sinto que estou mais desinibida sabe? Mas dar o primeiro passo, e complicado para mim, eu nunca procurei um homem na cama, nunca tomei a iniciativa para fazer sexo.

-Amiga, voçe necessita se soltar mais, ser mais desinibida. O que voçe faz quando esta com vontade?

-Nada, eu fico com vontade!-ela me olhou incrédula. Esta semana quando ele dormiu na minha casa, eu estava cheia de vontade de fazer amor, ele estava no banho, e eu louca para que ele saísse e me procurasse! E quando ele saiu, completamente cheiroso, eu senti o meu corpo inteiro pegar fogo, eu estava com muita vontade, mas ele simplesmente me deu um beijo, me puxou para deitar, e alguns minutos depois ele estava dormindo.

-E voçe?

-Fiquei com vontade, e tentei dormir também!-mordi o lábio inferior.

-As vezes eu acho que voçe e virgem!-gargalhamos.

-Uhum, e este bebe veio do alem!

-Realmente e um milagre ele estar ai! Bom, depois disso eu nem vou perguntar se voçe já usou aquela fantasia erótica que ele te deu naquela ocasião!-sorrimos.

-Não, ela esta guardada!-ela deu um tapa na própria testa em forma de frustração.

-A culpa não e minha!

-E sim, voçe precisa ser mais ativa! Olha amiga, homem quer uma santa na rua, na frente das pessoas, mas entre quatro paredes, eles gostam de uma mulher mais atirada, que o procure na cama, que se proponha a experimentar coisas novas, e voçe precisa disso!

-Não sei se consigo vencer a minha timidez.

-E claro que consegue, e só querer.-fomos interrompidas pelo gritinho do Dy, que estava sentado no meio do berço brincando com a pomada de assadura. Viu, ele concorda comigo!

-Eu vou tentar ser mais desinibida!-sorri.

-Vai mesmo?

-Vou, juro!-peguei o pequeno no colo. Vamos descer?

-Vamos...

-Estava te procurando amor!-ele apareceu na porta.

-Eu vim trocar o Dy, já estávamos descendo.-ele se aproximou beijando a cabeça do filho, e me dando um selinho em seguida. Os seus pais já vão, as crianças tem que ir!

-Já?

-Sim, são mais de três horas ate Fresno amiga!

-Verdade, eles não podem ir muito tarde! Vou morrer de saudades dos meus pequenos!-beijei o Dy.

Pegamos o restante das coisas do Dy que iam para a casa dos meus pais, e descemos. Encontrando o meu pai na entrada da casa, terminando de guardar as coisas da Ari no porta malas, e depois de receber vários beijos das tias, os dois estavam prontos para irem embora. Me despedi dos meus pais, do meus filhos, e alguns minutos depois me peguei chorando por vê-los partir, sem que eu estivesse com eles dentro daquele carro.
Não ficamos por mais muito tempo na casa, apenas coisa de meia hora, iriamos sair as oito, mas o Peter preferiu sair mais cedo para conseguirmos aproveitar um pouco mais.
Depois de nos despedirmos de todos os amigos que permaneciam na casa, colocamos a pouca bagagem que iriamos levar no carro, e pegamos a estrada ate Long Beach. Durante o trajeto que seria de pouco mais de 30 minutos, ele ligou o radio que tocava algumas musicas aleatórias, e algumas que me faziam lembrar do meu tempo de adolescente no Hawaii, eu amava me lembrar daquela época, foi de longe, uma das melhores fases da minha vida.

-O que voçe tanto pensa?-questionou-me sem retirar os olhos da estrada.

-Como o que? Olha estas musicas que estão tocando!-sorri.

-Esta e Janis Joplin, não e?

-Sim, tocou no casamento da minha mãe. Lembra?

-Claro! -sorriu. Voçe sente falta do Hawaii?

-Muita, não e pouco não!

-Voçe já voltou la depois que saiu?

-Não, nenhuma vez!

-Por que?

-Bom, primeiro que eu fiquei quase três anos na cadeira de rodas quando chegamos em Hoboken, e ai eu me dediquei aos estudos, me casei, vim para Los Angeles, enfim, ficou impossível voltar!

-Do que voçe sente mais falta de la?

-Sem duvidas das praias, e da casa em que morei. Eu ia falar de voçe, mas voçe já esta aqui!-olhei para o seu perfil, e sorri ao ver o seu sorriso. E voçe?

-Por incrível que pareça, daquela casa em que voçe morou!

-Serio? Por que?

-Por que foi quando eu te vi pela primeira vez!-agora foi a vez dele arrancar um sorrido de mim. Alem de ter sido o local da nossa primeira vez!-o meu sorriu aumentou ainda mais.

-Eu sinto falta da escola também!

-Da escola?-o encarei.

-Sim, foi la que eu me apaixonei por voçe pela primeira vez!-ele e encarou quando paramos no sinal.

-Pela primeira vez?

-Sim, por que todos os dias eu me apaixono novamente por voçe, e em cada dia um pouco mais.-ele me encarou de forma carinhosa. Eu me apaixonei por voçe na primeira vez em que ti vi, na primeira vez que vi os seus olhos me encarando no casamento da minha mãe. Era nova, era uma criança, mas o que eu senti foi algo que me deixou encabulada, e so depois eu descobri o que era, quando eu senti a mesma coisa em outras ocasiões, ocasiões estas, que eu sabia do meu amor por voçe.

Ele passou a sua mão em minha nuca me puxando para um beijo gostoso, e cheio de paixão.
O resto do caminho ate Long Beach foi ótimo, sorrimos, conversamos sobre tudo, e todos. Já sentindo saudades dos nossos pequenos, mas sabíamos que eles estavam bem, e que não precisaríamos nos preocupar.
No caminho paramos em um restaurante para comprarmos comida, afinal ele não sabia o estado em que iriamos encontrar a casa, mas ele disse que a pessoa na qual ele alugou, na realidade a Jaime, garantiu que estaria tudo em perfeita ordem.
Ainda na estrada, era possível admirar a bela vista do mar de  Long Beach, estava começando a anoitecer, e isso nos dava uma visão ainda mais bela do mar. Ele estacionou em frente a uma linda casa, saímos do carro, e eu me perdi na bela visão a minha frente, era simplesmente lindo, o céu estava uma perfeita mistura de laranja, amarelo, e o azul que anteriormente predominava. O sol estava se pondo sobre o mar, e eu lamentei não ter conseguido ver este espetáculo natural desde o inicio. Mas sei que aproveitarei amanha.
Senti as suas mãos ao redor da minha cintura acariciando a minha barriga, e o seu rosto na curva do meu pescoço. Fechei os olhos sentindo o delicioso e inconfundível cheiro da maresia, e estranhamente me senti bem, me senti confortável. Fui dispersa com um beijo no rosto, me fazendo sorrir, ele me soltou abrindo o porta malas pegando as nossas coisas, e logo entramos na casa. Ela era linda, pequena, confortável, aconchegante, tinha uma varanda acolhedora em frente ao mar, e que eu tenho certeza que nos privilegiaria de uma maravilhosa visão do nascer do sol amanha.

-Gostou?-questionou-me, quando me vi perdia naquela visão.

-E linda, e tudo muito lindo amor!-disse sem olhar para ele. So ficaria melhor se...

-Já sei, se a família estivesse completa!-sorri me virando para ele.

-Exatamente!-ele sorriu pegando a sacola que continha o nosso jantar das minhas mãos a colocando no balcão da cozinha.

-Na próxima podemos vir todos! Ou quem sabe irmos a outro local!

-Eu queria muito voltar ao Hawaii!

-No final do ano! Pode ser?

-Seria maravilhoso! Ate la o nosso bebe já nasceu, afinal, segundo as minhas contas, ele nascera entre o dia primeiro, e o dia quinze de outubro.

-Seria interessante se nascesse no dia do meu aniversario! Seria o melhor presente do mundo!-me abraçou acariciando a minha barriga.

-Realmente seria! Mas a unica coisa que eu queria agora, era saber o sexo!

-Somos dois! -sorrimos.

-Eu estou com fome!

-Novidade Crystal, desde que descobriu a gravidez, a frase "Estou com fome!" não sai mais do seu vocabulário!-se afastou sorrindo.

-Que maldade comigo!

-Estou mentindo?-sorrimos.

apartamento Malibu

Depois de nos acomodarmos melhor na casa, organizando as nossas coisa no quarto, seguimos para a cozinha, na intensão de apreciarmos o nosso jantar, que foi regado a muita risada, brincadeira, beijos, e descontração.
Ele tinha uma taça de vinho nas mãos, e eu uma caneca de cha de morango, o meu novo vicio, dedico este vicio a minha gestação, eu já gostava de chá, mas agora eu tinha que tomar todos os dias. Estávamos na varanda em frente ao mar, estava bem escuro, mas a lua nos prestigiava com o belo espetáculo do seu reflexo no mar. As minhas costas estavam em seu peito, e estávamos cobertos por um edredom, já que com o cair da noite, a temperatura também se foi, mas eu não me importei com isso, pois estava acolhida, estava nos braços do meu amor, estava no lugar que eu mais desejei estar, que eu mais adoro estar.

-Este lugar e lindo Peter!-os meus olhos estavam vidrados nos horizonte escuro.

-Realmente e um belíssimo lugar!

-Eu...-me auto interrompi ao ouvir o meu celular tocar. Eu poderia viver aqui para sempre! Alo! atendi o celular que tocava insistentemente, porem ninguém disse nada. Alo? Quem é?-eu sabia que tinha alguém na linha, eu podia ouvir a respiração do outro lado.

-Quem é? -questionou-me.

-Eu não sei, esta mudo!-retirei o aparelho do ouvido. Acho que caiu!-sorri voltando a me sentar.

-Estranho!

-E de numero restrito! Deixa pra la, se for importante voltara a ligar!

apartamento Malibu

Ficamos quietos apenas apreciando a vista, e a presença um do outro. Porem, eu não poso negar que aquele telefonema ficou martelando em minha cabeça, e a curiosidade de saber quem era martelava ainda mais.

Bom dia meninas.
  • Estou ficando envergonhada já de tanto pedir desculpas pela demora em postar, mas e que é a unica coisa que me resta a fazer a vocês.
    Eu estou com problema de visão como vocês já sabem, e isso me impede de forçar as vistas e ficar no computador como antes, e com isso, eu estou desanimando com a fic, assumo! Eu não consigo mais escrever, não tenho inspiração, estou desanimada, e não sei o que fazer quando acabar de postar os capítulos que faltam, temo ter que desistir da fic, ou demorar ainda mais para voltar a escrever. Estou sem dinheiro para mandar fazer um óculos, e estou me sentindo como um cego no meio de um tiroteio! Quase que literalmente.
    Me perdoem, eu realmente não sei o que fazer, passei quase uma semana se vontade de entrar no computador, e por isso peço perdão por não estar mais respondendo aos comentários, mas saibam que eu leio todos, e quando as vistas estão cansadas demais, o meu filho mais velho lê, ou então o meu marido.
    Sinto muito, mas a cada dia que passa sinto que por hora esta sera a minha ultima fic. Mas saibam que foi magnifico escrever para vocês. Se der eu continuo!
    Vou tentar postar logo todos os capítulos que tenho, e depois decido o que farei.
    Obrigada pelo carinho, e atenção de todas! Ate breve.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Surpresa! cap 51

Parte Cris

A nossa semana foi bem interessante. Okey, nada de mais aconteceu, as únicas coisas boas foram os dias em que eles vieram dormir conosco, dois apenas, mas eu não posso reclamar, estava amando ficar somente com a minha filha também.
Nós nos divertíamos bastante, por que ela ama cantar e dançar, na realidade ela dança muito bem. Ou eram os meus olhos de mãe que a viam como um Baryshnikov, ou uma Meddie Ziegler da vida? Bom, isso não vem ao caso no momento, mas que ela amava dançar, e que eu amava vê-la dançando, isso era um fato.
Na quarta feira, a Liz me avisou que tinha marcado a sua despedida de soteira para daqui a quatro semanas.

-Mas já?

-Sim amiga, eu me caso em apenas um mês, esqueceu?

-Não! -sim.

-Sua vaca, voçe esqueceu?

-Não e bem assim!

-Não?

-Desculpa!

-Estou profundamente magoada!

-Me perdoa amiga, voçe melhor do que ninguém sabe de tudo o que esta acontecendo em minha vida!

-Eu sei, e é só por isso que eu vou te desculpar!

-Obrigada! Eu juro para voçe, que vou procurar o meu vestido esta semana ainda!

-Só quero ver! -sorrimos.

Como prometi a minha amiga, naquela mesma semana eu fui a caça de uma vestido de madrinha, que não me fizessem parecer uma tenda de circo, e tive a implacável ajuda da minha filha, que foi muito rigorosa com os modelos que eu experimentei.



-Não gostei deste mamãe!-disse de um modelito vermelho longo.

-Não?-a encarei decepcionada, eu tinha gostado.

-Não, esta feio! Aberto demais aqui na perma, e o papai não vai gostar!-disse fazendo tanto a mim, como a vendedora sorrir.

-Verdade!-a fenda era bastante profunda, e não ficaria legal uma gravida com uma fenda daquela. Voltei para closet trocar de vestido.

-Também não!-foi implacável assim que sai do provador.

-Não?-disse me olhando no espelho dentro de um vestido mediano verde, de material fino, e esvoaçante.

-Não, e se ventar? Vai ficar pelada na festa! O papai também não vai gostar!-estava complicado para  meu lado.

Voltei para o provador, para vestir o ultimo modelo que a vendedora tinha escolhido. Ele tinha um corte legal, realçava as minhas curvas de gravida, não de forma negativa, era bem bonito, porem...

-Amarelo mamãe? Parece aquele negocio que vem dentro do ovo! Eca!-foi impossível não gargalhar. Sim o vestido era lindo, porem era amarelo ovo.

-Eu desisto!

-A senhora pode dar uma olhada no interior da loja, e ver algo que lhe agrade. Ou agrade a sua filha!-sorriu, eu acho ela não estava gostando nada nada das suas escolhas não serem aceitas.

-Voçe tem rasão, mas eu acho que vou dar um tempo por hoje, já estou bastante cansada!

-A senhora quem sabe!

-Obrigada!

-De nada!

-E agora mamãe?-questionou-me quando já estávamos fora da loja.

-Vamos para casa, e tentamos novamente amanha!

-Tudo bem! Hum...

-O que foi?

-Podemos tomar um sorvete?

-Sorvete?

-Por favor mamãe!-me encarou com os olhinhos pidões.

-Tudo bem! Sera que eles tem ketchup? Me deu uma vontade de tomar sorvete de morando com ketchup!

-Eca mãe!-gargalhamos.

Depois do sorvete, que eu fiquei na vontade do ketchup,poe que obviamente não tinha na sorveteria, estávamos saindo do shopping, quando me deparei com um vestido lindo na vitrine de uma loja de noivas, no qual a Ari ficou tão encantada quanto eu, que acabei não resistindo, e entrei na loja.

-E agora?-sai do provador.

-Este vestido e incrível mamãe!

-Voçe gostou amor?

-Ele e lindo!

-Então sera este mesmo!-me olhei no espelho me sentindo simplesmente linda com a minha barriga de quase cinco meses, e enfim um vestido que certamente terá que ser mexido.

§

Hoje era manha de sexta feira, 12 de junho, dia em que eu completaria 29 anos, estou ficando velha!
Me espreguicei na cama, a sentindo completamente vazia, me lembro que o Peter tinha dormido comigo esta noite,mas parece que desta vez fui eu que acordei sozinha. Não tive nem tempo de me auto questionar sobre ele, pois o que recebi de bom dia, foi um belo enjoo do nada. Me levantei as pressas da cama, correndo para o banheiro, pedindo a Deus, para conseguir ao menos chegar no sanitário, e quando isso aconteceu, eu só não coloquei a alma pela boca, por que ele teve piedade de mim.

-Bom dia para voçe também filho!-fechei a tampa do sanitário, me sentando sobre a mesma apos dar descarga. Já era para ter aliviado estes enjoos, afinal já estamos com pouco mais de cinco meses não e meu amor?-olhei para a minha barriga, de forma repreensiva, e recebi um chute em resposta. Ai, isso doeu!-alisei proximo as costelas onde senti uma dor um pouco mais aguda devido ao movimento do bebe.

Acho que depois que o meu bebe descobriu que ele poderia se mexer dentro da minha arriga, ele resolveu jogar futebol, dançar macarena, fazer ginastica ritma, fazer natação, tudo ao mesmo tempo, me deixando constantemente enjoada, e sentindo dores diante das suas mexida bruscas. E com isso, eu tenho ficado um pouco mais irritada.
Escovei os dentes, tomei uma ducha fria, para ver se todo aquele mal estar melhorava, e por sorte deu uma breve aliviada. Me enrolei na toalha e segui para closet colocar uma roupa fresca e confortável, não queria nada me apertando, e em seguida iria a caça da minha tropa.
Nem bem sai do closet, e dei de cara com a minha princesinha, entrando no quarto com uma linda rosa amarela nas mãos.

-Meu amor! Bom dia!-sorri indo ate ela.

-Bom dia! Feliz aniversario mamãe!

-Obrigada minha vida!-a abracei beijando o seu rostinho.

-Que o papai do céu te abençoe, que voçe seja muito feliz, e que voçe continue sendo a melhor mamãe do mundo!-tem como não amar  a minha filha? Não, não tem!

-Obrigada meu amor, mas e que voçe e a melhor filha do mundo, estão fica fácil ser uma boa mãe!

-Obrigada!

-Perdoa a mamãe, acho que dormi demais, vamos para a cozinha, vou fazer o seu cafe! Ainda bem que voçe esta de ferias!-sorri.

-Eba! Ate quando?

-Ainda falta muito, ate final de Agosto, da para aproveitar bastante.

Peguei em sua mão, e seguimos para fora do quarto em direção a cozinha, porem antes de chegar la, me deparei com o Peter, ele estava de pé na sala de jantar com o Dy no colo, em frente a uma linda e bem posta mesa de cafe da manha. Sorri como uma boba vendo os meus amores preparando uma bela surpresa para mim.

-Meu Deus, que lindo!

-Bom dia mamãe!-disse balançando o pequeno nos seus braços, que se distraia com uma rosa na mão, ou melhor, na boca.

-Bom dia amorzinho, mas isso não e de se comer, amor meu!-retirei de suas mãos a rosa que já estava totalmente babada, esmagada, e amassada.

-Era para ele te dar!

-A claro Peter, voçe avisou a ele?-perguntei ironicamente.

-E claro!-o encarei, e sorrimos!

-Seu bobo! Obrigada pela surpresa!-lhe dei um selinho. Foi voçe quem fez tudo isso?-o encarei.

-O que? Aposto que esta melhor do que aquela carne salgada que voçe fez!

-Vai jogar isso na minha cara ate quando eu tiver com os meus 60 anos?

-Não!

-Ah, bom!-me sentei a mesa.

-Talvez ate os 59!

-Seu nojento!-sorrimos, e eu peguei o meu príncipe no colo.

-Eu sai com as crianças, e compramos este delicioso cafe da manhã!

-Eu imaginei, voçe jamais faria algo assim!

-Esta duvidando das minha habilidades de chef de cozinha?

-Estou!

-Um dia vou te mostrar as minha habilidades!-sorriu malicioso, e eu taquei um guardanapo nele, e sorrimos. Ta vendo, voçe leva tudo para o buraco da maldade!

-Cala a boca Peter!-gargalhamos.

Tomamos o café da manha tranquilamente, em meio a algumas brincadeiras inocentes, apreciando o momento com as pessoas que eu amo.
Antes de sair da mesa, eu recebi uma ligação da minha mãe, falei com o papai, e o Michael, alem da Liz me desejando feliz aniversario. Pena que hoje eu não estava no clima para festa. Alias, eu nunca estou, detesto festas, acho que eu passei a odiar mais, devido a todas as vezes que tive que agradar o Rafael, já que ele era muito festeiro.

-Voçe quase não comeu amor, o que houve?-ele me questionou  assim que a Ari saiu da mesa parecia estar preocupado.

-Acordei muito enjoada, a primeira coisa que fiz foi colocar o que não tinha no estomago para fora.

-Não sabia que estava assim! Sinto muito!

-Tudo bem!-sorri ao sentir a sua mão sobre a minha. Desde que ele começou a mexer parece que tem uma "rave" dentro de mim, e com isso eu enjoo horrores!

-Sinto muito por isso também!

-Relaxa!

-Sabe o que eu estava pensando?

-Vindo desta sua cabeça mirabolante, eu não tenho ideia!-sorrimos.

-E algo bom!

-Então fala!

-Então, desde que nos reencontramos, e tudo isso começou a acontecer em nossa vida, nós não passamos um momento a sós...

-Passamos sim!-sorri.

-Estes momentos não contam, eu digo a sós de verdade, só eu e voçe em algum lugar, sem nos preocupar que tenha algum dos nossos filhos no quarto ao lado, ou preocupados em ir busca-los em algum lugar.


-Entendo! Mas o que voçe sugere?

-Isso, passarmos um momento só nosso, talvez um final de semana só nos dois, em algum lugar!-acariciou a minha mão.

-Não sei se me sinto confortável em deixa-los com alguém para fazer uma viagem, ou algo do tipo...

-Não seria uma viagem longa,  eu pensei em um lugar mais proximo como em Santa Monica, Long Beach, Malibu, ou na Florida, e outra, eles não vão estar sozinhos, não os deixaremos com estranhos!

-Com quem seria?

-Com a dona Laura, ou uma das minhas irmãs, caso ela não possa ficar!-olhei para o Dy que estava sentadinho na sua cadeirinha de alimentação ao nosso lado, comendo a sua banana amassada, e em seguida para a Ari que estava distraída vendo desenho.

-Não sei!

-Qual e amor! Não tem perigo, eu só quero um momento a sós com voçe talvez um final de semana...

-Inteiro?

-Sim!

-Eu vou ver com a mamãe!

-Voçe aceita?

-Se ela concordar em ficar com eles, eu aceito!

-Ótimo, podemos fazer as nossas malas!-ele se levantou animado!

-Hey, eu disse se a minha mãe aceitar!

-E claro que ela vai! Na realidade, foi ela quem deu a ideia!-sorriu pegando o Dylan, e saindo da sala de jantar.

-O que?-perguntei para mim mesma, e sorri. A minha mãe... Meu Deus!-sorri.

§

Depois de arrumar a louça do cafe da manha com a ajuda da minha linda mocinha, voltei para o quarto, e encontrei o Peter terminando de dar banho no Dy, e reparei que as coisas dele já estavam arrumadas em sima da cama.

-Vocês já vão?

-Nós vamos!

-Nós?

-Sim, arrume as suas coisas, e as da Ari para o final de semana, pois iremos ate a minha casa, e de la, vamos direto para Fresno, deixamos as crianças, e seguimos para uma das casa em Long Beach, e mais proximo, e voçe não ficara tão insegura! A proposito, isso também esta resolvido, tem uma casa linda em Long Beach, que voçe vai adorar.

-Nossa voçe esta determinado não e?

-Muito!-me deu um selinho, e eu fui fazer o que ele tinha me pedido.

Mesmo sem estar muito confortável com a ideia de deixar as crianças, eu concordei em ir, afinal, também acho que precisamos de um tempo só nosso.



Depois de dar banho na Ariel, a arrumei com a roupa que ela mesma escolheu, colocando uma calça estampada leve, uma blusa branca lisa, eu domei os seus cachos, deixando os seus cabelos soltos, já que ela queria usar um chapéu igual ao do papai. Enquanto fazia isso, sentia ela acariciar a minha barriga, fazendo alguns círculos com o dedo sobre a mesma, me fazendo sorrir, e parece que não era somente eu que estava gostando, já que o bebe começou a se mexer.

-Isso... -ela me encarou assustada.

-Sentiu?-sorri.

-Sim!

-O seu irmãozinho, ou irmanzinha, esta te dando um ola.-ela sorriu se aproximando da minha barriga, a beijando.

-Ola bebe, tudo bem? Estou esperando voçe para brincar bastante, tomara que não demore muito.-ela beijou a minha barriga, passando a mão sobre a mesma, e como em uma forma de resposta, senti mais uma vez o bebe se mexer.

Sera que pode haver uma felicidade maior do que esta? Se tem, eu acho que ainda não conheci, por que, eu estou vivendo o momento mais feliz, e esperado da minha vida, e definitivamente, eu não trocaria esta felicidade que estou sentindo por absolutamente nada.
Depois de acomodarmos as crianças nas suas respectivas cadeirinhas no carro do Peter, seguimos para a sua casa, algo em torno de cinco a 8 minutos da minha casa, uma de suas exigências na hora de comprar a minha casa, ficar o mais perto possível da sua.
Entramos no jardim, e achei estranha a presença de alguns carros, olhei para ele, e a sua expressão era a mesma que a minha, estranheza. Parecia que ele não tinha a menor ideia do que estava acontecendo em sua casa.

-Mas que... Porcaria e esta?-disse olhando ao redor.

-Voçe não sabe de nada?-o encarei não acreditando que ele realmente era inocente nesta historia.

-Não!-me olhou completamente surpreso. A minha casa esta sendo invadida!

-Meu Deus Peter! Não e melhor chamar a policia?-se ele realmente não sabia de nada, certamente era perigoso entrar a esmo.

-Não, eu mesmo dou um jeito nos invasores, afinal, são todos da família!-fez cara de tédio.

-Hum?-ele simplesmente saiu do carro, já abrindo a porta de trás para retirar o Dylan.

-Peter, por algum acaso, isso não e uma festa surpresa para mim. E?-o questionei, assim que sai do carro.

-O que?-me olhou surpreso, e ate um pouco ofendido. E claro que não, voçe disse que não queria nada.-o encarei, e ele soltou um sorriso ruidoso, e sínico. Filho da mãe.

-Vamos filha, sera uma paradinha rápida, daqui a pouco vamos para a casa da vovó.-dei a mão a Ari, enquanto caminhávamos para o interior da casa.

Entramos na sala, e estava tudo calmo, tranquilo, como se a casa estivesse completamente vazia. Oh, serio Peter! Se não fosse pela quantidade de carros na frente da casa, eu iria jurar que estava tudo normal, porem.

-Amor, por favor, voçe poderia ver se o Geronimo esta na varanda dos fundos?

-A claro, eu vou la!-lhe dei as costas mas me virei em seguida o encarando novamente. Espere, antes me deixe colocar no rosto a minha melhor cara de espanto, e surpresa!-sorri ironicamente.

-Do que voçe esta falando?

-Não me subestime Peter!

-Não estou gostando de voçe estar me chamando de Peter, parece que esta com raiva de mim!-se aproximou com o Dylan no colo, laçando a minha cintura.

-Então me diga a verdade, tem uma festa surpresa para mim no jardim de trás?-o encarei, e ele respirou fundo. Não precisa falar nada, ao menos todos saberão de uma vez sobre a nossa gravidez, afinal, voçe ainda não contou, não e?-o repreendi, já tinha pedido para ele contar a todos.

-Não! Eu estava esperando tudo isso passar!

-Tudo bem! Ate que hoje e um bom dia!-sorri, fazer o que, já estavam todos la. Me deixe colocar a minha melhor cara de susto!-fiz uma careta exagerada, e ele sorriu.

-Voçe não existe!-lhe dei um selinho, e segui ate a porta dos fundos, que estava devidamente fechada.
Me aproximei da mesma, e a abri de uma vez sem nem mesmo olhar através do vidro, e coloquei a minha melhor expressão de "okey, vocês me pegaram" que eu tinha na cara, assim que todos gritaram "surpresa" porem, senti uma profunda vontade de gargalhar, quando vi a cara de espanto da maioria ao me encarar.

-Parece que a surpresa foi nossa para vocês!-ouvi a voz do Peter logo atras de mim.

-Voçe esta, gravida?-Jaime me encarou surpresa assim como a maioria do pessoal, que era composto dos irmãos, cunhada, e cunhados dele, o pai, os amigos da banda, a traíra da minha amiga Liz, e ate a minha mãe, o meu pai, e o meu irmão.

-Surpresa!-sorri acariciando a minha barriga, e logo em seguida recebi vários abraços, e felicitação, não só pelo meu aniversario, mas agora pela gestação.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Meu filho! cap 50


Hoje era sábado véspera de dia dos pais, eu vim para Vegas, acompanhar a uma presentação do Island Heat Dinner Show onde o meu pai se apresentou tocando percussão, e aproveitar para passar as primeiras horas dia dos pais com ele, e logo voltar para aproveitar com os meus filhos.
Eu chamei a Cris para vir comigo, mas ela disse que iria deixar para a próxima, pois estava bastante indisposta para viajar de avião, mas se ofereceu para ficar com o Dylan, enquanto eu estivesse viajando já que a Jaime iria conosco, e não poderia ficar com ele, e claro, eu aceitei.
Não deixei de falar com eles pelo Skype ontem quando cheguei, e neste exato momento estou fazendo outra chamada.

-Oi meu amor!-sorriu abertamente assim que atendeu a chamada. Sou um homem de sorte, tenho uma mulher realmente encantadora.

-Ola amor, como esta?-retribui o seu sorriso com outro na mesma intensidade.

-Bem, ansioso para começar o show, gosto de ver o velho Pete tocando!

-Deve ser muito orgulho!

-Sim, eu tenho orgulho do meu pai! Por falar em pai, cade o meu príncipe, e a minha princesa? Estou louco de saudades dos meus filhos!

-Só dos seus filhos e?-me encarou divertidamente.

-E logico que não! Não fazem nem 24 horas direito que estou longe de você, e já estou louco de saudades!

-Também estou meu amor!-me jogou um beijo, e sorriu. O seu príncipe acabou de dormir, e a sua princesa esta vendo desenho!

-Queria muito vê-la!

-Vou chamar! Ari, o papai quer falar com voçe!-sorri novamente como um bobo, preciso me acostumar com a ideia de ter uma filha tão linda, e especial.

-E como vai o nosso bebezinho?

-Quantas crianças!-sorrimos. Esta bem, me deixando mega enjoada, e ontem a noite eu tive desejo de comer creme de avela com cenoura crua!-fiz careta de nojo.

-Os seus desejos são muito estranhos amor!-sorrimos.

-Eu sei, não tenho culpa!

-Oi mamãe!

-Oi filha!-chamei a sua atenção.

-Papai!-olhou para a câmera. Estou com saudade, quando voçe volta?-ela sentou no colo da mãe.

-Amanha meu amor, amanha o papai esta voltando! Também estou com saudades! Já esta na hora de dormir, não esta cansada?

-Só um pouquinho, estou esperando a mamãe para contar uma historia para mim!-disse manhosa abraçando a mãe, a minha filha e linda demais!

-Não seja por isso!-ela sorriu. Mande uma boa sorte para o senhor Pete por mim, e um beijo em todos! Especialmente para voçe!

-Obrigado amor, eu vou mandar sim! E amanha eu quero o meu beijo pessoalmente!-sorrimos.

-Muitos!

-Tchau papai. Manda beijo pro vovô, e os tios!-mandou um beijo estalado com a mãozinha.

-Mando sim, mas e o meu beijo?

-Um beijão bem grandão pra voçe! Tchau, cuidado papai!

-Se cuide também meu amor!

-Boa noite, ate amanha!

-Ate meu amor!

Elas desligaram a chamada na hora que o meu pai, e o Eric, entraram no quarto em que eu estava. Eles perguntaram o que eu estava fazendo, e como eu ainda mão tinha conseguido a oportunidade de falar para eles sobre a Ari, me chamar de pai, aproveitei o momento para contar a eles, e todos acharam o máximo.

-Voçe e a Crystal, estão juntos?

-Sim!

-Quer dizer que agora eu tenho mais uma neta?

-Sim meu pai!

-Ela e um encanto papai!-Eric sorriu. A conheci no estúdio quando o Peter a levou uma vez!

-Estou ansioso para conhece-la, e rever a Crystal também.

-E o marido dela Peter?-Eric me questionou.

-Então, e que eu não contei os últimos acontecimentos para vocês, na realidade aconteceu muita coisa nos últimos meses que vocês não sabem!

-Pode desembuchado!

-No aniversario da Cris, eu vou fazer um almoço na minha casa, e vocês todos saberão tudo o que esta acontecendo, e o que aconteceu na nossa vida ate agora!

-Nossa vida?-meu irmão me encarou!

-Sim!

-O negocio esta serio!

-Mais impossível!

-Você vai nos deixar curioso?

-Sim papai!

-Voçe esta se tornando um péssimo filho Peter!-gargalhamos.

§

O show foi ótimo, o meu pai arrasou, e eu senti um baita orgulho dele.
No dia seguinte, ele reuniu todos os filhos para um cafe da manha no restaurante do hotel, aproveitar as primeiras horas juntos, já que cada um tinha o seu próprio dia dos pais para comemorar, e ele não iria voltar para Los Angeles naquele dia, já que se apresentaria novamente naquela mesma noite.

Apos o cafe, enquanto caminhava com os meus irmãos pelos corredores do hotel em que estávamos, no intuito de seguir para o aeroporto pegar  o jatinho, e voltar para casa, passei em frente a uma joalheria, e pensei em levar uma lembrança para as minhas meninas.

-Gostou das pulseiras?-perguntei a minha irmã que estava ao meu lado.

-São pra mim?

-Não Presley!

-E feia! -sorrimos! Brincadeira, são lindas! São para quem?

-Para a Cris!

-Estão firme mesmo não e?

-Sim, eu a amo!

-Que lindo!

-E a outra e para quem? Pra você?

-Não, e para a minha filha!

-FILHA?

-Fala baixo! Sim, ela se chama Ariel, e a filha da Cris!-sorri.

-A ta, entendi!-sorriu sugestivamente. Mas ainda tem mais duas, uma para a Ariel, a outra posso imaginar que seja para o Dylan, mas e a outra?

-Tenho uma surpresa para você!-a encarei.

-Amo surpresas!-sorriu entusiasmada.

-Bem, a Cris esta gravida, eu vou ser pai novamente!

-Meu Deus!-colocou a mão no peito. Não se da uma noticia assim seu louco!-sorrimos.

-Como deveria ser?

-Sei la!-sorrimos.

-Depois eu que sou o louco!

-Ela esta de quantos meses?

-Cinco!

-CINCO?

-Vai ficar rouca de tanto gritar!

-Cinco meses Peter?-cochichou. Mas como tudo isso?

-Bem, eu já descobri quando ela estava com mais de três meses, eu queria contar logo, mas queria que ela estivesse junto, porem, aconteceu alguns problemas, e acabamos adiando, adiando, e só agora no aniversario dela surgiu a oportunidade.

-Acho que só iriamos descobrir quando nascesse né?

-Não e para tanto!

-E por que voçe me contou agora, sem ela?

-Por que eu preciso da sua ajuda para organizar o aniversario dela, ela não quer festa, e por isso tem que ser surpresa!

-Entendo! Mas eu preciso no minimo da Tiara para me ajudar, não dou conta sozinha, ainda mais que o aniversario dela e esta semana se eu não me engano, não e?

-Sera na sexta feria, tem a semana toda!

-O que voçe não me pede chorando que eu não faça sorrindo?

-Te amo!

-Eu sei disso!-sorrimos.

§

Era pouco mais de 4 da tarde quando chegamos em Los Angeles, pedi ao Lonnie para me deixar na casa da Cris. Ultimamente eu ficava mais aqui, do que em minha própria casa, ate o Dylan, já tinha o seu próprio berço, no quarto em que estamos começando a montar para o nosso bebe.
Ele me deixou na casa dela, e foi embora levando o carro, quando eu fosse embora com o Dy, amanha de manha, eu o chamaria.
Toquei a campainha, já que eu ainda não tinha a chave, e depois de me identificar, ela liberou o portão. Nem bem tinha colocado o pé no quintal, e vi a minha filha abrindo a porta, e correndo em minha direção.

-Papai!

-Minha princesinha!-a peguei no colo.

-Que bom que chegou!

-Estava com saudades!

-Eu também! A mamãe ta fazendo bolo!

-Ainda não consegui me acostumar com a sua mãe na cozinha, eu sempre acho que a casa vai explodir!-ela gargalhou.

-A comida e gostosa papai!

-Graças a sua avo que a ensinou direi...

-Graças a sua avo o que?-ela estava parada na porta.

-Nada amor!

-O papai estava falando algo?-ela balançou a cabeça positivamente.

-Não ensine nossa filha a mentir!

-Ta certo!-sorri ao ouvir "nossa filha".

-Eu disse que...

-Eu sei o que voçe disse, eu ouvi!-sorriu. Eu aprendi, e agora eu cozinho muito bem, obrigada!

-Não posso negar, afinal ainda não tive uma entoxicação alimentar!

-Voçe esta a fim de levar uns tapas né?

-Não, eu quero um beijo, beijo este que voçe esta me devendo!-a puxei pela cintura, selando os nossos lábios, com a Ari ainda me meu colo.

Entramos em casa, e realmente o cheiro de bolo estava delicioso. Ela estava se superando na cozinha.
 Lembro da primeira vez que comi aqui, o arroz estava sem sal, a carne salgada demais, e a salada completamente sem tempero, sem contar que a sobremesa estava doce demais. No final das contas, sorrimos da situação e pedimos uma pizza. Mas acredite, foi o melhor jantar da minha vida, afinal, estávamos juntos.
Hoje foi a minha vez de ir direto procurar o meu filhote, entrei no quarto, e ele dormia tranquilamente o seu soninho da tarde. Paro para observar, e noto como ele cresceu, já esta com 6 meses, extremamente esperto, e faz a minha vida cada dia mais bonita. Definitivamente eu não consigo enxergar a minha vida sem ele. Pode ter acontecido cedo demais, ele veio em uma hora talvez inoportuna, mas definitivamente ele mudou completamente a minha vida.

-Papai te ama garotão, te amo muito!-beijei o seu rostinho, e ele mexeu os lábios como sempre fazia quando mexíamos nele enquanto dormia.

Segui para o quarto da Cris -nosso quarto-, na finalidade de tomar um belo, e relaxante banho, estava um pouco cansado da viagem, e sei que um banho vai me ajudar bastante. Ajustei a ducha para algo mais quente, já que a Cris gosta de banho morno para frio, como ela aguenta eu não sei.
Depois de um bom banho, eu estava mais relaxado, e incrivelmente menos dolorido das horas sentado na poltrona da aeronave. Olhei ao redor, e o banheiro estava sem toalha, talvez ela tivesse retirado para lavar. Abri um pouco a porta, e chamei por ela que veio em seguida.

-Me arruma uma toalha amor?

-Desculpa eu retirei hoje para lavar!

-Imaginei! Obrigado!-agradeci pegando a toalha de suas mãos.

-Como foi a viagem, o show?

-Foi ótimo, voçe precisa ver o meu velho tocando, esta cheio de vigor!-sorrimos.

-Eu imagino que sim! Da para ver o orgulho em seus olhos.

-Verdade!-ela fez uma careta de dor elevando as mãos nas costas. O que houve?

-Só uma dorzinha nas costas, nada que não aconteça todos os dias!

-Vou te fazer uma massagem mais trade, ta bom assim?

-Agradecida!-sorriu.

-A sua barriga cresceu demais no ultimo mês!-terminei de me secar começando a me vestir.

-Verdade, ela dobrou de tamanho nos últimos 30 dias, mas e assim mesmo!

-Ele ainda não mexeu não e?

-Não, mas fica tranquilo, ele vai mexer na hora certa!

-Tem certeza que esta tudo bem?-acariciei a sua barriga, e ela colocou a sua mão sobre a minha.

-Sim, o doutor Torres disse que esta tudo bem, eu acredito nele, ele e um ótimo obstetra!

-Queria que voçe se auto consultasse!-sorri.

-Por que?

-Não acho legal este doutor Torres!

-Ciumes?

-Sempre!-a abracei, selando os nossos lábios.

-Não posso me auto medicar, quem me dera!

-Quando terá uma nova ultra? Quero saber o sexo, não quero ficar como fiquei com o Dylan!

-Eu sei, mas a culpa não e minha!

-Vem aqui!-segurei em sua mão a fazendo sentar na cama, e me ajoelhei a sua frente ficando entre as suas pernas. Vamos ter uma conversinha, de pai para filho!-disse encarando a sua barriga, e ela sorriu. Amor, o papai esta curioso, esta louco para poder arrumar o seu quartinho de uma forma mais tranquila, sem ter que ficar louco com varias cores "neutras", colabora com o papai, da uma folga para mim. Se eu soubesse que o seu irmão era menino, eu teria montado o quarto dele como uma selva, ou uma praia muito irada.

-Talvez seja por isso que ele não queira colaborar, vai que...

-Shiii!-sorrimos. Se for menina, eu não sei bem o que iria fazer, mas certamente seria como um castelo de princesa! Bom, o importante, e que eu estou ansioso para escolhermos o seu nome com calma, e não ter que ficar te chamando de bebe, ou neném, enquanto a sua mãe e eu não entramos em um consenso!-abracei a sua barriga encostando o rosto na mesma, e ela acariciou os seus cabelos. Deixa tudo isso pra la, não importa se voçe for menino ou menina, o importante, e que eu vou te amar mais do que tudo, por que voçe e os seus irmãos, são tudo para mim!beijei a sua barriga, e senti ela vibrar de leve em meu rosto.

-Peter!

-Hum?

-Mexeu, voçe sentiu isso?

-Não foi voçe?-a encarei.

-Não, foi ele!-os seus olhos brilhavam, e ela estava emocionada.                                                                                                                                                                                                                                          
-Te amo, meu pedacinho de gente!-mais uma vez beijei a sua barriga enquanto a acariciava. Obrigado por me fazer o pai mais babão, e bobão do mundo!

-Voçe e um ótimo pai amor!

-Obrigado!-ouvimos ao fundo um chorinho bem conhecido.

-Olha, sentiu a sua presença!-sorrimos

-Vou la pega-lo!

-E eu vou servir o lanche, o bolo esta pronto.

Ela foi para a cozinha, e eu para o quarto do meu pequeno, ele estava fazendo algo que aprendeu a pouco, e me deixando mais babão ainda. Sentar. Ele ainda fazia com dificuldade, mas dominava muito bem os seus novos movimentos, a Cris o estimulou muito a sentar no ultimo mês, sempre o colocando na posição com auxilio de almofadas, e da ultima semana para cá, ele tem tentado fazer sozinho.
Sorri o observando escondido ele cair, uma, duas, e três vezes na tentativa de sentar, mas na quarta, quando ele já estava ficando vermelhinho de tanto esforço, e eu desistindo de apenas olhar, ele conseguiu se sentar, me deixando muito orgulhoso.

-Que lindo, o rapazinho do papai conseguiu sentar sozinho!-bati palmas, e ele me acompanhou gargalhando. Que gargalhada gostosa filho!-o peguei no colo beijando o seu rosto, e ele fez o mesmo me babando. Papai estava louco de saudades meu amor!-o enchia de carinho enquanto ia para sala. Sabe quem acabou de se sentar sozinho mamãe?

-Serio meu amor?-ela veio ao nosso encontro o beijando, fazendo ele sorrir ainda mais.

-Parabéns Dy!-a Ari sorriu mexendo no seu pezinho, o fazendo olhar para ela, e sorrir, ele já a reconhecia.

-Parabéns meu fi...-

Ela parou de falar, me encarando parecendo sem jeito. Ela nunca o tinha chamado de filho, eu achei lindo, por que para mim, ela a mãe dele, ela cuida dele com todo carinho, amor, e afeto do mundo, não teria nada mais justo do que ela ser intitulada como sua mãe.

-O que foi amor?

-Eu... Desculpa, eu não sou a mãe dele, e eu...

-Quem disse que não? Pra mim voçe e sim, a MÃE dele, voçe cuida dele com carinho e amor! As palavras que ouvi na escola da Ari, também servem para voçe! Super mamãe!-sorrimos, e ela me olhou emocionada.

-Eu amo vocês, todos vocês! Não poderia pedir uma família mais perfeita!-ela beijou cada um de nos com carinho. Te amo muito meu menino, meu filho!

-Nos também te amamos minha vida!-sorriu com os olhos marejados.

-Vamos lanchar, por que eu estou com fome!

-Novidade!

-Não tem graça Peter!-sorrimos.

-Este bolo esta com uma cara linda! Tomara que não esteja salgado!

-Vai passear Peter, mais uma desta, e hoje voçe dorme no quintal, e sozinho!

-Ameaçar não vale!

-Esta docinho papai, eu experimentei a massa!

-Viu! Aqui esta a banana amassada do Dylan!

-Por que ele não pode comer bolo mamãe?

-Não e que ele não possa meu amor, e que ele ainda e muito novinho para comer açúcar! E melhor esperar um pouquinho mais!

-Entendi!

Já disse como eu amo a forma que ela cuida de cada um de nos?
Pois e, depois de cuidar dos nossos filhos com todo carinho, ela me serviu, e só então se serviu sentando para se alimentar, mesmo depois de afirmar que estava com fome. Ela e o seu dom de cuidar das pessoas.
Depois do lanche que o bolo estava delicioso por sinal, seguimos para sala no intuito de nos jogarmos nas almofadas, e brincar um pouco com as crianças, porem eu quase esqueci que tinha trazido presentes.

-Eu trouxe um presenteara cada um!

-Eba!-minha pequena sorriu.

-Espero que gostem!-entreguei a elas, uma caixinha retangular para cada uma, segurando as outras duas.


-E linda meu amor!-ela sorriu pegando a pulseira em suas mãos. A da Cris era um pingente redondo com três corações vazados, e a da Ari, era um pingente de coração que encaixava perfeitamente no da Cris, assim como os dos seus irmãos que eram em uma versão menor para bebes.

-Olha o meu mamãe!
-Que lindo! Eles...

-Sim, eles se encaixam, se transformando em apenas um!

-Meu amor, não poderia ter sido mais delicado, e perfeito! Obrigada!~

-Obrigada papai!

-Tem um pequeno detalhe, por que três corações?

-Por que cada um dos nossos filhos, tem um coração também!-mostrei a ela as outras caixinhas com as joias, e ela se emocionou.

-Você...-respirou fundo secando inutilmente as lagrimas. Eu sou a mulher mais feliz deste mundo!

Recebi um delicioso abraço da minhas meninas, um abraço emocionado, um abraço gostoso, que eu estou amando recebe-lo todos os dias, e espero recebe-lo para o resto da minha vida.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Minha família! cap 49

Depois do susto que passei na casa da Liz, o Peter me deixou em casa com a Ari, e em seguida foi embora. Ele não falou nada sobre ficar, e se não falou, e por que não queria ficar.

A minha primeira providencia depois de tomar um delicioso banho, foi comer o meu melão com sal sentada na frente da TV assistindo a uma reprise de CSI Miami, estava assistindo tranquilamente, quando dei de cara com o personagem Eric Delko, o ator Adam Rodriguez, e pela primeira vez prestei bem atenção nele, ele era lindo, porem, era a cara do Rafael.


-Me desculpa meu bem, voçe acabou de perder uma fã!-troquei de canal. Prefiro House!

Estava rindo demais com mais uma loucura do Hause, quando ouvi o meu celular apitar avisando de uma mensagem, peguei o aparelho, e sorri ao ver o seu nome na tela.

"Boa noite amor, já cheguei em casa, coloquei o Dy para dormir, tomei banho, e estou comendo algo antes de me enfiar um pouco no estúdio de casa mesmo. E voçe, esta tudo bem? Esta comento o seu melão com sal? ECA! Peter."

"Sim, estou comendo o meu melão com sal, não e "eca", esta uma delicia! Eu tomei o meu banho, estou vendo Hause <3, e assim que terminar eu vou dormir, estou no bagaço, já que não ganhei a minha massagem! Cris"

"E ruim sim! Me desculpa amor, eu esqueci da sua massagem, mas eu prometo faze-la amanha! Hause e muito Bom, mas eu prefiro GOT! Peter"

"Claro, cheio de putaria, e perversão, do jeito que voçe gosta! Brincadeira. Vou cobrar a minha massagem, pode acreditar nisso!Cris"

Me perdi em pensamentos assistindo a minha serie favorita, e nem prestei mais atenção no celular, e quando olhei para o mesmo tinham duas mensagens, a primeira prometendo-me uma massagem, e muito mais. Oh homem tarado. E a outra me desejando uma boa noite. Respondi com um boa noite, e voltei a minha atenção a TV, acariciando a minha barriga.


§

A minha primeira noite na minha nova casa foi... Terrível! Eu passei boa parte da madrugada no banheiro da minha suite, colocando o melão com sal para fora como uma louca, já não tinha mais o que sair, porem o incomodo não passava, eu sentia que se fizesse mais algum esforço para vomitar, eu iria parir prematuramente ali mesmo.
                                                                                                                                                                       Por varias vezes pensei em ligar para o Peter, mas em que ele iria me ajudar? E pior, como ele iria vir ate a minha casa as 3 da manha com o Dylan? Eu jamais faria isso, ainda mais sabendo que só estava nesta situação por culpa minha mesmo. Enfim, o jeito foi respirar, e esperar o enjoo passar.

Logo o final de semana chegou, e para a minha felicidade não iriamos passar sozinhas, pois logo pela manha o Peter chegou com o Dylan ainda adormecido em seu bebe conforto.

-Que surpresa boa!-sorri abrindo a porta.

-Bom dia amor!

-Bom dia!-lhe dei um selinho. Que cara e esta?-reparei que ele estava com os olhos vermelhos, e cara de cansado.

-Eu vim direto do estúdio, e ainda não dormi.-peguei o bebe conforto de suas mãos. Queria passar o final de semana com vocês, e preferi não esperar!-sorrimos.

-Vai descansar um pouco, eu vou aproveitar que o Dy esta dormindo, e vou fazer um cafe para você!

-Obrigada, eu vou coloca-lo no quarto, e tomar um banho, tudo bem?

-Claro que sim, você esta em casa!

Eu fui para a cozinha fazer o seu cafe, e quando terminei fui direto para o quarto com uma bandeja em mãos, mas quando cheguei la dei de cara com uma sena simplesmente linda que me deixou simplesmente encantada. Ele estava deitado na beira da cama com o Dy no meio e a Ariel na outra extremidade, todos adormecidos, provavelmente a Ari o viu, ou ouviu chegar, e logo foi falar com ele, porem acabaram adormecidos, sorri involuntariamente ao vê-los dormindo juntos.
Apoiei a bandeja no criado mudo, e me sentei na beirada da cama observando os amores da minha vida completamente adormecidos.

§

Qual e a pior parte de entrar de ferias? Quando elas acabam!
Hoje eu estava voltando para o consultório, depois de umas ferias que nem podem ser intituladas de ferias, afinal, eu não fui para lugar nenhum, não passeei, não viajei, não fiz nada. A não ser me mudar de casa. Okey, esta foi a melhor parte das minhas ferias. Ah, e claro, consegui passar um final de semana em paz, com os meus amores. Assistimos filme, e devido a ser inicio de primavera, e os dias ainda estarem muito frios, e para evitar ao máximo sair com o Dy, eles passaram o final de semana conosco, mas infelizmente eles foram embora no final da tarde de domingo, por que o Peter teria alguns compromissos pela manha, e como eu iria trabalhar na segunda, nem pude ficar com o meu pedacinho de gente.
Me levantei com uma preguiça terrível, o meu corpo estava dolorido, parecia que eu tinha levado uma surra. Tomei um banho para despertar, e depois de arrumada, segui para o quarto da Ari para acorda-la, e se arrumar para enfim voltar as aulas, afinal ela ficou quase um mês sem ir a escola por culpa unica, e exclusivamente minha. Ela nem iria ficar por muito tempo na escola, afinal as ferias estavam para começar, elas seriam logo apos o dia dos pais, que e em duas semanas.
A deixei na escola, conversei com a diretora, e expliquei a ela o motivo que a Ariel não foi as aulas, e ela disse que compreendia o meu lado, e iria falar com a professora da Ari, para ver o que elas poderiam fazer, fiquei profundamente agradecida, não queria que nada atrapalhasse o seu desenvolvimento escolar.
Já no consultório, eu fui recebida da melhor forma possível, ganhei uma linda mesa de cafe da manha das meninas, e dos colegas de trabalho.

-Obrigada meu amores!-sorri ao olhar para todos reunidos na copa da clinica.

-Estávamos com saudades!- doutora Johnes, a Endocrinologista da clinica me abraça.

-Obrigada! Eu, e o meu bebe agradecemos a linda recepção!-sorri passando a mão na barriga.

-Voçe esta gravida doutora?-Sam questiona-ma.

-Sim, vocês não sabiam?

-Não!-todos me olharam surpresos.

-Pensei que a Liz tinha contado!

-Eu não, a gravidez e sua amiga!-Eu la sabia se voçe iria querer que soubessem!-sorrimos.

-Parabéns doutora! Agora precisamos organizar um chá de bebe!

-Verdade!-concordaram sorrindo.

Parte Peter

Hoje era sexta feira, e ontem a Cris me avisou que teria uma apresentação na escolinha da Ari, em comemoração ao dia dos pais, e perguntou se eu não queria ir com ela, eu achei que seria muita intromissão minha, afinal a Cris que e a sua mãe, e bem dizer pai, e eu acho que ela ira gostar de receber esta homenagem, e então eu achei por bem ficar de fora. Porem ela disse que a Ariel certamente ficaria muito feliz em me ver por la, e confesso que isso me deixou intrigado, e com vontade de ir, mas me mantive firme, e fiquei em casa.

Olhei no relógio e era exatamente duas e meia da tarde, a festa começaria as três, e se eu falar que não estava com vontade de ir ver a minha princesinha fazendo uma linda homenagem a sua mãe, estaria mentindo, e a vontade de arrumar o meu menino e ir ate la, falava mais alto a cada minuto, por isso quando o relógio marcou duas três e meia da tarde, eu me rendi, arrumei o Dylan, me arrumei, e segui para a escola.

A faxada estava arrumada, e muito bem decorada, me fez lembrar dos dia dos pai no Hawaii, quando o meu pai ia a escola, para receber aquelas lembrancinha de papel, ou o certificado de melhor pai do mundo. Ele ficava todo bobo, e eu ainda mais, pois sim, ele era o melhor pai do mundo para mim.
Peguei o meu filho no colo, e me direcionei a entrada da escola, seguindo direto para o patio onde estava acontecendo a festinha. Todos os pais estavam sentados uns ao lado dos outros, e só quando eu entrei aqui, que imaginei que poderia acontecer "dele" ter vindo, somente para bancar de pai, sendo que ele não e absolutamente nada dela. Não que eu seja, ao menos no titulo, por que eu amo a Ari como uma filha. Mas, para a minha sorte, ele não estava, não que eu o visse.
Achei a Cris sentada ao lado da amiga Liz, e de um homem, provavelmente o marido dela, me aproximei vagarosamente, e para minha sorte não estava muito cheio, e ainda tinham lugares disponíveis, incluindo um ao seu lado.

-Posso sentar?-perguntei a assustando.

-Amor?-sorriu se levantando, e me dando um selinho. Voçe disse...

-Eu mudei de ideia!-sorrimos, e rapidamente ela pegou o Dy que dormia em meu colo. Ola Liz, tudo bem?

-Claro Bruno!-ela se levantou me cumprimentando. Este e o meu marido Mathew!

-Prazer Bruno, pode me chamar de Matt!

-Prazer Matt!

-Bom dia senhores pais, sejam muito bem vindos a nossa escola, em uma data muito especial, não só para vocês, como para as pessoinhas que estão aqui neste palco, e que vão cantar uma bela canção para vocês!-acho que a diretora estava no palco fazendo as honras. Cada pai, e um herói diferente, ele pode ser o Super homem, o Batmam, o Hulk, e ate mesmo o capitão America, mas no fundo, os seus filhos sabem que só pode existir apenas um herói. O super pai! E o super pai não precisa ser necessariamente o biológico, pai e aquele que cria, que educa, que da amor, carinho, atenção, que ensina o filho a se levantar quando ele cai, que ensina que o amar ao proximo, e melhor do que simplesmente odiar, ou ignorar a dor alheia. Pai, e aquele que doa o seu amor, que ama o seu filho, independente do seu tipo sanguíneo.-senti um sorriso bobo em meus lábios, pois era exatamente assim que eu me sentia em relação a Ari. Quero desejar a todos presentes um belo dia dos pais, cada um de vocês tem um belo tesouro em casa! Os seus filhos!

Assim que ela terminou de falar as cortinas se abriram, e todas as crianças estavam com uma calça social, uma blusa branca também social, e com gravata. A procurei com os olhos, e logo a encontrei brigando com a sua gravata, e eu sorri, vendo uma professora indo arruma-la, que logo sorriu olhando para a professora através dos óculos que todos usavam. Ela passou as mãos nos seus cabelos completamente domados por um coque, e respirou fundo quando a musica Hero da Mariah Carey começou a tocar.


-Sinto que terá muito pai babando hoje!-ouvi a Liz comentar com a Cris, olhei para o lado, e o Marido dela estava olhando para o palco com um enorme sorriso de pai orgulhoso.

 Olhei para frente vendo uma professora começar a cantar, e sim, eu posso não ser o pai dela, mas também estou muito orgulhoso da minha princesinha. Observei a Ari de mãos dadas com a Alicia, enquanto elas começavam a cantar.

Existe um herói, se você olhar dentro de seu coração
Não precisa ter medo do que você é
Existe uma resposta, se você procurar dentro da sua alma
E a tristeza que você conhece irá desaparecer

E então um herói surgirá, com a força para prosseguir
E você deixará seus medos de lado, e sabe que pode sobreviver
E quando sentir que sua esperança se foi
Olhe dentro de si e seja forte
E finalmente verá a verdade, que existe um herói em você

É uma longa estrada, quando você encara o mundo sozinho
Ninguém estende uma mão para você segurar
Você pode encontrar amor, se você procurar dentro de si mesmo
E o vazio que sentia irá desaparecer

Minha menininha colocou a mão no coração fechando os olhinhos, ela estava tão lindinha, a minha princesinha, minha florzinha. Minha filha!
Cantei com ela bem baixinho, enquanto a encarava, esperando que ela me notasse ali, queria tanto abraça-la e beija-la.
 Em determinado momento, eles abriram as blusas sociais mostrando uma blusa azul clara por baixo, escrito "Eu tenho um super pai!" senti os meus olhos marejarem, e olhei para os lados, para ver se eu era o único com cara de pastel chorando, porem todos os pais estavam com os seus lencinhos, ou as mangas das blusas enxugando as lagrimas. Okey, eu sou um pai bobão, e babão.

E então um herói surgirá, com a força para prosseguir
E você deixará seus medos de lado, e sabe que pode sobreviver
E quando sentir que sua esperança se foi
Olhe dentro de si e seja forte
E finalmente verá a verdade, que existe um herói em você

Ela olhou para frente provavelmente procurando a Cris, e eu fiz questão de abrir o maior e melhor sorriso para chamar a sua atenção, e quando ela me viu, imediatamente começou a chorar. Ai e covardia! Continuei cantando com ela para que ela não parasse, estava linda e eu queria ve-la sorrir, apenas isso, e nada mais.

Deus sabe, sonhos são difíceis de seguir
Mas não deixe que ninguém afaste-os
Apenas persista, haverá um amanhã
Com o tempo, você encontrará o caminho
Que um herói vive dentro de você
Que um herói vive dentro de você

Ao final da musicas aplaudimos eles de pé, e o que tinha de pai secando as lagrimas era incontável. Incluindo a mim, e claro!

-Lindos! -a mesma mulher de antes falou ao microfone. Que tal cada papai vir buscar o seu filho?

Todos começaram a ir para afrente, eu olhei para a Cris, e ela sorriu maneando a cabeça positivamente, e eu fui ate la pegar a minha garotinha.
Os seus olhos estavam grudados nos meus, ela estava parada no mesmo lugar, parecia estar congelada. Olhei para ela sorrindo, e estiquei os braços para ela quando cheguei na frente do palco, e ela veio em minha direção, se abaixando na minha frente ficando de joelhos, ela segurou em minhas mãos que estavam esticadas, e olhou dentro dos meus olhos com os seus olhinhos vermelhos e marejados assim como os meus.

-Voçe é o meu papai? Vai ser o meu herói hoje?-respirei fundo quando vi a primeira lagrima rolar dos seus olhos, e imediatamente a sequei.

-Se voçe quiser, sim! Eu vou ser o seu papai, tentarei ser o seu herói, hoje, amanha, e em todos os dias meu amor! Eu não sou perfeito, mas tentarei ser ao máximo para voçe

-Eu quero, eu quero que voçe seja o meu papai!-apenas sorri enquanto sentia inevitavelmente as lagrimas escorrerem. Eu te amo papai!

-Eu te amo muito minha filha!


Ela se jogou em meus braços, e eu ouvi o seu chorinho rente ao meu ouvido, me deixando ainda mais emocionado.

-Minha princesinha, minha menininha, minha filha!-com ela ainda em meus braços, voltamos para o nosso lugar.

-Quanta emoção gente!-Cris passou as mãos nos seus cabelinhos, e ela me abraçou ainda mais. Também quero saber qual foi a conversa?

-E um assunto nosso não é filha?-beijei o eu rostinho ainda úmido, e ela apenas balançou a cabeça confirmando.

-Filha?-Cris balbuciou sem emitir som, eu confirmei, e ela sorriu.

Logo em seguida cada criança foi chamada para pegar a lembrancinha que iria entregar aos pais, quando ela voltou, me entregou o presente e voltou para o meu colo, ainda esfregando os olhinhos. Beijei a sua testa, e sorri emocionado, e agradecido ao desenho que ela tinha feito, estavam todos nós, eu, ela, o Dylan, e a Cris gravida, ela já tinha me incluído na sua vida mesmo antes de hoje, e isso me deixou profundamente emocionado. Mostrei a ela a gravata que veio no embrulho estampada com o escudo do super homem. Esta melhor do que no meu tempo de escola. Prometi a ela que iria usar na próxima premiação, ou show que tivesse a oportunidade, e ela sorriu.


§

Eu conversei por algum tempo com o Matt, o marido da Liz, ele parecia ser um cara bem legal, ao menos pareceu ser. Conversamos sobre trabalho, esporte, família, e ele expressou a sua vontade de ter mais um filho com a futura mulher, e me parabenizou pelo meu filho com a Cris. Alem de me chamar para o seu casamento com a Liz que sera em um mês.
No final da festa depois de um coquetel para os pais -definitivamente o negocio tinha ficado muito diferente desde a minha época-, decidimos voltar para casa, por que eu iria viajar ainda hoje, por isso e seguimos direto para a casa da Cris, já que o Dylan iria ficar com ela.

-Promete me ligar quando chegar?-estávamos abraçados no meio da sala.

-Prometo! Queria que vocês fossem comigo!-lhe dei mais um selinho entre tantos.

-E melhor não, eu tenho andado muito indisposta ultimamente!

-Tudo bem, mas esta indisposição tem que acabar esta semana, afinal tem o seu aniversario, e eu quero que voçe se divirta!

-Eu já disse que não quero nada amor!

-Infelizmente voçe não tem escolha!-sorrimos.

-Droga!

-Te amo, se cuida, e qualquer coisa me liga!

-Também te amo! Pode deixar, eu ligo!-acariciei a sua barriga de cinco meses já bem aparente.

-Papai já vai meu amor!

Me aproximei do meio da sala onde ele estava com a Ari, deitado sobre um amontoado de almofadas vendo desenhos. Me abaixei beijando a sua testa, e ele logo abriu a boca tentando "morder" o meu queixo, e segurou na minha roupa. Brinquei um pouquinho com ele antes de infelizmente me soltar dele. Olhei para a Ari que nos encarava sorrindo, e estiquei o braço para ela que logo veio me abraçar.

-Promete cuidar da mamãe?

-Prometo! Voçe vai demorar muito papai?-sorri como um idiota patético ao ouvi-la me chamar de papai.

-Não, o papai promete não demorar!-a abracei beijando o seu rosto a abraçando ainda mais forte, me levantei em seguida.

-Se toda vez que ela te chamar de pai, voçe ficar com esta cara...

-Demora para se acostumar?

-Voçe nunca se acostuma, e sempre um sorriso bobo diferente!

-Amo vocês!

-Nos também te amamos!-mais uma vez me abraçou. Se cuida, e volta logo para a sua família!

-Eu vou voltar, na realidade já estou indo louco para voltar!

Fiz a minha viagem com o coração transbordando de alegria, definitivamente eu não poderia estar mais feliz com a minha família.