Depois que voltamos para dentro de casa, tomamos o nosso cafe da manha tranquilos, e com conversas animadas. Estava feliz por ela ter aceitado ser a minha mulher.
Depois do cafe, eu dei a ideia e sairmos um pouco para dar uma volta e comprar algumas coisas, alem do mais eu tinha prometido uma presentinho para a minha filha, ela concordou prontamente, e depois de uns quarenta e cinco minutos saímos de casa.
Como estávamos de carro, chegamos rapidamente ao local de comercio, e depois de estacionar o carro, saímos de mãos dadas pelas ruas de Long Beach, fazendo o possível para não ser muito reconhecido. Depois de visitar algumas lojinhas de conveniências, decidi comprar uma pelúcia do insuportável Bob esponja para o Dy, mesmo eu não curtinho muito aquela risadinha do mal, eu precisava assumir que o Dylan amava. Para a Ariel, escolhemos um vestidinho florido, quase uma saída de praia, bem mocinha, a Cris disse que ela iria amar, e eu também concordei, e bem, a Cris gostou tanto que ate comprou um idêntico para ela.
Na hora do almoçamos decidimos parar por ali mesmo, e comer em um restaurante que serviam vários tipos de frutos do mar, eu adorei, principalmente que no prato em que pedimos veio camarão, e a Cris enjoou do cheiro, e como amo camarão, quem comeu? Pois e, nem gostei. Ela comeu apenas um risoto de lula, e tomamos um sorvete de creme com um doce quente de alguma coisa que eu não identifiquei, eu só sei que estava realmente muito bom.
Já estávamos voltando para o carro quando encontramos um artista de rua completamente cercado por pedestres tocando jazz, e foi impossível não pararmos para apreciar, eu amo este estilo, e descobri que a Cris ainda gosta muito também, por isso ficamos um pouco por ali cantarolando, e algumas vezes dançando, aproveitando dos poucos instantes de anonimato.
Antes de voltar para casa, passamos em um restaurante e compramos o nosso jantar, estávamos aqui para descaçar, não queria que ela perdesse tempo na cozinha, já basta durante toda a semana. Voltamos para casa com o sol já baixando, querendo se por, ela estava com os pés um pouco inchados de tanto andar, mas disse que não sentira dor. Ainda. Por isso quando chegamos eu preparei um banho de banheira para nos dois, que foi bem relaxante.
-Hummmmm... Isso e realmente muito bom amor!-ela gemeu enquanto massageava um dos seus pés.
-Deveríamos ter voltado quando começou a inchar.
-Esta tudo bem, não tem problemas! O importante e que passamos um dia maravilhoso!
-Fico feliz por ter gostado!
-Não importa onde estivermos, se eu estiver ao seu lado, estarei feliz, muito feliz!-ela baixou o pé, se inclinando sobre mim.
-Em qualquer lugar?
-Sim!-sorriu, me dando um selinho.
-Ate na china comendo besouro frito?
-Eca Peter!-gargalhou me dando um tapa no ombro. Isso e nojento, você sabe estragar um clima!-sorrimos.
-Voçe não iria?
-Iria, só não garanto comer besouro frito!-sorrimos. Eu prefiro te beijar, te amar, te sentir...
Nem preciso dizer o que aqueles beijos renderam ne? Pois e, digamos que estávamos bastante alegres sexualmente falando.
§
-Um brinde a nos?-sugeri assim que terminamos de jantar.
-Um brinde a nossa felicidade, e a nossa família!
-Saúde!-eu tomei o meu vinho, e ela um suco.
-Como sera que as crianças estão?
-Espero que bem! Hoje e voçe que esta preocupada?
-Ontem eu também estava, mas e que não falamos com eles o dia inteiro!
-Podemos ligar para eles daqui a pouco, ainda e cedo!-olhei no relógio, e tinha acabado de marcar oito e dez da noite.
-Tudo bem!
-A proposito!-me levantei indo ate a bancada pegando a caixinha onde estavam as nossas alianças. Como eu te prometi esta manha, aqui esta!-abri a caixinha lhe mostrando as alianças.
-Meu Deus Peter, elas são lindas! Obrigada, eu estou tão feliz!
-Eu também estou!-ela se levantou dando a volta na mesa ate que estivesse na minha frente, eu segurei em sua cintura a fazendo sentar em meu colo.
-Que o nosso amor sobreviva por muitos, e muitos anos!
-Ele vai, ele já sobreviveu a mais de doze anos, acho que mais uns quarenta e fácil!-sorrimos, e nos beijamos carinhosamente, selando simbolicamente a nossa união, logo em seguida colocando as nossas alianças.
-Agora vocês podem se mudar para a minha casa não e?
-Não!-se levantou do meu colo.
-Qual e amor!
-Estamos tão bem assim, ficamos um pouco na sua casa, e vocês ficam um pouco na minha...
-Já sei, você só quer ir quando nos casarmos não e?
-Peter!-sorriu.
-Tudo bem, eu vou dar um jeito nisso!
-O que voçe vai fazer- me encarou enquanto retirava as coisas da mesa.
-O que eu vou fazer?
-É!
-Segredo!
-NÃO FAÇA ISSO!-sorrimos. Me fala amor, você sabe como sou curiosa...
-Não!-gargalhei, e ouvimos o seu celular tocar.
-Minha mãe! Oi mamãe!
-(...)
-Sim, e ai?
-(...)
-Como?
-(...)
-Eu sei mamãe! Mas a senhora já deu remédio a ele?-ela me encarou, e eu sabia que era algo com o Dy.
-O que aconteceu?-apenas movi os lábios.
-Isso mesmo mãe, muito obrigada, estamos voltando agora mesmo!
-(...)
-E... E claro... Não... E necessário sim... Sim, não quero saber, o meu filho esta com febre mamãe, eu estou voltando agora mesmo!-um sorriso idiota saiu dos meus lábios quando ela disse "meu filho", porem a preocupação de saber o que esta acontecendo foi mais forte. Não me interessa a hora mamãe, estamos voltando!
-(...)
-Teremos cuidado!-ela desligou.
-O que houve Cris?
-O Dylan esta com febre desde esta manha, ela ligou para a Liz, e ela acha que e febre emocional, afinal ele nunca ficou com a minha mãe, e elas estão achando que ele esta estranhando, e sentindo a sua falta! Vamos embora por favor, não quero que ele fique passando mal! Não quero saber que eles estão com qualquer tipo de desconforto.
-Tudo bem, vamos embora amor!
Demos um jeito por alto nas coisas, na bagunça que fizemos, e seguimos para o quarto, na intensão de arrumarmos as nossas coisas. Por um lado estou triste por termos que ir embora mais rápido do que imaginei, mas por outro lado, estou feliz por ter conseguido fazer o que eu queria. Assumir um compromisso serio com a minha futura mulher.
Faltava exatamente dez minutos para as onze da noite, quando saímos da casa em direção a estrada, estávamos seguindo direto para Fresno. Peguei a estrada mais rápida, seria aproximadamente três horas e quarenta minutos ate a casa dos meus sogros, seria uma viagem longa, mas a Cris esta disposta a fazer.
Ligamos o radio, e ficamos ouvindo algumas musicas qualquer, enquanto conversávamos coisas aleatórias para passar o tempo.
-Sem querer estragar a nossa viagem, mas e que eu queria muito saber como vai o seu divorcio?
-Eu não sei, ele entrou com o pedido, portanto, eu não tenho muito acesso, mas pelo tempo que fui notificada, talvez em breve eu receba mais alguma noticia da parte da sua, ou da minha advogada.
-Tomara que isso se resolva logo!
-Sim! Eu estou apreensiva em relação a Ari!
-Por que?
-Eu tenho medo dele tentar tira-la de mim, só para me atingir sabe?
-Se ele não fez ate agora, certamente não vai mais fazer!
-Tomara! Mas eu tenho as minhas duvidas!
-Não vai meu amor...
-O que aconteceu?-me encarou assustada quando sentimos o carro começar a parar.
-Eu sabia que não iria dar!-olhei para o painel, e notei uma das luzes do painel piscar. Estamos sem combustível!
-Droga!
-Eu pensei que iria dar tempo de chegar ate o posto mais proximo, mas não deu!
-E agora?
-Bom, voçe fica aqui, que eu vou comprar um pouco no proximo posto.-consegui deixar o carro no acostamento.
-E como voçe vai?
-Andando!-sorri.
-Peter!
-Relaxa amor, e ali na frente, daqui conseguimos ver as luzes do posto, esta vendo ali na frente?-apontei algumas luzes a frente.
-Estou!
-Então fica tranquila, eu já volto!-lhe dei um selinho, abrindo o carro.
-Se cuida, cuidado, já e quase meia noite!
-Eu vou ter! Não abre o carro por nada!
-Não vou!
Eu sai do carro a deixando com as chaves, estava com receio de deixa-la sozinha, mas infelizmente eu precisava ir, se não ficaríamos no meio da estrada, e seria pior.
Parte Cris
Estávamos voltando para casa, por que o meu pequeno estava tendo febre, e longe de mim saber que um dos meus amores esta passando mal, e eu não vou sair de onde estiver imediatamente, para ficar perto deles.
Porem, infelizmente, no meio do caminho o carro ficou sem combustível, segundo o Peter, ele disse que pensou que o que tinha iria dar para chegar no posto mais proximo, porem...
O tempo estava nublado, e querendo chover, ele disse que iria caminhando ate o posto mais proximo, que por sorte estava a mais ou menos uns 100 metros em linha reta do nosso carro, ate dava para ver as luzes de onde estávamos, mas mesmo assim, eu fiquei preocupada. Primeiro por ele ir sozinho, e no escuro. Segundo por que só a ideia de ficar sozinha dentro de um carro, me deixa apavorada, e no escuro então. Eu senti cada pelo do meu corpo se arrepiar, era como se eu me visse naquele maldito dia, e eu estava começando a ficar com medo.
Tranquei as portas assim que ele saiu do carro, e segurei a chave entre as minhas duas mãos, controlando a minha respiração que começava a ficar descompassada. Olhei para os loados, e a estrada estava completamente vazia, apenas alguns remotos carros que passavam pelo nosso no acostamento. E a coisa complicar ainda mais, de um lado tinha a pista, e do outro somente mato, assim como daquela vez.
Eu não sabia se deixava a luz interior acesa, ou apagada, a ultima coisa que eu queria, era chamar a atenção naquele lugar, estando completamente sozinha.
Coloquei a mão na minha barriga quando senti o meu bebe se mexer, ele deveria estar sentindo a minha tensão, e nervosismo. Escutei um barulho atras do carro, e olhei pelo retrovisor, senti um no se formar na minha garganta, o meu corpo começou a tremer, e os meus olhos marejaram imediatamente. Vi um carro estacionado logo atras com os faróis baios, e em seguida um cara com um casaco preto de capuz saiu do mesmo, e caminhou lentamente na direção do carro em que eu estava. Eu apertei a chave contra o meu peito, soltando o cinto de segurança tentando manter uma calma que eu não tinha ideia de onde estava vindo. Olhei mais uma vez pelo retrovisor, e a sua imagem me fez voltar no tempo, era como se eu estivesse revivendo tudo aquilo novamente, ele se aproximando como quem não quer nada, para no final tentar me matar.
Rapidamente e de qualquer maneira, eu fui para a parte de trás do carro me encolhendo o máximo que eu poderia, no vão entre o banco do carona, e o de trás. Elevei o olhar ate a porta de trás, e vi o cara parado ao lado da mesma, ele olhava para o lado de dentro, a a esta hora eu já estava aos prantos, estava em desespero. A ultima coisa que eu queria no momento, era passar pelo mesmo que passei a anos atras.

O cara ainda olhava para o lado de dentro, e eu estava com as mãos na boca tentando conter um grito que estava instaurado em minha garganta. Ele estava me vendo, eu sei que estava, por mais que ele estivesse a "procura" de algo no interior do carro, eu tinha certeza de que ele estava me vendo la dentro, e provavelmente adorando me ver em estado de desespero.
Eu mordia o meu lábio inferior, a cada vez que me dava vontade de gritar. Porem, foi impossível conter o meu desespero quando ele deu uma leve batida no vidro da janela de trás. Pronto, e agora que eu vou morrer.