quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Voltando para casa. cap 54


Depois que voltamos para dentro de casa, tomamos o nosso cafe da manha tranquilos, e com conversas animadas. Estava feliz por ela ter aceitado ser a minha mulher.
Depois do cafe, eu dei a ideia e sairmos um pouco para dar uma volta e comprar algumas coisas, alem do mais eu tinha prometido uma presentinho para a minha filha, ela concordou prontamente, e depois de uns quarenta e cinco minutos saímos de casa.
Como estávamos de carro, chegamos rapidamente ao local de comercio, e depois de estacionar o carro, saímos de mãos dadas pelas ruas de Long Beach, fazendo o possível para não ser muito reconhecido. Depois de visitar algumas lojinhas de conveniências, decidi comprar uma pelúcia do insuportável Bob esponja para o Dy, mesmo eu não curtinho muito aquela risadinha do mal, eu precisava assumir que o Dylan amava. Para a Ariel, escolhemos um vestidinho florido, quase uma saída de praia, bem mocinha, a Cris disse que ela iria amar, e eu também concordei, e bem, a Cris gostou tanto que ate comprou um idêntico para ela.

Na hora do almoçamos decidimos parar por ali mesmo, e comer em um restaurante que serviam vários tipos de frutos do mar, eu adorei, principalmente que no prato em que pedimos veio camarão, e a Cris enjoou do cheiro, e como amo camarão, quem comeu? Pois e, nem gostei. Ela comeu apenas um risoto de lula, e tomamos um sorvete de creme com um doce quente de alguma coisa que eu não identifiquei, eu só sei que estava realmente muito bom.
Já estávamos voltando para o carro quando encontramos um artista de rua completamente cercado por pedestres tocando jazz, e foi impossível não pararmos para apreciar, eu amo este estilo, e descobri que a Cris ainda gosta muito também, por isso ficamos um pouco por ali cantarolando, e algumas vezes dançando, aproveitando dos poucos instantes de anonimato.
Antes de voltar para casa, passamos em um restaurante e compramos o nosso jantar, estávamos aqui para descaçar, não queria que ela perdesse tempo na cozinha, já basta durante toda a semana. Voltamos para casa com o sol já baixando, querendo se por, ela estava com os pés um pouco inchados de tanto andar, mas disse que não sentira dor. Ainda. Por isso quando chegamos eu preparei um banho de banheira para nos dois, que foi bem relaxante.

-Hummmmm... Isso e realmente muito bom amor!-ela gemeu enquanto massageava um dos seus pés.

-Deveríamos ter voltado quando começou a inchar.

-Esta tudo bem, não tem problemas! O importante e que passamos um dia maravilhoso!

-Fico feliz por ter gostado!

-Não importa onde estivermos, se eu estiver ao seu lado, estarei feliz, muito feliz!-ela baixou o pé, se inclinando sobre mim.

-Em qualquer lugar?

-Sim!-sorriu, me dando um selinho.

-Ate na china comendo besouro frito?

-Eca Peter!-gargalhou me dando um tapa no ombro. Isso e nojento, você sabe estragar um clima!-sorrimos.

-Voçe não iria?

-Iria, só não garanto comer besouro frito!-sorrimos. Eu prefiro te beijar, te amar, te sentir...

Nem preciso dizer o que aqueles beijos renderam ne? Pois e, digamos que estávamos bastante alegres sexualmente falando.

§

-Um brinde a nos?-sugeri assim que terminamos de jantar.

-Um brinde a nossa felicidade, e a nossa família!

-Saúde!-eu tomei o meu vinho, e ela um suco.

-Como sera que as crianças estão?

-Espero que bem! Hoje e voçe que esta preocupada?

-Ontem eu também estava, mas e que não falamos com eles o dia inteiro!

-Podemos ligar para eles daqui a pouco, ainda e cedo!-olhei no relógio, e tinha acabado de marcar oito e dez da noite.

-Tudo bem!

-A proposito!-me levantei indo ate a bancada pegando a caixinha onde estavam as nossas alianças. Como eu te prometi esta manha, aqui esta!-abri a caixinha lhe mostrando as alianças.

-Meu Deus Peter, elas são lindas! Obrigada, eu estou tão feliz!

-Eu também estou!-ela se levantou dando a volta na mesa ate que estivesse na minha frente, eu segurei em sua cintura a fazendo sentar em meu colo.

-Que o nosso amor sobreviva por muitos, e muitos anos!

-Ele vai, ele já sobreviveu a mais de doze anos, acho que mais uns quarenta e fácil!-sorrimos, e nos beijamos carinhosamente, selando simbolicamente a nossa união, logo em seguida colocando as nossas alianças.

-Agora vocês podem se mudar para a minha casa não e?

-Não!-se levantou do meu colo.

-Qual e amor!

-Estamos tão bem assim, ficamos um pouco na sua casa, e vocês ficam um pouco na minha...

-Já sei, você só quer ir quando nos casarmos não e?

-Peter!-sorriu.

-Tudo bem, eu vou dar um jeito nisso!

-O que voçe vai fazer- me encarou enquanto retirava as coisas da mesa.

-O que eu vou fazer?

-É!

-Segredo!

-NÃO FAÇA ISSO!-sorrimos. Me fala amor, você sabe como sou curiosa...

-Não!-gargalhei, e ouvimos o seu celular tocar.

-Minha mãe! Oi mamãe!

-(...)

-Sim, e ai?

-(...)

-Como?

-(...)

-Eu sei mamãe! Mas a senhora já deu remédio a ele?-ela me encarou, e eu sabia que era algo com o Dy.

-O que aconteceu?-apenas movi os lábios.

-Isso mesmo mãe, muito obrigada, estamos voltando agora mesmo!

-(...)

-E... E claro... Não... E necessário sim... Sim, não quero saber, o meu filho esta com febre mamãe, eu estou voltando agora mesmo!-um sorriso idiota saiu dos meus lábios quando ela disse "meu filho", porem a preocupação de saber o que esta acontecendo foi mais forte. Não me interessa a hora mamãe, estamos voltando!

-(...)

-Teremos cuidado!-ela desligou.

-O que houve Cris?

-O Dylan esta com febre desde esta manha, ela ligou para a Liz, e ela acha que e febre emocional, afinal ele nunca ficou com a minha mãe, e elas estão achando que ele esta estranhando, e sentindo a sua falta! Vamos embora por favor, não quero que ele fique passando mal! Não quero saber que eles estão com qualquer tipo de desconforto.

-Tudo bem, vamos embora amor!

Demos um jeito por alto nas coisas, na bagunça que fizemos, e seguimos para o quarto, na intensão de arrumarmos as nossas coisas. Por um lado estou triste por termos que ir embora mais rápido do que imaginei, mas por outro lado, estou feliz por ter conseguido fazer o que eu queria. Assumir um compromisso serio com a minha futura mulher.
Faltava exatamente dez minutos para as onze da noite, quando saímos da casa em direção a estrada, estávamos seguindo direto para Fresno. Peguei a estrada mais rápida, seria aproximadamente três horas e quarenta minutos ate a casa dos meus sogros, seria uma viagem longa, mas a Cris esta disposta a fazer.
Ligamos o radio, e ficamos ouvindo algumas musicas qualquer, enquanto conversávamos coisas aleatórias para passar o tempo.

-Sem querer estragar a nossa viagem, mas e que eu queria muito saber como vai o seu divorcio?

-Eu não sei, ele entrou com o pedido, portanto, eu não tenho muito acesso, mas pelo tempo que fui notificada, talvez em breve eu receba mais alguma noticia da parte da sua, ou da minha advogada.

-Tomara que isso se resolva logo!

-Sim! Eu estou apreensiva em relação a Ari!

-Por que?

-Eu tenho medo dele tentar tira-la de mim, só para me atingir sabe?

-Se ele não fez ate agora, certamente não vai mais fazer!

-Tomara! Mas eu tenho as minhas duvidas!

-Não vai meu amor...

-O que aconteceu?-me encarou assustada quando sentimos o carro começar a parar.

-Eu sabia que não iria dar!-olhei para o painel, e notei uma das luzes do painel piscar. Estamos sem combustível!

-Droga!

-Eu pensei que iria dar tempo de chegar ate o posto mais proximo, mas não deu!

-E agora?

-Bom, voçe fica aqui, que eu vou comprar um pouco no proximo posto.-consegui deixar o carro no acostamento.

-E como voçe vai?

-Andando!-sorri.

-Peter!

-Relaxa amor, e ali na frente, daqui conseguimos ver as luzes do posto, esta vendo ali na frente?-apontei algumas luzes a frente.

-Estou!

-Então fica tranquila, eu já volto!-lhe dei um selinho, abrindo o carro.

-Se cuida, cuidado, já e quase meia noite!

-Eu vou ter! Não abre o carro por nada!

-Não vou!

Eu sai do carro a deixando com as chaves, estava com receio de deixa-la sozinha, mas infelizmente eu precisava ir, se não ficaríamos no meio da estrada, e seria pior.


Parte Cris


Estávamos voltando para casa, por que o meu pequeno estava tendo febre, e longe de mim saber que um dos meus amores esta passando mal, e eu não vou sair de onde estiver imediatamente, para ficar perto deles.
Porem, infelizmente, no meio do caminho o carro ficou sem combustível, segundo o Peter, ele disse que pensou que o que tinha iria dar para chegar no posto mais proximo, porem...
O tempo estava nublado, e querendo chover, ele disse que iria caminhando ate o posto mais proximo, que por sorte estava a mais ou menos uns 100 metros em linha reta do nosso carro, ate dava para ver as luzes de onde estávamos, mas mesmo assim, eu fiquei preocupada. Primeiro por ele ir sozinho, e no escuro. Segundo por que só a ideia de ficar sozinha dentro de um carro, me deixa apavorada, e no escuro então. Eu senti cada pelo do meu corpo se arrepiar, era como se eu me visse naquele maldito dia, e eu estava começando a ficar com medo.
Tranquei as portas assim que ele saiu do carro, e segurei a chave entre as minhas duas mãos, controlando a minha respiração que começava a ficar descompassada. Olhei para os loados, e a estrada estava completamente vazia, apenas alguns remotos carros que passavam pelo nosso no acostamento. E a coisa complicar ainda mais, de um lado tinha a pista, e do outro somente mato, assim como daquela vez.
Eu não sabia se deixava a luz interior acesa, ou apagada, a ultima coisa que eu queria, era chamar a atenção naquele lugar, estando completamente sozinha.
Coloquei a mão na minha barriga quando senti o meu bebe se mexer, ele deveria estar sentindo a minha tensão, e nervosismo. Escutei um barulho atras do carro, e olhei pelo retrovisor, senti um no se formar na minha garganta, o meu corpo começou a tremer, e os meus olhos marejaram imediatamente. Vi um carro estacionado logo atras com os faróis baios, e em seguida um cara com um casaco preto de capuz saiu do mesmo, e caminhou lentamente na direção do carro em que eu estava. Eu apertei a chave contra o meu peito, soltando o cinto de segurança tentando manter uma calma que eu não tinha ideia de onde estava vindo. Olhei mais uma vez pelo retrovisor, e a sua imagem me fez voltar no tempo, era como se eu estivesse revivendo tudo aquilo novamente, ele se aproximando como quem não quer nada, para no final tentar me matar.
Rapidamente e de qualquer maneira, eu fui para a parte de trás do carro me encolhendo o máximo que eu poderia, no vão entre o banco do carona, e o de trás. Elevei o olhar ate a porta de trás, e vi o cara parado ao lado da mesma, ele olhava para o lado de dentro, a a esta hora eu já estava aos prantos, estava em desespero. A ultima coisa que eu queria no momento, era passar pelo mesmo que passei a anos atras.


O cara ainda olhava para o lado de dentro, e eu estava com as mãos na boca tentando conter um grito que estava instaurado em minha garganta. Ele estava me vendo, eu sei que estava, por mais que ele estivesse a "procura" de algo no interior do carro, eu tinha certeza de que ele estava me vendo la dentro, e provavelmente adorando me ver em estado de desespero.
Eu mordia o meu lábio inferior, a cada vez que me dava vontade de gritar. Porem, foi impossível conter o meu desespero quando ele deu uma leve batida no vidro da janela de trás. Pronto, e agora que eu vou morrer.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aceita? cap 53




Parte Peter

Acho que a decisão de viajarmos um pouco, e meio que deixar para trás as lembranças dos últimos meses, para nos dois, foi uma das melhores decisões que poderíamos ter.
Desde que nos reencontramos, ainda não tínhamos conseguido ter um momento só nosso sabe, sem a preocupação de nos despedirmos brevemente por causa de alguém, e por causa disso, espero ter um final de semana tranquilo com ela.
Estávamos na varanda apreciando a vista noturna, o belo mar banhado pela lua, enquanto conversavam os justamente sobre  a bela vista que tínhamos quando o seu celular começou a tocar, ela o atendeu, mas disse que a ligação estava muda, e que ninguém respondeu absolutamente nada. Ela achou estranho, eu ainda mais, , afinal quem iria simplesmente ligar para não falar absolutamente nada? Eu fiquei intrigado, mas preferi não falar absolutamente nada. Apos ficarmos um tempo em silencio, ela respirou fundo contra o meu peito.

-O que foi amor?

-Esta vista, ela me faz lembrar o Hawaii!-sorriu acariciando a sua barriga, mas tinha pequeno ponto de preocupação estava em seus olhos, que eu preferi mais uma vez ignorar, não queria estragar estes dias.

-Verdade, mas as praias de la são bem mais bonitas!

-Sem sombra de duvidas! Ainda mais por que elas carregam um pouco da minha historia!

-Nossa historia!-acariciei o seu rosto.

-Verdade!

-Sabe o que estava me lembrando agora?-envolvi a minha mão na sua que acariciava o nosso filho.

-Em que?

-Em quando saiamos para passear pelas ruas, apenas para ficar um tempo juntos...

-Eu me lembro de como voçe me olhava, sempre me deixava ainda mais tímida do que já era!-ela sorriu se virando para me olhar.

-Era impossível não te olhar, voçe sempre foi linda!

-E eu sentia o meu peito bater mais acelerado sempre que estava ao seu lado.-acariciei o seu rosto, e ela fechou os olhos.

-Eu não sabia, mas hoje eu sei que sempre te amei! Mas graças as minhas trapalhadas, tivemos que percorrer um longo caminho, ate que enfim, pudêssemos ficar juntos!

-Eu percorreria todo ele novamente, se ao final voçe ainda estiver la!

-Eu sempre estarei!-segurei o seu rosto selando os nossos lábios. Eu amo voçe Crystal!

-Eu amo voçe Peter!-ela acomodou a sua cabeça no meu peito. Já que estamos relembrando do Hawaii, sabe o que eu acabei de me recordar?-sorriu.

-Não faço ideia!-sorri ao vela se levantar rapidamente. Cuidado com a barriga amor, não se mexa tão rápido assim!-me preocupei pelo nosso bebe.

-Relaxa amor!-observei ela indo ate o seu telefone, a procura de algo. Lembra desta musica?-concordei com a cabeça quando começou a toca Elvis Presley "No More" in "Blue Hawaii".

-Impossível esquecer!

-Foi com ela que eu passei a minha primeira vergonha com voçe!-sorrimos.

-Você ainda se lembra daquele dia?

-Impossível não me lembrar do rosto daquelas pessoas nos encarando, como se fossemos aberrações!-ela ainda sorria lindamente. Voçe sempre foi um pervertido!

-Eu sempre fui louco por voçe, mas parece que voçe não entendia as minhas loucuras para te mostrar isso!

-Não, realmente não! Eu achava que voçe era inalcançável para mim, e eu jamais chegaria aos pés da garota ideia para voçe!

-Voçe sempre foi muito mais do que eu merecia!

-Seu bobo, não precisava me fazer passar vergonha!

-Não reclama, voçe aprendeu a dançar!

-Sim! Na realidade, eu ainda sei! So não repara na minha barriga enorme no meio do caminho!-sorrimos.

-Pode deixar, eu não repararei SÓ na sua barriga, vou reparar em tudo!

-Palhaço, só não ria!

-Não prometo nada!

Ela sorriu fechando os olhos, e eu me ajeitei para olhar melhor para ela. Sorri admirado quando ela começou a dançar, dançar exatamente como a anos atras, incrível como ela ainda tinha a mesma sutileza, e graciosidade nos movimentos. Foi impossível não ser transportado para o passado, e não deixar de apreciar a minha pequena, linda como sempre, e sexy como nunca.
Fechei os olhos por um minuto, e me recordei daquele exato momento, do dia lindo que fazia, do cheiro do mar, e o perfume dos seus cabelos, a suavidade da sua pele, e a doçura dos seus olhos. A encarei novamente, e ela estava de olhos fechados, com um lindo sorriso nos lábios. Me levantei, e fui ate ela que não sentiu a minha aproximação, lacei a sua cintura, a fazendo sorrir, e abrir os olhos.

-Voçe sabe o que esta dança significa não e?-disse rente aos seus lábios.

-Uhum!

-E mesmo assim voçe vai me provocar?

-Não estou te provocando, estou dançando!-sorriu, e eu lhe dei um selinho demorado.

-Sinto te informar, voçe me provoca apenas com um sorriso.


Me curvei passando um dos meus braços por trás de seus joelhos, e o outro em suas costas a pegando no colo, fazendo com que ela sorrisse mediante a surpresa. Ela envolveu os braços em minha nuca, enquanto eu nos guiava ate o quarto. Acomodei-a na cama devagar, e ela me olhou com um sorriso tímido no rosto, e o seu olhar de menina que eu tanto amava.

Acariciei o seu crosto, beijando de leve os seus lábios, sentindo a sua respiração controlada batendo em minha face. Me ajoelhei na cama retirando a sua blusa devagar, deixando a sua lingerie de renda vermelha a mostra, enquanto os seus olhos fitavam os meus de forma intensa. Segurei novamente nos cabelos de sua nuca, a fazendo inclinar a cabeça para trás me dando a liberdade de beijar o seu pescoço, e assim eu fiz beijando a sua pele macia, e cheirosa. Me distrai naquela área com beijos, mordidas de leve, e chupões moderados, nada que deixassem marcas. Os gemidos baixos que saiam dos seus lábios, me diziam o quanto ela estava gostando.

Me inclinei sobre o seu corpo, sem colocar o meu peso devido ao nosso bebe estar entre nossos corpos beijando a sua boca com calma, apenas saboreando os seus lábios. Eu me ajoelhei novamente a sua frente, desfiz o laço da sua calça de abrigo, que ela colocou apos o banho, apos o nossos jantar. E depois que terminei de passar a peça pelos seus pés, eu a olhei, e ela me encarava com os olhos cerrados, e um sorriso com os lábios entortados como se pedisse que eu não a torturasse. Porem, hoje quem não estava aberto a negociações era eu amor. Desculpa.

Me sentei na cama pegando um de seus pés, e ela sorriu jogando a cabeça para trás. Eu o elevei ate os meus lábios, e o beijei devagar, arrancando um gemido ainda baixo, e um suspiro de seus lábios. Acho que começamos bem.
Comecei a beijar a extensão de seus pés, e canela ate a coxa, onde ela apertava uma coxa na outra, provavelmente na tentativa de conter o tesão que estava sentindo. Lamento meu amor, mas eu pretendo ir mais adiante.
Beijei o interior de sua coxa, ate proximo a sua virilha, que por sinal senti que a sua pele estava muito quente, e eu tinha certeza de que a esta altura ela já estava completamente molhada, e eu adoro isso. Beijei a sua boceta por sima da renda da calcinha, e ela arfou pesadamente, quase em um gemido de suplica quando comecei a beijar a sua outra coxa, sorri rente a sua pele quando ela esbravejou algo incompreensível.

Eu beijava com cuidado a sua barriga, sentindo a presença do nosso bebe, acariciando a mesma, quase que me distraindo por completo por ali, sentindo a presença do nosso filhos, e por um segundo me vi imaginando estar com ele em meus braços. Porem, o seu toque em meu rosto, me fez voltar a realidade, e a missão de dar prazer a minha mulher. Soltei o seu sutiã com fecho frontal, deixando os seus lindos e maiores seios -devido a gestação- a mostra, e foi impossível resistir aos "meus meninos" e beija-los com prazer e adoração.

Senti as suas mãos puxarem a minha camisa, ate que ela abandonasse o meu corpo sem nenhuma dificuldade. Me ajoelhei mais uma vez para abrir a calça que vestia o meu corpo, e ela se sentou na cama para me ajudar nesta tarefa, e logo eu estava soltando o ar preso em meus pulmões sentindo a sua mão, e boca quentes me dando prazer. Desde a primeira vez que ela me fez um oral, foi impossível esquecer a macies de seus lábios ao fazer tal caricia, o cuidado que ela "o trata" sem deixar de fazer maravilhosamente bem, me deixa extremamente excitado, poderia sentir a sua boca a noite toda me dando prazer.

Antes que eu gozasse, e acabasse com a nossa brincadeira recém começada, eu segurei devagar em seus cachos perfeitamente desarrumados a afastando um pouco de mim. Acredite, isso doeu muito mais em mim.

Quando ela estava novamente deitada sobre a cama, eu retirei a sua alcinha, a unica peça restante em seu corpo, a descartando juntamente com o restante de nossas roupas espalhadas pelo chão do quarto. Estiquei a mão para ela que aceitou, eu me sentei na cama, e parecendo entender o recado, ela se acomodou em meu colo, segundo ela, em nossas outras transas, era mais confortável para ela assim, estando no comando.
Enfim, alguns segundos depois os nossos gemidos de prazer já se espalhavam pelo quarto, acompanhados do barulho incessante do atrito de nossos corpos, juntamente com as palavras desconexas que quebravam o silencio do comodo abafado.

Mesmo com uma enorme barriga de quase seis meses, o seu "pique" estava a todo vapor, certamente a sua gestação estava fazendo muito bem a nossa vida sexual. Obrigado.
Ela rebolava, subia e descia em meu colo com maestria, me deixando completamente absorto naquele maravilhoso, e excitante momento.

Depois de alguns minutos trocamos de posição, nos acomodamos na cama de conchinha, e colocando a sua coxa sobre a minha a penetrei com vontade, a fazendo gemer alto, enquanto segurava os cabelos da minha nuca. Estava sendo delicioso sentir o seu interior massagear o meu pau, me dando a quase impossível missão não gozar antes que ela. Segurei em seu seio esquerdo o massageando, enquanto gemiamos baixo, e eu beijava o seu pescoço cheiroso, e suado.

Segurei em sua coxa aumentando ainda mais os movimentos, apreciando os seus quase gritos de prazer, quando ela anunciou quase sem voz que estava proximo do seu orgasmo, e nem um segundo depois a senti ainda mais molhada e deliciosa, me dando assim, a liberdade de aproveitar daquele maravilhoso momento com a minha mulher. E algumas estocadas depois senti o meu corpo se libertar intensamente dentro dela.
Apenas a envolvi em meus braços sentindo a nossa respiração voltar gradativamente ao normal, enquanto acariciava o nosso bebe que se comportou muito bem durante a "brincadeirinha" de seus pais. Parei por um segundo para apreciar o barulho que o mar fazia abaixo da nossa janela, não era alto, era gostoso, e confortante.

-Esta ouvindo?-a questionei baixinho.

-O mar?

-Sim!

-Estou apreciando, e delicioso, quase uma massagem na alma!

-Eu amo o mar!

-Eu também amo! Quem sabe um dia eu não more proximo ao mar!

-Voltar para o Hawaii?

-Talvez, ou algum lugar proximo a costa por aqui mesmo.-ela colocou a sua mão sobre a minha que acariciava a sua barriga.

-Podemos providenciar, o que acha?

-Não agora, deixe mais pra frente, sim?

-Voçe quem manda!-sorri, e ela se virou para mim, também sorrindo.

-Seu bobo.-selou os nossos lábios com cuidado, e carinho. Quero esperar o nosso bebe nascer, para tomar qualquer tipo de decisão, principalmente a de trocar de casa.

-Mas ate la, certamente já estaremos morando em baixo do mesmo teto.-a encarei, e ela suspirou. Não adianta suspirar, voçe sabe a minha posição sobre não morarmos juntos, eu fico com receio de voçe precisar de algo, ou passar mal durante a noite, e eu não estar por perto para te ajudar...

- Fica tranquilo meu amor, eu estou bem de saúde, apesar do meu histórico! Eu tinha receios devido ao tempo em que estive realmente estéril, e também devido ao estilhaço da bala ter afetado o meu útero, mas segundo os exames do doutor Torres, eu estou realmente bem!

-Isso e bom!

-Inclusive...

-Inclusive?- a questionei depois de fazer certo suspense.

-Estou pensando em fazer parto natural!

-Natural tipo como?

-Em casa de preferencia!

-Voçe quer me matar não e?-sorriu.

-Por que amor?

-Acho que não suportaria!

-Mas quem vai dar a luz sou eu Peter, não você! Fica tranquilo!-gargalhou.

-Engraçadinha! É serio eu acho que não teria estomago!

-Então voçe terá que procurar um estomago substituto, por que eu pretendo sim, ter o nosso bebe em casa, eu tenho condições, e eu preciso disso!

-Se voçe se sente segura para isso! Eu só posso te apoiar.

-Obrigada meu amor!

-Eu só espero que o nosso bebe birrento decida ser mais cooperativo, e deixar-nos descobrir o seu sexo!-sorrimos.

-Eu também meu amor! Eu também!

Tomamos um banho sem "pegação", e quando voltamos para a cama, eu fiquei acariciando a sua barriga devagar enquanto conversava sobre esporte com o nosso bebe se mexia lentamente as vezes.

-E se for uma menina Peter?-disse ainda gargalhando devido ao meu papo cabeça com o nosso bebe.

-Se for menina e complicado, eu vou ter que aprender a brincar de boneca!

-Vai mesmo! Ela vai te pintar com a minha maquiagem, colocar as minhas joias em voçe, e quem sabe te vestir com as minhas roupas?- a encarei meio assustado, mas sei que tiraria de letra. Porem, não quero pensar nisso ainda.

-Então, como eu estava falando filho, eu vou brincar de bola com voçe, jogar vídeo game, jogar basquete...

-Hey, sabia que menina também joga bola, vídeo game, e basquete?-chamou a minha atenção quando tentei trocar de assunto.

-Eu sei, voçe quem veio com esta de maquiagem, joias e roupas femininas!-gargalhamos como dois bobos. E outra, eu vou me dar muito bem, por que já temos uma linda princesa em casa!

-Verdade, voçe já é um pai maravilhoso, tanto para o Dylan, como para a Ariel!

-Obrigado meu amor! Por falar neles, eu acho que vou ligar para os seus pais!-olhei a hora, e ainda era pouco mais de dez.

-Sera que eles estão acordados?

-Os meus pais, ou as crianças?

-De preferencia, seus pais!-sorri já discando o numero da casa dos meus sogros.

-Certamente!

-Alo, dona Laura?-sorri quando ouvi a voz doce de minha sogra.

-Oi meu filho, tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

-Não, e que... Bom, eu liguei para saber das crianças! A Cris estava preocupada, e eu...

-Eu Peter?-ela disse mais alto, e todos sorrimos ate a dona Laura.

-Eles estão ótimos meu filho, fica tranquilo, já estão ate dormindo!

-Obrigado, e me desculpa pelo horário!

-Imagina! Como esta a Cris?

-Bem, esta deitada, estávamos prontos para dormir! Quer falar com ela?

-Sim, por favor!

-Tudo bem, vou passar para ela! Boa noite dona Laura!

-Boa noite meu filho!

Entreguei o celular para ela, que ficou falando com a mãe enquanto eu voltei a minha atenção para o nosso bebe. Estava tão ansioso para descobrir se era menino ou menina, mas na realidade a minha vontade era de pegar logo o nosso bebe nos braços, era de ver o seu rostinho, sentir o seu cheirinho, coisa de pai babão.

-Eu te amo meu pequeno!-disse baixinho beijando a sua barriga, e ela sorriu durante a sua ligação.

Me acomodei em seus braços,voltando a acariciar a sua barriga, estava tão disperso, que acabei pegando no sono.


Acordei na manha seguinte com uma fresta de luz insistente entrando pela cortina que cobria a janela, abri os olhos com muita preguiça, notando que estava completamente sozinho. Respirei fundo ao me espreguiçar, e senti um delicioso cheiro de cafe fresco, estranhei sentir aquele cheiro, afinal, a Cris enjoa com o aroma do cafe, e sempre que dormia na sua casa, ou eu tomava na rua quando não ia direto para minha casa, ou ela saia para o jardim, e eu preparava o meu próprio cafe.
Resolvi me levantar, e ir ate o banheiro fazer as minhas necessidades, escovar os dentes, e tomar uma ducha para acordar. Depois do banho, enquanto me arrumava, eu vi a sua camisola de renda acomodada na poltrona do quarto, e pequei a peça de roupa q levando ate o nariz sentindo o seu cheiro. Minha mulher e muito cheirosa.
Abri a janela no quarto, e dei uma olhada para o mar, antes de sair pela casa a sua procura, porem notei que não precisaria procura-la, pois ela estava na beira do mar, parada na areia olhando para a imensidão a sua frente, resolvi ir ate o seu encontro, e apreciar com ela esta visão maravilhosa.
Assim que sai pela porta, senti um vento um pouco mais frio arrepiar a minha pele, nada desesperador. Segui ate ela que estava simplesmente parada olhando para o mar, parecia concentrada com os seus cabelos, e a sua saia longa ao vento. Me aproximei o suficiente para tocar em sua barriga, e apesar de se assustar com o meu toque, ela pareceu me reconhecer imediatamente, apenas acomodou a cabeça em meu ombro, e eu a abracei melhor sentindo o seu perfume.

-Esta tudo bem?-perguntei baixo rente ao seu ouvido.

-Esta! Não e lindo?

-Sim, e realmente muito lindo! Em que voçe eta pensando?

-Na realidade estou agradecendo!

-Ao mar?-ela sorriu.

-A natureza, eu sinto que estando em contato direto com a natureza, me sinto um pouco em contato com Deus.

-E o que voçe esta agradecendo a Deus? Sera que e por ter um namorado maravilhoso ao seu lado?

-Namorado?-me encarou. Não estou sabendo de nada disso!

-A não?-sorrimos.

-Não!

-Tudo bem, não seja por isso!-dei um passo para trás, e apoiei um dos joelhos no chão a sua frente, e ela arregalou os olhos com a boca levemente aberta. Crystal, sei que começamos na ordem errada, mas a ordem dos fatores não altera o produto, e muito menos muda o que eu sinto por você, não muda o quanto eu te amo, e preciso de voçe na minha vida! Eu passei anos tentando imaginar como seria a minha vida ao seu lado, e mada do que eu tinha imaginado ate hoje, chegou proximo do que e de fato estar ao seu lado. E maravilhoso a forma como você me passa segurança. me passa carinho, amor, eu me sinto bem, e protegido ao seu lado. Você me faz sorrir de coisas bobas, e se sentido, me sinto um um bobo ao seu lado, na realidade, eu me sinto como o Peter de 17 anos de idade, espirituoso, despreocupado, brincalhão, e apaixonado. Esperei ansioso cada ano da minha passar na esperança de reencontrar com você, de rever os seus olhos, tocar em sua pele, sentir o seu cheiro, ouvir a sua voz, e provar novamente dos seus lábios. E hoje, eu sinto como se fosse um sonho, sinto como se o tempo não tivesse passado, como se ele tivesse simplesmente parado, e a vida não tivesse passado, por que ao seu lado, eu sinto como se o tempo tivesse congelado, e a unica coisa que existe o nosso amor! Minha pequena Crystal, nos temos três filhos para cuidar, e criar juntos, por isso nada mais correto do que sermos de fato uma família, de você ser a mãe dos meus filhos, a mulher que irá amanhecer, e adormecer o meu lado, que irá enfrentar as coisas boas, e as coisas ruins comigo, sem me abandonar, sem me deixar sozinho, assim como eu estarei ao seu lado para o que for preciso. A pessoa que ira me fazer seguir quando eu quiser desistir, me fara sorrir quando estiver triste. E é por isso, e por todo o futuro que temos pela frente, que eu queria muito que você fosse oficialmente a minha mulher, a minha esposa, e simplesmente pegasse de volta de uma vez por todas, o que nunca deixou de ser seu! Você aceita?

-Peter isso e serio?-ela me encarou com os olhos marejados.Quer dizer, eu ainda não assinei o divorcio...

-Sim, e realmente muito serio! O creio que em breve o seu divorcio ira sair, e eu não quero perder mais nenhum segundo com você! Eu iria fazer isso esta noite antes de voltarmos para casa, por isso que a aliança esta la em sima guardada!-sorrimos. Mas eu posso pegar agora se voçe quiser!-me levantei dando as costas, mas ela segurou em meu braço me fazendo parar e olhar para ela.

-Peter, e aceito estar ao seu lado em todos os momentos de nossas vidas!-sorri, olhando em seus olhos, secando as lagrimas que escorreram pela sua face. Sim, eu quero muito ser a sua mulher quando tudo isso passar. Eu amo você!

-Eu também amo voçe!

Selamos os nossos lábios em um beijo amoroso, e delicado, beijo que só ela sabia dar, que só ela conseguia me fazer sentir como nenhuma mulher havia feito ate agora. Definitivamente tínhamos algo muito bom, intenso, e especial. O mesmo tempo que nos separou por anos, nos juntou com força total, nos deixando ainda mais apaixonados do que nunca um pelo outro.

Boa tarde amores!
Estou desde esta manha editando um pouco e parando para escançar as vistas quando começa a doer, so para não deixa-las tanto tempo sem cap, espero que agrade.
A noticia boa e que provavelmente este mês eu consiga mandar fazer os meus óculos, e ano que vem eu volte a ativa como antes, ou quem sabe ate melhor! kkkkkkkkk
Obrigada pelo carinho de e atenção de todas, vocês são maravilhosas!